FEV - 2013

DIÁRIO - 18/02/2013

18-02-2013 23:54

Diário – Violência doméstica, vários entendimentos.

Hoje versaremos um tema que há muito nos inquieta e causa estranheza, tal a forma como tem sido abordado e enquadrado na legislação ocidental e mesmo na sociedade ocidental, tal é a margem que deixa de interpretação aos julgadores e outros intervenientes na decisão das situações.

Começaremos por afirmar, contrariamente ao que parece, os casos de violência doméstica são hoje uma parte infinitesimamente mais pequena que há cinquenta anos, por estranho que pareça, sobressaem agora muito mais, perecendo mesmo que a violência doméstica é um fenómeno em grande expansão. Certamente já esqueceram aquela frase lapidar e quase corriqueira, essa do antigamente, em relação à forma como tratar a esposa “ quando chegares a casa, bate na tua mulher, se tu não souberes porque lhe bates, ela saberá de certeza.”

E porquê o parecer agora em maior número? Porque se possibilitou a sua denúncia facilmente, muitas vezes sem razão e mesmo para prejudicar o hipotético agressor, permitindo a queixa sem nenhum tipo de verificação anterior ao inquérito. Julgamos nós que deveria existir uma fase intermédia entre a queixa e a constituição de arguido e a atribuição do estatuto de vítima ao queixoso. Partindo a legislação de um princípio errado, o de que ninguém se queixa se não tiver razão. Será assim com alguns, mas não com muitas mentes retorcidas e maquiavélicas.

Pois desenganem-se os que assim pensam, existem inusitadas mentes que se queixam sem razão, com um claro propósito, o de limitar os direitos dos outros, condicionando-os nas suas liberdades e direitos, obrigando-os a justificar e a explicar factos inexistentes, muitas vezes obrigando-os a reações mais emotivas perante a violência da mentira e falsa denuncia, reações essas que vão de encontro aos desejos dos acusadores, para com elas tentarem demonstrar as suas maléficas teorias.

Em Espanha de uma maneira mais correta no nosso entender, classifica-se ao que aqui se chama de violência doméstica, como violência de género. Choca-nos menos embora entendamos que a designação dada em Portugal, seria mais abrangente e permitiria em termos teóricos salvaguardar ambos os géneros. Puro engano, a designação foi tão só uma questão de semântica, claramente trata de defender só o género feminino e nunca trata na mesma proporção o género masculino. Assim com a designação espanhola, a atitude corporativa de muitos membros do género feminino pode aceitar-se, defendem o seu género, é puro corporativismo, é defeito, mas legitimo e entendível.

Sabemos porquê, esse tal entendimento, porque teoricamente o homem é fisicamente mais forte que a mulher, não será sempre, basta imaginar algumas judocas, karatecas, boxeurs etc. etc., além de outras mulheres com constituições físicas de fazer temer qualquer macho. Mas admita-se como correto, que a mulher é mais propensa a sofrer de violência doméstica, em termos físicos, que o homem, sobretudo se a maioria dos casais é heterossexual.

Já quando se trata de maus tratos psicológicos o caso muda completamente de figura, e pior que tudo com a ideia retrograda que também neste caso a mulher ainda está na mesma situação que na idade média ou mesmo nos anos quarenta ou cinquenta do seculo vinte. Não está, ganhou a mulher um estatuto que nessa altura não tinha, ganhou e bem no nosso entender, pois julga-mos que os géneros serão em termos de capacidades mentais em tudo semelhantes e deverão ser iguais em direitos e liberdades mas também em deveres e responsabilidades perante o outro, não sendo tacitamente aceites certos comportamentos às mulheres baseados nos tempos do modelo antigo com as relações assentes num total machismo. Hoje também os homens mudaram sua mentalidade, são muito mais tolerantes e aceitadores da igualdade. Alem de que as mulheres são hoje muito menos condicionadas pela falta de rendimentos próprios, já que alcançaram um lugar em termos de trabalho e salários, em tudo semelhante aos homens, com exceção de alguns lugares de topo, mesmo assim lá vão chegando. O mais engraçado é que as mulheres se rendem aos encantos desses homens que vão ainda ocupando os lugares de topo, mesmo que eles sejam umas bestas. Mais uma vez uso Camões para o explicar: “Misera sorte, estranha condição”

Agora na questão dos direitos é que o caso é bem diferente, se um homem vai apresentar queixa de uma mulher porque esta o violenta psicologicamente, em todos os locais onde tal se pode fazer, PSP, GNR, DIAP etc., o homem fá-lo-á sempre sob uma atmosfera de ridicularização e quase de ironia. Claramente em Portugal, acha-se que só existe violência doméstica do homem sobre a mulher, quando muito de ambos os géneros sobre as crianças e os idosos. Tal entendimento, pode constatar-se por todas as campanhas anti violência doméstica, todos os panfletos e cartazes que a isso invocam, e em que género, está redigida a legislação, em todo o seu articulado e nos mesmos cartazes e panfletos. Documentos esses, sempre apostos em qualquer esquadra de polícia, nos departamentos do IRS que a isso legitimam, e nos atriuns dos tribunais. Sempre figuras femininas e frases escritas no feminino, como sendo este género o único alvo da violência doméstica.

Falamos infelizmente com algum conhecimento de causa, sabemos o que é apresentar queixa varias vezes, contra uma pessoa, porque esta enviou uma SMS menos bem-educada, um ou outro email mais cáustico, chamou durante uma acesa discussão uns nomes feios ou apontou determinados comportamentos adúlteros publicamente. Tudo isto encaixa como uma luva numa acusação de violência doméstica. Engraçado, mas se a outra parte for adultera e com isso torturar a cabeça do parceiro, isso é admissível e não é mau trato, já se for ao contrário, o adúltero for o marido, as discussões e os insultos ou enxovalhos, causados pela mulher, não só são tolerados como até entendidos pela sociedade. Será também isto ainda puro machismo? Julgamos que sim, que ainda é reflexo do anterior estatuto da mulher, que a única coisa que podia fazer era vociferar e ofender o parceiro. Maltratar não será qualquer forma de fazer o companheiro ou companheira sofrer, pensando apenas em si e usando de tudo para levar o outro ao desgaste? Entendemos que sim.

Ainda fica mais feio o caso, quando as discussões e os insultos são feitos pela pessoa que trai na relação, e pasme-se, é muitas vezes o caso. As mulheres são hoje muito mais adúlteras que antes e para justificarem a sua condenável atitude, cada dia menos condenável ainda assim, berram e gritam, promovem as discussões e outros comportamentos mais agressivos e ofensivos, por vezes ameaçadores, ainda que sem violência física, por parte do traído. Tudo para depois encapuçar as suas adúlteras atividades, justificando a pretendida separação em falsas atitudes do marido ou mesmo apresentando queixa das  tais discussões, ao abrigo da violência doméstica, nas instâncias para isso autorizadas. Muita gente sabe disto, mas não pode e não faz absolutamente nada, ouvem-se frases da boca de polícias mais ou menos indicadoras que perante a atual lei, se as mulheres quiserem tramam os homens, esta é uma condição mais ou menos reconhecida e com a qual concordamos, esta lei claramente foi feita e é entendida para proteger as mulheres.

Poderá um homem ser acusado justamente de violência doméstica? Se nunca teve a intensão de fazer mal a ninguém em termos físicos, que apenas insultou em resposta a insultos de semelhante dimensão, que algumas vezes disse que perante certos comportamentos se vai embora e deixa todos os problemas do casal para resolver por quem quer que o casal se desfaça, ou mesmo uma ou outra vez e perante algumas ameaças de violência física ou mesmo morte quando vá a Angola, responde na mesma moeda. Poderá ser acusado, mas só num sistema injusto e que não respeita os direitos e deveres de cada um, atribuindo direitos a uns que não atribui a outros.

Mais violento ainda é quando já se foi uma vez, injustamente condenado por práticas que de todo não se cometeram. Servindo essa condenação como medida de chantagem e mesmo de falsas denuncias em relação ao de registo criminal, ditando para a queixa factos que de todo não existiram.

Hoje podendo parecer preconceituosa a afirmação que se segue, de todo não é nem pretende ser, é apenas reveladora de um medo e uma verificação no que respeita ao número de absolvições sentenciadas neste tipo de casos, que são frequentemente investigados por mulheres, promovidos por mulheres e julgados também por mulheres. Senhoras tecnicamente dotadas, apetrechadas, indiscutivelmente, de grandes conhecimentos legais, com ótima capacidade de interpretação, mas incapazes de descolar as suas experiências do julgamento destas situações. Perante a provável, existência de algumas altercações nos seus relacionamentos pessoais e afetivos, que sempre causam dor e são entendidas como más experiências, tendem a avaliar de acordo com essas experiências e conotando os homens como frios e menos sofredores com estas coisas dos desacertos relacionais. Daí os medos aqui afirmados, pois nada nos move contra as ilustres magistradas que hoje ocupam a maioria dos lugares nos tribunais de primeira instância, sobretudo quando julgam casos de outras naturezas criminais.

TERMINO APELANDO AO BOM SENSO E PROFUNDA ANÁLISE DAS PROVAS, SEM PRE-JULGAMENTOS E PRECONCEITOS DE QUALQUER NATUREZA.

COMO REMATE VOU USAR UMA FRASE DE OSCAR WILDE E QUE DÁ CORPO À TEORIA QUE MOTIVOU A ESCRITA DESTAS LINHAS.

“A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte.”

18-02-2013

Dinis Jesus
  

DIÁRIO - 17/02/2013

17-02-2013 23:50

Diário – Portas promovido a guionista

 

Ontem soubemos que o terceiro do governo, segundo Pedro Passos Coelho, foi incumbido da missão de guionista da reforma do estado.

Parece-nos que tal notícia só pode ser um menos mau indicador, pois neste momento o ministro Portas está muito à esquerda do resto da governação. Além disso esta medida será reveladora de que começam pelas bandas de São Bento a admitir-se, o quão erradas, serão as políticas até agora usadas pelo governo.

Neste contexto será bom lembrar ao ministro Portas as promessas eleitorais e mesmo os desconfortos que teve perante certas medidas do governo de que faz parte. Com essa chamada de atenção dever-se-á pretender lembrar-lhe que se dizia defensor dos mais pobres e dos mais desfavorecidos. Sim, quando andava de boné pelos mercados e feiras distribuindo beijos às peixeiras.

Admitindo-se como necessária a reforma do estado, sobretudo no eliminar das ditas gorduras, esperemos que a ideia de reforma deste senhor ministro Portas, seja um pouco diferente das ideias do ministro Gaspar, essas já se percebeu como funcionam. Ele é cortar na despesa de forma transversal e sem olhar às consequências, apenas importam os números finais dos custos, sem saber se os proveitos vão cair a um ritmo muito superior ao das despesas. Situação que até hoje e desde que chegaram ao governo se verifica. Apenas tendo alcançado os valores acordados para o deficit, porque as receitas extraordinárias o permitiram, no primeiro ano com a compra do fundo de pensões da banca e no segundo porque as receitas das privatizações excederam largamente o estimado no plano previsional das mesmas.

Será esta escolha de encarregado do guião, já a assunção das lacunas de conhecimento político e de saber governar por parte de Pedro Passos Coelho? A nós parece-nos que sim. Tentando de forma quase traiçoeira, atirar com alguma responsabilidade para cima do líder de outro partido, combatendo assim a tendência de queda de popularidade que lhe vai sendo constante, a si e ao seu partido.

Com um pouco de sorte esta gente não se aguentará na governação por muito tempo, pois são tantas as asneiras que dificilmente aguentarão a inconstitucionalidade do orçamento ou uns resultados maus da execução orçamental e dificilmente resistirão ao pólen da primavera.

Confessamos que o trabalho e a atitude resguardada de Paulo Portas, nos surpreende positivamente, atribuindo-lhe a ele nos negócios estrangeiros e ao ministro Paulo Macedo na saúde, os dois melhores desempenhos desta horrível governação a que temos sido sujeitos desde 2011. Por essa situação, ficamos menos inquietos por ser ele o cabecilha da elaboração da proposta de reforma do estado, sabemos que pior que a dupla Coelho/Gaspar não fará. Dir-se-á que Portas é um liberal que andou na catequese e como tal tem dificuldade em fazer mal aos outros propositadamente, atitude que de todo não reconhecemos a Gaspar ou ao chefe Coelho, que como já se viu não se preocupam em mandar para a pobreza e fome seja lá quem for, encontrando na caridadezinha a única medida para as evitar.

Esperemos que não tenha de ser este governo a implementar as medidas conducentes à reforma do estado, pois já se viu que não serão medidas que defendam quem mais necessita. Deverá ser outro governo e na linha do que ouvi ontem à deputada Isabel Moreira, com uma solução à esquerda onde estejam envolvidos o PS/CDU/BE. Terá de ser por aqui que lá chegaremos, cremos não haver outra saída.

PARA ALCANÇAR UMA SOLUÇÃO QUE NÃO PRIVELIGIE OS RESPONSAVEIS PELA SITUAÇÃO QUE TEMOS, SÓ UMA VOTAÇÃO FORTE NA ESQUERDA DARÁ ESSA POSSIBILIDADE. O RECONHECIMENTO POR ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, DE QUE ESTE MEMORANDO É ERRADO, JÁ É UM BOM INDICADOR E UMA APROXIMAÇÃO AO QUE TÊM DITO AS OUTRAS DUAS FORÇAS POLITICAS.

17-02-2013

Dinis Jesus

DIÁRIO - 16/02/2013

16-02-2013 23:27

Diário – Portugal não está perdido, temos ainda gente inteligente.

Acabei de ler uma notícia da lusa/sol onde se fala do que disse João Ferreira do Amaral na conferência "Economia Portuguesa: Propostas com Futuro", que hoje decorre na Fundação Calouste Gulbenkian.

https://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=68371

Lamento que não tenhamos gente que governe de acordo com o seu conceito ideológico, mas ao mesmo tempo escute pessoas que pensam diferente e que infelizmente para todos nós têm acertado muito mais nas previsões que fazem que o próprio governo. É claramente o caso de João Ferreira do Amaral.

Mais uma vez nesta palestra inicial da conferência, aponta quais os rumos a seguir para inverter o que nos está a acontecer, alertando mesmo para o que nos poderá acontecer se mantivermos a trajetória. Custará muito prestar atenção ao que diz este senhor? Creio que não custa. Depois analisando os diferentes pontos de vista e as consequências de cada caminho a ser trilhado, é que se deveriam tomar medidas estruturantes, medidas essas que dificilmente serão os cortes cegos e a direito que a nossa governação tem feito.

Eu, e longe de me arrogar em alguém conhecedor destes “metiers”, venho alertando, para o que se iria passar se adotasse-mos este rumo, desde a aprovação do OE para 2012 e daquela criminosa compra do fundo de pensões da banca para tapar o buraco do deficit. Essa compra ou muito me engano, ou representará um BPN de dez em dez anos, tais os custos que traz à segurança social. Tudo para cumprir um número apenas.

As indicações de caminho apontadas por João Ferreira do Amaral, parecem-me muito inteligentes e bem estruturadas, pensadas por alguém que trata estas coisas da economia sem o peso das máquinas partidárias e outros apegos de cariz ideológico puro, usando o princípio básico da ação reação, pois com as alterações constantes de interesses dos mercados/especuladores, tem de ser essa a atitude, é preciso sem radicais cortes com o passado e presente, ser flexível e adaptar as medidas para que o futuro seja menos mau.

Quando ouvimos o que este senhor diz e ouvimos também o que ainda ontem disse o PM na AR e mesmo o que disse hoje, dando a ideia que já percebeu que este caminho não levará a nada e falando confusamente do esticar da corda mas sem que esta quebre, para não tornar improfícuos os sacrifícios, bla , bla, bla. Temos uma ideia clara de quem é que entende alguma coisa disto. Se agora tivermos de arrepiar caminho e mudar o rumo, o caminho anterior só serviu para nos tornar mais pobres.

Cremos que este trimestre será decisivo e decidirá se o governo cai ou se fica até ao fim da legislatura. Serão a execução orçamental deste primeiro trimestre e a decisão sobre a constitucionalidade do OE de 2013 a ditar a sua sentença. Quanto à constitucionalidade, não falarei por ignorância e por ser decidida por gente que terá a sua interpretação da constituição, já tendo eu escutado ilustres constitucionalistas com opiniões diversas. Mas no que respeita à execução orçamental e aos indicadores, desemprego, contração do PIB, deficit e desaceleração das exportações, não tenho duvidas, serão tudo bombas a rebentar umas atrás das outras para as previsões do governo e seu ministro Gaspar.

GOSTAVAMOS DE DUAS COISAS, QUE ESTIVESSEMOS ENGANADOS NA PROFECIA E QUE A EUROPA PERCEBA QUE ESTE CAMINHO É A RUINA.

EM TERMOS DE GOVERNAÇÃO PEDIA AINDA AO PM QUE CASO O PRIMEIRO TRIMESTRE SEJA O QUE VATICINO, QUE SE DEMITA E RÁPIDAMENTE POSSA HAVER ELEIÇÕES.

16-02-2013

Dinis Jesus

 

DIÁRIO - 15/02/2013

15-02-2013 23:59

Diário – Até quando se pode apelar ao passado para justificar as desgraças de hoje?

 

Este tema de hoje, surge do debate quinzenal com a presença do senhor primeiro-ministro no parlamento. Já nem sei se tais debates são ou não importantes, tal a teatralização que neles se verifica, como dizia hoje um amigo meu, apenas estão lá a desempenhar um papel, mais nada.

Perante a inquirição de um inseguro Seguro, líder do maior partido da oposição, confrontando-o com os resultados catastróficos de todos os indicadores, desemprego, contração do PIB, desaceleração do crescimento das exportações, etc etc. O que responde o senhor primeiro-ministro, nada. Balbucia umas coisas, que em termos gramaticais não estarão mal, mas nada explicam a situação e pasme-se aponta comportamentos do partido socialista quando governo em 2009, esquecendo que nessa altura, mesmo em crise a economia crescia quase 2%, mesmo em 2010 ainda cresceu 1,6%. Estranha no mínimo, senão bizarra comparação.

É fácil cair na tentação de justificar os nossos erros com o comportamento dos outros, mas não é muito bem-educado e é de todo muito pouco sério da parte de quem tem a obrigação de ser honesto e conduzir bem os destinos de um país.

Até quando valerá acusar o “demónio” Sócrates da desgraça em que cada dia mais nos afundamos? Valerá para a eternidade? Será que também ele poderá ainda hoje, já afastado, acusar Santana e Barroso, Guterres ou até mesmo Cavaco pelo desgraçado país que herdou? Esta falta de chá e o atirar com as culpas para cima dos outros, não nos parece nada sadia nem digna de gente com responsabilidades governativas.

Piora muito a falta de honestidade intelectual, quando se encontram justificações para a atual situação na conjuntura internacional, mas antes essa nunca era uma premissa válida se a ela apelava o governo da altura e esta gente que governa hoje, estava na oposição. Hoje todos sabemos que na atual atitude europeia, os países periféricos, têm muito poucas hipóteses de se manter em situação de contas públicas equilibradas, mesmo os países do norte a prazo estarão condenados à contração das suas economias, a poderosa Alemanha ou muito nos enganamos, ou será já em 2013 que entrará em recessão.

Perante esta crise, apenas fazemos o papel de tontos e tentamos cumprir todas as normativas impostas pela chamada Troika sem sequer questionar, num absoluto servilismo e entrega aos interesses dos mais fortes, que dificilmente serão os nossos. Vamos acenando com o integral cumprimento das nossas obrigações, mas fazendo do instrumento orçamento, o fim em si, da governação. Se não o orçamento como fim, pelo menos algumas das suas condições, sobretudo uma, o tal de deficit. Para o cumprir sacrificam-se todas as boas práticas de gestão e rigor, vendemos bens ou propriedades pelo valor que nos permita cobrir as faltas, absorvemos os fundos de pensões que a prazo darão elevados prejuízos ao estado, tudo mas tudo vale para que o numero final não ultrapasse o assumido nos contratos com a Troika. Misera sorte, estranha condição. No final do plano de resgate estaremos em todos os indicadores mais pobres e nada teremos corrigido ao mal que deu origem ao mesmo resgate.

Claramente desta situação resultam elogios do resgatadores e dos parceiros da união europeia, mas não porque as contas estejam mais solidas e com melhor imagem, apenas porque cumprimos com os errados planos que traçaram para nós e defendemos os agiotas financiadores do estado. Nestes estão bancos e investidores estrangeiros mas também portugueses, que pressionaram para o resgate, capitalizaram-se com ele e agora numa posição de maior solidez, voltam a chantagear e a fazer o que querem para lucrar cada dia mais. Tudo se justifica com uma bonita e elucidativa expressão: está a aumentar a confiança dos investidores/mercados, na nossa economia. Pergunto eu: De que serve isso ao Zé Povinho? Certamente de nada, pelos tempos dificeis que vamos vivendo na nossa sociedade e o que a pobreza a cada dia mais alastra no nosso triste país.

TEMOS POLITICOS POUCO SÉRIOS E ASSIM NÃO SAIREMOS DA DESGRAÇADA SITUAÇÃO QUE TEMOS.

FALE DE HOJE E NÃO DO PASSADO SR. PRIMEIRO-MINISTRO, ESSA É UMA ATITUDE POPULISTA E QUE SÓ CONVENCE PATETAS. NÃO VIVA DE CONVENCER ALGUNS, TRATE ANTES DE IMPULSIONAR A ECONOMIA FOMENTANDO O CRESCIMENTO. COMO? PERGUNTARÁ O SR. RESPONDO-LHE EU: FAÇA TUDO AO CONTRÁRIO DO QUE TEM FEITO ATÉ HOJE, ACERTARÁ QUASE EM ABSOLUTO.

15-02-2013

Dinis Jesus

DIÁRIO - 14/02/2013

14-02-2013 23:43

Diário – Álvaro e suas refletidas observações

Hoje não era um dia pródigo em temas e para não voltar ao “ Vá tomar no cu” do erudito ex-secretário de estado da cultura, que já foi sobejamente comentado e por gente mais capaz e erudita que eu, volto a falar do ministro Álvaro neste meu diário.

https://economico.sapo.pt/noticias/ministro-culpa-europa-pela-recessao-em-portugal_162667.html

Engraçado o Alvaro. Quando o “demónio” Sócrates dizia que o que nos acontecia tinha a ver com a crise internacional, chamavam-lhe mentiroso. Não era o Alvaro, diga-se, pois nessa altura mal se lembrava onde era o seu país. Embora sempre ligado ao meu distrito por ligações familiares.

Esta gente não é séria, dizem uma coisa na oposição e outra quando no governo. Veja-se as razões para vetar o PEC IV e o que fizeram depois, vinte PECs IV, antes todo o mau desempenho era culpa do governo português, agora é da conjuntura internacional.

Têm muita graça, estes “políticos” da treta. Mas diga-se, também se passará o mesmo com o PS quando for governo, dirão agora uma coisa e farão depois outra, usando sempre eruditas e sapientes justificações ou alegando desconhecimento da real situação da economia ou mesmo o falseamento das contas por parte dos antecessores. Tudo para justificar as diferenças.

Só querem poleiro ao sol e viver a enganar os portugueses. Podemos e devemos mudar, mas não queremos e nas próximas eleições ganhará o PS. Esquecendo o Zé Povinho que quem nos trouxe até onde estamos foram PSD/PS/CDS.

Mas alguns papalvos continuam a falar das ditaduras de esquerda da ex URSS ou de Cuba ou da Coreia do Norte. Estas pessoas querem e podem ser pouco esclarecidos, mas não atentem à inteligência dos outros, apenas para justificar o seu anticomunismo primário e preconceituoso. A esquerda (CDU/BE) não poderia fazer pior que esta gentalha que governa há trinta anos tem feito. Mais, a democracia não estaria em causa e poderia reverter-se sempre o rumo se no final de quatro anos se percebesse que não estávamos a ir bem.

O PROF. SALAZAR USAVA COM FREQUÊNCIA DUAS FRASES. UMA ERA: “MELHOR QUE SER MINISTRO É TER SIDO MINISTRO” A OUTRA: “NÃO PODEM HAVER ELEIÇÕES LIVRES EM PORTUGAL, PORQUE OS PORTUGUESES NÃO SABEM DESTINGUIR O MELHOR DO PIOR PARA VOTAR LIVREMENTE.”

AGORA PERGUNTO EU: E HOJE NÃO SERÁ TAMBEM ASSIM?

14/02/2013

Dinis Jesus

DIÁRIO - 13/02/2013

13-02-2013 23:46

 

Diário - Desemprego o flagelo da era moderna.

 

Era para escrever hoje sobre a obrigatoriedade de pedir fatura em todo lado, de um café na pastelaria até à molhada de grelos na feira. Mas a noticia que indico no link, fez-me mudar de tema e abordar o desemprego.

https://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=68192

 

Pois como se lê na notícia, um homem imolou-se pelo fogo em Nantes na França, diante de um centro de emprego. O que acham que o levou a tal? O ser louco? O querer dar nas vistas? Motivos religiosos? Não creio que tenha sido nada disso, terá sido tão só o desespero de não ter como ganhar para solver as suas necessidades. Provavelmente não ter que dar de comer aos filhos.

Cito um ilustre da história e do renascentismo, nem sempre pelos melhores motivos, mas com esta sua afirmação concordo em absoluto.

 

“Nunca foi sensata a decisão de causar desespero nos homens, pois quem não espera o bem não teme o mal.”
Niccolo Maquiavel.

 

Lá em França, como cá, só que cá em maior numero, cada dia há mais desempregados, hoje também li que em Portugal há 57% de desempregados que não recebem nada da Segurança Social. Como viverão estas pessoas? O que comerão? Como mandarão os filhos para a escola? Que traumas causarão estas diferenças de rendimentos na cabeça das crianças e mesmo dos pais? O que fazemos para atenuar isso? A única das questões que coloco e sei a resposta é o que fazemos para atenuar isso, pois a resposta é nada.

 

Será que os governos europeus só encontram no desemprego a única forma de tornar competitivas as economias? Se assim é, parece-me uma certa falta de lucidez, que para alguns se aguentarem e até enriquecerem, outros tenham de passar fome, obrigando a nossa sociedade a ter cada dia mais e mais pobres e também mais ricos e estes últimos com níveis de riqueza cada dia maiores. Isto se mais não for, é pelo menos uma grande imoralidade.

 

O desemprego já se afigurava na década de noventa do sec. XX como o pior do que se iria passar nas economias ocidentais, pois já muitos autores haviam teorizado e alertado para isso, por cá o ilustríssimo Dr. Almeida Santos, escreveu um livro de título” DO OUTRO LADO DA ESPERANÇA” onde num dos capítulos alertava para o que nos está a acontecer, bastava ler e concordar para poder antecipar e assim alterar certos rumos, os que nos trouxeram até aqui.

 

Para que se perceba o que causa desemprego, alem do encolher do PIB dos países, ou se não o encolher pelo menos o não crescer ao ritmo necessário para assegurar a manutenção dos postos de trabalho. Basta ver o que cresce a população do mundo ao ano, cerca de oitenta milhões de pessoas, seria necessário para as absorver que o número de postos de trabalho também crescesse esse mesmo número. Mau é que essa população aumenta em países de mão-de-obra barata, fazendo com que nas economias ocidentais se extingam postos de trabalho, por terem salários mais elevados, por maior capacidade tecnológica e pela baixa do consumo nesses mesmos países ocidentais, devido à crise, diminuindo assim o PIB. Sem crescimento com a melhoria das tecnologias, garantidamente aumentaremos o número de desempregados nas nossas sociedades ocidentais.

 

É também causa de desemprego a chegada ao mercado de trabalho de quase todas as mulheres, digo quase porque as mulheres árabes ainda não vieram claramente para o mundo do trabalho, trabalharão, mas não no setor produtivo da economia. Quando elas vierem trabalhar em força, aí agravar-se-ão ainda mais os problemas do número de desempregados no mundo.

 

Será por isso que defendemos que um dos membros do casal deveria ficar em casa, a tomar conta das tarefas caseiras, da educação dos filhos, das burocracias da família e outros afazeres imprevistos. Deverá trabalhar, com emprego, o membro do casal que conseguir ter um salário mais elevado, para assim proporcionar melhor qualidade de vida à família. Mas esta é uma consideração muito nossa e muito pouco aceite pela sociedade, sobretudo pelas mulheres, que acham que se veriam de novo atiradas para casa, para parir e amamentar. De todo esta não é a nossa ideia.

 

Creio que estamos neste assunto a fazer tudo ao contrário, com o fito apenas de equilibrar as economias, em termos de contas públicas, não se importando com o que acontece a um grupo cada dia maior de pessoas, o ser atiradas para a pobreza. Deveríamos em vez de aumentar o número de horas de trabalho, diminuí-las, de forma que houvesse rendimento para todos, ainda que se baixassem os salários na razão direta da diminuição das horas de trabalho, mas dessa forma distribuiríamos melhor o rendimento disponível, garantindo trabalho para um maior número de pessoas. Como não será preciso ser um expert na matéria, esta situação baixaria de imediato os encargos da Segurança Social, pelo deixar de pagar subsídios.

 

A visão reinante é a de que é preciso sacrificar alguns para salvar outros, em termos económicos. Isto é uma teoria no mínimo imoral e incompreensível para nós. O tempo, tem também vindo a mostrar que de todo não corrige coisa nenhuma, nem aquilo que pretendia corrigir, as contas públicas. Apenas alcança uma injusta e imoral situação, o aumento exponencial da pobreza.

Basta ver quem são os únicos apoiantes destas teorias económicas para perceber qual o seu objetivo. Apoiam estas teorias, além de alguns teóricos ultraliberais, os banqueiros, e os grandes empresários, ainda outros muito ricos e especuladores.

 

Que pensaremos, quando o suicídio aumenta o que aumenta nos países em crise, que é uma boa maneira de acabar com os pobres? Que morrendo estes só ficam os ricos? Desenganem-se, pois para fazer um rico é necessário fazer milhares de pobres.

Também aqui para elucidar sobre a minha opinião, cito Almeida Garrett,um liberal da época, mas com um liberalismo que muito me agrada, num trecho do seu livro viagens na minha terra, onde já na altura da revolução industrial, o percebia também:

"Mais umas poucas Dúzias de Homens Ricos Não:

Pantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos-de-ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis."

Almeida Garrett (1799-1854), in 'Viagens na minha Terra'

Como já vai longa a missiva de hoje vou terminar com mais duas questões:

ESPERAMOS QUE TAMBÉM POR CÁ, NO NOSSO PAÍS DE BRANDOS COSTUMES, AS PESSOAS SE IMOLEM PELO FOGO NA PRAÇA PÚBLICA?

SERÁ NECESSÁRIO VOLTAR UM QUALQUER CAMARADA VASCO, E COM ELE A CÉLEBRE FRASE PÓS-REVOLUCIONÁRIA “ OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE”?

HOJE A MIM, A FRASE, PARECE-ME MAIS ATUAL QUE NUNCA.

 

13-02-2013

DINIS JESUS

 

DIÁRIO -12/02/2013

12-02-2013 22:50

Diário – Aceitação

Hoje porque alguem que muito admiramos, nos deu a sua opinião, cuidadosa, generosa, piedosa e aceitadora.

Resolvemos escrever este singelo poema a pensar nessa pessoa e que ficará como entrada de diário, pois nada nos comove, perturba ou chama a atenção, como o entendimento  e aceitação dessa sapiente e gentil alma.

 

Junto slide com uma frase sobre aceitação, esta mais para o que nos acontece e assim a aceitação da realidade,para com ela sermos menos amargos e duros.

Só que por vezes é mais fácil aceitar os outros na sua raiva e loucura, que as situações que a vida nos vai trazendo, causadoras dessa mesma raiva e loucura..

 

 

ACEITAÇÃO

Ele há certas pessoas

Que mal ou bem

Sempre nos olham, escutam e aceitam.

Façamos asneira ou benfeitoria

São gente boa,

Entendem-nos, não vão em cantoria.

 

Porque conhecem bem

Ante tretas ou elaboradas conversas

Não se deixam enganar.

Porque mal nos pintem ou estejam a definir

São gente boa,

Entendem-nos, sabem o que andam a urdir.

 

Finalmente, porque o que é certo virá,

Juntos alcançaremos bom fim,

A serenidade chegará.

Ficarão os aceitantes como acertados e dignos

São gente boa,

Entendem-nos, juntos, combateremos os malignos.

 

13-02-2013

Dinis Jesus

 

DIÁRIO - 11/02/2013

11-02-2013 22:37

Diário – Financiamento partidário causa de corrupção

 

Hoje lemos numa notícia da Lusa, que Portugal só transpôs uma das treze diretivas comunitárias anticorrupção. Nada que estranhemos com os nossos políticos e do que dependem para se catapultar na atividade politica.

https://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/portugal-continua-sem-combater-c_5581.html

Aponta um relatório do conselho da europa para que em Portugal ainda falta fazer muito no combate à corrupção, nomeadamente na incriminação dos prevaricadores e no caso do financiamento partidário.

Vou apenas debruçar-me sobre o financiamento dos partidos e a causa maior da corrupção e favores da nossa sociedade.

Os orçamentos do PS e do PSD, bem como dos outros partidos em menor escala, são compostos apenas de três tipos de financiamento, cotizações de militantes, subvenções estatais e financiamento privado, por donativos de empresas e particulares.

No último tipo de financiamento é que reside a causa da maior parte da corrupção neste país, ou seja os privados injetam nos partidos valores, esperando depois quando esses partidos mandam, a devida retribuição com os multiplicadores adequados.

Ele são obras a ser entregues, ele são loteamentos aprovados rapidamente, são classificações de PIN, são colocações nos lugares solicitados, são em suma compadrios e favores de toda a natureza, para que as respetivas estruturas partidárias tenham bons carros, bons plafonamentos de cartão de crédito para os dirigentes, são mordomias de toda a ordem, são congressos e reuniões que custam fortunas etc. etc. etc.

Depois é só ver as multas, por não apresentarem em tempo e condições as contas anuais, que estes partidos pagam sistematicamente. Porque deixarão isso acontecer? Não sabem apresentar os papéis em ordem? Não sabem fazer as contas? Ou de todo não lhe interessa mostrar as contas devidamente? Certamente pagar as multas é altamente compensador, de outra forma apresentariam as contas correta e atempadamente.

Pensamos haver apenas um único caminho para controlar esta atitude corrupta destas gentes, o financiamento ser completamente público e proporcional ao número de votantes nas anteriores eleições legislativas, essa proporcionalidade deverá garantir um valor mínimo a cada partido que lhe permita desenvolver as suas atividades regulares e de acordo com orçamento a apresentar à AR atempadamente. Alem disso só as receitas de cotizações de militantes e outras provenientes de organizações de eventos próprios. Isto impediria o financiamento privado e acabaria com as trocas de favores.

SABEMOS BEM PORQUE O NÃO FAZEM OS NOSSOS QUERIDOS DEPUTADOS NEM OS GOVERNOS O PROPÕEM. PODIAM TER DE FAZER VIDAS MENOS FAUSTOSAS E ERA UMA CHATICE.

ESTAS GENTES PROVOCAM-ME FREQUENTEMENTE SAUDADES DO PROF. SALAZAR, LOGO A MIM QUE SOU DE ESQUERDA, PORQUE SERÁ? SEJA POR SER LOUCO OU POR O ACHAR SÉRIO, TENHO OS MEUS MOTIVOS.

11-02-2013

DINIS JESUS

 

 

Diário - 10/02/2013

10-02-2013 23:59

Diário – PS e seus diálogos e dúvidas constantes.

 

Hoje, cá pela minha cidade de Coimbra, esteve o PS em convenção ou reunião da direção nacional, não sei muito bem distinguir entre tanta definição para encontros de delegados ou outra qualquer condição de militante de um partido. Acontece ainda que cada partido lhe dá a sua designação. Bom, coisa de políticos e politiquices.

Certo é que parece que lá se entenderam mais uma vez, o tal inseguro António Seguro e o decidido em não decidir António Costa. Para que fazem então estes tristes espetáculos e causam tanta duvida aos eleitores? Este PS deve rapidamente criar uma linha de rumo, de preferência bem mais à esquerda do que até aqui, para rapidamente se encontrar uma solução para o rumo deste país.

Precisamos de uma esquerda forte e sem reservas para voltar a dar aos mais pobres e aos trabalhadores alguma esperança, essa que as governações pós Guterres têm levado da vida dos portugueses. Sabemos que a culpa não é só dos nossos governos, sejam eles mais rosa ou mais laranja, é sobretudo daquilo que o mundo ocidental permitiu à alta finança (mercados) fazer às economias ocidentais, sobretudo às mais débeis e expostas à divida.

Sei que custa à maior parte das pessoas não ter um alvo onde colocar as culpas das nossas desgraças, e o alvo mais na moda é o socialista Sócrates, a palavra socialista só se lhe aplica por ser militante do partido com o nome socialista, pois prática socialista teve zero, ou muito pouco acima disso. Atrevo-me a dizer que foi até ao do atual primeiro-ministro o governo mais à direita de todos quantos já tivemos. Isto porque uma economia como a nossa é absolutamente condicionada pelos mercados e seus interesses, se o governo não se opuser violentamente ao ultraliberalismo capitalista será arrastado para a teia de interesses por ele movimentada e os governos acabarão por sempre favorecer a banca e a finança em prejuízo dos trabalhadores, dos reformados, dos desempregados e sobretudo dos jovens que não conseguem emprego e assim nunca serão desempregados por nunca haverem tido emprego.

Sei que pareço tonto, falo do PS e trago estas considerações generalistas para o texto, sei que parece que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mas é na escolha de quem manda num partido com potencial de governo que pode começar a mudança. Em algum país se terá de fazer a rutura completa com o modelo em vigor na UE. Porque não em Portugal? Eu esperava ansiosamente que tivesse sido na Grécia, mas os medos que incutiram aos eleitores gregos levaram a que governem os condutores que os guiaram onde estão. Estranha solução, são violentados e quando escolhem quem manda, elegem os violentadores. É nesta senda de mudança que as escolhas e rumos do PS podem, devem e serão importantes.

Eu que até noutros tempos já ajudei Seguro a ser secretário-geral da juventude socialista, num congresso em Troia, fui-me encostando para a esquerda por ver que o rumo que o PS estava a ter, conduziria ao mesmo que as governações mais à direita, por não perceberem que estavam a ser engolidos pelo sistema financeiro e por quem o gere a banca. Foram-se assim também entregando ao comodismo de ser comandados e até ao associativismo com o mal em benefício próprio, nalguns casos.

POR ESTAS CONSIDERAÇÕES GOSTAVA QUE O PS ENCONTRASSE UM RUMO QUE INVERTESSE A ATUAL CAMINHADA PARA A POBREZA DA MAIORIA DOS PORTUGUESES.

PARA TAL TÊM OS SEUS DIRIGENTES DE ENCONTRAR UMA PLATAFORMA DE ENTENDIMENTO, SEM ESTES ESPETACULOS MEDIÁTICOS QUE LHES RETIRAM CREDIBILIDADE.

10-02-2013

DINIS JESUS

DIÁRIO - 09/02/2013

09-02-2013 23:50

Diário – As filosofias alaranjadas de António Borges

 

Hoje durante a manhã, ouvi na rádio o ilustríssimo Dr. António Borges, conselheiro do governo para as privatizações. Sabe-se que por princípio e ideologia politica, dificilmente, ele e eu estaremos de acordo. Mas não tenho duvidas que ele, Dr. António Borges, está muito mais adaptado ao meio e é nele muito, mas muito, mais bem-sucedido do que eu.

Pese a consideração que fiz atrás acerca do sucesso do Dr. Borges, isso não me impede de achar que o Prof. Dr. Oliveira Salazar era um comunista quando comparado com ele, tal o seu apego ao ultraliberalismo de cariz quase criminoso.

Não me vou alongar em exemplos sobre os quais baseio a minha consideração, pois seriam tantos que tornariam fastidioso o texto. E ainda assim não tenho a certeza que o não seja ao escrever as minhas sensações.

Diz ele, que a CGD deve ser aberta a capital privado, ainda que em minoritária percentagem, para fiscalizar a gestão pública da CGD e assim obrigar os gestores à lâmpada do rigor e da disciplina, fundamentada na obrigação de responder a alguém que manda.

Este senhor parte do princípio que a propensão para a má gestão é natural e só a vigilância apertada de quem é dono neutraliza essa atitude natural. Ora o que me mostra o passado bancário em Portugal é que os únicos bancos que foram mal geridos ou mesmo roubados, foram os privados e com gestões que assentam nos valores liberais do Dr. Borges. Será que ele se fosse convidado para gerir na CGD em nome do estado e com este como único acionista, cairia na tentação de gerir mal o banco? Ou de o roubar gerindo no seu interesse próprio? Posso inferir das suas palavras que sim e só não o faria se houvesse na estrutura acionista da CGD 49% de capital privado.

Serão todos os possíveis gestores bancários assim? Quero crer que não, assim penso que será possível encontrar pessoas sérias, neste desgraçado país, pessoas para gerir bem em nome do estado, sem a tentação natural para roubar ou mal gerir, que o Dr. Borges aceita como natural. Será natural nele, mais nuns quantos da sua cor e atitude, mas ainda acredito que não é generalizada a todos os possíveis gestores.

Teremos de voltar à década de trinta do seculo passado e à discussão Keynes/ Hayek, para que estes pensadores de meia tigela entendam, o que nos tornou mais ricos, com mais direitos e com níveis de desenvolvimento humano da ordem dos que temos hoje? Quando ouço o Dr. Borges e mais algumas pessoas acho que sim, teremos de os colocar perante o cenário da altura para verem como era e o que nos tirou de lá.

Depois ouço-o a falar num tom e atitude, que alguém mais distraído pensará que ele é uma sumidade e tem um entendimento superior de mundo e da economia. Pois eu pergunto-lhe: Diga-me um local onde o modelo de Hayek tenha resultado? Um só local, por favor. Eu por mim posso dar-lhe vários países onde o modelo de Keynes funcionou até à década de noventa do seculo vinte e mesmo alguns onde ainda funciona hoje na perfeição.

Vai dizer-me que deixou de funcionar, pois deixou e por uma simples razão, os estados deixaram de ter poder e esse foi transferido para o capital e para a especulação dos mercados. De acordo com o modelo de Hayek, que é o do Dr. Borges,  contra o de Keynes e que é muito proximo do meu.

Admito que ache que devemos ter menos estado, embora eu não entenda assim. O mal é que o menos estado que defende cada dia é mais estado no nível de cobrança aos cidadãos, destinando esses fundos a enriquecer só alguns.

Fala na mesma entrevista o Dr. Borges de estado social como uma necessidade, mas apenas porque dá votos, não porque o entenda, pois atribui-lhe uma missão apenas de fazer caridade. Ao mesmo tempo que fala dele acha que ele deve encolher, não será isto um contrassenso? Julgo que sim.

Fala também de crescimento de 3,4 ou 5% já num futuro próximo, isto ou é burrice pura, ou maligna intenção de enganar o povo português. Se o modelo europeu e ocidental de gestão e ordenamento dos capitais, públicos e privados, não mudar rapidamente, ficaremos mais pobres por mais vinte anos. Não concorre para inverter o caminho de empobrecimento, a ordem nas contas públicas, veja-se como eram ordenadas antes de 74 e o nivel de pobreza de que padeciamos em Portugal. Ainda assim preferia o modelo anterior a 74 do que o modelo que defende o Dr. Borges.

As coisas, os modelos e os caminhos, não são bons ou maus, porque os defende o Dr. Borges ou mais uns quantos apaniguados dele. São bons ou maus por fazerem um maior ou menor número de pessoas viver bem e sem dificuldades em cada sociedade. Quanto ao pagar isso, seremos sempre os mesmos em todos os modelos, os contribuintes.

Fico possesso quando ouço alguém dizer que vivemos acima das nossas possibilidades, alguns viveram, o Dr. Borges por exemplo, pois teve acesso a um rendimento substancialmente acima da produção de riqueza per-capita dos cidadãos portugueses. Mas terão sido todos assim? Respondo com firme certeza, não, não foram. Alguns roubaram muito, talvez legitimamente, mas roubaram o que devia ter sido repartido por todos. Veja de que cores políticas são essas pessoas e que modelos e caminhos defendem. Concluirá que são os seus parceiros em cor e modelos.

 

TANTA FALTA DE HONESTIDADE E SENTIMENTO DE SUPERIORIDADE DE ENTENDIMENTO, LEVAM-ME A ATRIBUIR-LHE A CLASSIFICAÇÃO DE “ ATRASADO MENTAL” QUE TAMBEM ATRIBUI AO DR. ULRICH PELAS MESMAS RAZÕES.

NÃO PASSE POR FAVOR ATESTADOS DE BURRICE A ALGUNS CIDADÃOS, FAÇA ISSO SÓ AOS QUE O DEFENDEM E VOTAM DE ACORDO COM OS SEUS MODELOS E VALORES. POIS SÃO ESSES QUEM TEM ESTE POVO ONDE ESTÁ HOJE, CULPA DOS LADRÕES ULTRALIBERAIS QUE NOS DESGOVERNARAM, FIZERAM-NO  DENTRO E FORA DO GOVERNO, DISTRIBUINDO MAL OU AOS COMANDOS DA BANCA E DA CRIMINOSA FINANÇA QUE O DR. BORGES SEMPRE REPRESENTOU. LEMBRE-SE DAS VIGARICES DA FINANCEIRA"S&P" NA REVALORIZAÇÃO DA DIVIDA GREGA, FINANCEIRA ESSA ONDE TRABALHOU.

09-02-2013

DINIS JESUS

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