Blogue

DIÁRIO - 14/10/2013

14-10-2013 20:34

Cortes à viuvez e nas subvenções dos políticos.

 

Isto que vou dizer hoje neste regresso, ainda pontual, aos meus textos, pode até parecer reacionário e pouco alinhado com a realidade, mas mais não é que a minha opinião no seu lado mais pragmático.

Pode parecer àqueles que criticam por termos muitos deputados, que criticam pelos carros e motoristas que têm os ministros, que criticam as mordomias de uns e outros sem nunca quantificarem o que essas coisas valem e quanto pouparia o estado se não existissem, que isto que o Dr. Paulo Portas anunciou é uma coisa com moral. Não é, nem equilibra coisa nenhuma pois será algo como a quinquagésima parte (1/50) do deficit deste ano. Se bem que pelas minhas contas e sendo 25.000 os atingidos pela medida, vai cortar a esses que descontaram para isso, algo como 4.000€ a cada um, em média é claro, o que reconheça-se é coisa pouca.

Estas medidas avulsas e sem nexo, servem para confortar algumas mentes menos exigentes e que se ficam adormecidas por atos simbólicos, que apenas têm como objetivo enganar tolos. Pois desenganem-se os portugueses mais crentes nestas atitudes populistas, pois elas não corrigirão coisa nenhuma. Talvez apenas sirvam para castigar alguns que até aqui estavam mais remediados, encostando-os aos de mais baixos rendimentos. Falam muitos dos que apoiam a coisa apenas porque não descontaram para serem agora penalizados por esta falta de palavra do estado, se tivessem descontado agora sentir-se-iam roubados, sim o termo é roubados, com mais ou menos jeito.

Deixem-me dizer que falo disto desinteressadamente, pois o único estado civil que nunca tive, foi mesmo o de viúvo, como tal não sobrevivi a ninguem que me pudesse tornar beneficiário de tal pensão. Politico também nunca fui, como tal não receberei nunca subvenção.

Para redistribuir a riqueza no nosso sistema socio-económico existe uma coisa que se chama IRS, é pois nessa sede, que se deve redistribuir tirando aos que mais têm para auxiliar o que têm menos.

Não sei se se deram conta que o Dr. Paulo Portas, disse que ainda assim o estado ficará com um deficit contributivo, para este tipo de pensões, de 1.200M€, não sei se tendo sido estas medidas desenhadas tão tarde e à pressa, se terão dado conta, nos cálculos Excel, que elas baixarão a receita no IRS. E que mesmo a receita específica para estas pensões baixará também pela baixa dos salários da função pública e pelo continuar da destruição de postos de trabalho, que mesmo o governo admite que vai continuar. Diria o meu erudito avô, do alto da sua terceira classe, "POUPAM NA FARINHA E ESTRAGAM NO FARELO"

O que não terá aprendido esta gente com as medidas recessivas que já aplicou? O que será necessário fazer para que vejam que estão a tornar-nos o país mais assimétrico da europa e qualquer dia do mundo? Estas medidas são simbolismos bacôcos e patéticos que enganam os de menores recursos e ferramentas intelectuais, mas nunca conseguirão enganar todos.

Porque não criam impostos extraordinários sobre as empresas que dão lucros acima de 20M€? Porque não taxam em sede de IMI os imoveis da banca? Porque não taxam devidamente a especulação bolsista? Porque não mexem nas PPP? Porque não diminuem as rendas garantidas do setor energético?

Qualquer uma das medidas que coloquei sobre a forma de questão atrás dariam receitas tremendamente superiores aos cortes das subvenções dos políticos ou aos cortes das pensões de sobrevivência.

TRISTES AS PESSOAS QUE SE DEIXAM ENGANAR E AINDA VÊEM NAS PEQUENAS POUPANÇAS A SOLUÇÃO PARA AS NOSSAS MISERÁVEIS CONDIÇÕES. NÃO ERA ESTA A MENTALIDADE DO PROF. SALAZAR ?  POBRES, HONESTOS, TRABALHADORES, SUBMISSOS E RELIGIOSOS, ALEM, CLARO ESTÁ, DE POUCO INSTRUIDOS PARA NÃO PERCEBER O QUE OS MAIS RICOS ROUBABAM.

CONTRÁRIAMENTE A MUITOS, NÃO ME CHOCA A CONSOLIDAÇÃO PELO LADO DA RECEITA, DESDE QUE ELA NÃO AUMENTE AS DIFICULDADES PARA OS CONTRIBUINTES. COMO TAL O ESTADO QUE GASTE TUDO O QUE PRECISAR DESDE QUE TENHA RECEITA PARA ISSO. EM TERMOS BÁSICOS PARECE-ME QUE ISSO SÓ SE CONSEGUIRÁ CRESCENDO E TORNANDO O PAÍS MAIS RICO, NUNCA COMO DIZ ESTA GENTINHA IGNÓBIL E TONTA QUE NOS GOVERNA, “TEMOS DE EMPOBRECER”, POIS DESTA FORMA CADA DIA ESTAREMOS MAIS LONGE DO QUE QUEREMOS ALCANÇAR E  MESMO DE CONSEGUIR PAGAR A DÍVIDA.

IMAGINO QUE UMA MEDIDA COMO ESTA NÃO PASSARÁ NO CONTITUCIONAL, CREIO QUE VIOLA O CONTRATO COM OS TRABALHADORES QUE DESCONTARAM PARA A SEGURANÇA SOCIAL E VIOLA TAMBÉM A BOA-FÉ QUE DEVE SER APANÁGIO DE QUALQUER ESTADO DE DIREITO E DEMOCRÁTICO.

14/10/2013

DINIS JESUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIÁRIO - 24/05/2013

24-05-2013 23:21

Diário – Duas opiniões acertadas da ministra da justiça e as suas costumeiras tolices.

 

Desta espalhafatosa e tola ministra, também se conseguem ouvir coisas acertadas. Foi desalinhada e assumiu a sua posição na questão da adoção por casais homossexuais e acha necessário criminalizar a mutilação genital feminina.

Falava a ministra em entrevista  que não está refém do ministério das finanças para resolver assuntos laborais pendentes no seu ministério. Até pode parecer um assunto importante, mas eu acho que de todo não é. Além disso também acho que todos os ministros estão reféns do Gasparzinho.

Diz também a ministra que embora com atrasos e reconhecendo problemas, não faltarão cuidados de saúde à população prisional. Será que isso é verdade? É que faltam para toda a gente, a não faltar para essas pessoas presas, se calhar bater num policia ou num governante pode assegurar uma cirurgia ou qualquer exame mais difícil.  

Além de tudo, constata o obvio, diz que para qualquer ligeira alteração orçamental é necessário autorização do ministério das finanças, contrariando a ideia do não estar refém do ministro Gaspar para negociar com os guardas prisionais.

Grande confusão reinará na cabeça desta senhora ministra. Cada dia mais entendemos que o ministro, apenas deveriam chegar gentes honestas e discretas, que não dissessem sistematicamente barbaridades para ter protagonismo.

QUANTO MAIS TEMPO DARÁ A MÚMIA  CAVACO SUPORTE  A ESTA ESTUPIDA, ARROGANTE E INCOMPETENTE GOVERNAÇÃO?

24-05-2013

Dinis Jesus

OS COMUNISTAS

27-04-2013 18:34

O COMBATE AO ANTICOMUNISMO PRIMÁRIO.

Eu que sempre me insurjo contra essa frequente diarreia mental que é o anticomunismo sem razão. Sim, sem razão, porque muitos dos que praticam tal filosofia, se é que podemos referir-nos a uma corrente ideológica enferma como uma filosofia. É apenas uma moda essa de catalogar os comunistas como alguem menor, mas sem terem uma justificação válida para isso. Muitos socorrem-se de frases feitas e desprovidas de provas para diabolizar os comunistas, mas não sustentam as afirmações em nada de palpável. São uns indigentes do pensamento, não sabem muito mas julgam que sabem.

Pois eu continuo a achar que um verdadeiro comunista é aquele que se rege por condutas de SUPERIOR MORAL.  A tal superioridade moral de que um célebre comunista falava.

 

Agora NERUDA para dizer de forma superior o que eu apenas consigo sentir, mas sem a qualidade natural, para saber escrever com esta classe.

 

Poesia | Pablo Neruda - Os Comunistas

 



Passaram-se alguns anos desde que ingressei no Partido
 
Estou contente
Os comunistas formam uma boa família
Têm a pele curtida e o coração moderado
Por toda parte recebem cassetetes
Cassetetes exclusivos para eles
 
Vivam os espíritas, os monarquistas, os anormais, os criminosos de todas as espécies
Viva a filosofia com muita fumaça e pouco fogo
Viva o cão que ladra mais não morde, vivam os astrólogos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camarão, viva todo mundo, menos os comunistas
Vivam os cintos de castidade, viam os conservadores que não lavam o pé a quinhentos anos
Vivam os piolhos das populações de miseráveis, viva a fossa comum e gratuita, viva o anarcocapitalismo,
viva Rilke, viva André Guide com seu corydonzinho, viva qualquer misticismo
 
Esta tudo bem
Todos são heróicos
Todos os jornais devem sair
Todos devem ser publicados, menos os comunistas
Todos os candidatos devem entrar em São Domingos sem algemas
Todos devem celebrar a morte do sanguinário de Trujillo, menos os que mais duramente o
combateram
 
Viva o Carnaval, os últimos dias de carnaval
Há disfarces para todos
Disfarces de idealistas cristãos, disfarces de extrema esquerda, disfarces de damas beneficentes e de matronas caritativas
 
Mas cuidado: Não deixem entrar os comunistas
Fechem bem a porta
Não se enganem
Eles não têm direito a nada
Preocupemos-nos com o subjetivo, com a essência do homem, com a essência da essência
Assim estaremos todos contentes
 
Temos liberdade
Que grande coisa é a liberdade!
Eles não a respeitam,
Não a conhecem
A liberdade para se preocupar com a essência
Com a essência da essência
 
Assim tem passados os últimos anos
Passou o Jazz,
Chegou o Soul, naufragamos nos postulados da pintura abstrata, a guerra nos abalou e nos matou
Tudo ficava como está
Ou não ficava?
Depois de tantos discursos sobre o espírito e de tantas pauladas na cabeça, alguma coisa ia mal
Muito mal
 
Os cálculos tinham falhado
Os povos se organizavam
Continuavam as guerrilhas e as greves
Cuba e Chile se tornavam independentes
Muitos homens e mulheres cantavam a Internacional
Que estranho
Que desanimador
Agora cantam-na em chinês, em búlgaro, em espanhol da América
 
É preciso tomar medidas urgentes
É preciso bani-lo
É preciso falar mais do espírito
Exaltar mais o mundo livre
É preciso dar mais pauladas e o medo de Germán Arciniegas
 
E agora Cuba
Em nosso próprio hemisfério, na metade de nossa maça, esses barbudos com a mesma canção
E para que nos serve Cristo?
Para que servem os padres?
Já não se pode confiar em ninguém
Nem mesmo os padres. Não vêem nosso ponto de vista
Não vêem como baixam nossas ações na bolsa
 
Enquanto isso sobem os homens pelo sistema solar
Deixam pegadas de sapatos na lua
Tudo luta por mudanças, menos os velhos sistemas
A vida dos velhos sistemas nasceu de imensas teias de aranhas medievais
No entanto, há gente que acredita numa mudança, que tem posto em prática a mudança, que tem
feito triunfar a mudança, que tem feito florescer a mudança
Caramba!
 
A primavera é inexorável!
 
 
Pablo Neruda

 

DIÁRIO - 02-02-2013

02-02-2013 21:53

Diário - Colagem a Marinho Pinto, no uso de ARY DOS SANTOS.

Porque duas pessoas pequenas na dimensão humana e mesquinhas, me violentam todos os dias, hoje como ontem seguindo na mesma linha e insultando sem me incriminar, chamo a tais pessoas todos os nomes feios que me assaltem o pensamento.

Pois porque me querem impedir de exercer os meus direitos como pai e estão a violentar psicológicamente a cabeça da minha filha no sentido de a adaptar a viver sem o pai, vou usar o poema de José Carlos Ary dos Santos para com uma deriva de poeta para pai expressar o que sinto e o que vou fazer.

Reconheço que me inspirou o Sr. bastonário da ordem dos advogados so usá-lo sábiamente na abertura do ano judicial.

 

"Poeta Castrado, Não!   adaptado a "PAI castrado, Não"

Serei tudo o que disserem

por inveja ou negação:

cabeçudo dromedário

fogueira de exibição

teorema corolário

poema de mão em mão

lãzudo publicitário

malabarista cabrão.

Serei tudo o que disserem:

PAI castrado não!

Os que entendem como eu

as linhas com que me escrevo

reconhecem o que é meu

em tudo quanto lhes devo:

ternura como já disse

sempre que faço um poema;

saudade que se partisse

me alagaria de pena;

e também uma alegria

uma coragem serena

em renegada poesia

quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu

a força que tem um verso

reconhecem o que é seu

quando lhes mostro o reverso:

De fome já não se fala

- é tão vulgar que nos cansa -

mas que dizer de uma bala

num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história

- a morte é branda e letal -

mas que dizer da memória

de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser

o poema dia a dia?

- um bisturi a crescer

nas coxas de uma judia;

um filho que vai nascer

parido por asfixia?!

- Ah não me venham dizer

que é fonética a poesia !

Serei tudo o que disserem

por temor ou negação:

Demagogo mau profeta

falso médico ladrão

prostituta proxeneta

espoleta televisão.

Serei tudo o que disserem:

PAI castrado, não!

 

in SANTOS, Ary dos. - Resumo. Lisboa, 1973.

02-02-2013

DINIS JESUS

FALTA DE HONESTIDADE INTELECTUAL

01-02-2013 02:07

 

EGOÍSMO POR ABSTENÇÃO PARA MANTER O STATUS-QUO.

 

Quando somos surpreendidos por pessoas em quem confiamos e ficamos como quando se leva um murro no estomago, a vida parece-nos uma coisa estranha e por onde as pessoas passam de forma a apenas proteger-se e não para fazer o que é correto em termos morais.

Por vezes certas pessoas ainda têm a capacidade de nos surpreender, fazem-no não porque sejam muito diferentes dos outros, mas apenas pela sua vulgar normalidade.

Pessoas em quem acreditamos e até temos grande estima são aquelas que mais nos surpreendem, surpreendem porque somos puros e ingénuos demais, acreditamos que todos são intelectualmente honestos como nós e farão o que estiver ao seu alcance para que a verdade prevaleça sempre que um amigo lho pede, sobretudo quando o assunto é um aberrante comportamento de outro amigo ou conhecido.

Por honestidade intelectual, entendo só e tão só, o sermos transparentes e deixar-mos que os outros entendam claramente o que nos vai na alma sem truques e subterfúgios, ainda que mesmo os nossos amigos não concordem nem aceitem a nossas atitudes e opiniões, se com elas defendemos uma verdade inquestionável.

Honestidade intelectual é não se defender o bem-estar pessoal acobardando-se na indiferença, na abstenção, é ainda preocupar-se em manter a verdade como valor maior, ainda que para isso seja necessário questionar certas relações pessoais.

Como pode uma pessoa, apenas para ficar de bem com Deus e com o Diabo, acobardar-se no silêncio perante a malvadez? Pois perante tais comportamentos temos de rever o nosso posicionamento em relação a certos entendimentos com que definimos as pessoas que nos rodeiam. Amigo é alguém que nos pode criticar, mas que perante o mal, nos defende intransigentemente.

Nestes casos não existe neutralidade, se uma pessoa cometeu uma atrocidade monstruosa e a outra não fez nada que cause mal de monta, quando muito disse umas coisas feias. A abstenção perante uma situação como esta, claramente protege quem faz o mal. Assim não se mantem a neutralidade, pois defende-se  uma parte, a que cometeu a atrocidade protegendo-a com um silencio mesquinho e tendencioso, prejudicando claramente a outra, ainda que se não diga nada que o prejudique.

Se virmos alguém matar ou roubar ou outra barbaridade qualquer, não temos a obrigação de o testemunhar seja com amigos ou com conhecidos ou desconhecidos? Pois perante a subtração de uma filha a um pai, as pessoas que conhecem a situação não têm o dever moral de dizer a verdade, sobretudo se essa verdade não implica dizer mal da outra parte, tão só o afirmar a capacidade para exercer a função de pai pela pessoa que se sente violentada com a situação de ficar impossibilitado de contacto com a filha de um momento para o outro.

Pior que tudo, sobretudo quando se sabe que a filha nem sequer está com mãe, pois esta intragável mãe está a dar largas ao seu romance tórrido e a deixar-se invadir pela luxuria e devassidão, por terras de negritude, deixando a filha entregue aos cuidados de quem mal se conhece, pois o relacionamento com a guardadora terá dias ou pouco mais. Nada de estranho, sempre assim foi, sim já se conhece o comportamento de outros carnavais, tem no curriculum, pelo menos, meia dúzia de relacionamentos amorosos desta natureza e sempre deixando a filha entregue a estranhos para se dar ao deboche.

O resultado de tais atitudes resultou no comportamento desviante da filha mais velha, rouba, dorme com dezenas de pessoas, falsifica documentos para se justificar das suas falhas de comportamento e atitude, chumba sistematicamente na escola, mente a toda a hora pois sabe que com tal forma de ser se disser a verdade as pessoas não lhe ligarão nunca coisa nenhuma séria.

Nem sequer culpo a filha mais velha, culpo a mãe que é uma sem juízo e mal comportada mulher, mentirosa, ardilosa, enganadora e leviana, tal banditismo provocou na filha a sensação que se a mãe faz isso e vai vivendo encostando-se aqui e ali. Se isso permite ir andando talvez seja uma forma de se conseguir ir avançando na vida sem muito trabalho e desgaste, julgará a adolescente filha mais velha. Cremos que a continuar desta forma acabará na prisão tal filha, apenas por causa da devassa educação que lhe deu a mãe.

Perante esta situação, não podemos entender certos comportamentos de um egoísmo atroz por parte de algumas pessoas que julgávamos amigas e assim não o estão a ser. Abstém-se na tentativa de não tomar partido, coisa que não conseguem, pois assim claramente protegem quem faz o mal. Saberemos entender isso e a seu tempo saberemos posicionar-nos perante algumas situações.

O amorfismo não poderá nunca ser uma qualidade, quando muito a arma dos cobardes para se protegerem a si próprios, coisa que não alcançarão nunca se tiverem consciência, pois saberão, se não forem burras, que ao calar-se protegem o mal e isso atormentá-las-á bastante, digo de novo, tendo elas consciência. Proteger quem causa mal, transforma as pessoas numa coisa tão ruim como a causadora do mal.

Não pensei possível que pessoas que tinha em boa conta me pudessem fazer isso, já que nunca lho faria a elas, se o caso me fosse posto a mim como o ponho a essas pessoas.

AGUARDAREI QUE UM DIA ME SOLICITEM ALGO SEMELHANTE, FAREI MUITO DIFERENTE DELAS, PARA LHES MOSTRAR COMO SE DEVE SER MORALMENTE SUPERIOR.

SE OS MEUS AMIGOS PRECISAREM DE MIM, NÃO ME PEDINDO PARA DIZER MAL  DE OUTRO AMIGO, LÁ ESTAREI MESMO QUE ME TENHAM TRATADO DE FORMA INDECENTEMENTE DESONESTA.

31-01-2013

DINIS JESUS

DIÁRIO -- 18/01/2013 : FICAR SEM SETE FILHOS POR NÃO LAQUEAR AS TROMPAS

18-01-2013 19:21

“ FICAR SEM 7 FILHOS POR RECUSAR LAQUEAÇÃO DE TROMPAS”

Não queria acreditar numa notícia destas, mas sem conhecer profundamente os contornos, porque não tive acesso à sentença, do que leio soa-me a uma barbaridade própria dos tempos de escravos e senhores, onde os primeiros só tinham deveres e total ausência de direitos.

Isto é improprio de um país civilizado e onde se seguem valores humanistas. Junto link para a noticia.

https://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=66582

Não nos parece decente nem razoável este tipo de medidas, se não podem financeiramente, devem ser ajudados e controlada a ajuda, para que os dinheiros dessa ajuda sejam efetivamente afetados ao bem-estar e desenvolvimento dos menores.

Com que direito e legitimidade, pode um Sr. Juiz, a ser verdade, dizer que os hábitos e tradições e cultura além da religião, são para deixar em Africa? Se calhar se este Sr. Juiz for trabalhar para um país islâmico passa a aceitar e a respeitar as regras desse país fielmente.

Não posso acreditar que neste meu país se retiram filhos aos pais biológicos porque estes não têm condição material de os alimentar e educar, pois dêem-se essas condições, não farão os contribuintes mais que a sua obrigação. Sobretudo porque a mesma sentença diz que não há maus tratos, que existem mesmo laços afetivos fortes e inclusive os que andam na escola têm aproveitamento.

Como se pode sentenciar assim? Estará tudo doido? Será a crise a ensandecer estes juízes e respetivos aconselhadores da Segurança Social? Que idade terá este juiz?

Em tempos de míngua de nascimentos e onde a demografia nos atira para o colapso social, tornando insustentável a regeneração populacional, a quem quer sujeitar-se ao sacrifício de ter muitos filhos e assim contribuir para a renovação da população, retira-se o direito de com eles estar? Não afirmando nenhum motivo que não um determinado entendimento ou possível acordo quase imposto, ao que parece. Em teoria estes pais estarão a fazer a obrigação daqueles que não têm filhos.

Pode ser que se encontre um outro “D. João II” para indultar da pena, tal como no caso do PRIOR DE TRANCOSO. Abaixo deixo ligação para a história de tal prior.

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_Francisco_Costa

ISTO NÃO É DECENTE EM NENHUM PAÍS DO MUNDO, MAS NO MEU PARECE-ME AINDA MAIS MAU.

ESTES PAIS SE NÃO MALTRATAM OS FILHOS, SE GOSTAM DELES E SE COM ELES QUEREM FICAR, DEVEM SER AJUDADOS A ISSO. NUNCA OBRIGAR A MÃE, CONTRA A SUA VONTADE, A LAQUEAR AS TROMPAS, MUITO MENOS RETIRAR-LHE OS QUE JÁ CÁ ESTÃO NO MUNDO.

ESTA SENTENÇA PARECE-ME CRIMINOSA.

18-01-2013

DINIS JESUS

DIÁRIO - 16/01/2013

16-01-2013 23:00

Diário - Passos e seus devaneios.

 

Era para escrever hoje sobre a entrevista de ontem de Freitas do Amaral na TVI, mas esta afirmação, demagógica, populista e para nos tratar como os tais atrasados mentais que falo no subtítulo do meu blogue, obriga-me a falar das afirmações do nosso ridículo primeiro-ministro.

Ainda assim deixo aqui um link, para um trecho da entrevista e que me parece quase premonitório.

https://www.tvi24.iol.pt/politica/freitas-do-amaral-freitas-cavaco-silva-estado-social-videos-tvi24/1410268-4072.html

Agora sobre os disparates, que diz o nosso primeiro-ministro:

https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=92923

Esta gente ou quer fazer de nós completamente tontos e ignorantes ou então acha-se mesmo no caminho correto e merecerão o apoio do SNS na especialidade de psiquiatria, pela via ADSE ou Seg. Social conforme o seu enquadramento, sim esse SNS que teimam em diminuir e possivelmente transformar num negócio para amigos. Ressalvo que no meu entender, dos ministros todos deste governo, o ministro da saúde é claramente o único que merece ser ministro, talvez Paulo Portas, com mais ou menos simpatia pela personagem, também mereça, será herança genética, tais progenitores (Helena Sacadura + Nuno Portas) não podiam dar um Passos Coelho nem um Miguel Relvas nem um homem da econometria como Gasparzinho. Portas a ser lobo é-o com pele de lobo, contrariamente a outros que são bandidos com pele de anjos.

Estará este senhor PPC a tentar explicar o inexplicável? Se for isso terá o meu entendimento na razão direta de quem entende os inadaptados e com deficiência cognitiva.

Será que este primeiro-ministro não ouve quem sabe mais, mesmo do seu partido? Se não ouve deveria ouvir, pois muita gente da sua cor politica, a este energúmeno ter cor politica, contraria tudo o que ele diz.

Esperemos que Cavaco Silva ou o Sr. Silva como carinhosamente o Sr. Jardim, esse da Madeira, o trata, siga o conselho em forma de previsão do senador Freitas do Amaral, e perante a crise que teima em crescer a olhos vistos, para todos menos para PPC, dissolva a assembleia da republica e convoque eleições. Esperemos que os portugueses, obriguem depois nessas eleições a uma maioria que tenha de ter um dos radicais partidos da esquerda, se não os dois.

Pode ser que tenhamos sorte, e sem que as politicas do governo tenham influencia, as coisas melhores via a criação das tais eurobonds que frequentemente falo, que hoje o parlamento europeu legitimou dando parecer não vinculativo a favor da sua criação.

Sem a solidariedade da europa, dentro dos métodos europeus, não teremos conserto. Ou se vota radicalmente à esquerda e se corta com o método vigente ou a europa se transforma numa união efetiva e solidária com os mais expostos à crise das dívidas e respetivo endividamento, publico e particular. De outra forma é o caminho para o empobrecimento e as políticas compatíveis com uma idade média da era moderna.

ESPEREMOS QUE A CAPACIDADE DO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA, OS DISPARATES DO GOVERNO E A VONTADE DOS PORTUGUESES, LEVE A QUE NOS LIVREMOS DE TÃO ESTUPIDA GOVERNAÇÃO RAPIDAMENTE. SE POSSIVEL ANTES DO VERÃO.

16-01-2013

DINIS JESUS

DIÁRIO - 11/01/2013

11-01-2013 23:55

Diário – O Álvaro e, ainda, a culpa do PS

 

Escreverei hoje rapidamente, porque já é tarde ( 23:40) e tenho coisas mais apelativas para ir fazer. Por isso desde já peço desculpa pela falta de interesse e bem-fazer, que a entrada no diário possa ter.

O ministro Álvaro, hoje no debate quinzenal, mais uma vez não se furtou a culpabilizar o PS pela desgraçada situação que temos, concordo que o PS tem culpa, mas não mais que todos os que nos governaram até hoje. Terá mais ou menos a culpa de um condutor, que pedindo um carro ao amigo e quando este já tinha os pneus tão gastos que se viam os arames o conduz até os pneus rebentarem. Pois foi esta a culpa do Sócrates, agarrou num carro que tinha os pneus gastos e resolveu fazê-lo avançar como se estivessem novos.

Terá uma culpa negligente, é verdade, mas tinha os espetadores ( povo ) a incentivar que corresse rápido, os juízes ( UE )  a penalizar se não controla-se dentro da hora, valorizando até o chegar antes dos outros, dando indicações para correr em bom piso e com bom tempo, mas esquecendo que se aproximava a tempestade e os caminhos ficariam muito escorregadios, tinha ainda os patrocinadores ( bancos/ mercados ) a querer ganhar. Digo-o porque na crise do sub-prime a união europeia deu indicações aos estados para fazerem investimento publico para assim compensarem a desaceleração da economia e os tais mercados viram ali uma bela oportunidade de especular.

Nada me liga ao Sócrates, só votei nele nas últimas eleições na tentativa de escolher o mal menor, imaginava o que aconteceria se ganhasse este menino que nos (des) governa, pois se o candidato do PSD fosse o Rangel, por exemplo, manteria o meu já habitual voto na CDU, hoje arrependo-me, por uma questão de coerência, de o não ter feito.

Soa-me a desculpa de incompetente, acusar só o PS pela culpa do que temos, pois são todos os que nos governaram desde a adesão à união europeia. Compare-se com os países onde governaram outras pessoas, Irlanda, Espanha, Itália, Chipre, Estónia, e pasme-se EUA que não pertencendo à nossa comezinha união a influenciam e inspiram quase cegamente, vindo de lá o veneno que corre nas veias das nossas economias, a desregulação dos mercados e do capitalismo selvagem.

Tenho dito já em alguns textos, que podia ser o coveiro da minha terra a governar e os resultados seriam mais ou menos os mesmos que temos hoje, com ilustres licenciados e outros menos ilustres. Tal a pouca capacidade de influenciar que os governos dos estados, só por si, hoje têm.

Fica assim mal usar o argumento fácil de culpabilizar os outros pela situação, sobretudo até, porque parece-me que o ministro Álvaro nem está agarrado a uma máquina partidária e aqueles que acusa comportam-se literalmente de forma igual aqueles que o escolheram para ser ministro.

ESTAVA NA HORA DE DEIXAR-MOS DE CULPABILIZAR OS OUTROS E PERCEBER QUE SÓ JUNTOS PODEREMOS CAMINHAR NA DIREÇÃO CERTA, AINDA ASSIM MUDANDO DE BENEFICIÁRIOS NO SEIO DAS ECONOMIAS, MUDANDO O RUMO QUE PERMITE QUE POUCOS FIQUEM MUITO RICOS, EMPOBRECENDO MUITO TODOS OS RESTANTES.

11-01-2013

DINIS JESUS

DIÁRIO - 03/01/2013

03-01-2013 21:23

Diário / Apoio do ministro da saúde ao seu secretário de estado

 

Embora a afirmação não seja de hoje, só hoje vi a notícia na SIC notícias, por isso falo só agora deste assunto. Como nem sempre o diabo pode estar atrás da porta, hoje vou falar bem do governo, falando sobre um assunto que embora tenha sido criticado por muitos das alas adversas ao governo, eu tenho de elogiar e desdramatizar o ponto de vista de alguns incomodados.

Ora o falado secretário de estado tinha dito que os portugueses têm de evitar ficar doentes, acautelando e prevenindo comportamentos para não sobrecarregar o sistema nacional de saúde, disse-o mais ou menos assim ou pelo menos com este sentido.

Logo um bando de puristas, alguns por quem tenho apreço pelas opiniões, mas com quem não sou obrigado a concordar sempre, se apressaram a colar uma questão ideológica à afirmação. Pois se foi ou não por uma questão ideológica que o afirmou, embora tenha interesse saber-se, a afirmação parece-me premente e muito acertada, e esses deveriam de ser os únicos sacrifícios que os portugueses deveriam fazer para baixar a despesa do estado, não perdendo outras regalias, não só na área da saúde como em todos os outros serviços que o estado presta aos cidadãos.

Hoje ouvi o Sr. Ministro Paulo Macedo, dizer mais ou menos o mesmo, não me parecendo ver nas suas afirmações nenhum princípio ideológico que não o de ser serio e honesto para com a coisa pública e mesmo proteger o bem-estar dos cidadãos.

Esta honestidade é a obrigação de todos quantos recorrem ao serviço nacional de saúde e a todos os que o estado presta aos cidadãos, nomeadamente, na justiça não inventando processos de valores muito inferiores ao custo real do serviço prestado ou litigando de má-fé, na educação não se perpetuando nas escolas e universidades sem aproveitamento etc. etc. Estes comportamentos deviam ser quase instintivos no comportamento dos cidadãos na defesa da coisa pública e até em seu claro beneficio.

Claro que beber sistematicamente potenciando doenças causadas pelo álcool ou beber até ficar em coma e depois ir parar ao hospital, fumar até alcançar cancro do pulmão, arriscar em atividades potencialmente causadoras de lesões e depois ir sistematicamente à urgência, bem como muitas outras coisas simples como cuidar da alimentação, fazer algum exercício físico, no sentido de minimizar os dias de internamento e os estados de doença, não só é bom para o próprio como economiza nas despesas sem tirar “estado social” a quem precisa.

Este deveria ser o caminho, para alcançar em todos os ministérios a tão almejada redução da despesa em vez de despedir e baixar salários ou pensões pela via da tributação. Como se consegue? Talvez educando, informando e fazendo campanhas de esclarecimento capazes de fazer passar a mensagem.

SÓ CIDADÃOS EDUCADOS E RESPEITADORES DO BEM PÚBLICO, CONSCIENTES DAS SUAS OBRIGAÇÕES NO QUE RESPEITA AO NÃO SOBRECARREGAR, SEM NECESSIDADE, O ERÁRIO PÚBLICO PODEM EXIGIR BONS SERVIÇOS AO ESTADO.

03-01-2013

DINIS JESUS

 

DIÁRIO -- 25/12/2012 : Natal com menos acidentes na estrada

25-12-2012 23:38

Natal com menos acidentes na estrada

https://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=65264

Quando lemos esta notícia, sobretudo em tempo de Natal, podemos até rejubilar de alegria, pois o morrer menos gente nesta quadra ou noutra qualquer será sempre motivo de contentamento.

Mas será que a causa de menos acidentes e menos mortos em vez de nos alegrar nos tem de entristecer?

Toda a gente sabe que se houver menos carros a circular, haverá menos acidentes, isto é quase matemática pura (probabilidades/estatísticas), tenho a certeza absoluta que se não houver nenhum veiculo a circular, não haverá acidentes de viação.

Apresentamos sistematicamente estes dados, ainda não entendi muito bem porquê, apresentando até os resultados como dependentes das medidas políticas de cada governo, conforme dá ou não jeito. Desenganem-se, hoje há menos acidentes não pelo trabalho das forças policiais ou dos governos, há menos acidentes porque menos gente tem dinheiro para se deslocar ou então faz deslocações mais pequenas. A outra razão da sistemática diminuição de acidentes é claramente a melhor teia de estradas que temos e a qualidade dos automóveis, mas a qualidade dos automóveis vai claramente baixar por força da sua não renovação e as estradas são apresentadas como as principais culpadas da nossa desgraça económica, vá-se lá entender isto.

Os condutores, não temos duvidas, são hoje mais informados e educados e são muito menos causadores de acidentes, fruto de campanhas informativas e limitadoras de consumos de álcool e outras drogas. Não atingiremos nunca acidentes zero, mas hoje se descontarmos os acidentes causados pela juventude com seus excessos e os causados por pessoas idosas e que já não deveriam poder conduzir por força da sua falta de condições, teríamos uma taxa de acidentes, analisando o número de acidentes por quilómetro percorrido quase insignificante.

Para concluir, entristece-nos que esta diminuição seja apenas fruto das nossas depauperadas condições económicas, que matam cada dia menos nas estradas, mas levam da mesma forma ou até mais acentuada à diminuição da população, por via do não nascimento, este ano nasceram menos 12.000 bebés que o ano passado aproximadamente, dava para 20 anos de mortos na estrada. Será que devíamos pensar nisto?

BOM NATAL PARA TODOS

25 de dezembro de 2012

 DINIS JESUS

DIÁRIO -- 15/12/2012 : DE NOVO O SR. RUI RAMOS " JORNAL DE ANGOLA"

15-12-2012 17:42

Este é o título de mais um artigo deste senhor, RUI RAMOS, que nem sei se tem coragem de assinar com o seu próprio nome, e que só tenta pôr pessoas contra outras pessoas,na linha muito comum ultimamente no Jornal de Angola, que de todo era desnecessária pois nunca houve tanta colaboração profiqua, para as partes, entre Portugal e Angola como agora.

Analisemos o seu texto, que alem de muito pobre é revelador de mau conhecimento das realidades, ou tendo esse conhecimento, então será revelador de mau carater.

https://jornaldeangola.sapo.ao/19/46/privilegiados_contra_desesperados

Pois analisemos o pobre texto ponto por ponto:

  • Efetivamente as filas de desempregados em Portugal são neste momento enormes, e em Portugal haverá efetivamente mais de um milhão de desempregados, não dois milhões, mas admito que aqui o problema seja mesmo só ignorância de números. Em Angola por comparação não há filas de desempregados, por uma razão muito simples, não existem estruturas organizadas para atender esse tipo de pedidos, mas se houvesse estatísticas e números corretos sobre taxa de desemprego, perceberia a diferença que será algo como 40% de desemprego em Angola contra 17% em Portugal, com uma diferença, a maioria desses desempregados portugueses recebe subsidio de desemprego, contrariamente aos angolanos que não recebem nada, levando as mulheres angolanas a prostituir-se por um saldo de telemóvel, e ao vender na rua para ganhar uns kwanzas por dia, sujeitando-se à pancada da policia, como eu já vi. Outros dedicam-se ao “business “ que mais não é que tentar enganar o parceiro para ganhar uns trocados.

Alguns portugueses estão realmente a tentar trabalhar em Angola, para ganhar a vida e para fazer aquilo que os angolanos não sabem ou não podem fazer, ou ainda não querem fazer, essa ida para lá não sabemos para quem será melhor e para quem representará um ganho, admitamos que ganham ambas as partes. Mas é bom ter muitos licenciados a trabalhar sem ter gasto o dinheiro na sua formação.

  • O povo português é pobre comparativamente com os mais ricos do mundo, mas muito rico comparando com a média angolana. Basta ver o PIB per capita de um país e de outro, constatar-se-á que o português medio é seis vezes mais rico que um angolano medio. Olharão para o chão, mas não para encontrar centavos, apenas porque são tristonhos por natureza e não têm grande autoestima, ao contrário de outros que sendo quase analfabetos e muito burros, se julgam capazes de opinar sobre realidades que estão muito para alem da sua compreensão, o excesso de autoestima costuma descambar para a fanfarronice bacoca. Aconselha-se o ilustre opinante a analisar o valor da divida publica Angolana no PIB de Angola e quanta da divida publica de Angola é a Portugal, alem da que já foi sendo sistematicamente perdoada, e bem perdoada no nosso entender ao Estado de Angola, somos pobres e devemos muito, ainda assim vamos emprestando ao estado angolano.

 

  • A situação em que se encontra Portugal, para alguém mais esclarecido, que não pode claramente ser o ilustre articulista que rebato, só é compreensível à luz da realidade europeia, pois os portugueses não votaram em Itália, Espanha, Irlanda, Grécia, Estónia, Malta e Chipre e todos estão assim ou pior, mas esta conversa será para outra capacidade de entendimento menos pobre, e claro que a pobreza a que me refiro não é económica. Não farão os bancos aos Angolanos em geral o que fizeram aos Portugueses, no que irónicamente caracterizou o Sr.Rui Ramos, porque infelizmente nem deixam a maioria dos angolanos entrar no banco, e se deixarem não tem nenhum rendimento para apresentar, como tal não terá crédito nenhum, alguem mais distraido, pode entender isso como bom e evoluido, mas tem de ser mesmo muito distraído..

 

  • Certamente, muitos portugueses tiveram, têm e terão atitudes menos nobres contra brancos, pretos, vermelhos e amarelos, isso chama-se má formação de alguns, claramente alguns são racistas, mas quando vou a Angola sinto também muito fortemente um certo grupo de pessoas que são do mais racista que já encontrei, mas nem por isso classifico os Angolanos de racistas, alguns serão, a maior parte não, tal como os portugueses. Felizmente, o movimento em Portugal é o de cada dia haver menos racistas, já em Angola parece-me que teremos o movimento contrário, o futuro o dirá.

 

  • Para concluir falemos da esperança, porque acerca dos teóricos portugueses de que fala, não quero perder tempo, ainda assim digo, escrevem e opinam muito melhor que o que leio nos artigos assinados por um tal de Rui Ramos. A esperança que se abre quando as pessoas conseguem um visto para ir trabalhar em Angola, é tão só a esperança em ter uma forma digna de ganhar a vida e sustentar a família na maioria dos casos. Depois muitos desses voltam rapidamente e nunca mais querem voltar, outros adaptam-se e vivem satisfeitos por terem mais dinheiro que a grande maioria que os rodeia, achando que em terra de cegos quem tem um olho é rei. Ainda assim em Angola estão cerca de cem mil portugueses portanto menos de um por cento da nossa população, em França estão dez por cento da nossa população, desenganem-se pois se acham que a maioria dos portugueses vai depender de Angola ou se Angola será farol que guie seja lá quem for.

Prometemos nunca mais responder ou rebater nada do que o ilustre Sr. Rui Ramos escreva com este ou outro qualquer nome, mas confesso que embora aceite, com alguma dificuldade, a prostituição do corpo como uma forma de viver, a prostituição intelectual a que alguns se sujeitam para conseguir comer, não vou nunca aceitar. Parece-me que escrever este tipo de ligeirezas que estão expressas no artigo mais não é que uma forma baixa de prostituição intelectual, para obter algo em troca. Mais ainda, temos enormes dúvidas que as opiniões de “puta” escritas reflitam o pensamento da maioria dos angolanos ou sequer de uma pequena parte deles, só ainda não percebemos o “direito de antena” dado constantemente a tão baixa formação intelectual.

VIVA ANGOLA E OS ANGOLANOS DE BEM e VIVA PORTUGAL E OS PORTUGUESES DE BEM.

COIMBRA, 15 de DEZEMBRO 2012

DINIS JESUS

DIÁRIO -- 29/11/2012 : Polémica marca: MEMÓRIAS DE SALAZAR

29-11-2012 22:09

Soube hoje pelo Publico on-line, https://www.publico.pt/sociedade/noticia/vinho-memorias-de-salazar-chumbado-para-nao-por-em-causa-ordem-publica-1575289#/0 , que a tentativa de registar uma marca industrial que se chamaria “ Memorias de Salazar” foi chumbada pelo INPI, fundamentando que o nome de Salazar ainda é polémico e susceptivél de ferir consciências.

 Ora vejamos o que me parece a mim:

1º -- O homem, queiramos ou não, é uma figura histórica, entendamos que cheia de malefícios ou de bondades, isso será a opinião de cada um. A opinião de uns, vale em termos teóricos, literalmente o mesmo que a de outros. Pois se uns acham que a marca deve existir e estão dispostos a pagar pelo seu registo, não me parece que as justificações do INPI encaixem numa democracia plena como a que pretendemos ter.

2º -- Se o vinho se chamasse Memórias de Pombal, passar-se-ia o mesmo? Eu tenho serias dúvidas. Pois este Pombal não foi muito mais sanguinário e duro que o Salazar? A mim claramente parece-me que foi. Alguém quer ir atirar com a estátua abaixo no largo com o seu nome? Não me parece. Então para quê embirrar com alguém que fez parte integrante da nossa história recente? Só espero que não se concretize o velho proverbio “ de trás de mim virá quem bom de mim fará”. Mas esta corja de bandidos que nos governa hoje, não augura nada de bom.

3º -- Nada me liga ao Prof. Salazar, que não seja o supremo interesse do estado enquanto coletivo, que parece-me que ninguém lhe pode regatear a ele. E que eu defendo intransigentemente de acordo com as teorias distributivas da esquerda socialista. Digo por brincadeira, que se ele vivesse hoje, com o que o mundo se tornou ultraliberal, rever-se-ia apenas nos partidos comunistas, acho por vezes até que em termos de defesa do erário publico adiante do particular, era mais comunista que alguns comunistas de hoje.

4º -- Não tenhamos duvidas, com o passar do tempo e com o desaparecimento das lembranças do sofrimento às mãos da ditadura, que ainda se reconhecerá que não foi tudo mau e que muita obra foi bem-feita e mantem-se atual até hoje, sem o enriquecer estupido dos que nada fazem, como hoje com o centrão que se tem governado fazendo obras públicas, mas sem participar nelas. Não, não gosto de ditaduras de nenhuma ordem e por isso não posso nunca defender o seu comportamento enquanto ditador. Agora entendo que a bem da liberdade de expressão, devemos permitir aos saudosistas que falem dele e o defendam, para mim isso é democracia, bem me bastou os partidos comunistas serem ilegais por pensarem diferente, para ser melhores não podemos comportar-nos da mesma maneira que aqueles que criticamos.

Conclusão: Devemos ser um país livre e sem censura, autorizando a todos o direito à sua opinião, desde que não contribuam para a desordem pública nem pratiquem o apelo a sentimentos menos nobres, como o racismo a xenofobia e a discriminação dos diferentes. Pois se livremente são permitidos na nossa europa e mesmo em Portugal, partidos de extrema-direita com apelos nazis, não me parece que um vinho ou uma linha de produtos com o seu nome pudesse causar qualquer ataque à nossa forma de viver ou estar, pois não se lhe compara, nem na doutrina nem na forma à memória do Beirão ditador. Quero salvaguardar que concordo com a superioridade moral da esquerda e dos comunistas, essa que apregoava o ilustríssimo Alvaro Cunhal, a bem dela estes qui-pro-quo não interessam nos tempos que correm e para a demonstrar devemos ser tolerantes com as opiniões, mesmo que as achemos atentatórias dos nossos ideais. Só isso nos fará infinitamente melhores que os que nos afrontam com aquele anticomunismo primário assente nas ditaduras do leste.

Junto uma frase proferida por um dos ilustres perseguidos pelo regime Salazarista e que demonstra a tal tolerância de que falo. Questionado por um jornalista,"quais as três figuras mais importantes/ marcantes da história de Portugal?" Tito de Morais respondeu o seguinte: “ claramente há três nomes, se me pede para citar só três, são D. João II, o Marquês de Pombal e o Professor” Instado pelo jornalista a esclarecer se o professor a que se referia era Cavaco Silva, à altura primeiro-ministro, sorriu respondendo “ não me faça rir. Refiro-me a Salazar” . Estas afirmações foram proferidas algum tempo antes de morrer, e certamente estarão guardadas nos arquivos da RTP.

P.S. Mais uma vez reitero, não querer achar que posso dar lições de democracia e tolerância a ninguém, muito menos aos que sofreram às mãos da tortura do antigo regime tutelado pelo ditador António de Oliveira Salazar.

 

Coimbra, 28 de Novembro de 2012

DINIS JESUS

 

 

DIÁRIO -- 21/11/2012 : Solidariedade Portuguesa

21-11-2012 19:53

https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-snc7/373015_111093642288804_1725769485_q.jpgAníbal Cavaco Silva  há 4 horas  no facebook

  1. Há poucos dias, os concelhos de Silves e Lagoa foram afetados por uma tempestade de grandes proporções, provocando feridos, destruindo casas, fazendo com que muitos perdessem os seus haveres. Foi comovente observar a forma extraordinária como as populações se levantaram na limpeza das suas terras, em auxílio dos seus vizinhos, apoiando os que mais foram afetados. Assim se vê a alma de um povo. Em tempos difíceis, os Portugueses demonstram uma admirável capacidade de se auxiliarem uns aos outros, de olharem para quem mais precisa, de darem o seu melhor sem nada pedir em troca. Fazem-no de forma natural e espontânea, quase instintiva. Aqueles que estiveram nas ações de ajuda em Silves e Lagoa, são credores do nosso apreço, porque demonstraram o que de melhor existe no fundo de todos nós. Portugal vive tempos de incerteza, mas connosco temos um valor inigualável; a coesão nacional e o espirito de entreajuda do nosso povo. Há poucos dias nos concelhos de Silves (de onde a minha mulher é natural) e de Lagoa, houve portugueses que a todos nós deram uma emocionante lição de portugalidade solidária. Saibamos seguir este exemplo de civismo espontâneo. Ninguém deverá ser esquecido, ninguém deverá ficar para trás. Se nos mantivermos juntos e determinados, venceremos as adversidades que temos diante de nós.

Dinis Jesus

Efetivamente, a solidariedade é uma característica do povo português, tem vindo a perder-se com os maus exemplos vindos de quem manda e em teoria devia organizar os destinos do país. Deviam estes governantes e os mais ricos (banca e grandes empresas) também ser solidários com a sociedade portuguesa em geral que está debaixo de uma catástrofe bem maior que a que aconteceu no algarve. Isto sem tirar o mérito dos que colaboraram na ajuda, minimizando o sofrimento dos que perderam material e psicologicamente, mas esta é uma situação pontual e que se não prolongará no tempo. Já a calamidade económica que se abate sobre os portugueses é aguda e severa, mas contrariamente aos picos das crises agudas, vai tornar-se cronica, prolongando assim a agonia e sofrimento de alguns milhões de portugueses, por oposição às centenas de prejudicados pelos caprichos da natureza. Ficam-lhe bem Sr. Presidente da República estes sentimentos e opiniões em relação à solidariedade humana, pois então faça o favor, em defesa da coerência, de defender todos os que estão debaixo do castigo permanente que representam as medidas de governação impostas pela Troika e pelo nosso governo. Apele à solidariedade dos mais ricos, não comparando perdas a sacrifícios. Perda= Dr. Mexia pagar 55% de impostos sobre 1.200 milhões de euros e ficar com 550.000€ para viver por ano. Sacrifício = tirar 10% de salário a quem ganha menos que 700€/mês. Tratamos sem proporcionalidade e como tal com total ausência de solidariedade. Estava na hora de deixar de subverter os valores da nossa constituição, que jurou respeitar e fazer cumprir, e pôr os que mais têm e só esses a pagar a calamitosa crise que temos.

Muito boa tarde.

Coimbra 21 de Novembro de 2012

Dinis Jesus

DIÁRIO-- 18/11/2012 : CIMEIRA IBERO-AMERICANA E AS DIFERENTES VISÕES DE ECONOMIA DOS SEUS PARTICIPANTES

18-11-2012 00:03

Diferentes maneiras de ver e estar na economia

Hoje em Cadiz, durante os discursos de vários políticos dos estados integrantes da comunidade Ibero-Americana, saltou à vista a razão por que crescem eles, americanos, a níveis razoáveis e potenciadores de melhores condições de vida para os seus povos e porque definham os dois estados ibéricos.

Vemos discursos erráticos tanto do Rei de Espanha e sobretudo do nosso Presidente da Republica, Prof. Cavaco Silva. Discursos cheios de generalidades e boas intenções mas que não tem um único caminho ou sequer proposta de caminho. “Misera sorte, estranha condição”, usando a frase utilizada por um dos mais ilustres portugueses de sempre, para sintetizar o meu entendimento acerca de quem nos governa.

Os discursos dos políticos da península, resumem-se a frases quase feitas e que ficam sempre bem, alguém com o mínimo de instrução, que saiba português ou castelhano, pode comprar um daqueles livros que dão dicas para discursos e pregar o que pregam os nossos ilustres mandantes, ainda que não tenha nunca vivido na península ou conheça a nossa realidade.

Para piorar as coisas, vem um tal de presidente da comissão europeia, o Sr. Barroso, saberão quem é certamente, falando num espanhol de pacotilha, que só o envergonha a ele a todos os portugueses, pois deveria falar em português, depois queixam-se do acordo ortográfico, têm razão os brasileiros, pois são quem mais promove a língua de Camões no mundo. Mas aparte a língua utilizada, é sintomático o que diz e o caminho que aponta, pois este sim aponta um caminho, o da austeridade e o da pobreza dos mais fracos para enriquecer alguns, poucos, nesta infeliz europa a caminhar para a subalternização às potências económicas instaladas e emergentes.

Devia apontar um exemplo de país europeu e do euro que cresça significativamente e que esteja a compor a situação das finanças públicas e a dar melhores condições de vida ao seu povo, com as politicas que defende. Devia mas não aponta por uma simples razão, não existe.

Estaria na hora de olhar para o outro lado do Atlântico e copiar os modelos, com as devidas adaptações pois estamos em patamares de desenvolvimento e temos indicadores de condição humana diferentes, mas usar o caminho que está a levar estes povos a terem uma condição melhor de vida a cada dia que passa ao contrário dos europeus, pior a cada dia que passa. Bem sei que me falam que eles têm petróleo e outras riquezas naturais, mas sempre tiveram e a economia não corria como corre hoje com a chegada ao poder de ideologias mais à esquerda e com outra visão do mundo.

Note-se o que disse a Srª. Dilma, num discurso muito curto mas assertivo e esclarecedor. “Não se pode usar a austeridade como remedio, sem crescimento e sobretudo ao mesmo tempo em todos os países da europa, pois isso vai ser mau para a europa e mesmo para o resto do mundo”. A europa ainda que perdendo posição em termos económicos, ainda vai sendo uma referência em termos de desenvolvimento humano, situação que perderemos rapidamente se mantiver este caminho. Voltaremos ao emigrante do garrafão e que foi a origem das anedotas que até hoje se contam no Brasil acerca dos portugueses.

Ou mudamos de paradigma e sobretudo de políticas e seus intérpretes, ou a europa como a conhecemos vai desfazer-se e perder a liderança em termos sociais, alem de que a construção da união europeia pode implodir depois de ter implodido a sua moeda o euro, que até poderá ser breve se não arrepiarem caminho. Veremos onde isso nos conduzirá, se não à guerra, conduzirá a passar a condição de vida de muitos europeus para onde estava há trinta anos atrás.

Coimbra, 17 de Novembro de 2012

DINIS JESUS

DIÁRIO -- 12/11/2012 : Nós e o vídeo do Prof. Marcelo

12-11-2012 21:23

Fomos agora sabedores que a ideia do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, aquela de fazer um vídeo explicativo de como somos e o que sofremos às mãos dos nossos governantes, para mostrar aos alemães, avançou e avançou de uma maneira muito atabalhoada, dada a falta de categoria do tal vídeo. Não se pode fazer bem em tão pouco tempo e sem orçamento, e assim corremos o risco de fazer passar a ideia que somos toscos e pouco evoluídos. Não sei se os alemães ao não passar o vídeo foram bons ou maus para nós, se calhar foram até bons para não ficarmos mal vistos.

https://www.youtube.com/results?search_query=o+video+que+os+alem%C3%A3es+n%C3%A3o+querem+ver&oq=o+video+que+os+alem%C3%A3es+n%C3%A3o+querem+ver&gs_l=youtube.3...728.12455.0.12925.37.35.0.2.2.0.173.3732.19j16.35.0...0.0...1ac.1.ujOR-NcF4pw

A ideia do Prof. Marcelo é claramente boa, esse é um dos caminhos que temos para mostrar que somos gente capaz e que não somos uns quaisquer gastadores que vivem sempre em festa e a gastar mais que o que podem, além de seremos pouco produtivos. A qualidade do trabalho é que é má, nada tem a ver com o vídeo do Turismo de Portugal onde se promove o destino Portugal que serviu de inspiração, esse é um trabalho de soberba qualidade, mas que deve ter custado, no mínimo, cem vezes mais que esta maquete de vídeo e que demorou meses a fazer.

Deve avançar-se com esta iniciativa e recolher para ela os fundos necessários ou o ministério dos negócios estrangeiros patrociná-la devidamente. Assim que esteja realizado, deve-se fazer passar nas televisões dos países que menos acreditam em nós como povo (Alemanha, Holanda, Finlândia etc.) como publicidade paga, durante o tempo suficiente para perceberem como somos e o que vivemos.

Somos um povo trabalhador e que nunca viveu acima das suas possibilidades, contrariamente ao que muitos, mesmo cá, querem dar a entender. Estamos na situação que estamos, dadas as especificidades das economias do sul da Europa, especificidades que não foram acauteladas devidamente nos tratados e aquando da adesão ao euro como moeda comum. Não podemos ter uma moeda comum e não ter mutualização da divida, isso claramente deixou-nos à mercê dos mercados (especuladores) e privilegiou os estados com economias mais fortes em detrimento dos que têm economias mais frágeis.

A razão do estado das nossas contas públicas, tem em muito a sua origem na forma como a Europa gere as suas políticas, agrícola, industrial, e sobretudo económica e monetária. Se não vejamos, o BCE empresta a bancos privados de todos os países a um juro muito baixo e esses bancos financiam-se barato e emprestam aos estados a um preço substancialmente mais elevado, enriquecem a banca e depauperam os estados, mas pasme-se, porque esses mesmos bancos privados aplicam montantes em fundos de risco e com isso se sujeitam também aos humores dos mercados, quando ficam em situação de risco de insolvência, são os depauperados estados a endividar-se para os capitalizar. Para isso esmaga-se o povo e sobretudo a classe média, retirando-lhe poder de compra e até de poderem cumprir com as suas dívidas, por via da recessão económica e aumentam-se os impostos para os que ainda vão ganhando o seu salário. A génese do problema está na Europa e em quem nela manda, e sobretudo na rede tentacular da alta e criminosa finança, que invade todos os centros de poder, na infame ansia de enriquecer uns quantos poucos empobrecendo todos os restantes.

Como esta máquina de triturar chamada mercados financeiros, que nada produz, vai continuar a trabalhar da mesma forma, é uma questão de tempo até os que agora ainda vão estando de razoável saúde económica, virem a ficar tal e qual os estados do sul. Talvez nessa altura se olhe diferente para a questão.  

10 outubro 2012

DINIS JESUS

DIÁRIO 02/11/2012 : A CREDIBILIDADE GANHA PELO PAÍS, NA OPINIÃO DOS NOSSOS GOVERNANTES.

02-11-2012 22:54

Ouvia a gritar, até há pouco tempo atras, a plenos pulmões uma dúzia de membros do governo e das bancadas que o suportam, que Portugal tem vindo a ganhar credibilidade em termos de mercados e tal era a razão para estramos já em 9ºlugar no clube da banca rôta, no limiar da saída deste desgraçado grupo de 10 potenciais incumpridores. Alem da baixa das taxas de juros nos mercados secundários da divida.

Pasme-se pois quando agora no final do mês de outubro, estamos de novo a aproximar-nos dos 5 primeiros em risco de banca rôta, podendo ainda dizer que quando estávamos em 9º tínhamos o Iraque como 10º ou seja menos mal que nós. Bonita classificação ainda assim.

Pois gostava de ouvir agora os tais governantes e acólitos a pregar a mesma doutrina. Será possível que não vejam o ridículo das posições e afirmações que se lhes podem atribuir? Pois têm ainda agora para somar à dura realidade das nossas contas públicas e do 6º lugar no clube da banca rôta a afirmação da rating-fazedora FITCH, que informa, os malfadados mercados, que Portugal não vai ser capaz de voltar na data prevista (SET. 2013) aos meios de financiamento normais e que vai precisar de outro resgate.

Como reagirão agora tais “visionários” do bom caminho seguido e qual será a nota final para tão dedicado e cumpridor aluno? A reação será talvez a da fuga para a frente, a tal refundação, que não sabemos bem o que quer dizer sequer, supomos que acabar com o estado social como o conhecemos, ou então apelar continuamente à “demonização socrática” por mais dois anos e meio na tentativa de levar a legislatura até ao final e convencer os mais crentes da bondade da sua política. A nota, saberão em dois momentos possíveis de classificação, ou quando tivermos de solicitar novo resgate ou quando tivermos eleições que antevemos como antecipadas. Garantidamente será negativa tal nota, num ou noutro caso. Aproxima-se o fantasma da Grécia, ou ainda o não vislumbram? Nós vemos os seus contornos já claramente.

Engraçado, que agora não os vejo falar tanto já de credibilidade, nem de que a consolidação e equilíbrio das contas vão no bom caminho, ouvimos antes falar de plano B, caso a coisa não saia como planeado, claramente não vai sair com a execução impossível do orçamento 2013 apresentado. Qual napalm fiscal, qual assalto à mão armada, como classificam os insuspeitos membros do CDS e PSD, com espaço na antena das televisões. Nem isso lhes valerá para equilibrar as contas e para voltar aos proclamados mercados. Também a verdade é que não sabemos muito bem para quê. Será para voltar a fazer crescer a divida?

O mais significativo é que repare-se quem apoia estas medidas, a banca, nas frases dos seus mais ilustres executantes. Porque será que quando o comum dos portugueses acha que vai tudo pior os senhores da banca acham que vai melhor? Se calhar porque já perceberam que vamos precisar do tal segundo apoio e com ele mais transferência de divida da banca para os financiadores institucionais (FMI; BCE, UE), aliviando assim o risco dessa mesma banca privada.

Devemos suspeitar quando são os mais ricos e os que mais lucram a dizer bem das políticas, raramente os interesses dos pobres ou mesmo da classe média são coincidentes com os dos mais ricos e da alta finança. Frases como “ ai aguentam, aguentam” proferidas por um ilustre “atrasado mental”, sem querer ofender os ditos, que deveria ver como é fácil de aguentar, se os portugueses deixarem de cumprir as suas obrigações junto da banca, por exemplo deixando de pagar durante um ano o credito habitação. Aliviávamos um encargo para poder fazer face aos consumos do dia-a-dia e depois em desespero de causa logo os bancos negociariam condições mais favoráveis para os devedores sob pena de entrarem eles também em incumprimento com os seus credores, mas não sem antes passarem por grandes sustos.

DINIS JESUS

APELO À INSURREIÇÃO PACÍFICA.

30-10-2012 18:43

Sob pena de até poder vir a ser alvo de represálias e outros dissabores, vou de acordo com o meu entendimento da situação em que vivem os povos do mundo ocidental e dito desenvolvido, tentar teorizar acerca da forma de luta mais capaz de sortir efeitos em menos de 12 meses na conduta dos governantes nacionais e europeus quem sabe mundiais.

Pode parecer tola e arrogante além de presunçosa a ideia de que um pequeno país pode influenciar tanto, mas pode, sobretudo porque daria a outros o exemplo e arrastaria milhões para a revolta de tal forma que poria em risco todos os investidores e especuladores, à escala global.

 

Comecemos por fazer algumas perguntas:

  1. Conhecem alguém que já ficou a dever a prestação da casa por mais de 6 meses?.
  2. Se sim, o que lhe aconteceu em termos de justiça?
  3. Pode sempre o devedor de vários meses de prestação chegar a acordo com o banco ou não?
  4. Alguém pode ir preso por ficar a dever ao banco?
  5. Teria muitos custos ficar a dever ao banco 6 ou 12 meses de prestação da casa?

 

Agora as respostas:

  1. Milhares de pessoas estão em atraso com o pagamento da prestação da casa por mais de 6 meses, no limite tiveram uns telefonemas e uma ou duas cartas do banco a ameaçar com uma ou duas retaliações, mais nada. Para andar tranquilos aconselha-se a não atender o telefone  quando ligam do banco e a não ler ate ao fim as cartas a ameaçar com retaliações. Claro que depois de três ou quatro meses fica-se na listagem de moras do Banco de Portugal, pode impedir outros créditos esta situação. Em resumo, ninguém perde a casa nesse período e os custos disso são muito baixos ou nulos.
  2. Em termos de justiça, que é a única forma do banco anular o contrato de empréstimo e apropriar-se da garantia no caso a habitação hipotecada, não aconteceria nada, pois o banco nem sequer interporia a ação nesse tempo e mesmo que interpusesse o tribunal não olharia sequer para ela.
  3. Claramente se o devedor perceber que pode ser muito prejudicado com a situação, pode sempre chegar a acordo com o banco e pagar as prestações repondo a situação. Até mesmo renegociar e alargar o prazo de pagamento do empréstimo, baixando o valor da prestação.
  4. Desde os romanos que ninguém vai preso por ficar a dever, só pode ir preso quem comete crimes.
  5. Quanto a custos, provavelmente teria alguns, mas que podem perfeitamente ser negociados e até anulados se a negociação for bem-feita.

 

Espero que os leitores já tenham daqui concluído qual a ideia que temos para fazer a economia mudar de rumo.

Temos claro, para nós, que a causa da situação em que nos encontramos se deve única e exclusivamente à banca, finança e seus derivados. Pois se não vejamos: em 1986 os produtos financeiros existentes no mundo eram semelhantes em valor à riqueza produzida no mundo, ou seja, produtos financeiros iguais ao PIB mundial. E hoje? Pasme-se, hoje são 3 vezes o PIB mundial e no caso dos EUA os produtos financeiros são cinco vezes o PIB dos EUA. Pois é para que os detentores desses capitais possam lucrar não produzindo nada que nos temos de sujeitar à crise porque estamos a passar. Chama-se concentração de riqueza a causa da situação economica e social em que nos encontramos.

Como os bancos portugueses têm no crédito à habitação a larga fatia do crédito concedido, tirando a compra de divida pública, claro está, o deixar de receber durante 6 meses as prestações do crédito à habitação, colocaria toda a banca em situação de rutura de tesouraria e seriam também estes bancos impedidos cumprir as suas obrigações juntos de quem os financiou e por aí acima até aos detentores dos tais produtos financeiros.

Tal situação, se de uma dimensão capaz, causaria o colapso do sistema financeiro, se as entidades bancárias não arrepiassem caminho e não levarem com isso os líderes políticos a adotar outras estratégias governativas. Quem nunca ouviu dizer que os bancos ajudam é quem lhes deve muito? Fazem isso no sentido de minimizar as possíveis perdas. Pois então estar a dever pode ser uma boa arma negocial. Serve dos cidadãos para os bancos, serve dos bancos para outros bancos e estes para os especuladores e investidores, que apenas se comportam como agiotas com cobertura legal.

Conclusão, se todos os titulares de créditos à habitação ficarem 6 meses sem pagar a prestação, não lhes poderá acontecer nada de grave nem tem mais despesa que ir um dia para Lisboa manifestar-se, mas os bancos ficarão em situação rutura de tesouraria e causarão o mesmo a outros que lhes emprestaram a eles. No caso de tentarem recorrer rapidamente aos tribunais iriam entupir o sistema e mesmo os departamentos jurídicos dos bancos não teriam capacidade de resposta.

TEMOS POIS DE BATER ONDE LHES DOI.

Temos para nós que a mesma medida se poderia transpor para o pagamento de impostos, com consequências que não podemos perceber tão bem como a situação anterior, por não haver-mos pensado nisso o suficiente. Mas pensamos que esta medida seria ainda mais violenta e catalisadora da mudança rápida de paradigma social, só que esta prejudicaria sobretudo os mais fracos, doentes reformados e outros protegidos socialmente pelo estado, por este deixar de ter meios para cumprir com as suas obrigações dada a falta de liquidez que tal medida provocaria.

COMO TAL PARA MUDAR O PAÍS RÁPIDAMENTE É FAZER SOFRER AQUELES QUE NOS ARRASTARAM PARA AQUI, A BANCA E A ALTA FINANÇA DEIXANDO DE PAGAR AS PRESTAÇÕES DO CRÉDITO HABITAÇÃO.

NÃO VALE A PENA APELAREM À HONRA E AO CUMPRIMENTO QUASE DE CARIZ RELIGIOSO, QUANDO NOS TRATAM COMO SIMPLES MEIOS DE ENRIQUECIMENTO, PROCEDENDO PREPOTENTEMENTE COMO AGIOTAS COBERTOS LEGALMENTE.

 

Coimbra 30 de outubro de 2012

DINIS JESUS

 

DIÁRIO 28/10/2012 : Segredos da Srª Ministra e presidente do sindicato dos magistrados do minitério público.

28-10-2012 22:48

Esta entrada para o meu local de desabafo, deve-se a mais uma demonstração de corporativismo, na sua mais fétida imagem. Por aqui percebemos que estaremos a milhas de distância da solidariedade e do querer ter um país igual em esforços e direitos.

Em email enviado aos seus associados, o presidente do sindicato dos magistrados do ministério público, informa que a norma inscrita no orçamento geral do estado para 2013 e que anula a autorização dos magistrados viajarem gratuitamente nos transportes públicos, será retirada do mesmo orçamento, durante a discussão na assembleia da república. Informação que fundamenta, numa reunião que teve com a Srª Ministra da justiça e onde tal lhe foi prometido, certamente a troco de alguma coisa, talvez moderação na contestação ao mesmo orçamento, qui ça, não pedir a sua fiscalização preventiva da constitucionalidade.

Pasme-se que no mesmo email, o Sr. presidente do sindicato pede aos seus associados silêncio sobre o assunto, para que com esse comportamento seja permitido o recato suficiente, de forma a não ser causado ruido que impedisse a concretização de tal desiderato.

A um sindicato deve reconhecer-se o direito constitucional de pugnar pelo interesse dos seus associados, mas quando se trata de dinheiros e dotações orçamentais saídas do erário público, pede-se que a transparência seja uma questão de honra, não pode parecer uma negociação à socapa e nas costas de todas as outras pessoas, sob pena de perder a nobreza e a reivindicação mais parecer uma troca encapuçada de favores. Dando à legítima reunião um ar mais de "cosa-nostra" que de uma reunião de tão altos dignatários da nação, pois tal parelha de interlocutores configura dois pilares muito importantes da nossa justiça. Estes ilustres não podem negociar de tocaia nas costas dos cidadãos, sob pena de fazer impender a dúvida sobre o carater de tal gente e por reflexo, da justiça e mesmo da equidade nos sacrifícios, que este governo tanto apregoa.

Resta-nos a consolação de que dos gabinetes do ministério público, onde parece que nem o mais ilustre dos segredos, o da justiça, é guardado, também este não ficou pelos computadores que receberam os emails mais que uns minutos. Desta vez, digo eu, parece-me que a fuga à informação contida em tais computadores, foi deveras acertada e em vez de criticada deve ser elogiada.

Há males que vêm por bem, como muita vez nos ensina a sabedoria popular.

Coimbra 26 de outubro de 2012

DINIS JESUS

DIÁRIO-- 19/10/2012 : O PIOR DOS CEGOS É O QUE NÃO QUER VER

19-10-2012 18:50

Bitaites do Sr. ministro Portas

"Se Portugal tivesse uma crise política ficaria perto da Grécia"  (19-10-2012)

O CDS votará a favor do Orçamento porque o contrário significa a bancarrota, disse hoje Paulo Portas.

"A inexistência de Orçamento de Estado, pondo uma crise política à volta do Orçamento de Estado, significa em si mesmo um incumprimento dos compromissos feitos pelo Estado português com os credores",

"Portugal depende do financiamento externo para poder cumprir os seus compromissos básicos",

"a certeza que se Portugal tivesse nestas circunstâncias uma crise política ficaria muito perto da situação da Grécia.”

"É preferível o País ter um Orçamento de Estado, garantir o financiamento externo e cumprir um acordo que é importante com a missão externa do que ter uma crise política que, além de tudo mais, deixaria as pessoas com dúvidas sobre se valeu a pena fazer sacrifícios",

"Obviamente para nós democratas-cristãos a questão social é muito importante, nomeadamente por causa do nível de desemprego, e, por outro lado, a redução estrutural da despesa",

Na mesma declaração, o ministro dos Negócios Estrangeiros corroborou o apelo do eurodeputado Nuno Melo no sentido de que as contas do programa português sejam revistas, dado que o FMI acaba de reconhecer que subestimou o impacto da austeridade.

 

CONCLUSÃO DO MALDOSO CAMPONIO:

Mais frases bem elaboradas, que soam bem aos ouvidos dos alinhados, dos torpes e dos que as querem ouvir como verdades incontornáveis.

Se não vejamos:

  • 1. Já não vivemos em crise política? Se não porque tem ele de dizer estas coisas e porque se instalam estas dúvidas acerca do comportamento de um dos partidos da coligação no poder? Julgar-nos-ão a todos como burros, que não entendemos nada e que basta a sua miserável explicação para tudo estar na ordem? DESENGANE-SE, JÁ PERCEBEMOS QUE NÃO DURAM 6 MESES.

 

  • Portugal vive desta forma miserável, para cumprir com o pagamento dos financiamentos, como não tem dinheiro, pede emprestado para pagar a divida anterior e soma os juros de um período aos do outro. Ou seja juros para pagar juros. Quanto pagamos por mês de dívidas? Se não pagasse-mos daria para pagar essas coisas com que nos ameaçam, pensões e salários? Certamente sim.

 

  • Já estamos como a Grécia, suponho que até poderemos ficar pior se o programa de austeridade durar tanto tempo como o deles. Em que é que ainda somos melhores que eles em termos de contas, só no desemprego. Será porque estamos em crise política? Estar estamos, mas não é por isso, é porque não temos políticos em condições e com estrutura moral e intelectual para nos governar. Alem de que o paradigma de governação da UE está errado e privilegia os fortes e castiga os mais fracos economicamente.

 

  • O não ter orçamento, obrigar-nos-ia a governar por duodécimos, será pior ou melhor, sabemos que o deficit seria 6% igual ao deste ano, mais bico menos bico. Tendo este anunciado orçamento, alguém garante os resultados? Exceção para o ministro Gaspar e o Sr. PPC, que não deve sequer saber ver as contas, já nem digo faze-las. Em Abril se verá se seria melhor ou pior. Saber que não valem a pena os sacrificios já todos sabemos, agora Sr.ministro Paulo Portas.

 

  • Quem são esses democratas cristãos de que fala o Sr. ministro Portas? Aqueles que teem batido forte neste governo e neste tipo de orçamentos, Bagão Félix, Freitas do Amaral, Adriano Moreira e mais alguns? Para ser não basta dize-lo é preciso praticá-lo e a prática destes senhores, agora no governo, não demonstra nada a sua democracia cristã. Alem de que os outros colegas de governação se denominam de sociais-democratas, onde está também a sua social-democracia? São uma corja de incompetentes e mentirosos, servem-se de colagens a filosofias políticas apenas para enganar os votantes, isso no caso dos cristãos é no mínimo pecado.

 

  • Quanto à revisão dos objetivos do memorando, não é o mesmo que um tal de Seguro e outros da ala mais à esquerda dos moderados andam a dizer faz quase um ano? Realmente esta gente é muito lenta a entender o mundo e as consequências da sua governação. Será por isso que já conseguiram por muitos laranjas e azuis, mais inteligentes, contra as suas práticas? É certamente.

Coimbra 19 de outubro de 2012

DINIS JESUS

 

 

 

DIÁRIO--18/10/2012 : Passos indisponível para "ser cozido em lume brando" art. Expresso online 17-10-2012

18-10-2012 19:04

Passos Coelho espera que o CDS esclareça apoio ao Orçamento. E já terá avisado: se Portas sair "atira o país para um segundo resgate". O argumentário está pronto: o PSD responsabilizará o parceiro por uma eventual crise.

 

Gosto da expressão “ LUME BRANDO” sobretudo quando me lembro que é a forma como os portugueses teem andado a ser cozidos nos últimos 30 anos, acelerando-se agora, a temperatura da cozedura desde a chegada ao governo destes senhores.

 

Gosto também da forma simpática e amiga, como quem gere os nossos destinos se relaciona dentro do séquito chamado governo. Com chantagens e argumentário, como se a argumentação nos resolvesse algum problema.

Parecem comadres zangadas, tentando capitalizar afetos, uns mais que outros, para com isso poder culpar a outra parte. Desde o princípio era mais o que os separava que aquilo que os unia, mas a vontade de Portas sempre estar presente onde houver “sex-appeal politico” e a de Coelho em governar e mostrar atitude, ainda que tola, levaram a que lá se entendessem mesmo incumprindo violentamente com o que foram apregoando na campanha, em relação à forma como iriam tratar os portugueses, seus companheiros de coito na chamada consolidação.

Eis que chega a hora de fazer o segundo orçamento deste grupinho de rapazes e raparigas sem nenhuma experiencia governativa, ou se calhar, mesmo de outra natureza qualquer que não fosse a oratória. Agora sem a “demonização socrática”, desculpa para o estado das finanças no orçamento anterior, como se não tivessem participado nas negociações do pacote de apoio da Troika e assim a conhecessem muito bem, respaldados no memorando de entendimento, lá sodomizaram os portugueses sem que estes barafustassem muito, pesem as dores causadas por isso. Não contentes com a primeira investida do falo, abusam neste orçamento, colocando areia no gel lubrificante e dando contornos ao ato de relação completamente sádica, esqueceram-se que para isso todos os participantes teem de estar de acordo, sob pena da coisa não acabar bem e ter mesmo contornos de violação.

Parece que o tal de Portas não se importa de sodomizar com consentimento, mas tem dificuldade de manter a ereção em caso da relação se tornar sádica, sobretudo quando escreveu aos seus acólitos, que as relações sádicas são pecado e causam dores e traumas irrecuperáveis para os passivos na cena, como foi o caso da carta acerca do aumento de impostos.

Pois agora parece-me que estão com vontade de se zangar mesmo, atirando a culpa da violação e sobretudo de terem sido acusados disso para cima do parceiro de “menage-à-trois” o terceiro vértice do menage, claro são os portugueses.

Espero que a brincadeira acabe rápido e os portugueses possam arranjar “parceiros de sexo” mais experientes e normais, que levem o ato de serem comidos para moldes mais comuns e menos radicais.

Estes senhores que se vão embora perdoando-se-lhes a sodomização se forem já, não advogo a sua prisão nem julgamento sequer, pois tal só contribuiria para nos cobrarem, ainda por cima, de termos sido abusados.

QUE SE LIXEM ESTES SENHORES.

COIMBRA, 17 de OUTUBRO 2012

DINIS JESUS

DIÁRIO-- 15/10/2012 : Nosso PM no seu melhor. A chamada honestidade de trazer por casa.

15-10-2012 20:23

O que se oferece dizer perante o escrito abaixo e que foi verbalizado pelo PM no debate quinzenal na AR.

“”Passos Coelho afirmou hoje (12-10.2012) que pertence a uma "raça de homens" que honra os compromissos assumidos pelo País.

Pedro Passos Coelho falava na parte final do debate quinzenal na Assembleia da República, ainda em resposta a anteriores acusações ao Governo feitas pelo líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.

"Eu pertenço a uma raça de homens que não se vira para aqueles que lhe emprestaram o dinheiro e dizem depois que não aceitam chantagem porque querem ver o dinheiro de volta, ou que dizem depois não há o direito de se coagir por se dever", apontou.

Pedro Passos Coelho especificou a seguir qual a sua atitude pessoal perante casos de dívida.

"Eu pertenço a uma raça de homens que gosta mesmo quando não é o próprio a causa do endividamento de honrar os compromissos do país, de pagar aquilo que deve, mesmo que por essa razão tenha de solicitar aos portugueses um sacrifício ainda maior", disse, usando um tom de voz elevado e recebendo uma prolongada salva de palmas das bancadas do PSD e do CDS.

Ainda dirigindo-se a Francisco Louçã, o primeiro-ministro disse que não vira "a cara a dificuldades, nem aos portugueses que passam hoje dificuldades muito maiores para que o país possa cumprir os seus compromissos".

"E nós iremos cumprir esses compromissos", acrescentou.””

AGORA DIGO EU:

Bonita retórica esta, não fora, tal bom cumprir e pagar ser feito à custa dos outros compatriotas e deixando de fora dos sacrifícios os mais abastados e com bons rendimentos, ainda que também sejam muito penalizados, não lhes dói da mesma forma que aos que teem rendimentos muito baixos, será uma perda, mas sem sacrificio.

Será que esta gente se alimenta destas conversas, como as que ouvi hoje na AR? Muito mal vai de políticos este país, se não arranja gente mais capaz que a que ouço falar na nossa assembleia da república.

Perdoem-me a indelicadeza e a falta de finura, mas parece-me que este debate podia ser feito perfeitamente pelas meninas que trabalham na rua, prostituindo-se, quando discutem umas com as outras questões de local de trabalho ou clientela ou mesmo a aparência de cada uma. Perdooem-me as ditas se a comparação com deputados e governo, as ofender muito, pois elas não prejudicam ninguem que o não queira.

Esta gente não tem honestidade intelectual, uns para com os outros, para com quem os elege e paga os impostos, mas sobretudo para com os que mais sofrem neste momento. É que desses muitos também são sérios e gostam de pagar o que devem e cumprir, mas deixam de ser capazes de o fazer, porque uns quantos iluminados que governam o país, os impedem de tal.

Como o Sr. PM deve saber, a sociedade tem de ter gente na produção, esses não tiveram a formação nem muitas vezes o berço, que outros bafejados pela sorte, puderam ter. São agricultores, pedreiros, carpinteiros, mecânicos e outros que trabalham no duro o dia todo para chegar ao fim do mês e ganharem 850€ ou 500€ se forem operários fabris, são gente de baixos salários e que nunca pode acumular poupanças, se quiser ter os filhos na escola e comer todos os dias, tenha casa própria ou não. Mesmo pequenos empresários que de um momento para o outro se veem sem nada ou cheios de dívidas causadas pelas falências de clientes, ou mesmo só pelos erros e atropelos fiscais ou outros. Esses que por causa das medidas de austeridade que toma o Sr. PM, perdem o emprego, ou sem a empresa, ficam sem nenhuma forma de conseguir pagar as suas dívidas e compromissos, viveram acima das suas possibilidades, como lhe ouvimos dizer várias vezes. Sr. PM. Acha que alguém com esses rendimentos pode viver acima das suas possibilidades? Pode, mas na maioria dos casos as possibilidades é que são baixas e indignas da vivência do sec. XXI e não porque eles vivam faustosamente ou fazendo disparates.

Acreditem em mim quando digo, que muitos dos que estão a deixar de pagar e cumprir, são tão sérios e gente de palavra como o Sr. PM, mas é o estado que os impede de cumprir, tirando-lhes uma parte significativa dos ganhos quando não todos os ganhos, se vão para o desemprego ou fecham a sua pequena empresa. Por causa dessa operação a que chamam ajustamento, ouço-o ainda, ufanamente, dizer que está até a ser mais rápido que o esperado.

De longe preferiria, que percam as entidades bancárias e a alta finança, e os especuladores, que perca esta gente e passe aquilo que está a passar. Tranquiliza-me que muitos desses votaram no Sr. PM., mas jamais votarão certamente, a menos que sejam tontos e assim já não merecem a minha preocupação.

Pois paguemos, custe o que custar, mas vejamos onde ficaremos no fim disso e veja em que estado estará o país, ou se ainda vai ter possibilidade de voltar a crescer durante duas gerações. Talvez esteja destroçado o país, como diz a sua companheira de partido, Drª Manuela Ferreira Leite, ela podia talvez explicar-lhe como fez o seu avô, renegociando a divida por quase um seculo.

Acreditem que nunca seremos capazes de pagar a divida se não crescermos acima de três por cento e com juros abaixo disso. Quando julgam isso possível? Quando julgam que voltará a haver emprego para quase toda a gente? Quando teremos a divida abaixo dos 100% do PIB? Querem a resposta? Com estas políticas, nunca. A menos que descubra-mos petróleo. O caminho, vai ser mais pacote de apoio ou resgate, e no final renegociação/perdão e o tal default.

Ainda nos resta a hipótese de nos darem dinheiro do próximo orçamento da UE, para pagarmos com ele, a divida ou pelo menos parte dela. Essa seria uma boa negociação a desenvolver no quadro do próximo orçamento comunitário, pois contribuiria diretamente para a coesão.

Coimbra, 15 de Outubro de 2012

 


 

DIÁRIO-- 12/10/2014 : OS POLITICOS, NÓS, AS “PPP”, E AINDA AS OPINIÕES DE QUEM NÃO SABE MUITO

12-10-2012 13:08

 Ontem ouvi, na SIC NOTICIAS, uma entrevista ao antigo secretário de estado Paulo Campos, pessoa que não conheço de lado nenhum, embora seja deputado pelo meu círculo eleitoral, COIMBRA.

Ora o assunto das famosas PPP, já cheira mal, ate porque como já noutro “post” anterior fiz referência, no passado nada se pode fazer, podemos é evitar que se façam disparates para o futuro. Provavelmente, estas negociações podiam ser realizadas de outra forma e com menos custos para o estado, mas agora resta-nos ver se ainda será possível negociar alguma coisa ou não, no sentido de se poupar algum dinheiro ao estado.

Vi uma entrevista muito pouco esclarecedora, onde o Sr. Jose Gomes Ferreira, procurou também ser um fazedor de opinião, mais até, que esclarecer os portugueses. Volto a dizer que nada me liga a este senhor ex- secretário de estado, e acho muito bem que se investigue, o que não acho bem é que se condene na praça pública antes do julgamento. Alem de que se disponibiliza, corajosamente, para esclarecer quando lho permitem, coisa que nem todos fazem, como bem sabemos.

Ora depois disso preocupei-me em ir ler, de forma rápida e não isenta de erros de interpretação, os relatórios da Ernest and Young, do TC, do Juiz que se demitiu da comissão de avaliação e das Finanças. Grande quantidade de textos pouco sucintos e mesmo pouco esclarecedores, com conclusões avulsas e para todos os gostos e sensibilidades. Destes relatórios pode-se concluir quase ao gosto do mandante e de acordo com a subjetividade de cada um.

Eu fiz umas contas por alto e cheguei à conclusão que as PPP, são 36 ao todo entre rodoviárias e ferroviárias e da área da saúde. Custam cerca de 300 M€ por ano, o que perfaz em 30 anos aproximadamente 9.000.000.000€, que é o custo liquido para o estado sem o IVA. Começaram ainda com Cavaco Silva como 1º ministro e pegou moda, foi sempre a fazer nelas daí para cá a uma média de 1,5 negócios desses por ano, socorri-me do sítio a seguir para tal informação: https://visao.sapo.pt/conheca-os-responsaveis-das-ppp=f689608

Todos os governos as promoveram daí para cá, sem exceção, é natural que os governos do PS tenham promovido mais, pois estiveram mais tempo no governo nas últimas duas décadas, mas não na percentagem e numero que tenho visto por aí nas redes sociais. Assim os governos do demoníaco Sócrates, em termos de parcerias são responsáveis por 16% do valor a pagar aos concessionários durante as vigências dos contratos, se não forem mais renegociados. Percebi que uma parte significativa das rendas excessivas a receber, se devem ao abaixamento do IRC a pagar pelas concessionárias e que passou de 36% dos lucros para 25%, claramente beneficiando os privados em prejuízo do estado, só isso já será um bom motivo para negociação, mas entenda-se que os concursos foram efetuados com as regras e impostos da altura e não poderia ser de outra maneira.

Falemos pois da atribuição dos projetos por concurso e custo para o estado, parece que foram sempre entregues à proposta mais vantajosa em termos económicos. Por mim acho que deveria ter sido o estado a endividar-se e a realizar os projetos e as obras, dando de empreitada a construção, desse procedimento não restariam duvidas, pelo menos desta natureza e montantes.

Escutei no mesmo fórum já há umas semanas o Sr. presidente das Estradas de Portugal, pessoa que me pareceu muito atinada e sapiente, e também o ouvi dizer claramente que as PPP não são tão rentáveis como possa parecer à primeira vista, ou não faltariam interessados para a sua compra e não os há, e haveria, ao que percebi, vontade de vender. Salvo erro terá sido esta a sua afirmação, mais coisa menos coisa. Que negociação percebi que conseguiram fazer até agora? Menos obra, menos serviços de assistência e manutenção reduzindo assim os valores a pagar às concessionárias, tal pareceu-me perfeito, aliás achei, que o Sr. António Ramalho é uma pessoa cordata e com sentido de estado, mesmo como entendo que deve ser uma pessoa para aquele lugar. Acrescento que nada me liga a ele também, não conheço de nenhuma parte, a proveniência ate me assusta, a banca.

Das suas contas e das poupanças alcançadas, entendi que dividindo os valores pela vida útil dos contratos, não viria dali significativa arrecadação para o estado, cerca de 30M€/ano e assim passei a entender melhor os anteriores governantes, as atuais dificuldades deste governo em mexer seja no que for, que não passe por aligeirar as obras, nas ainda por fazer, alterando os projetos, ou baixando a quantidade de exigência em termos de serviços a prestar no futuro pelas concessionárias, para as já feitas. Nas tais rendas pouco ou nada se poderá fazer, pois ao que parece as margens de lucro não são assim tão grandes como se diz, podendo mesmo andar abaixo dos 10% depois das renegociações feitas pelo governo Sócrates.

A mim incomoda-me a falta de verdade, essa que fala o Dr. Medina Carreira, mas que também me parece que nem sempre a usa, querendo como todos, fazer valer as suas teorias. O que se pode fazer agora? Nacionalizar as PPP, comprando mais divida? Se dão tanto lucro valerá a pena, digo eu sem fazer as contas. Parece-me impossível tal coisa neste momento, como tal é mamar e calar, para usar uma expressão do meu avô.

Concluindo, apure-se toda a verdade, e sejam os políticos justos uns com os outros, sem falta de honestidade intelectual, e para deixarem de nos tratar, aos votantes, como atrasados mentais, que ouvimos o que nos dizem, conforme estamos mais zangados com uns ou com outros, castigando sempre os que estavam causando mossa, sem avaliar se para onde vamos a seguir é melhor ou pior, ou se pode ser melhor.

Parece-me que este assunto PPP terá menos impacto nas contas públicas, que o que se quer fazer parecer que tem. Devia olhar-se para o fundo de pensões da banca e para o que vai custar daqui em diante, para sabermos que de 2020 em diante dará prejuízo líquido de mais de 500.000.000€/ano, muito mais que o rendimento social de inserção e o dobro das PPP. Disto não vejo eu falar e muito me preocupa, pois estou a 20 anos da reforma e desconto há quase 30 anos. Tudo em nome do deficit, e corrigiu-se em 2011, de novo não somos capazes em 2012 de o cumprir. Para que vale tanto esforço e tais disparates de encaixar receitas extraordinárias?

Lembrem-se pois agora da CGD, mais uma receita extraordinária. E depois? Para diante o que se venderá? Tenho visto que as vendas rendem menos que dez anos de lucros das empresas vendidas, isso sim são negócios criminosos e são esses que é preciso evitar.

DINIS JESUS

Coimbra, 12 de outubro de 2012

 

 

A nossa situação atual e a causa dela, no entender de um sofredor.

11-10-2012 18:31

Depois de um final de monarquia atribulado que durou 40 anos, uma primeira república com assassinatos de governantes e contas completamente baralhadas, com dezenas de governos em menos de duas décadas e a respetiva instabilidade daí advinda, matando-se até 5 ou seis figuras da governação e oposição da altura, eis que chegamos ao estado novo e ao Prof. Dr. António de Oliveira Salazar.

Falemos pois um pouco desse período de quase 50 anos e que foi a base de onde partimos para tempos de democracia, desenvolvimento e modernidade

Chegámos ao estado novo, com uma população paupérrima e onde a formação escolar quase não existia. Cerca de 80% da população era analfabeta e trabalhava na agricultura maioritariamente, as contas eram o que se sabia a banca rôta eminente. Com Salazar já a comandar, tentou-se junto do FMI, à altura instalado em Geneve, um plano de apoio financeiro, mas já aí as condições e contrapartidas nos faziam perder soberania e nos expunham aos humores de tal gente. Ora Salazar não era pessoa de aceitar grandes perdas de soberania e como tal recusou o apoio. Baixaram-se salários de funcionários públicos 15%, sem mais demoras, fez-se algum investimento público, construíram-se escolas primárias ao menos para as pessoas saberem ler e escrever, parece que muito mais não dava muito jeito na altura à governação.

Começou a campanha de moralização com a influencia da igreja católica, de quem Salazar não queria muita proximidade mas que usava no interesse da sua governação, perante os avanços da organização das finanças publicas, o manter a neutralidade na II guerra mundial e a ordem publica conseguida, claro está com a ajuda da policia politica do regime, foi o estado novo ganhando estatuto interno e aceitação em termos externos. No pós-guerra recorremos à ajuda do plano Marshall sem grande interesse, devolvendo mesmo o empréstimo e obrigando os EUA a criar um mecanismo legal de recebimento que nem sequer tinham no seu ordenamento legislativo. Sob a mentalidade de beirão, de que aos pobres para manter a dignidade e o respeito só resta não dever nada a ninguém. Pensamento quase premonitório nos tempos que correm.

Na década de 50 começam os movimentos de descolonização e perante a não aderência a essa filosofia do nosso regime, fomos perdendo a aceitação internacional e isolando-nos cada dia mais no “orgulhosamente sós” famoso do Dr. Salazar, pois sabia que se perde-se as colonias, sobretudo Angola, seriamos quase ingovernáveis em termos económicos por falta de recursos.

Começou por definir campos de atuação e estratégias para a economia, mais ou menos 1/3 de empregos em cada sector da atividade económica (agricultura/ pescas, industria e serviços). Com um PIB baixo mas comparável aos nossos semelhantes, em termos de dimensão territorial e populacional, fomos organizando a vida para que o estado não se endivida-se e as famílias também não. Já no final da década de 50, muito criticados externamente nas nações unidas pela não descolonização e com índices de pobreza muito grandes, agora fazendo notar a não adesão ao plano Marshall, foi crescendo alguma revolta e oposição interna, acicatada pela brutalidade da PIDE e pela falta de liberdade em criticar as decisões governativas.

Ainda assim na década de 60 e nos anos da de setenta em que vigorava a governação do estado novo, o crescimento medio anual para esses 14 anos foi acima dos 6%, coisa nunca mais alcançada desde então. Tal condição leva-nos a pensar se em termos de riqueza e desenvolvimento, hoje a manter-se esse caminho, não estaríamos na mesma ou melhor, só com uma diferença, sem dívidas. Deixa-se para reflexão tal pensamento, alertando para a quantidade de obra pública que ainda hoje se vê e executada na vigência de tal governação, e pela qualidade das pessoas formadas debaixo de tal regime( todos os que hoje falam com alguma clarividência, sendo de todos os quadrantes políticos).

Fossem percebidos os ventos de mudança, não tivesse a guerra colonial rebentado, levando a forte emigração e as despesas brutais com o esforço de guerra e a crescente contestação externa às nossa politicas e interna à falta de liberdade, talvez a transição para a modernidade tivesse sido mais sustentada e menos fraturante que a que se passou com o 25 de Abril e a chegada da democracia. Note-se que foram os militares que provocaram a alteração e só por via do seu descontentamento em termos de guerra colonial e os direitos que reclamavam perante ela, quase intrigas palacianas, só depois se deram as movimentações dos políticos para cimentar a democracia, que ainda assim esteve por várias vezes em causa no período pós-revolucionário.

Depois do tal período pós-revolucionário atribulado e onde abundaram os disparates, nacionalizações em massa e sem critério, saneamentos, prisões avulsas e expulsão de muito do capital e dos empresários, mas onde também algumas coisas boas se fizeram e se preparou o caminho para a entrada na UE, à altura CEE, com a clara participação nesse desiderato do Dr. Mário Soares, que emprestou prestigio e bom relacionamento ao processo e claramente o influenciou, falo apenas dele porque o merece indiscutivelmente neste campo.

Agora sob uma governação onde as regras comunitárias teem de ser integradas através da transposição da legislação comunitária para a nossa ordem jurídica, onde as regras de contabilidade publica teem de ser as aceites na UE, e onde foram transferidos para a nossa economia, valores enormes de fundos comunitários, fomos fazendo uma transição acelerada para a modernidade e chegando a padrões de consumo e níveis de desenvolvimento comparáveis com os dos nossos parceiros da UE, em 2005 se um extraterrestre viesse à Europa e não lhe dissessem onde estava, poderia viajar por todos os países do euro sem notar grandes diferenças que não sejam as dadas pelo clima e alguns aspetos culturais e linguísticos.

Paralelamente ao desenvolvimento do país e para completar os valores das obras não cobertos pelos fundos comunitários, fomos fazendo empréstimos na banca nacional e internacional, sob a forma de venda de divida pública. Para gerir os investimentos controlar o crescimento e ao mesmo tempo ir enquadrando pessoas com maiores habilitações, foram desde 1986 até 2000 sempre aumentando as admissões na função pública, aumentando assim as despesas do estado. Tal aumento de despesa não teve o devido acompanhamento da receita, não sabemos se por falta de saber fazer contas, ou se por falta dignidade e tentando sempre enganar o povo para se ir aguentando na governação, geraram-se deficits, sempre grandes em todas as execuções orçamentais, não dando a isso o valor que esse fator tinha de facto. Ora por via disso a divida pública ou soberana, como lhe queiram chamar, cresceu de forma exponencial, deixando-nos claramente expostos aos humores dos mercados.

Pois como ninguém quer ficar na história politica deste pais associado aos métodos do Dr. Salazar, até porque estão agora sujeitos à escolha do povo, nunca ninguém teve a coragem de fazer atempadamente as correções e os defeitos foram-se avolumando, colocando-nos numa posição de clara fragilidade perante os credores e as suas mudanças de interesses, assim quando em 2008 começa a crise do sub-prime, a união europeia, também apanhada de surpresa, dá indicações aos estados para fazerem injeções de capital na economia contratando obra e voltando assim a ter de se endividar mais e mais, gerando mais deficit e para o cobrir mais divida, entrando num ciclo perigoso de endividamento, ao qual se associou a especulação brutal dos chamados mercados, essa especulação levou ao aumento de juros e assim tornou a situação insustentável.

Caímos no resgate, onde já tinham caído a Grécia e a Irlanda e onde previsivelmente cairão a Espanha e talvez a Itália. Se a mesma UE que fomentou o crescimento, não mudar agora de política e não se mostrar mais solidária com os estados mais expostos, grandes desgraças e muito empobrecimento virão a caminho.

Não falámos propositadamente, no nome de nenhum governante de 1986 para cá, pois fossem eles quais fossem, julgo que teríamos a mesma situação neste momento, talvez ligeiríssimas diferenças. Nenhum dos nossos governantes governou na Espanha ou na Grécia ou na Irlanda mesmo na Itália, vejam-se que salvaguardando algumas especificidades próprias de cada um destes estados, em termos de contas públicas estão iguais e quando muito são os interesses dos mercados e as rating fazedoras a estabelecer as diferenças, dando a uns taxas de juros mais baixas que a outros para situações de contas em tudo semelhantes, encontrando as diferenças numa coisa a que chamam risco.

Desta forma as dividas dos estados mais fracos aumentam de uma forma assustadora e cada dia estes ficam mais fragilizados. Por outro lado os mais fortes ainda que com contas que nem sempre cumprem todos os requisitos da UE, continuam a obter financiamento, até a taxas de juro negativas.

Isto não é uma europa solidária e de nada nos valerão os sacrifícios e a austeridade se a UE não mudar de caminho, achamos bem que se estabeleçam regras de limitação de despesa e divida para todos, mas que se contrate endividamento para os estados com risco comum, as tais eurobonds o lá o que são. Seja o controlo sob as contas dos estados mais apertado mas ofereça-se algo em troca. Este tipo de ajuda que nos estão a dar, deixar-nos-á pior no fim dela do que estávamos antes, em todos os indicadores, mesmo nos que se pretendem corrigir.

Se quisermos andar para trás 25 anos em termos de PIB ou de qualidade de vida para os cidadãos, não precisamos de ajuda para nada, fá-lo-emos bem sozinhos.

Só antevemos uma solução, consolidar a divida e negocia-la com alguns credores a quem consigamos mostrar seriedade. Creio que necessitaremos de cerca de 30 anos para pagar com uma taxa de juro que não poderá exceder os 3%. Gostava-mos de pensar que poderíamos internamente obter os dinheiros necessários depois para fazer face ás despesas do estado, solicitando a ajuda às empresas que dão lucros acima dos 20 milhões de euros, legislando com base na crise, criar uma regra que desse ao estado a possibilidade de reter 75% dos lucros dessas empresas até termos a situação orçamental equilibrada, devolvendo depois essas verbas quando houver condição, sob a forma de benefícios fiscais. Ainda são bastantes as empresas onde tal se podia fazer e algumas delas atingiram a situação económica que teem engordando a divida, quando ainda eram empresas públicas. Notemos ainda que isto até evitava a renegociação das tão faladas PPP pois os lucros voltariam para o estado por força dessa regra. Avisemos que tal lei deveria obrigar a manter os lucros em linha com a média dos últimos 5 anos, pois haveria de imediato espertos administradores que diminuiriam os lucros, se não se criminalizar tal estratégia, bem como impedir a deslocalização das suas sedes.

Creio que não se deverá esperar na criminalização e na condenação do que alguns governantes fizeram a solução para o que temos, isso só serve para encher jornais e distrair os povos. Temos de legislar para que os governos para a frente não possam mais continuar a fazer asneiras, tais como a de comprar o fundo de pensões da banca para salvar um valor de deficit, mas que agora já começou a fazer danos violentos no equilíbrio da Seg. Social. Isso vai custar por ano mais que as PPP e não tarda nada, com uma diferença as PPP teem um prazo, este desequilíbrio das contas por via das reformas dos bancários é para sempre e agravando-se todos os dias, a menos que acabe a banca ou se altere o acordo de compra do fundo.

Temos de mudar de modelo governativo na UE sob pena dos mais fracos virem rapidamente a entrar em colapso e com isso criarem crises sociais que não poderemos antecipar. Estas regras de austeridade que vimos a implementar, pode ver-se o seu resultado na execução orçamental de 2012 em Portugal e no que tem vindo a acontecer à Grécia desde do resgate e das medidas de austeridade, cada dia pior.

Fala-se em voltar aos mercados, mas para quê? Para continuar a gastar e a endividar o país e obedecendo às mesmas regras de distribuição de riqueza? Se for para isso, não obrigado. Encolher a classe média já se viu qual o resultado, pois adotem-se politicas que o invertam rapidamente, veja-se o exemplo dos sul-americanos, Brasil à cabeça. A austeridade vai levar à falência de estados depois de ter levado à falência milhares de empresas e milhões de cidadãos.

Conclui-se daqui que não valerá a pena, condenar os governantes do passado, mais longínquo ou mais recente, isso pode dar algum conforto momentâneo a algumas consciências mas não dará ordem às contas, e achar que isso incutiria medo nos futuros governantes também nos não tranquiliza, pois os razoáveis não se sujeitam a que cada erro os coloque na cadeia e só os mais espertos e com menos escrúpulos, terão nesse caso vontade de governar, bom já estamos quase nessa situação desde há mais de uma dúzia anos a esta parte, muita vontade mas pouca capacidade.

Resta-nos, em conjunto com os estados já resgatados e em vias disso, fazer um bloco forte na UE para com isso influenciar as decisões para conseguir alívio e tempo para equilibrar as contas. Mais que fundos comunitários para alcançar a coesão, agora precisamos de dinheiro para pagar a divida e terá de ser a solidariedade a providenciar isso. Para isso achamos que só uma UE federalista pode resolver a questão, perdendo claro está, soberania os estados e obedecendo a uma ordem comum, sem moralismos e sem sentimentos de superioridade, pois a riqueza dos mais fortes é diretamente proporcional à pobreza dos mais fracos, uma é a causa da outra. Para fazer um rico é necessário fazer milhares de pobres, tal aplica-se aos estados enquanto agrupamento e aos e aos cidadãos dentro de cada estado.

DINIS JESUS

Coimbra, 2 de Outubro de 2012                              

 

Itens: 1 - 23 de 23

COMENTÁRIOS

Blogue

Fernanda Tomás | 02-02-2014

Descobri hoje o seu blogue.....e apesar de não concordar com algumas posições políticas e ideológicas.....adorei a sua poesia....a seguir sem dúvida.
Peço desculpa pela minha ousadia.
Uma boa tarde

Blogue

Daiany | 04-11-2012

Parabéns Senhor Dinis Jesus,esse blogue ta espectacular,como sempre muito inteligente.