DIÁRIO - 03/01/2013
Diário / Apoio do ministro da saúde ao seu secretário de estado
Embora a afirmação não seja de hoje, só hoje vi a notícia na SIC notícias, por isso falo só agora deste assunto. Como nem sempre o diabo pode estar atrás da porta, hoje vou falar bem do governo, falando sobre um assunto que embora tenha sido criticado por muitos das alas adversas ao governo, eu tenho de elogiar e desdramatizar o ponto de vista de alguns incomodados.
Ora o falado secretário de estado tinha dito que os portugueses têm de evitar ficar doentes, acautelando e prevenindo comportamentos para não sobrecarregar o sistema nacional de saúde, disse-o mais ou menos assim ou pelo menos com este sentido.
Logo um bando de puristas, alguns por quem tenho apreço pelas opiniões, mas com quem não sou obrigado a concordar sempre, se apressaram a colar uma questão ideológica à afirmação. Pois se foi ou não por uma questão ideológica que o afirmou, embora tenha interesse saber-se, a afirmação parece-me premente e muito acertada, e esses deveriam de ser os únicos sacrifícios que os portugueses deveriam fazer para baixar a despesa do estado, não perdendo outras regalias, não só na área da saúde como em todos os outros serviços que o estado presta aos cidadãos.
Hoje ouvi o Sr. Ministro Paulo Macedo, dizer mais ou menos o mesmo, não me parecendo ver nas suas afirmações nenhum princípio ideológico que não o de ser serio e honesto para com a coisa pública e mesmo proteger o bem-estar dos cidadãos.
Esta honestidade é a obrigação de todos quantos recorrem ao serviço nacional de saúde e a todos os que o estado presta aos cidadãos, nomeadamente, na justiça não inventando processos de valores muito inferiores ao custo real do serviço prestado ou litigando de má-fé, na educação não se perpetuando nas escolas e universidades sem aproveitamento etc. etc. Estes comportamentos deviam ser quase instintivos no comportamento dos cidadãos na defesa da coisa pública e até em seu claro beneficio.
Claro que beber sistematicamente potenciando doenças causadas pelo álcool ou beber até ficar em coma e depois ir parar ao hospital, fumar até alcançar cancro do pulmão, arriscar em atividades potencialmente causadoras de lesões e depois ir sistematicamente à urgência, bem como muitas outras coisas simples como cuidar da alimentação, fazer algum exercício físico, no sentido de minimizar os dias de internamento e os estados de doença, não só é bom para o próprio como economiza nas despesas sem tirar “estado social” a quem precisa.
Este deveria ser o caminho, para alcançar em todos os ministérios a tão almejada redução da despesa em vez de despedir e baixar salários ou pensões pela via da tributação. Como se consegue? Talvez educando, informando e fazendo campanhas de esclarecimento capazes de fazer passar a mensagem.
SÓ CIDADÃOS EDUCADOS E RESPEITADORES DO BEM PÚBLICO, CONSCIENTES DAS SUAS OBRIGAÇÕES NO QUE RESPEITA AO NÃO SOBRECARREGAR, SEM NECESSIDADE, O ERÁRIO PÚBLICO PODEM EXIGIR BONS SERVIÇOS AO ESTADO.
03-01-2013
DINIS JESUS