MAR - 2013
DIÁRIO - 31/03/2013
31-03-2013 22:10Diário – A suspensão governativa, aguardando pela sentença do TC.

Parece que temos as ações governativas suspensas, sine-die, até que os juízes resolvam dizer qualquer coisita sobre a constitucionalidade do OE de 2013.
Hoje domingo de Páscoa e com mais vagar para perscrutar a imprensa escrita, encontrei esta noticia do Sol, jornal pelo qual não morro de amores, mas demos o beneficio da dúvida.
https://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=72034
Esta gentinha, políticos de pacotilha, o que ainda estarão à espera para fazer a única coisa digna que podem fazer, demitir-se? Se nesta situação de crise profunda, andam ainda com paragens governativas, aguardando pelo TC, como se este possa ser depois responsabilizado pela inconstitucionalidade do OE. É o mesmo que não existirem como governo. Mais, o TC não poderá nunca ser responsabilizado pela coisa, já que este é um tribunal que apenas faz a verificação se o OE está ou não de acordo com o texto constitucional. Não estando só há uma sentença a proferir, INCONTITUCIONAL, só faltando que depois façam como o ano passado. Pois sim senhor, é inconstitucional, portanto ilegal, mas a bem da causa pública ficará assim. Se assim for, veremos que este governo é de uma incompetência tecnica sem precedentes, só sabe fazer orçamentos inconstitucionais. A responsabilidade dessa situação só pode ser assacada a uma entidade, O GOVERNO.
Isto seria a clara suspensão da democracia e o não regular funcionamento das instituições democráticas. O que obrigaria o presidente da república a ter de tomar medidas e a demitir o governo. Só nos faltava que este governo só fizesse orçamentos inconstitucionais e ainda assim a coisa avançasse como de normal situação se tratasse.
Esta gente, que antes queria alterar a constituição, depois achou que não era necessário, agora solucionava isso com a solução de fazer orçamentos inconstitucionais mas que passariam sempre com a conivência do TC. Tinha muita piada, agora isso, ser tratado assim todos os anos.
Há pessoas que falam que este governo tem de manter-se em funções a bem de uma estabilidade e o não cair na “italianice” da ingovernabilidade e para que não falte o dinheiro para o dia-a-dia. Julgo que estas pessoas não saberão ao certo do que falam e estão apenas atormentadas com a demagogia que os governantes e seus acólitos vão fazendo. Pois mais instabilidade que a que está instalada não pode haver. Basta ouvir o que dizem várias pessoas ligadas ao PSD ou ao CDS, este último vai pedindo a remodelação apenas para não ser acusado de causador da desgraça, mas está claramente mais fora que dentro. Já o PSD tem gente a dizer que este governo está morto.
Pois a consequência disto tudo é que os tais 2.800M€ do próximo desembolso da Troika, parece que não avançarão sem a apresentação do plano de cortes, ou seja a tal relatório de enquadramento orçamental a entregar na UE. Será que vai faltar o dinheiro já este proximo mês para pagar os tais ordenados e reformas? Nada disso, podemos manter a calma, ainda não está para já, mas garantidamente, necessitaremos de outro resgate ou ir aos mercados a dez anos com taxas de juro acima dos 7%, é só escolher a que forca queremos submeter o pescoço.
Entretanto a Alemanha, vai amealhando uns milhões na poupança de pagamento com juros, eles ao contrário de nós vão-se financiando mais barato e atirando com esse ganho para nós sob a forma de perda.
https://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=72040
Esta é a Europa que se pretendia solidária e não o é. É a Europa da Alemanha, da Finlândia e da Holanda a sujeitarem os países do sul ao castigo por serem pobres e terem usado os financiamentos que quase lhes enfiaram pela goela abaixo, para comprar os produtos à Alemanha. Mas que diga-se é a Europa de Passos e Gaspar, pelo menos a que sempre defenderam, acusando os Gregos de incumpridores.
POIS SE AGUENTAMOS A SUSPENSÃO DA GOVERNAÇÃO, MELHOR AGUENTAREMOS UMA GOVERNAÇÃO DE GESTÃO E ELEIÇÕES.
LOGO SE VERÁ A QUE RESULTADOS LEVARÃO, PSD/CDS; PSD/PS; PS/CDS; PS/BE; PS/CDU/BE? SÃO MUITAS AS HIPOTESES DE COLIGAÇÃO SE O PS NÃO TIVER MAIORIA ABSOLUTA, SITUAÇÃO ESSA DE AUSÊNCIA DE MAIORIA ABSOLUTA QUE MUITO NOS AGRADARIA, PARA VER A QUEM COLARIAM.
ISTO QUE TEMOS É QUE É INSUSTENTÁVEL.
31-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 30/03/2013
30-03-2013 23:47Diário – O Papa Francisco e a sua simpática atitude.

Este Papa apresenta-se de uma maneira tão frugal e humilde, que faz quem lhe prestar atenção, ainda que não católico, quase sentir-se obrigado a admirá-lo. Além disso empresta uma boa disposição e simpatia que conquistam qualquer pessoa.
Devo dizer que embora de esquerda em termos políticos, sou católico de formação e educação embora muito pouco celebrante e pouco participador em manifestações de religiosidade. Mas a bem da verdade devo dizer que acredito numa entidade superior que rege os destinos do universo. Será falta de pragmatismo? Talvez, mas creio que já não mudarei.
Entendo depois que da mesma forma que defendo um modelo político que não acredita naquilo que eu acredito em termos religiosos, os meus correligionários de crença podem não entender esta minha dicotomia, a esses digo que a entendam como um pecado e eu serei então católico pecador. Quem não o será? Cada um por suas razões, ou porque usa o preservativo, os métodos contracetivos, porque não cumpre alguns dos mandamentos ou das obras de misericórdia. Cada um terá os seus pecados, entendam-me pois a mim nessa linha de pensamento e estará o caso arrumado.
Aos outros correligionários mas da minha linha política e não crentes direi que, tirando a questão metafisica do assunto, em termos de distribuição da riqueza e respeito pelo Homem, a filosofia católica é a que mais se aproxima da ideologia de esquerda que defendemos. Basta ler o catecismo para o perceber sem dificuldade. Além de mais estamos todos, na civilização ocidental, muito próximos em termos de valores civilizacionais, pois a nossa sociedade rege-se por valores que assentam claramente nas filosofias judaico-cristãs, para definir o bem e o mal, o certo ou o errado e a interação entre os seres vivos existentes na terra.
Depois desta explicação que não podia deixar de fazer para ficar de bem com a minha consciência, passarei a dissertar apenas acerca do que entendo deste Papa e do que creio ser a sua vontade em termos de alguma mudança na Igreja Católica enquanto instituição.
A atitude de Francisco, nome já de si revelador da mensagem que quer transmitir, é bem diferente da maioria dos seus antecessores na cadeira de Pedro. A atitude de grande humildade que demonstra, o sorriso que faz a toda a gente, o ar de tranquilidade que deixa transparecer, a facilidade com que fala das outras religiões e quer aproximar-se delas, a atenção e as palavras que tem dirigido aos mais pobres ou fragilizados por outro motivo qualquer. Agora mais recentemente a atitude e as ações que tem praticado nas celebrações desta Pascoa, tudo são indicações de que na estrutura da Igreja Católica existe gente de qualidade, praticante e adepta do bem.
Cremos que não será alheia à sua prática a sua experiencia enquanto membro da igreja nos patamares mais baixos da hierarquia, o ter sido pároco e o lidar com muita gente pobre no seu dia-a-dia, na empobrecida Argentina. Talvez mesmo não seja alheia a esta sua atitude o ter entrado tarde para a vida religiosa e ter convivido entre a população comum enquanto jovem, tendo assim entendido os anseios das pessoas que não fazem parte da estrutura da Igreja Católica.
Apresenta-se como muito possível que faça do seu papado, uma lufada de ar fresco na por vezes pouco renovada atmosfera da estrutura eclesiástica e promova assim algumas renovações que cada dia mais pessoas reclamam. Parece bem capaz de fazer algumas ainda que se tenha de compreender que não se fazem revoluções numa estrutura como a Igreja Católica, as mudanças têm de avançar devagar. As igrejas são estruturas dogmáticas, nem podiam ser outra coisa, como tal não se pode dizer amanhã que tudo o que defendíamos até hoje está errado. Isso é coisa de políticos e apenas daqueles pouco sérios, não pode ser esse o funcionamento de uma instituição religiosa.
Na Igreja Católica o tempo corre devagar, têm os católicos a obrigação de entender que o tempo da Igreja é mais lento que nas outras instituições menos dogmáticas e as mudanças são por isso muito mais alongadas no tempo. A igreja nunca acompanhará em termos temporais as mudanças da sociedade, precisa de mais tempo para refletir sobre as coisas e burilar os dogmas sem os desmentir de um dia para o outro.
Talvez por isso as seitas cristãs que pululam por aí, vindas do Brasil sobretudo, crescendo de uma forma assustadora, tenham o sucesso que têm, dão de barato o que o cidadão comum quer ouvir, como é fácil o caminho nesse universo, pois os dogmas são mais ligeiros e os pecados menos, a aderência dos menos fortes de espirito torna-se facilitada e é até apelativa.
A atitude despojada, humilde e simpática do Papa Francisco, torna-o um homem capaz de cativar as pessoas de todos os quadrantes religiosos e fazem dele uma pessoa talhada para promover entendimentos alargados dentro e fora da igreja, além de impedir a transferência de alguns católicos para as tais seitas faladas atrás.
Diz que deve a Igreja Católica colocar-se ao serviço dos pobres e mais desprotegidos, refere-se a estes em todas as suas missivas e intervenções, apela ao perdão, à tolerância e pede que os católicos respondam ao mal com o bem. Imaginamos que não há ninguém de boa-fé à face da terra que não tenha de concordar que estes apelos são belas indicações.
Gostamos também muito da forma simples e acessível como constrói as suas comunicações aos católicos e não só, a todos quantos o escutam. Tem um discurso desconstruído, de compreensão fácil para os menos eruditos, sendo estes uma grande fatia da população que diz querer preferencialmente ajudar.
GOSTAMOS DELE E DA SUA ATITUDE, ACHAMOS MESMO QUE PODE ATÉ SUPERAR EM TERMOS DE ADMIRAÇÃO O ENORME JOÃO PAULO II.
PARECE-NOS ASSIM QUE O ESPIRITO SANTO, PELA MÃO DOS CARDEAIS, FEZ UMA SOBERBA ESCOLHA.
30-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 29/03/2013
29-03-2013 23:29Diário – Nuno Crato e a Relvascenciatura.
Parece-nos que algo vai mal no reino de Portugal, no que ao assunto da licenciatura de Relvas diz respeito. Parece que o Ministério da Educação, como tal o governo, já tem há alguns dias um relatório da lusófona contendo informações sobre licenciaturas com créditos por experiência profissional..
https://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3137118
Ora se esse relatório já existe e se está em posse do ministro da educação, pessoa por quem até temos alguma simpatia pessoal, desde o Plano Inclinado, o programa televisivo em que participava. Não pode ser guardado por tempo indeterminado, sob pena das pessoas começarem a especular acerca do que contem tal relatório. Ou então estará a ser guardado mesmo por causa do que contem, talvez seja mais uma machadada na credibilidade de Relvas e quem o mantem no governo.
Começa a parecer que será dado a conhecer apenas depois da tal saída, aconselhada pelo professor Marcelo ao primeiro-ministro. É uma ideia que nos não tranquiliza, antes preocupa, pois configura mais uma vez o uso do pior da política, as jogadas subterrâneas e a pouca transparência. Este caso é público e mediático por isso deve ser tratado com rapidez e clareza e os portugueses devem ser rapidamente informados das conclusões.
A ideia de remodelação de governo atormenta-nos, pois achamos que devem ir-se embora (demitir-se) e dar ao povo a possibilidade de decidir o futuro, ratificando as propostas do partido vencedor e assim comprometendo-se com o caminho a seguir daí para a frente em termos governativos, sobretudo no que respeita aos assuntos a negociar com a Troika ou ao romper com este memorando.
Nem valerá a pena apelar ao sentido de estado e ao não querer a instabilidade política, para justificar o manter-se na governação. Esta gente já não tem com eles os seus eleitores e já não representa a vontade da maioria dos portugueses, vejam-se as recentes sondagens e que anseios revelam. Ao dito antes, devem juntar-se as divergências na coligação e a paragem governativa a que assistimos. Este governo já não governa, apenas estão ainda vivos porque se esqueceram de morrer. Instabilidade já existe, em todos os sentidos, políticos, sociais e económicos.
Porque não admitem que está tudo a correr mal e que já não têm condições de governar na linha que haviam traçado para a nossa política de consolidação das contas públicas. Pois afastem-se, permitindo ao povo escolher, agora mais informado, quem deverá conduzir os nossos destinos governativos.
Esta agenda que estão a usar no caso “Relvascenciatura”, não augura nada de bom. Ainda assim esperamos que tenham bom senso e publicitem o tal relatório já na condição de demissionários. Possibilitando assim ao novo governo, com revigorada legitimidade, fazer um orçamento retificativo que já contemple as decisões do TC. Certamente, vamos necessitar de um outro resgate e deveria ser um governo que não tenha falhado as metas que este falhou a negociá-lo.
DEVERÁ O MINISTRO DA EDUCAÇÃO ESCLARECER CONVENIENTEMENTE ESTA SITUAÇÃO DA RELVASCENCIATURA, PREFERENCIALMENTE JÁ NA PROXIMA SEMANA.
NÃO DEVEM ENTENDER A REMODELAÇÃO COMO SENDO SOLUÇÃO, NÃO BASTA SAIREM ALGUNS, TÊM DE SAIR TODOS, TERÃO HIPOTESES DE CONCORRER NAS ELEIÇÕES ATÉ AINDA COM O RELVAS E TUDO, LOGO SABERÃO O QUE O POVO, HOJE, ACHA DELES.
29-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 28/03/2013
28-03-2013 23:51Diário – Sócrates, a sua entrevista e o espalhafato que causou.

Devo dizer que não vi a entrevista, mas hoje fui obrigado a ouvir, ver e ler, em tudo quanto é órgão de informação, os mais diversos comentários e entendimentos sobre ela.
Não sei como definir esta coisa de tanto interesse no que diz o homem. Não votei nele nunca, quando foi eleito, votei como engolindo um sapo, para recordar a expressão de um grande, na tentativa de evitar mal maior nas últimas eleições que perdeu, coisa que de todo não alcancei, mal maior que se comprova facilmente pela governação que temos tido daí para cá. Ainda assim acho que Sócrates já governava na linha desta governação, só era um pouco menos fundamentalista na sua prática.
Do alto da sabedoria popular vem o provérbio que diz:” detrás de mim virá quem bom de mim fará” Este governo de Passos Coelho é a demonstração cabal da tal sabedoria popular. Pior que Sócrates e Teixeira dos Santos, só mesmo Passos Coelho e Gaspar. Parece-nos que ninguém de bom senso porá em causa a nossa afirmação anterior.
Existiram hoje mais uma vez em tudo quanto era sítio, imprensa, redes sociais, cafés, restaurantes, locais de trabalho, na rua, na paragem de autocarro e em todos os locais onde houvesse mais que uma alma, conversas acerca da tal entrevista, pasme-se até na imprensa internacional. Se mais não for o homem é uma celebridade e consegui 300.000 almas a mais que o atual primeiro-ministro na última entrevista que deu na TVI, nesse tal indicador a que os operadores de televisão chamam de índice de audiência (share).
Pois bem se essa era a intenção conspirativa do tal ministro Relvas, como muitos defendiam na antevisão da chegada "socrática" ao comentário politico, talvez esta tenha sido a única obra bem-sucedida do tal ministro. Pois claramente durante mais de dez dias falou-se mais de Sócrates do que da nossa triste situação e do descalabro governativo em que nos encontramos. Pior, continuará a falar-se.
Depois vi até alguns jornais fazerem análises do rigor das afirmações e números que o homem foi lançando durante a entrevista, parece que desse rigoroso escrutínio, o artista, nem se saiu mal, daquilo que li. Parece que o homem veio para colocar algum equilíbrio no ruido do comentário político, já que até aqui só falavam audivelmente os comentadores laranjas, daqueles comentadores que já tiveram altas responsabilidades político-partidárias.
Percebe-se mais uma vez que ele tem jeito para as palavras e para levar as pessoas a aceitar os raciocínios que faz, se lhe dão tempo e espaço é capaz mesmo de se reabilitar politicamente. Curioso é que fizeram, detalhada análise ao que diz na entrevista de uma forma que se fizessem o mesmo ao atual governo, entre o que dizem ou disseram e a realidade dos números. O tal de Pinóquio, passaria a ser um anjinho comparado com quem hoje nos governa.
O que disse o tal senhor é importante na medida que poderá servir para abanar algumas consciências e mostrar que nem tudo é o que parece. Sabendo que há também aqueles que já construíram uma ideia de como o homem funciona e não mudarão jamais a forma como olham para ele e o escutam, sempre o julgarão como um mentiroso e um manipulador, um mestre no enganar do povo, além de causa única da situação ruinosa que temos. Até poderá ser, mas a máxima que diz: ”podem enganar-se todos algum tempo, alguns todo o tempo, mas não pode enganar-se todos todo o tempo.” Também poderá aplicar-se no caso do temeroso Sócrates, não será capaz de nos enganar a todos todo o tempo, mas parece-me bem capaz de enganar os suficientes para ser eleito presidente da república ou até outra coisa qualquer, se assim o entender. O que diga-se até pode ser menos mau que o que temos atualmente, tanto em Belém como em São Bento.
Por culpa da popularidade exagerada atribuída a Sócrates, não prestaram as pessoas atenção convenientemente ao que vai dizendo o nosso primeiro-ministro por terras de Paços de Ferreira na companhia de nórdico governante. É que caso não se lembrem ou achem que o homem é um santinho, ele lá foi ameaçando os juízes do tribunal constitucional da desgraça que estarão em vias de provocar. Mesmo dizendo que não fazia nenhuma pressão com isso. Se isto não é ser mentiroso é o quê? Se até reconheço o direito a que diga o que acha, em relação ao que acontecerá se o TC chumbar as medidas que tem em apreciação, tem é de aceitar que ao dizê-lo está a tentar fazer valer o seu ponto de vista, para convencer a que não determinem as tais inconstitucionalidades no OE 2013.
Também ao que parece o Sr. Primeiro-ministro, deixou transparecer entre os seus pares, claramente, que não tem alternativa se o TC chumbar as medidas e que a demissão será uma saída possível.
POIS CAROS LEITORES, IMPORTANTE É O QUE DIZEM OS QUE NOS GOVERNAM E AS DECISÕES QUE TOMAM.
POR ISSO DEVEMOS DAR MAIS ATENÇÃO AO QUE DIZEM OS GOVERNANTES E MENOS AO “SHARE” DE SÓCRATES E MESMO AO QUE DIZ, ENQUANTO NÃO TIVER NENHUM CARGO COM RESPONSABILIDADES POLÍTICAS.
PARA TERMINAR, SE O NIVEL DE AUDIÊNCIA SE MANTIVER, OS DETRATORES DA VINDA DE SÓCRATES PARA O CANAL PÚBLICO, POR SER ISSO MESMO E PORTANTO PAGO COM O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES, DEVIAM ESTAR NESTE MOMENTO FELIZES, POIS ELE CONTRIBUIRÁ PARA AUMENTAR OS PROVEITOS DA RTP PELA AUDIÊNCIA QUE PROVOCA.
28-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 27/03/2013
27-03-2013 23:57Diário – Hoje porque não tenho muita vontade e porque não vi nem ouvi o Sócrates na RTP.

Hoje deveria certamente escrever sobre o mais mediático dos assuntos, eis que não vi nem ouvi o demoníaco Sócrates, como tal terei de falar de outro assunto qualquer.
Pois vai que li na internet que a Comissão Europeia, confirma a hipótese de estender o confisco aos depósitos dos países sob resgate, de qualquer tipo, desde que na UE, contrariamente ao que disse o seu energúmeno presidente do Eurogrupo. Como tal e dando algum valor aos peticionários da não vinda do Sócrates, não vi a entrevista/comentário e falo de um assunto muito, mas muito mais sério.
Ora eu que sou comunista de coração e mentalidade, sabendo que tal atitude é neste momento muito mal tolerada pela sociedade, deveria regozijar-me com tal atitude da união europeia. Pior é que a tal união não aceita o sistema distributivo e social dos comunistas, apenas o tolera, se ele, circunstancialmente, proteger os mais fortes, digamos que por defeito do mesmo sistema.
O que quero eu dizer com isto? Nada mais que este tal de confisco é uma medida discricionária e não enquadrada num sistema político e distributivo concreto e definido. Digo-o com a firme convicção de que não me engano. Esta gente apenas quer mais uma vez proteger os credores e esmagando quem for necessário para atingir tal fim.
Eu, por esquerdismo militante, sou adepto da máxima comunista do período pós-revolucionário em Portugal. E o que dizia essa máxima? Dizia o seguinte: “ Os ricos que paguem a crise”, ora nestes tempos de míngua, quem tem mais que 100.000€ no banco, não é outra coisa que não rico.
Pois não acho a medida acertada, porque não está de todo enquadrada num sistema amplo de distribuição da riqueza.
Se em abstrato me questionam, se acho que alguém que poupou a vida toda, de uma parca reforma ou salário, para ter esse dinheiro na banca como poupança, se deve dele ser desapropriado, eu acho muito, mas muito mal. Preferiria que nunca o tivessem tido na sua mão e assim não sentiriam a sua perda.
ESTA GENTE É LIBERAL E CAPITALISTA, MAS SE LHE INTERESSA, TAMBÉM SE APROPRIAM DO PIOR DOS COMUNISTAS, PARA COM ISSO SERVIR O CAPITALIZAR DO TAL SISTEMA CAPITALISTA.
SÃO MÁUS E POUCO SÉRIOS. POIS EU PREFIRO OS MAUS MAS SÉRIOS. ESTES SEGUNDOS, SERÃO OS VERDADEIROS COMUNISTAS.
EU CLARAMENTE PREFIRO OS VERDADEIROS AOS DESONESTAMENTE COMUNISTAS. SE ROUBAM, POIS QUE SEJA EM BENEFICIO DA UTÓPICA IGUALDADE.
27-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 26/03/2013
26-03-2013 23:55Diário – O espião e a sua integração na presidência do conselho de ministros.

Será a integração, do ex-espião e ex-diretor do SIED, no serviço da presidência do conselho de ministros, mais ou menos grave que a vinda de Sócrates para comentador da RTP?
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=101749
Sabendo que a tal nomeação decorre da lei, mas achando que há outras interpretações da mesma lei, tal como as diferenças de julgamento sobre uma mesma lei, que deixam Luis Filipe Menezes ser candidato no Porto e não deixam Fernando Seara ser em Lisboa, é a mesma lei e leituras diferentes dos juízes que julgaram as providências cautelares.
Será que seria de bom-tom ter aqui também havido o uso dessa ferramenta e o Sr. Primeiro-Ministro ter apresentado um pedido de providência cautelar, antes da nomeação? Ou outra qualquer entidade, para não sujeitar o primeiro-ministro a essa trabalheira.
A nós claramente parece que sim, até porque imaginemos que o homem é condenado pelos três crimes de que está acusado (acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação do segredo de Estado), estando o início da fase de instrução marcada para 3 de Abril. Em última análise até é preso. Como descalçarão a bota nesse caso? Bem sabemos que parece que o homem ajudou o governo e sobretudo o esforçado e competente ministro Relvas, mas isso bastará?
Tudo isto soa a brincadeira, soa a “que se lixe porque quem paga são os portugueses”
Além disso foi o homem que pediu a demissão para ir trabalhar para aquela empresa famosa, sabemos de quem, uma tal de ONGOING, e ninguém o tinha despedido nem havia ainda as tais rescisões amigáveis.
Agora também neste caso se dividirão as opiniões e quase sempre com base apenas num princípio, o da côr política. Mas ao que parece ainda não há petições, estarão os portugueses a ficar mandriões também em peticionar?
NÃO MANDARIA A PRUDÊNCIA, A MORAL E O BEM DA COISA PÚBLICA, QUE SE ESPERE UM POUCO PARA VER O QUE VAI ACONTECER AO HOMEM?
SE ATÉ PARECE QUE ELE VAI RECEBER COM RETROATIVOS. QUE MAL TERIA ATRASAR, NOMEANDO-O APENAS SE NÃO FOR CONDENADO?
OU TERÁ DIREITO AINDA A RECEBER SE ESTIVER PRESO?
PARECE QUE NESTE PAÍS ESTÁ TUDO LOUCO E JÁ NÃO HÁ MORAL NEM DECORO.
26-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 25/03/2013
25-03-2013 22:10Diário – Reina o desnorte no seio do Eurogrupo e mesmo em toda a UE.

Hoje o presidente do Eurogrupo, ministro holandês das finanças, disse uma daquelas coisas que nunca podem ser ditas. Ainda que seja verdade, não pode, mais uma vez a bem da sacra confiança.
E o que disse este iluminado senhor? Nada mais que, o caso do Chipre pode vir a ser replicado, ou seja, para corrigir as falhas do setor bancário, ou quem sabe até outras quaisquer, pode noutros países ser aplicado o modelo de assaltar as contas dos depositantes, adiantando até que Malta e o Luxemburgo são casos onde o sistema bancário está sobredimensionado em relação à economia dos países. Assim apontando exemplos onde tal pode acontecer. Querem que todos os depositos sejam transferidos para a Alemanha?
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=101577
Veio algumas horas mais tarde e já depois de ter sido insultado por milhares de depositantes nos bancos europeus, até politicos talvez, tentar emendar a língua, fazendo sair um lacónico comentário onde diz que o Chipre é um caso específico e que cada resgate é um caso.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=101606
Esta gente das instituições europeias ou tem uma agenda para destruir a UE ou então são mesmo incompetentes e pouco atentos. Talvez queiram só correr com os mais fracos, esses mandriões do sul da Europa. Mas que não se esqueçam que talvez o fracasso das economias do sul leve ao fracasso de toda a economia da UE. Claro está que uns sairiam melhor dessa situação que outros, mas nem sabemos dizer quem sairia melhor, tal a dependência de uns em relação aos outros em termos bancários.
Até a queda de Chipre poderia ser o fim do euro. Imaginemos a Grécia, Portugal, Espanha, Itália ou o Luxemburgo, caírem na bancarrota, levariam consigo muitos bancos de países que aparentemente estão bem em termos económicos e com excelentes ratings. Ou esses zelosos e produtivos povos do norte julgam que não? Por vezes esta gente se não é burra disfarça bem.
Há condições e dinheiro para atacar estas crises da divida, se não há dinheiro, desvalorizem o euro e imprimam notas até chegar para acabar com esta maldita crise das dividas soberanas. Não o fazem os EUA e a Inglaterra? Esta ultima astuta, não aderindo ao euro, nem prescindiu desse mecanismo para corrigir estes sobressaltos económicos.
ILUSTRES SENHORES DA “UE” E DOS PAÍSES DO NORTE, GANHEM JUIZO OU COMEÇAM A OUVIR-SE OS FANTASMAS DO PASSADO E O CORRESPONDENTE TROAR DOS CANHÕES.
ESTÃO, QUAL CASTIGO, A CONDENAR À POBREZA MILHÕES DE CIDADÃOS EUROPEUS. ATÉ QUANDO ACHAM QUE ELES VÃ AGUENTAR?
25-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 24/03/2913
24-03-2013 23:39Diário – Solução para a crise política. Eleições, remodelação ou governo de salvação nacional?
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Vemos nas redes sociais e nas televisões vários apelos para soluções para a crise política em que estamos. Passam por uma de três opções de escolha possíveis.
Escutamos os mais alinhados a pedirem uma simples remodelação para o governo, solução que até o ilustre professor Marcelo parece defender ao pedir a Passos que corra com Relvas, tendo coragem para se livrar do amigo. Tentando assim manter um governo no qual já muito poucos, até dos que o elegeram, acreditam ou suportam.
Outros cidadãos e associações, defendem que perante a atual situação, que reconhecem como insustentável, o presidente da república deveria nomear um governo de salvação nacional, com gente de vários quadrantes políticos, mas sendo todos alinhados com a aceitação do memorando e empenhando-se na sua continuação. Teriam os governantes de ser encontrados entre personagens afetas aos três partidos do arco do poder.
Há depois os mais inconformados e que defendem a demissão do governo e a dissolução da assembleia da república e assim a convocação de eleições para encontrar novo governo. Parece que neste grupo se inscrevem os habituais contestatários do BE e CDU e nem se percebe muito bem o PS, pois apresenta uma moção de censura, que em teoria teria o derrube do governo como fim, mas não se define quanto a querer eleições ou não. Embora sempre tenha dito o inseguro Seguro, que o PS só será governo por eleições.
Nós opinamos agora tentando justificar a escolha entre uma das três opções. Sabendo que todas serão hipóteses legítimas, como legitima será a de manter tudo como está até ao debaque final. Pois pensamos que não resta outra alternativa ao presidente da república que não seja a de mudar as coisas rapidamente, sob pena de a agitação se tornar em convulsão social e assistirmos a revoltas e a chegada da bancarrota em grande alvoroço.
Sim porque a continuar esta situação económica e social, a bancarrota será uma questão de dias, ou então um novo resgate como já havíamos antecipado há alguns meses, não querendo copiar o senhor presidente da república ao dizer que já tinha avisado. Tal situação contrariará claramente o que foram durante 21 meses dizendo os nossos governantes, nem mais tempo nem mais dinheiro, pois não só vamos precisar de mais dinheiro, como precisaremos de mais tempo. Em tudo seremos a Grécia apenas com o atraso correspondente ao do resgate inicial, curioso que nunca mais ouvimos o primeiro-ministro nem outras pessoas a dizerem que “nós não somos a Grécia” como se isso fosse grave peçonha.
Pois já muito boa gente diz claramente que a divida se tornou impagável e que teremos de a renegociar. Também nós achamos que a situação é difícil, que drásticas medidas, teremos de tomar para dar um rumo com sentido positivo às contas públicas, sob pena de cairmos na eminente bancarrota e sermos obrigados a abandonar o euro e quem sabe a união europeia.
Pois, na atual condição, só nos parece praticável a hipótese de serem convocadas novas eleições e assim se legitimar a decisão que vier a ser seguida. Passamos a explicar o nosso raciocínio, se houver eleições os partidos claramente dirão o que defendem para o futuro das contas públicas, durante a campanha, a menos que mintam como os atuais governantes, que disseram uma coisa e fazem literalmente o oposto, e assim os portugueses ao sufragarem um programa eleitoral, legitimarão a solução encontrada. De outro modo correremos o risco de estar a por em prática uma solução que não vai ao encontro da maioria dos portugueses. Veja-se a situação que tiveram os italianos e que nas eleições só 10% dos eleitores quiseram e assim têm agora a crise entre mãos e dificilmente terão um governo rapidamente.
Para os que defendem que a solução com eleições será uma crise política e um atraso no encontrar de um caminho rumo à solução, dizemos que essa crise já está completamente instalada e só temos de arranjar forma de sair dela. Podemos encontrar uma mais rápida com eleições, ou uma como a italiana que atrasa tudo.
DEVERIAM OS PORTUGUESES PERCEBER QUE AS COISAS ESTÃO MUITO DIFICEIS EM TERMOS DE CONTAS E QUE A SOLUÇÃO VAI SER DOLOROSA, MAS TEMOS DE EVITAR O QUE ACONTECEU AOS GREGOS, AINDA TEMOS HIPOTESES.
24-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 23/03/2013
23-03-2013 23:59Diário – Sócrates e o regresso ao comentário político.

Sabe-se desde o princípio da semana que José Sócrates vai voltar a Portugal e ao comentário político na RTP. Goste-se ou não, cá o vamos ter a entrar em nossas casas semanalmente.
A mim agrada-me a liberdade de imprensa e nem sou dos que acha que não devemos pagar na RTP com o dinheiro dos contribuintes a um senhor que segundo alguns levou o país ao caos. Sei que em termos de audiências vai ser bom para a RTP e como tal foi uma jogada de mestre em termos de estratégia comercial. Depois há uma serie de teorias que podem ou não ser verdadeiras e como tal não lhes damos muita importância, admitimos apenas que tenha sido convidado e não se impôs a ninguém.
Sei que o homem já está a incomodar e a espicaçar muita gente e acho que com uma abrangência de cores politicas nada normal, talvez os mesmos que chumbaram o PEC IV. Diga-se que os mais críticos são o pessoal de direita mas que são quem o contratou, ninguém deve acreditar que o homem vai para a RTP sem a concordância do governo e do ilustre ministro Relvas. Criticam também os de esquerda, como já antes criticavam acesamente o governo dele. Mas também tem apoiantes, ao que parece em percentagem reduzida comparativamente com os detratores, como se pode constatar pelas petições a circular.
https://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=71618
Hoje o Sr. Marques Mendes, também ele comentador, na boa linha de astrólogo, vem desenvolver mais uma teoria em jeito de adivinhação. Nem queremos contrariar, pode ser que até tenha razão. Mas diz que o homem vem para a televisão para limpar a imagem e para se candidatar a presidente da república. Este senhor ou acha que ele Sócrates, se lhe deixarem pode e tem argumentos para justificar o que fez como primeiro-ministro, ou acha que os portugueses são uma cambada de burros que se vão deixar convencer por ele, reabilitando-o.
No primeiro caso, seria a falência das teorias de Marques Mendes e das dos membros do seu partido, e ele demonstrará que não foi o culpado do que aconteceu ao país, já no segundo caso, o homem crendo que Sócrates era o demónio da nossa condição, e a conseguir reabitar-se, os portugueses são uma cambada de totós e deixam-se enganar com facilidade. Aceite-mos que nem uma nem outra teoria lhe darão boa crítica a ele, Marques Mendes.
Há também os teóricos que defendem que esta é uma estratégia de Relvas, para arruinar a RTP e assim mais facilmente vender a televisão pública aos angolanos, ao mesmo tempo arranjou um motivo de distração para a malta não continuar a bater no governo e atirando a fúria a novo alvo, o demoníaco Sócrates. São todas boas hipóteses mas apenas isso.
Depois há os que são contra porque julgam o homem culpado da triste e infeliz condição de vida do povo português, há os que são a favor porque gostam do estilo do homem e até gostaram da sua governação, não fundamentando, ambas a facções, as suas escolhas em razão que não seja do foro emocional e intuição pessoal.
Remata-mos nós também com a nossa teoria, e que mais não é que isso mesmo, pois nem sequer tem na sua génese nenhum conhecimento privilegiado. Se estamos num país livre, democrático, sem censura e com sã concorrência como reguladora do mercado, no caso o televisivo. Porque raio, deveremos limitar ou condicionar uma escolha de uma direção de informação de uma empresa de televisão, apenas porque ainda é de capitais públicos?
Será apenas esta mais uma opinião. Certamente a experiencia de Sócrates trará mais uma faceta ao debate político e isso apenas nos parece bom, ao mesmo tempo deixará o homem dar a sua versão dos acontecimentos e logo julgaremos “sabiamente” dentro das nossas competências, se ele tinha razão ou não.
POIS DEIXEMOS O HOMEM FALAR SEM BOICOTES, DEIXEMO-LO JUSTIFICAR AS SUAS POSIÇÕES E JULGUEMOS DEPOIS.
SE QUEREMOS BOICOTAR DE UMA FORMA ADEQUADA, PODEMOS SEMPRE NÃO VER O SEU COMENTÁRIO POLÍTICO, MUDANDO DE CANAL OU DESLIGANDO A TELEVISÃO.
23-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 22/03/2013
22-03-2013 23:54Diário – Passos Coelho e as suas atitudes de carater.

Hoje foi de novo dia de debate quinzenal no parlamento, contou com presença do primeiro-ministro e mais uns caladitos acompanhantes, o sabedor de geografia RELVAS ( 5 regiões= norte/centro/sul + algarve e alentejo), e dois secretários de estado para compor a tribuna.
Numa coisa são inatacáveis, chegam sempre antes da maioria dos deputados e às 09:59 horas estão na sua tribuna e prontos a debater, coisa que uns desrespeitosos deputados, por vezes mesmo a presidente da assembleia, não fazem, chegando atrasados e desrespeitando frequentemente o governo.
Tirando o aparte da pontualidade, em todo o resto é o governo que desrespeita toda a gente, desde os deputados ao povo e aos membros da concertação social. Trata com sobranceria os deputados da oposição, pois aos das bancadas que suportam o governo trata com candura própria de quem deve altos favores. Também estes últimos se colocam sistematicamente em apoio das medidas do governo e em clara falta de respeito pelo povo que os elegeu, já que este governo tem tratado a maior parte dos eleitores como simples cofres a ser extorquidos.
São lamentáveis os espetáculos a que somos sujeitos sempre que escutamos ou vemos na televisão as discussões/interpelações entre o governo na voz do senhor primeiro-ministro e os deputados. Frequentemente vemos com tristeza a falta de elevação e de honestidade que tanto uns como outros colocam nas demagógicas frases, quase feitas, que usam para retorquir as opiniões dos adversários.
Hoje o caso mais caricato, foi o do senhor primeiro-ministro dizer que não vai plasmar em lei a obrigatoriedade de aumentar o salário mínimo. Não sei se terá algum interesse subterrâneo, ou se terá já contratado com alguém um futuro emprego, nalguma empresa de algum multimilionário que tenha uma percentagem alta de ganhadores do salário mínimo nas suas fileiras de pessoal. Dizemo-lo porque se patrões e sindicatos estão de acordo até no valor de aumento para o novo salário mínimo, a única parte a opor-se é o governo, coisa que entenderíamos se houvesse muitos milhares de funcionários públicos a ganhar esse vencimento, mas não há e os que há provavelmente vão ser obrigados a rescindir amigavelmente. Passarão como voluntários à força, a amigáveis aceitantes da rescisão.
Por mais que tentemos, não conseguimos alcançar o sentido da medida, se ela não for dirigida a poupar uns milhares de euros a alguém ou então uma questão do perigoso foro ideológico, e o pior disto, é que nos parece que a ultima é mesmo a única razão. Entrámos no perigoso das razões ideológicas que são já conhecidas noutros tempos e situações. Nada de bom resultou desses tempos ou situações para os mais pobres dos trabalhadores. Afirmou ainda o senhor primeiro-ministro que o governo não vacilará porque é um governo com carater e determinado em executar as suas politicas, como tal quer é despachar a moção de censura rapidamente, essa moção anunciada pelo PS,mas que nem deu ainda entrada no parlamento e nem está agendada,. Atitude reveladora de claro desnorte e falta de preparação para governar.
Podiamos ainda falar das contradições entre o primeiro-ministro e o ministro das finanças, desta vez ausente, estará ainda a digerir os efeitos amargos da 7ª avaliação da Troika. Decidam-se e falem a uma só voz e digam-nos se o memorando está mal desenhado ou mal calibrado. Para quem não quer reduzir a questões semânticas as discussões, até que estão no bom caminho. Em bom rigor, nem estará mal desenhado, porque não é um desenho, nem mal calibrado, porque não é uma máquina ou instrumento que se calibre. Ao menos ilustres senhores doutores usem as palavras corretas para a situação. É uma ferramenta contabilistica e como tal é quase só matemática, quando muito teria pressupostos errados e logo erros de calculo. Assumam que não sabem prever e nem fazer contas, é tão só isso.
Se o governo necessita, como de pão para a boca, de impostos, como pode recusar um aumento de receita? Aumento de receita que ao mesmo tempo favorecia os beneficiários do salário mínimo, não incomoda as associações patronais e contenta os sindicatos. É preciso ter um primeiro-ministro um bocadito inapto para não concordar com isto. Mataria uma serie de “coelhos” com uma só cajadada. Será por ser matar coelhos que não aceita? Ou será apenas no meio da contestação que se sente bem? Com essa medida claramente retiraria capacidade de reivindicar aos sindicatos, sem com isso incomodar os patrões. Que inepto governa, que não aceita isto? Mas sempre diz que quem dos patrões quiser aumentar que o faça unilateralmente e assim sente-se desresponsabilizado de uma medida que em teoria acha que fará mal à competitividade. Deve achar que esses abastados ganhadores do salário mínimo, irão gastar esse dinheiro em viagens ao estrangeiro, só pode. Porque de outra forma esse valor de aumento irá aumentar o consumo interno e estimular a economia, no limite aumentará as poupanças, coisa em que não acreditamos, pois esta gente do salário mínimo mal tem para comer.
Também a oposição poderia e deveria ser mais assertiva na contestação e na apresentação de factos, em vez de tentar atacar pessoalmente o primeiro-ministro. Não faltam factos perturbadores e contradições entre práticas e discursos por parte do governo. Não faltam previsões erradas, não faltam más execuções orçamentais, não faltam metas por alcançar nem falta a violação da constituição sistematicamente, como se verá na sentença do TC quando sair. Se forem inconstitucionais as questões em apreciação, será o segundo orçamento, em dois note-se, a ter inconstitucionalidades, sim o do ano passado já tinha, mas os juízes a bem da coisa pública sentenciaram, é inconstitucional mas vai ficar. Estranha coisa, se eu fizer um roubo um dia destes, será que no julgamento podem dizer-me: roubaste, mas pronto fica lá com o produto do roubo e não faças mais isso?
TRISTES ESPETÁCULOS ESTES DESTA GENTE QUE DEVERIA DAR EXEMPLOS DE EDUCAÇÃO E HONESTIDADE.
ENSINOU-NOS O SR. PRIMEIRO-MINISTRO, QUE NÃO É FUNCIONÁRIO PUBLICO E QUE POR ISSO NÃO PODE RESCINDIR. TÊ-LO-Á DITO COM PENA DE NÃO SER E POR ISSO NÃO PODER RESCINDIR, OU ACHINCALHANDO OS FUNCIONÁRIOS PUBLICOS?
22-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 21/03/2013
21-03-2013 23:51Diário – PS e a sua moção de censura.

Agora é que de todo não entendemos mais isto. Este PS tem atitudes que se não podem entender, ou podem, mas apenas à luz dos interesses partidários e de política dirigida, usuais nas esclerosadas estruturas partidárias.
Hoje a CDU apresentou uma proposta na AR para ser votada e onde se convidava o governo a demitir-se. Logo o PS pela voz do deputado Lacão se demarcou da possibilidade de votar essa proposta favoravelmente e informou que votariam contra e assim alinhados com os previsíveis votos dos partidos da coligação de governo. Bonito mesmo era o CDS votar alinhado com a CDU, coisa que se não vislumbra, mas teria contornos surreais.
Ora pois o PS hoje anuncia votar contra uma proposta da CDU para que o governo se demita, mas amanhã apresenta a sua moção de censura, em teoria com o propósito de fazer cair o governo e justificando-a com a “pré-ruptura social” e com uma contundente e pouco séria frase de “basta de sacrifícios”, além de que afirma que “o país assim não vai lá” e que “são só falhanços” as ações deste governo.
Não deixa de ter razão nas motivações o PS. Mas que atitudes são estas de busca de protagonismo político, quando o que se pretende, sabe-se agora, nos três partidos da oposição é que o governo se demita? Não seria melhor terem concertado posições e ou votarem todos a favor da proposta da CDU, que tal como a moção do PS, não terá efeitos práticos, apenas uma assunção de uma vontade política? Esta decisão legitimava o voto favorável da CDU e provavelmente do BE na moção de censura do PS e daria força à oposição e um desígnio comum à esquerda. Pois se agora a CDU votar contra ou se abstiver nesta moção, que antes pedia com insistência, mais não é que retaliar a tonta atitude do PS com outra tonta, mas legitima, atitude.
Querem ou não que o governo se demita os três partidos à esquerda na AR? Pois se querem não seria melhor unir-se e encontrar um caminho comum? Será com birras e demonstrações de pequenos poderes que chegarão ao interesse comum de derrubar o governo? Quando foi para chumbar o PEC IV do governo Sócrates, o PSD e o CDS não tiveram pejo em votar alinhados com a CDU e o BE, na busca de um desígnio comum, a queda do governo do PS. Será difícil agora manifestarem em conjunto a sua vontade, os três partidos da oposição?
De todo não entendemos estas movimentações políticas de interesse exclusivamente partidário e achamos mesmo que elas apenas descredibilizam aos olhos dos portugueses as soluções de governação e os partidos políticos.
Os deputados e os partidos em que militam ou nas listas de quem são eleitos, deviam ter posturas sérias e colocar os superiores interesses do país e seus cidadãos adiante dos interesses partidários e das buscas de protagonismo.
O que pretenderá o PS? Bom, sabemos que sonham com uma maioria absoluta, mas para já pensamos que podem desenganar-se, tal a pouca capacidade mobilizadora que têm demonstrado até aqui. Como tal, na linha que já ouvimos a deputada Isabel Moreira defender publicamente, deviam os três partidos de esquerda ou com conotação mais à esquerda, já que o PS não tem sido claramente um partido de esquerda, discutir e encontrar uma proposta de governação dentro do aceitável pelos portugueses onde os mais esquerdistas e radicais teriam de centrar algumas posições e os mais moderados do PS teriam de esquerdizar um pouco os seus capitalistas interesses. Já vimos em algumas autarquias que esse entendimento é possível e até com bons resultados.
Somos adeptos de uma solução de esquerda e que defenda a manutenção no euro, que defenda a manutenção na UE, que defenda o pagamento da divida, mas com uma clara renegociação de prazos e de juros. Poderiam até comprometer-se em ter deficit zero ou ser excedentários se a renegociação for bem feita. Sabemos que para controlar a divida temos de acabar com o deficit, temos de conseguir pagar o stock anual de divida sem recorrer a mais endividamento. Parece-nos básico que temos de cortar nos pagamentos anuais e uma das rubricas que se tornará intransponível é a da amortização da divida se os montantes a amortizar anualmente nos obrigarem a contrair mais divida sistematicamente para solver esses pagamentos.
O livre acesso aos mercados não é nem nunca foi a panaceia que resolve magicamente tudo. Pois não foi indo livremente aos mercados que construímos a ruinosa situação que temos? E não foi debaixo de um plano de resgate que continuámos a agravar a situação? O que tem sido este plano, se não um continuar a financiar de forma assistida o orçamento público, como se de mercados se tratasse? Apenas tendo controlado a taxa de juro para o tempo que dure a assistência.
Necessitaremos de consolidar a divida, e renegociar a sua liquidação para um período não inferior a 30 anos e com uma taxa de juro inferior ao crescimento expectável. De outra forma nenhuma política, por mais austera e fazedora de miseráveis, nos levará ao ambicionado fim, financiar-se livremente nos mercados a uma taxa de juro suportável e colocar o endividamento abaixo dos 60% admissíveis pela UE.
O QUE ESTARÃO, ESTES PASSARÕES DOS TRÊS PARTIDOS MAIS À ESQUERDA, À ESPERA PARA TENTAREM ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO CONJUNTA PARA ESTE MALTRATADO PAÍS?
SERÃO NECESSÁRIAS ALGUMAS MEDIDAS RADICAIS, MAS SE BEM EXPLICADAS, SERÃO BEM ACEITES PELOS PORTUGUESES, TALVEZ MENOS PELOS MAIS FAVORECIDOS ATÉ HOJE, MAS GENERICAMENTE TOLERADAS.
21-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 20/03/2013
20-03-2013 23:59Diário – Chegada da Primavera

Porque já me cansa estar sempre a bater no mesmo ceguinho, a situação económica e social do nosso país, hoje deixo um poema de Torga que fala da chegada da primavera.
Não sem dar ainda assim uma alfinetada na causa politica e manifestar o desejo que também no ciclo das estações politicas se passe do penoso e duro inverno a uma mais solarenga primavera. Embora sabendo que também ela terá nuvens e borrascas, esperamos que traga também algumas tardes de sol e manhãs mais claras, do que as que tivemos nestes dois anos de negro inverno comandado pelos endeusados Gaspar e Passos Coelho.
ANUNCIAÇÃO
Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.
Miguel Torga
Esperemos assim, que o pólen desta primavera faça cair tão enfermo e incompetente governo. Não interessa se por causa de alergia ou pior maleita, importante é que seja qual for a causa, assunção da incompetência, chumbo do constitucional ou horríveis resultados da execução orçamental do primeiro trimestre, se vão de vez e não voltem tão depressa.
NÃO PODERÁ HAVER INSTABILIDADE POLITICA PIOR QUE AS POSIÇÕES RIDICULAS QUE OS MINISTROS, SEC. DE ESTADO E OUTROS COLABORADORES DO GOVERNO TÊM TOMADO OU AFIRMADO.
AGORA RESOLVERAM ESQUECER TUDO O QUE DISSERAM PARA TRÁS E DIZEM QUE O QUE ANTES ERA O SEU PROGRAMA DE GOVERNO, ESTÁ MAL CONCEBIDO E NÂO PRODUZ OS EFEITOS PRETENDIDOS. DEMORARAM DOIS ANOS A PERCEBER? SERÃO BURROS OU DE COMPREENÇÃO LENTA?
20-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 19/03/2013
19-03-2013 20:23Diário – Gaspar os seus disparates e o tentar de novo enganar-nos. Isto já irrita.

De novo, hoje, o nosso ministro Gaspar vai ao parlamento, palrar umas coisas para tentar agora enganar os deputados além de todos os portugueses. Como é mau para nós leva com esta foto caricatural.
https://sicnoticias.sapo.pt/2066023
Esta gente continua a abusar da nossa paciência. Mas como podem só ter dado conta do feio e horrível desenho agora? Esta foi a sétima avaliação e os falhanços são enormes em todas as previsões anteriores, o respeitar dos “revistos deficits” foi sempre alcançado com recurso a medidas extraordinárias, como tal sem nenhuma consolidação. Ou não será?
Esta mais não é que uma desesperada tentativa de atirar as culpas para outros, no caso o anterior governo e a própria Troika. Mas não acompanhou este governo o plano de resgate desde o início? Não nomeou um negociador residente, o tal Catroga, para o influenciar? Não foi o único aplicador do memorando? O que pretendem agora com esta conversa, desculpar-se?
Parem senhores do governo, essa forma falsa de esconder a verdade no tempo do demónio Sócrates, era por todos, classificada de MENTIRA. Pois é o que estão os senhores a fazer, estão a mentir ao povo, para não terem de assumir a falta de capacidade em prever o que se passaria a seguir, aplicando um plano de resgate que defenderam intransigentemente. Ou já se esqueceram do famoso “ IREMOS ALÉM DA TROIKA” do primeiro-ministro?
Claramente o plano partia de premissas erradas, afirmaram-no os partidos de esquerda na altura, afirmação que apenas serviu para lhes colarem o rotulo de loucos e fanáticos do deita abaixo. Ou não foi assim? Também nós afirmámos algumas vezes, em vários escritos, que este plano e este tipo de políticas, apenas serviriam para nos deixar mais pobres no fim do resgate e devendo mais em termos de divida pública, sem ter alcançado nenhuns dos objetivos que se pretendiam.
Para corrigir a situação, temos de cortar efetivamente com estas políticas de proteção sempre dos mesmos, a banca e a alta finança à escala mundial. Os resgatadores tinham como missão apenas salvar os credores e desenharam um plano para isso. Foi sempre assim em todos os resgates do FMI, bastava verificar o que aconteceu em países resgatados, mas para piorar a coisa, agora nem tínhamos a ferramenta da desvalorização da moeda, como esses países antes intervencionados.
Para fazer o que fazem estes senhores, qualquer pessoa podia ser ministro, até o merceeiro da minha terra quando eu era criança, ele só tinha a terceira classe, mas entenderia sem dificuldade o que se passaria se cortasse nas compras, mantendo todas as despesas inerentes ao funcionamento, ou reduzindo-as de forma a ainda diminuir mais a capacidade de promover as vendas, do que já diminuiriam naturalmente pela baixa das compras. Espero que entendam a simplicidade do exemplo, pois foi tão só isto que fez este governo com o enquadramento da Troika é claro. Mas acredite-se ou não era possível fazer diferente dentro do tal memorando, mesmo sendo este mau.
O caminho correto era o defendido pelo Syriza na Grécia. Caminho que nós ansiosamente julgávamos vir a alcançar a governação, mas aí fomos nós que nos enganámos, os gregos tiveram medo perante as ameaças da europa Merkeliana, da falta de dinheiro para salários e pensões. Esse medo com que erradamente nos assustam também a nós cá no retângulo. Faltaria dinheiro, mas para pagar divida e juros, antes de faltar para o resto, por isso tinham tanto medo, esses zelosos e preocupados credores.
O QUE PODEM AGORA FAZER?
NÃO DIZIAM HÁ POUCO TEMPO QUE JÁ ESTAVAM CUMPRIDOS 2/3 DA CONSOLIDAÇÃO?
ISSO NÃO FAZIA DO PLANO DE RESGATE UM BOM INSTRUMENTO?
NÃO ESTÁVAMOS NO BOM CAMINHO?
O QUE MUDOU DE JANEIRO PARA AGORA?
NÃO ERA PARA SEGUIR CUSTE O QUE CUSTAR?
TERIAM LIDO O DOCUMENTO? SABERIAM FAZER AS CONTAS?
APENAS SEI RESPONDER À PRIMEIRA QUESTÃO, A RESPOSTA É SIMPLES: DEMITAM-SE
ESTA GENTE TEM DE IR EMBORA RÁPIDO, NADA É MAIOR INSTABILIDADE POLITICA QUE TER UM GOVERNO QUE TEM DE PRATICAR UMA DOUTRINA QUE ACHA ERRADA. VENHAM NOVAS ELEIÇÕES E LOGO SE VERÁ.
19-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 18/03/2013
18-03-2013 23:45Diário – Freitas do Amaral e a sua ideia sobre a situação.

Temo-nos frequentemente identificado com muitas das afirmações de gente que antes era da área do CDS, parece estranho mas têm dito coisas que não me ficariam mal a mim, comunista convicto. Falo de Adriano Moreira um mestre e um pensador da coisa com elevada cultura e moral superior, também falo de Freitas do Amaral, mesmo o Dr. Bagão Félix, todos da área da democracia cristã mas que têm usado frases que não envergonhariam Alvaro Cunhal nos seus períodos mais revolucionários, com a devida distância temporal.
Hoje mais uma vez ouvimos Freitas do amaral a dizer que, ou o governo muda de políticas ou o país tem de mudar de governo, afirmação com a qual concordamos inteiramente se o sentido for o literal, coisa na qual não acreditamos.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=100729
O mal da afirmação é que a seguir se complementa com a necessidade de ter outro governo, mas também diz que tem de ser da mesma área politica. Pois aí é que começa a nossa divergência, nesta área política mesmo no PS não se vislumbra outra política ou outro modelo político.
O que necessitamos, é claramente outro modelo político e esse só pode ser à esquerda, muito à esquerda, sob pena de não produzir efeitos por não se demarcar do que temos tido até aqui. Para recentrar a política temos de apontar muito à esquerda, vejam-se os ganhos do 25 de Abril, virámos tudo à esquerda para 35 anos depois estarmos no liberalismo completo. Cremos que agora se voltarmos à esquerda faremos o caminho semelhante e de novo daremos aos mais pobres e aos trabalhadores melhores condições.
Somos de esquerda e gostávamos de ter uma distribuição de riqueza à esquerda e uma produção grandiosa executada em cima de voluntárias e democráticas políticas de esquerda, mas sabemos que pela mentalidade dos europeus ou mesmo da humanidade, essa decisão raramente se encontra voluntariamente e até hoje não temos nenhum estado verdadeiramente comunista que lá tenha chegado democraticamente, ou mesmo que verdadeiramente tenha existido por periodos que dêm significado ao comunismo.
Perante a constatação anterior, resta-nos a esquerda possível e que será o atual socialismo democrático vulgo social-democracia. Esse modelo com estado forte e para o qual os cidadãos contribuem de forma satisfeita com os seus impostos, por saberem que são compensados com serviços públicos de grande qualidade e abrangência. Esse modelo que encontramos nos países nórdicos.
Mas se temos um carro a deslizar para um lado constantemente por ter perdido a aderência, só podemos voltar a colocar o carro a andar a direito, forçando-o a deslizar para o outro lado, isso a nós parece básico e quase física ou matemática. O nosso país neste momento é esse carro, desliza violentamente para a direita e precisamos de forçar violentamente para a esquerda para ficar centrado com a faixa correta.
Como tal Dr. Freitas do Amaral, não acreditamos em paninhos quentes para curar maleitas profundas, isto já só lá vai com antibióticos bem fortes. Nem no PS de hoje, encontramos gente, ou fórmula química, capaz de parar o deslizamento do país para o empobrecer da maior parte dos cidadãos ou da distribuição quase feudal da riqueza.
RECONHECEMOS BOA VONTADE NAS AFIRMAÇÕES DO DR. FREITAS DO AMARAL, O PIOR É QUE NÃO ACREDITAMOS NA BONDADE DA SUA SOLUÇÃO.
ESTA EUROPA NECESSITA DE UM ABALO FORTE NO SISTEMA, SOB PENA DE PASSAR A CONFISCAR BENS, COMO NOS DEPOSITOS DO CHIPRE, COISA TIPICA DAS DITADURAS DA ESQUERDA NA UTOPICA DEFESA DO GRUPO, SÓ QUE AGORA NA CLARA POSTURA FEUDAL DE DEFENDER APENAS UMA CLASSE, OS MERCADOS E A ALTA FINANÇA.
ONDE PARARÁ ESTA ESTRATÉGIA CRIMINOSA DA CHANTAGEM DOS MAIS FORTES SOBRE OS MAIS FRACOS, SEMPRE NO CLARO INTUITO DE SALVAR OS MAIS RICOS E PODEROSOS.
ASSUMAM ENTÃO CLARAMENTE ESTA CRIMINOSA ESTRATÉGIA E POLITICA ,DE CLARO PRIVILÉGIO DOS MAIS FORTES, DANDO AOS OUTROS, OS MAIS FRACOS, A CLARA MOTIVAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO PARA PEGAR NAS ESPINGARDAS.
VIVA A URGENTE REVOLUÇÃO.
18/03/2013
Dinis Jesus
DIÁRIO _ 17/03/2013
17-03-2013 23:54Diário – Fernando Nobre e a sua capacidade de entender a realidade.

Este senhor fez triste figura, quando concorreu às eleições presidenciais contra Alegre e ajudando Cavaco, depois fez de novo triste figura quando concorreu nas listas do PSD por lisboa e se candidatou a presidente da AR, perdendo, fazendo má figura e saindo do cargo de deputado para o qual havia sido eleito.
Mas tudo o que atrás dissemos dele, não invalida que tenha uma obra meritória atras de si e seja uma figura incontornável da nossa sociedade, mesmo um altruísta convicto e um ser de qualidades pessoais indesmentíveis, em resumo um benfeitor e um praticante de solidariedade voluntária. Equivocou-se ao meter-se na vida política, hoje controlada por profissionais da coisa e que se não compaginam com ingenuidades e altruístas vontades de desapegadamente ajudar terceiros. Hoje nenhum político está na arte por altruísta vontade, está para se catapultar para ganhos e proveitos que de outra forma nunca alcançaria.
Toda a descrição atrás feita se prende com a entrevista dada por ele e da qual deixamos o caminho no ciberespaço na ligação abaixo:
https://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=71213
A nós parece-nos que a sua capacidade de avaliar e de entender a realidade voltou, depois de se ter perdido quando se colou ao atuais governantes e até concorreu nas suas listas. Será a sua ingenuidade e saudável falta de preparação politica, digo-o como elogio claro e não como negativa avaliação, a causa de tal erro estratégico. Que isto fique bem claro, temos por ele a maior das admirações, o que de todo não entendi foi a sua colagem a esta gente que hoje nos governa e que contraria todo o seu anterior percurso de desapegada ajuda aos mais necessitados e de constante solidariedade com os mais desprotegidos.
Gostamos particularmente do último parágrafo/resposta na entrevista em que nos revemos completamente e que mais uma vez revela a sua ingenuidade ao pensar que um ultraliberal como Pedro Passos Coelho poderia aceitar as medidas que defende Fernando Nobre como boas, se calhar não o ouviu quando falou do salário mínimo no último debate quinzenal.
Será entendível a sua necessidade de tentar esconder o erro colossal que foi concorrer nas listas de um partido que já nada tem a ver com social-democracia e encontrar na honestidade intelectual de Passos Coelho, que nem pomos em causa, a desculpa para tal tiro no pé.
A entrevista até revela que o homem não seria um presidente pior que o que temos, pelo que retiramos dela, percebemos que conhece as responsabilidades do cargo e que tem uma visão crítica da atitude deste presidente, que apenas se tem tentado por em bicos dos pés e autoelogiar-se, alem de não defender nunca a constituição, se não formalmente, pelo menos em termos morais.
Em termos práticos já se vê que o homem sabe o que se passa e percebe o que está errado, também sabe o que é desejável, só precisa mesmo de deixar de acreditar que esta gente que nos governa é capaz de mudar a coisa.
SERÁ POR TERMOS TANTA GENTE INGENUA NA NOSSA SOCIEDADE QUE TEMOS OS POLITICOS QUE TEMOS?
SERÁ POR SERMOS UM POVO DE GENTE BOA E HUMILDE QUE NOS DEIXAMOS ENGANAR POR PESSOAS COMO AS QUE NOS GOVERNAM?
SERÁ QUE SALAZAR TINHA RAZÃO QUANDO DIZIA QUE NÃO PODIAM EXISTIR ELEIÇÕES LIVRES PORQUE O POVO NÃO SABIA ESCOLHER?
QUANDO REPARO QUE GENTE DE FORMAÇÃO SUPERIOR COMO FERNANDO NOBRE, RESPONDE DE FORMA TÃO INGENUA, A TODAS AS PERGUNTAS ANTERIORES ME APETECE RESPONDER SIM.
17-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 16/03/2013
16-03-2013 23:51Diário – O grande pacote de apoio de Mota Soares para combater o desemprego.

Esta gente do governo, ou anda doida ou quer fazer de nós doidos. Este ministro, o da vespa que passou para um Audi de 86.000€, não que seja isso que o faz má pessoa, quer enfiar o Rossio na Betesga.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=100521
O que queremos nós dizer com isto? Apenas que ele veio para as televisões anunciar um espalhafatoso programa de criação de emprego de 10M€. Eu ia com o meu filho no carro quando ouvimos a notícia, ora ele o meu pequeno com 14 anos apenas, achou o máximo e até fez rápido as contas perante o escutar do numerário milhão. Calculou erradamente de cabeça, vai calhar um milhão a cada português, resultado que me apresentou sob a forma de questão.
Tive de lhe responder de forma a acabar com o seu sonho momentâneo, não, se dividires esse valor por todos os portugueses calha 1€ a cada português, não um milhão.
Resposta pronta do pré-adolescente: “ isso não vai dar para nada”. Ora aí está a conclusão acertada perante a apresentação deste programa. Perante isto quem quererá enganar o senhor ministro, até um menino de 14 anos percebe que isto não dá para nada, ou é mesmo só tonto, o sr.ministro, e acha que isto serve para fazer alguma coisa em termos de criação de emprego?
O que pretenderá fazer ao dizer que pensa criar emprego no interior e nos locais com desemprego mais elevado? Diz que quer lançar 80 projetos de emprego social com este programa, desenvolvendo-os com as autarquias e com as instituições sociais. Se distribuir por 80 este valor calhará 125.000€ a cada programa de criação de emprego. Devem imaginar os meus pacientes leitores que isto será a forma de resolver a taxa de desemprego de 18% que temos. Seria engraçado e faria rir se o caso do desemprego não fosse tão sério.
Para termos um referencial, amanhã a esta hora a divida será maior 53M€ e este programa será cinco vezes mais pequeno que o que nos endividamos de um dia para o outro. Estes ministros caíram no pior das governações, a publicidade mentirosa e a manipulação dos cidadãos.
NÃO, NÃO SOMOS TODOS BURROS, ALGUNS TIVEMOS DIREITO A ESCOLA GRATUITA E APRENDEMOS AÍ A FAZER CONTAS E JÁ NÃO É FÁCIL ENGANAR-NOS.
APRESENTEM PROGRAMAS DE CRIAÇÃO DE EMPREGO SIM, MAS DE DIMENSÃO CAPAZ DE TER CONSEQUENCIAS POSITIVAS. SE FOR 1.000M€ TALVEZ SE CONSIGA BAIXAR A TAXA DE DESEMPREGO 2 OU 3 POR CENTO.
16-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 15/03/2013
15-03-2013 23:57Diário – A alegria de morrer saudável.

Hoje logo pela manhã escutámos o Sr. ministro das finanças, num exercício linguístico bem desenhado, com as palavras muito escolhidas, mas que apenas tentou explicar o inexplicável.
Deixo abaixo um link com os desvios do Sr. ministro, que embora critique a semântica apenas a ela recorre para justificar os desvios colossais às suas previsões.
https://expresso.sapo.pt/os-varios-tiros-ao-lado-de-gaspar=f793830
Esta gente ou acha que os portugueses são todos burros, ou então é mesmo incapaz e acha que tem razão. Apenas são surpreendidos pelos condicionalismos externos e pela incapacidade dos cidadãos, causas únicas da desgraçada situação que temos e todos os dias agravamos.
O ministro Gaspar, apenas veio vomitar números e tentar enquadrá-los de forma a que a qualidade do pacote esconda a falta de qualidade do produto. Ou seja todos os indicadores são maus, mas se os dissermos de forma bonitinha, ninguém nos vai acusar de nada.
Pois desengane-se Sr. Ministro Gaspar, ninguém já acredita no que o Sr. e o seu primeiro-ministro dizem. Tudo é diferente do que dizem e nunca acertam numa previsão. Bem sei que a culpa agora é da situação externa, só quando o demónio Sócrates usava esse argumento é que ele não era valido. Para tal iluminada gente, não só é valido, como é causa única.
Temos também um tal de Frasquilho, que vem dizer que a culpa é do memorando, que o tal instrumento é que é o causador da desgraça, parecendo que o PSD e o seu ilustre Catroga o não condicionaram e apregoaram como seu e de qualidade superior. Mas não era até preciso ir além do memorando, custe o que custar? Ou acham que o Zé Povinho já se esqueceu disso?
Também não era o que diziam, os não assinantes, do tal documento, esses perigosos esquerdistas? Parece-me que então eles foram os únicos que viram o que ia acontecer, pois recusaram-se a assinar achando que era efetivamente mau. Porque então foram tão criticados?
Esta gente que nos governa, além de incompetente, é gente de mau carater, pois não contentes em fazer asneira ainda tentam enganar-nos.
Ufanos ainda dizem que 2/3 do ajustamento estão feitos e que por isso ganhámos credibilidade, e poderemos voltar aos mercados. Mas a divida continua a aumentar a um ritmo assustador e o PIB a diminuir a olhos vistos e sempre mais do que as estimativas do governo. Se esta gente quiser podemos ensinar-lhes uma forma de num só mês equilibrar tudo em termos de constas públicas, pode é acontecer o mesmo que ao burro do espanhol, quando já estava habituado a não comer é que morreu.
E o Sr. Presidente da República? Esse veio agora com ar de mau, acusar as instituições europeias e outras da culpa da situação. Nunca é o governo, ou ainda o não admitiu. Será que já esqueceu o que escreveu no último prefácio? Ou estará mesmo senil? Pode ainda ter alinhado na ideia do governo e também querer passar um atestado de atrasados mentais aos seus concidadãos.
Dizem-nos que apenas em 2040 poderemos ter as contas em termos de divida em limites aceites no pacto de estabilidade e crescimento da UE. Em 2020 ainda teremos uma divida superior à que deixou o Sócrates, será ainda culpa dele? Se calhar vai ser toda a vida culpa dele. Também é, mas não é só. Se a Europa não mudar de rumo acontecerá o que dizemos faz muitos anos. A revolta social estará eminente.
GOSTO DA IDEIA DE FAZER TUDO O QUE FOR PRECISO PARA AJUSTAR A ECONOMIA, MESMO QUE ISSO DESTRUA O PAÍS.
TAL COMO O IDOSO QUE FOI AO MÉDICO E PERANTE OS RESULTADOS DOS EXAMES, ONDE TUDO ESTAVA OTIMO PARA A SUA IDADE, EXCLAMA: “GRAÇAS A DEUS VOU MORRER SAUDAVEL”. COMO SE PARA MORRER SEJA IMPORTANTE ESTAR OU NÃO SAUDAVEL.
15-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 14/03/2013
14-03-2013 23:37Diário – Chefe de estado-maior das forças armadas visita Belém. O que terá dito?

Soubemos hoje, por anúncio na página da presidência da república no facebook, que o CEMGFA, visitava o Sr. Presidente da República.
Depois lemos no Expresso, que este Sr. General, havia levado os problemas para Belém.
https://expresso.sapo.pt/chefe-das-forcas-armadas-leva-problemas-a-belem=f793620
Ao Sr. Presidente, numa atitude rebelde, comentámos na página da presidência o seguinte:
“Podia e devia o Sr. General, avisar o Sr. Presidente, que os militares têm uns paus que trovejam e que caso esta gente sem escrúpulos que nos governa, continue a carregar nos mais pobres nos trabalhadores e reformados, e também nos militares, podem ser usados, esses tais paus que trovejam, na tentativa de repor algum equilíbrio social. Talvez assim o Sr. Presidente percebesse que a forma discreta com que tem tentado promover consensos não tem tido profícuo desempenho.”
Pois este é o sentimento que temos em relação ao estado do país. Estamos mal e sem perspetiva de melhoria, tal a calma e a descrição com que o Sr. Presidente trata estes assuntos. Temos para nós que a chamada ao palácio de Belém, mais não é que uma tentativa de acalmar as hostes militares, e tentar que os que apelaram à participação na manifestação de dois de março se não ponham a gritar muito.
É a tal forma de exercer o magistério de influência de que fala o Sr. Presidente no último prefácio. Controlar e calar o pessoal descontente, para que a coisa vá calmamente até ao final do mandato do Sr. Presidente. Ainda que 30% dos portugueses estejam abaixo do limiar da pobreza. O que será razão suficiente para o Sr. Presidente sair do conforto do palácio e ajudar a inverter a situação? Bem sabemos que o Sr. Presidente está calmo e tranquilo, mas olhe que os seus netos não Sr. Presidente, olhe que eles não vão receber 10.000€ de pensões, pense nisso.
Esta paz podre, pela qual tem pugnado o Sr. Presidente vai acabar mal, com um país destroçado, para usar as palavras da sua ex-ministra Manuela Ferreira Leite, com a população em estado de revolta e com a economia num estado impossível de recuperar em menos que duas décadas. Será isso que quer deixar como marca para a história da sua presidência? Pois vai ser se não tomar medidas.
Achamos a convulsão temporária preferível ao empobrecimento constante da população, ainda que calmo e tranquilo. Não há parto sem dor Sr. Presidente, pelo menos se for natural e sem anestesias.
Vou usar uma frase da qual não conheço o autor, para avisar que tarde ou cedo a coisa tem de mudar:
“ Podemos enganar todos algum tempo, também podemos enganar alguns todo o tempo, mas será impossível enganar todos todo o tempo.”
Pois julgamos assim que a situação não poderá manter-se muito mais tempo e o Sr. Presidente terá de mudar de atuação e passar a ser mais interventivo sob pena de vir a ser recordado como alguém que ajudou o país a regredir décadas.
Também não nos tranquiliza a resposta do PS ao repto da CDU, pois não parece querer derrubar o governo. De que terá medo o inseguro Seguro? De governar? Ou estará caladito em fiel obediência ao Sr. Presidente por, haver com ele, acordado alguma coisa que os portugueses desconhecem? Talvez lhe tenha explicado que deve deixar governar estes e sem alarido será o novo primeiro-ministro. Será o que espera o inseguro Seguro? Se assim for será mais um para levara o país à desgraça.
A VONTADE DO CAMARADA JERÓNIMO PARECE-NOS MUITO ACERTADA, ADMITIR A VONTADE DE ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO À ESQUERDA, SE O PS CONCORDAR EM PEDIR A DEMISSÃO DESTE CRIMINOSO GOVERNO.
O QUE QUER ESTE PS?
14-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 13/03/2013
13-03-2013 23:59Diário – O novo Papa,o seu Franciscanismo ou a ligação à ditadura militar Argentina.

Hoje tivemos a escolha pelo conclave Cardinalício do novo sucessor de São Pedro. É um argentino, o que nos tempos que correm, nos parece por principio bem. Fugimos ao habitual europeu e ao politicamente correto, escolhendo alguém que vem de uma cultura diferente e de um país que se debate faz anos com enorme pobreza e com os abutres da finança mundial.
Agrada-nos a ideia de ser um jesuíta e pouco adepto de mordomias, agrada-nos que de forma não inocente tenha escolhido o nome de Francisco para usar como Papa. Os Franciscanos fazem voto de pobreza, vivem despojados de valores materiais, fazem da palavra e da moral as suas pedras basilares de vivência. Estas deviam ser as duas causas maiores da natureza humana, bons ensinamentos e frugalidade nos consumos, a bem da humanidade e do planeta.
Depois há sempre alguns que levantam suspeitas e fazem colagens, pois seja, até pode ter já cometido alguns erros de abordagem e de análise em algumas ocasiões, mas se agora vier por bem, que seja então bem-vindo. Mas ao que parece de todas as vezes que se tentou colar o homem à ditadura militar de direita, nunca ninguem apresentou provas disso, assim sendo, que se calem essas vozes fazedoras de discórdia.
Devia começar por dar exemplos de frugalidade e dispensar as mordomias comezinhas e usuais nas Vaticanisses, roupas que custam fortunas, anéis e sapatos vermelhos de milhares de euros o par, e outras ritualizações interiorizadas e que tornam ridículos os discursos de moderação e solidariedade próprios da condição religiosa.
Seria bom, também a bem da moral, que ajudasse a dissipar as nuvens negras que pairam sobre a moralidade da governação no Vaticano e que se deixasse de falar em saunas gays ou hétero no seio da igreja. Se deixasse de falar em abusos sexuais efetuados por sacerdotes, embora antes de mais lhes reconheçamos a condição humana e como tal as fragilidades a si inerentes. Também a nós nos parece que o empolar da questão em relação à igreja católica é demasiado, já que a percentagem de casos de abuso em relação ao número de sacerdotes é mínima, mas apenas um caso já seria demais. Deve pois a igreja ajudar no cabal esclarecimento de todos os casos que venham à discussão.
PARECE QUE VIVE NUM APARTAMENTO PEQUENO E RECUSOU AS MORDOMIAS CONCEDIDAS A QUEM OCUPA A SUA POSIÇÃO NA HIERARQUIA RELIGIOSA. PARECE QUE GOSTA MAIS DE ANDAR DE AUTOCARRO QUE DE AUTOMOVEL COM MOTORISTA PARTICULAR.
ESPEREMOS QUE ENSINE ESSAS REGRAS A UNS QUANTOS CRISTÃOS E CATÒLICOS QUE APREGOAM A DOUTRINA MAS NUNCA A PRATICAM. REFIRO-ME A UNS QUANTOS BANQUEIROS, EMPRESÁRIOS E OUTROS FREQUENTADORES ASSIDUOS DAS CAPELAS, MAS QUE ATUAM COMO QUE A MANDO DOS VENDILHÕES DO TEMPLO.
13-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 12/03/2013
12-03-2013 23:53Diário – As possíveis coligações autárquicas à esquerda.

Sabemos que o PS enviou, ontem, uma carta aos partidos mais à esquerda com a possibilidade de coligação com o BE e o PCP, na tentativa de ganhar as autarquias governadas pelo PSD ou CDS.
Veremos quais as possibilidades de entendimento entre estes partidos, que recorde-se até já aconteceu entre PS e PCP em Lisboa, com resultados muito satisfatórios.
Quanto a nós, claramente gostaríamos de ver esta coligação de esquerda alargada a todas as autarquias e ao governo que resultar das próximas eleições. De acordo com o que já ouvimos defender à deputada independente nas listas do PS, Isabel Moreira, e essa sim parece-nos ser a solução para os problemas da nossa economia e da nossa sociedade.
Todos teriam de fazer cedências, mas nem seriam assim tantas, vejam-se as autarquias governadas pela CDU e a que regras se sujeitam e que tipos de diferenças se encontram na governação dessas autarquias. Concluir-se-á que poucas ou nenhumas, apenas privilegiando alguns aspetos em relação a outros, mas tudo dentro da normalidade democrática.
Todos são partidos democráticos, com ideais de esquerda na sua génese. Tendo apenas o PS a dura tarefa de conjugar essa sua matriz de esquerda com um memorando de raiz claramente ultraliberal, que também assinou. Mas terá de ser, a realizar esse exercício de contorcionismo politico, que o PS deverá convencer os possíveis parceiros à esquerda que pode mudar muitas coisas que estão a prejudicar os trabalhadores e os mais pobres.
Se alguém tem responsabilidades na atual situação do país, esses serão apenas os que governaram até hoje, o PSD/PS/CDS, não se podendo atribuir responsabilidades a mais ninguém do espetro político nacional, pois nunca foram parte integrante de nenhum governo.
Seria bom que nas próximas eleições os dois partidos da esquerda, BE e CDU, tivessem mais que 25% dos votos expressos, para com isso condicionarem claramente a formação do governo. Não cremos que num país de anticomunismo primário, tal seja possível para já. Teremos ainda de sofrer mais um pouco ou até chegar à fome e pobreza profundas para as nossas gentes perceberem que temos de cortar radicalmente com determinados caminhos e procedimentos e que será nas políticas de esquerda que a classe média e os mais pobres encontrarão de novo algum apoio e bem-estar.
Temo que o radicalismo de algumas posições do PCP, tenha apenas como fito o ser eternamente oposição. Se recusa sistematicamente qualquer entendimento com o PS ou mesmo com o BE, nunca chegará a ser governo, por falta de apoio suficiente dos eleitores. Gostávamos de ver alguma moderação na radicalidade do PCP e a assunção da vontade de querer integrar uma solução governativa à esquerda, não partindo de extremadas posições que impedem de imediato tal entendimento com os outros dois partidos.
Bem sei que a bem da honestidade intelectual, não podem mudar radicalmente a sua filosofia política, mas podem tentar o tipo de entendimentos mínimos para coabitar na governação quer das autarquias quer mesmo no governo do país. Também o PS terá de fazer cedências e afastar-se um pouco do centrão causador da nossa atual situação.
SÓ ENCONTRAREMOS O RECENTRAR DAS POLITICAS E O REGRESSO A ALGUM BEM-ESTAR SOCIAL, NO VIRAR À ESQUERDA DAS NOSSAS GOVERNAÇÕES. AINDA QUE SEJA APENAS PARA DEVOLVER ALGUMA DIGNIDADE AOS TRABALHADORES E AOS MAIS POBRES.
ESPERAMOS ASSIM QUE O APROXIMAR DESTES TRES PARTIDOS SEJA POSSIVEL E QUE IMPERE O BOM SENSO ENTRE OS SEUS DIRIGENTES. A IDEIA DE TER UM GOVERNO PS/PSD RESULTANTE DAS PROXIMAS ELEIÇÕES, ASSUSTA-ME DE SOBREMANEIRA E FARÁ COM QUE ACHE QUE ESTE POVO MERECE O SOFRIMENTO PORQUE PASSA.
12-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 11/03/2013
11-03-2013 22:57Diário – Ainda há alemães que pensam diferente.

Sempre existe a possibilidade de ser surpreendido, foi o que aconteceu hoje ao ler uma notícia onde é transcrita a opinião do presidente do parlamento europeu, um socialista alemão, Martin Schulz.
https://economico.sapo.pt/noticias/salvamos-os-bancos-mas-podemos-perder-uma-geracao_164552.html
É este um discurso muito acertado, era bom haver coragem para o levar à prática. É que bonitas palavras não enchem barriga, podem até ser entendidas como engana tolos, se não forem devidamente enquadradas e justificadas.
Para nós é claro que se há dinheiro para salvar os bancos, sem olhar sequer a quanto custa, colocando esse desiderato de teor capitalista adiante de todas as coisas, passando por cima do interesse básico das pessoas para salvar os sistemas financeiros e os investidores/especuladores. Porque hão-de ser os cidadãos em geral a suportar as extravagâncias dessa gente que ainda hoje, capitalizados pelos ganhadores de 500€ mensais, continuam a ganhar milhões anualmente?
Será que a finança é mais importante que as pessoas? Sabemos a resposta de um lado e de outro da barricada, entenda-se como barricada a ideologia em termos de distribuição da riqueza dos povos.
Ficamos contentes que um alemão, embora um pouco diferente por ser socialista, tenha esta mentalidade mais amiga das pessoas e menos da finança. Veja-se o que hoje se diz da vontade da senhora Merkel, nada de mais prazo para Portugal e Irlanda, ela tem umas eleições para ganhar e demonstrar que os periféricos são maus é bom para a sua imagem, fazer-nos sofrer fica-lhe bem, quais vingativos seres, esses alemães mais à direita.
Se se aplicasse metade da dinheirama que se aplicou na banca a criar emprego e a dar poder de compra aos cidadãos, até a situação da banca estaria resolvida com os dinheiros desses mesmos cidadãos. Mas não, somos imediatistas na salvação de uns, esquecendo que se as pessoas fizerem cair o euro, todo o sistema financeiro ficará à beira do colapso, por total falta de capacidade dos cidadãos para pagar a divida aos bancos e desses bancos para pagarem aos seus credores, ou dos estados para pagarem as suas dívidas soberanas.
Sim, acreditem que não é por as rating fazedoras dizerem que já estamos fora da situação de incumprimento que efetivamente o estamos, pois se Portugal sair do euro ou o euro desaparecer, seremos incapazes de pagar a divida, isto vale para qualquer periférico ou outro qualquer que tenha uma economia de dimensão média europeia. Com as consequências que daí viriam para o sistema financeiro.
Em termos meramente teóricos, se hoje ninguém pagasse nada a ninguém, tudo ficaria igual. Na antiga Roma e na Grécia antiga, havia de tempos a tempos, um dia do perdão das dívidas, pois nem por isso o mundo deixou de fazer o seu caminho.
POIS PERCAM-SE ENTÃO OS BANCOS, MAS NÃO SE PERCAM AS PESSOAS, AS GERAÇÕES QUE TEORICAMENTE DEVERIAM GARANTIR A CONTINUAÇÃO DE UM CERTO BEM-ESTAR SOCIAL COM OS SEUS RENDIMENTOS E PROPORCIONAIS IMPOSTOS.
SE PERDERMOS UMA GERAÇÃO, POREMOS EM CAUSA DUAS OU TRÊS. SERÁ ISSO QUE ALGUNS MAIS ILUMINADOS QUEREM?
11-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - !10/03/2013
10-03-2013 22:50Diário – Crónica de um fim com o início já pensado.

Este assunto de que escrevemos hoje, a guerra na Europa, já temos vindo a falar dele faz anos. Inclusivamente, coloquei esta questão ao Dr. Mário Soares em Janeiro de 2012 num jantar conferência em que participei com ele como orador, ao que me respondeu claramente ser uma forte possibilidade.
https://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620269
Agora vem alguém com responsabilidades na europa e que não é ainda acusado de senil, como o Dr. Mário Soares é pelos seus detratores, dizer o mesmo e chamar a atenção para os perigos de uma guerra na europa.
Sim os fantasmas da guerra na europa não desapareceram, se continuamos a condenar à pobreza pessoas a quem, legitimamente, tínhamos dado esperança de ser bem-sucedidos na vida pela sua elevada formação, sujeitamo-nos a que essa gente se una em torno de um projeto bélico contra o sistema que os exclui.
Basta para isso que um qualquer personagem se mostre claramente contra o sistema e seja populista e convincente o suficiente para mobilizar estes apoios. Só se parte para a força quando já se perdeu a esperança da resolução poder ter outra forma. Nessa condição, será essa a saída mais provável.
Nicolau Maquiavel tem uma frase que eu acho genial e muito adaptada a esta condição: “ Não se deve levar o homem ao desespero, pois quem não espera o bem, não teme o mal”.
Estamos a chegar a uma situação em que já ninguém espera que o bem venha da união europeia com estas políticas de austeridade e de empobrecimento dos mais fracos economicamente e inversa situação dos países mais ricos, independentemente de também os cidadãos desses países sentirem os efeitos da austeridade. Pois o erro está na distribuição, não no consumo dos cidadãos.
Ou a europa muda de paradigma político e económico ou a guerra será uma questão de tempo, disso não temos dúvidas. Começam a nascer movimentos xenófobos, a extrema-direita tem votações fortes sempre em todo o lado, e o perigo espreita, cada dia mais intenso.
ESTA EUROPA ESTÁ LONGE DA IDEIA QUE ESTEVE NA SUA GENESE E ERA O PENSAMENTO DOS SEUS IMPULSIONADORES, GENTE SOCIAL-DEMOCRATA E SOCIALISTA.
TEMOS HOJE UM MODELO ULTRALIBERAL CAPITALISTA, QUE TEM A BANCA E A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA COMO IDEOLOGOS PRINCIPAIS, QUE SE NÃO ARREPIA CAMINHO, LEVARÁ AO COLAPSO DO MODELO EUROPEU E POSTERIORMENTE À GUERRA.
10-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 09/03/2013
09-03-2013 22:47Diário – Pela moralização mais que pelos efeitos económicos, acertadas medidas.

Acabámos de ler que a comissão europeia a reboque da Suíça, irá apresentar um pacote de medidas que limitarão os salários e as reformas douradas das empresas cotadas na bolsa no espaço da união europeia.
https://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=69635
Parece mesmo que este senhor comissário de nome Michel Barnier, está movido por belos pensamentos quando afirma: "é preciso voltar a uma economia social de mercado" e que "as empresas não devem ser lojas em autosserviço para os dirigentes". Parece-nos que esta gente começa a ver a causa do estado a que chegou a selvajaria social, a que certas empresas e seus dirigentes, condenaram a sociedade e a repartição de direitos e sacrifícios. Claro que com o beneplácito dos políticos, ardentemente esperando deixar de o ser para se catapultar para as tais direções e conselhos de administração, dessas fazedoras de milionários empresas.
Per fraseando Salazar: “ melhor que ser ministro é ter sido ministro”, parece-nos claro que em tudo estaremos a caminho desses tempos se ainda não chegámos mesmo. Ou direi mesmo que estaremos em muitos indicadores até pior que nesses tempos, pois perdeu o estado a respeito dos cidadãos e o controle dessas emancipadas empresas e seus movimentos de capitais.
Se queremos uma europa solidária, com direitos e deveres iguais para todos os seus cidadãos terão de ser implementadas medidas que limitem os excessos de uns e motivem muitos outros a não comprometer valores morais para atingir níveis de riqueza e protagonismo que encontram nos seus pares e guias espirituais, ou copiando apenas os que entendem como modelos de sucesso a seguir. Pode-se claramente ganhar dinheiro, deve-se até, mas sem pisar os mais básicos direitos e sempre tendo como linha limitadora a razoabilidade e a moral. Já percebemos que sozinhos não são capazes, tem de ser então por decreto.
Não é justo nem é decente ter muita gente neste país sobre a qual se discute se deve ganhar ou não mais 15€ por mês e passar a ganhar 500€ mensais, quando há depois uns camaradas que ganham 120.000,00€ por mês, dirigindo empresas a quem os portugueses, esses dos 500€, têm obrigatoriamente de comprar os bens, casos da EDP, REN, PT, GALP, e ainda mais algumas, em que a gestão por via da posição monopolista ou quase, e a forma legal de construir os preços de venda, lhes garante uns resultados líquidos sempre altamente positivos. Acreditem iluminados senhores, que se forem jogar golfe durante um ano as empresas funcionarão da mesma forma, possivelmente até tendo mais uns euros de lucro, se não colocarem os almoços e jantares do golfe na contabilidade delas, já que deixarão de pagar as faustosas ajudas de custo e despesas de representação que tais iluminados gestores normalmente fazem. Já vi alguns a alugar “Porche Cayenne “ como viatura de serviço, num país onde cada dia de aluguer de um carro desses custará talvez 750€. Dignidade a quanto obrigas.
VENHAM TAIS LEIS LIMITADORAS RÁPIDAMENTE, A BEM DA MORAL E DOS BONS COSTUMES. SABEMOS QUE NÃO RESOLVEM NADA EM TERMOS DE EQUILIBRIO DAS ECONOMIAS, MAS MORALIZAM E CRIAM HABITOS DE DECENCIA, HÁ MUITO PERDIDOS.
09-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 08/03/2013
08-03-2013 23:39Diário – Vitorino e o dar esperança aos portugueses.

Dada a falta de temas interessantes ou bombásticas noticias, tivemos de procurar um pouco para encontrar um tema sobre que escrever umas palavras.
Encontrámos a entrevista de António Vitorino, que fala na necessidade de dar esperança aos portugueses, para que pelo menos possam aceitar a situação de sacrifício que estão obrigados a suportar.
https://economico.sapo.pt/noticias/e-necessaria-esperanca-para-manter-consenso-social_164424.html
Ora perante tal análise do Dr. António Vitorino, pessoa por quem reconheço alguma admiração e que entendo como honesto, sempre tenho de dizer o seguinte:
O que precisamos é de emprego e salários para poder ir à mercearia e ter os filhos na escola e pagar as despesas básicas que permitam viver com dignidade. Se os privados os não criarem o estado tem de tomar medidas para o fazer.
Que tal criar uma rede de cooperativas agrícolas estatais e colocar as terras do estado a produzir? Juntando-lhe outras que sejam privadas e sem exploração, negociando a sua utilização com os proprietários, sempre que sejam importantes para a viabilização das respetivas explorações.
Que tal gerir os baldios em termos florestais, talvez com a criação de uma ou duas empresas estatais que promovam o investimento nessa área e criem uns milhares de empregos? Pode ser mesmo contratando os beneficiários dos rendimentos sociais, RSI, DESEMPREGO etc.
Que tal o estado criar uma empresa de exploração mineira nacional, capaz de permitir fazer o que tem sido protocolado com canadianos e outros?
Temos para nós que isto não seria criar emprego por decreto, era antes criar empregos investindo relativamente pouco e rentabilizando recursos até agora pouco aproveitados. Pois se a iniciativa privada, em tempos de míngua não avança, que avance o estado, com os tais investimentos virtuosos e que promovem riqueza e emprego, alem de bens transacionaveis.
Vejam-se quais os produtos alimentares que poderemos produzir de forma a sermos autossuficientes neles e obriguemos as grandes superfícies a comprar uma percentagem destes produtos a essas cooperativas para garantir o escoamento, claro com um preço competitivo.
Quanto à produção florestal, esta criaria riqueza e emprego além de ainda evitar muitos dos incêndios que também custam milhões de euros ao erário publico, para transformar em coisa nenhuma, sem nenhuma criação de riqueza. Estas empresas poderiam ainda fazer alguns trabalhos para particulares proprietários que não cuidassem devidamente das suas parcelas, cobrando-lhe um valor por intervenção, ainda que diminuto, mas todos os valores ajudariam na rentabilização da estrutura.
Deverão claro está, ser essas empresas dotadas de estatutos no seu pacto social que obriguem os seus administradores a não furar os orçamentos, criminalizando efetivamente tais comportamentos. Se produzir couves ou eucaliptos dá lucro aos privados, também teria de dar ao estado, além de que poupariam em apoios sociais.
Quando a crise passar e se houver interessados privados em adquirir tais empresas, vendam-se essas estruturas e ainda se encaixarão mais uns milhões. E não vale virem dizer que o estado quer é baixar o valor global dos salários e não o aumentar pela via da contratação. Se esses postos de trabalho evitarem outro tipo de despesas ao estado e gerarem proveitos, qual é o problema?
DAR ESPERANÇA SOA JÁ A DISCURSO BACOCO E A RETORICA FURADA, OS PORTUGUESES QUEREM É COISAS PRÁTICAS E QUE GEREM EMPREGO.
08-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 07/03/2013
07-03-2013 23:52Diário – Ideias sobre o valor do trabalho dos mais pobres.

Esta gente do governo e seus correligionários, já saíram da área do económico e da política e entraram clara e perigosamente no campo do ideológico.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=99414
Que ideia terão para o Portugal do futuro? Dizem que ninguém quer um país pobre, mas todas as ideias que dão vão nesse sentido, ou se não o de fazer um país pobre, pelo menos fazer a maior parte dos seus habitantes pobre. Sim porque até pode ser rico o país, mas toda a riqueza estar concentrada em meia dúzia de privilegiados mais dois ou três grupos económicos.
Esta é claramente a ideologia de alguns seres pensantes que colaboram com este governo e que norteiam as suas políticas económicas. Pois e sem querer parecer tão sábio como o ilustre António Borges, digo que tudo o que têm dito acerca de fazer crescer o número de postos de trabalho se tem revelado errado, pois vejamos: não era para criar emprego que era preciso flexibilizar as leis do trabalho, desde o tempo de Santana Lopes? Lembro-me bem disso e Bagão Félix o dizer claramente na altura.
Nessa altura o que criava desemprego era a dureza das leis laborais, se estas fossem revistas o desemprego cairia de imediato. Pois reviu-se a lei laboral, flexibilizou-se o despedimento, ultimamente baixaram até as indeminizações por despedimento. Pois e o que vemos? Mais desemprego.
Agora para criar emprego dizem que é necessário baixar os salários. Até concordo, se falarmos dos salários de alguns como o Sr. Borges e outros como ele que ganham muitas centenas de milhares de euros ao ano. Mas num país onde o salario medio anda abaixo dos 1000€/mês o que ainda pretenderão baixar e para que servirá? Talvez para enriquecer alguns empregadores mas ninguém cria um posto de trabalho por ele ser barato, cria por ter trabalho que precisa de ser feito e não ter a mão-de-obra suficiente e só por isso. Será muito difícil de perceber isto a esta gente? A nós parece-nos básico.
Comparar seja que situação for com a Irlanda em termos de salários é uma aberração da natureza, pois o salario mínimo na Irlanda é 50% mais alto que o salario médio em Portugal. O apenas falar da possibilidade, de baixar o salario mínimo, mesmo que assumindo que se não fará, já é revelador da ideologia desta gente. Querem a pobreza de muitos para alguns, poucos, viverem muito bem. Pois baixem o salario dos políticos 20% e o dos consultores 50% e o dos administradores das grandes empresas com salários pornográficos baixem para salários cristãos entenda-se os cristãos por razoáveis.
Agora um simples pensamento, sob a forma de questão e sua resposta, de uma pessoa que já teve muitos empregados e agora não tem nenhum.
Como se cria empregos num país onde as pessoas não têm dinheiro para consumir o suficiente para manter a procura interna a funcionar? Só encontramos uma resposta, dando capacidade de aquisição aos cidadãos que agora a não têm. Muitos ainda têm essa capacidade e vão consumindo, pois veja-se desses quem pode perder um pouco para distribuir melhor fazendo chegar aos outros. Mas não sob a forma de caridade bacoca, isso causa-nos até irritação. Será dando-lhes trabalho com salário digno, ou o estado subsidiando durante o tempo necessário para que o consumo interno não diminua da forma que está a acontecer.
Temos em Portugal um tecido empresarial, que foi sendo criado em cima da procura interna, e embora tendo vindo ultimamente a fazer a transição para a criação de mais empresas exportadoras, tal apenas se deve à baixa da procura interna, pois para exportar essas pequenas empresas têm obrigatoriamente de baixar as suas margens de lucro, pois temos de competir com outros países de produção muito mais barata e as suas estruturas produtivas e comerciais não estavam vocacionadas para a exportação, alem de que as suas tesourarias normalmente não suportam o tempo e o custo que medeia entre a venda a fabricação e o recebimento.
Tem de se fazer viagens para vender no estrangeiro, gastam-se fortunas nisso, depois é necessário adquirir as matérias-primas e transforma-las e fazer o transporte e só depois receber, normalmente este ciclo terá no mínimo seis a oito meses. Que empresa pequena aguenta isto o tempo suficiente para ser bem-sucedida? Muito poucas cremos nós.
Admitimos que muitos salários poderão baixar, mas não sei se o estado e seus consultores já perceberam que a cada baixa de salários corresponderá uma imediata baixa da receita dos impostos sobre o trabalho e das receitas da segurança social, talvez ainda necessitem de mais evidências para o perceber.
Cremos que a medida acertada estará mesmo no oposto e é na subida dos salários mais baixos que encontraremos alguma capacidade de gerar emprego, pois vamos dar a essas pessoas a capacidade de comprar o que agora não podem, mesmo que seja consumir apenas mais um café por dia. Comprando geram receitas para as empresas que produzem os bens, logo mais lucros, com mais lucros e a procura dos seus produtos a aumentar as empresas criarão naturalmente empregos, pois ser-lhes-ão necessárias mais mãos para fazer o trabalho que a nova demanda imporá.
Falando agora apenas sobre o salário mínimo, que tem aproximadamente 500.000 pessoas a recebê-lo. Se o baixarem quantos postos de trabalho creem que se criarão? Nós temos uma ideia, apenas empírica e baseada na nossa experiencia, e responderemos poucos ou nenhuns. Mas ainda que se crie uma mão cheia desses empregos de 450€ aproximadamente, o que aumentará isso o consumo e assim a criação maciça de emprego? Nada de significativo, temos disso a certeza.
Com estas ideologias ultraliberais capitalistas, desta gente que nos governa a nós e mesmo a uma grande maioria do mundo ocidental, temos assistido ao empobrecer dos países e á instalação de crises económicas por períodos temporais muito mais longos que o que era habitual. Em quinze anos passámos em Portugal do pleno emprego, na governação Guterres, aos 17% de desemprego na governação Passos Coelho, 5% de aumento nos ultimos 20 meses. A continuar este caminho chegaremos aos 20% antes do final do ano. Mesmo com a baixa de rendimento disponível, generalizada, da maioria dos portugueses, ou alguém tem dúvidas dessa baixa? Essa baixa de rendimento disponível não é já uma baixa de salários Sr. Borges?
Pois obriguem-se os bancos a financiar as empresas e preste o estado garantias para isso, obrigando a determinadas condições a banca e as empresas financiadas, permita-se o financiamento em função dos empregos a criar ou a manter em vez de contas muito bonitinhas e outros rácios, que no final valem o que valem. Será com um banco estatal de fomento ou de investimento ou com a banca privada? Para nós tanto faz, desde que chegue financiamento às pequenas empresas responsáveis neste país pela criação de 90% do emprego. São as falências destas que têm o desemprego nos niveis que está, ou ainda não deram conta?
TEMOS A CERTEZA DE UMA COISA, A CULPA DA ATUAL SITUAÇÃO E DO DESEMPREGO É MUITO MAIS DA FINANÇA E DA ESPECULAÇÃO POR SI PROMOVIDA, QUE PELO CUSTO DO TRABALHO.
NÃO SE ENTENDE QUE PESSOAS QUE SÃO DESPEDIDAS DE EMPRESAS SOLIDAS E QUE DÃO LUCROS, POSSAM TER SIDO DESPEDIDAS E VENHAM RECEBER SUBSIDIO DE DESEMPREGO,CASO DOS BANCOS, ALEM DE DEIXAREM DE CONTRIBUIR COM RECEITAS PARA O ESTADO SOBRECARREGAM A JÁ DEPAUPERADA SEG: SOCIAL.
POR ESTE CAMINHO, ATÉ PODEMOS TER MELHORIAS NO RATING, MAS TORNAREMOS POBRES OS ATÉ AQUI REMEDIADOS E TORNAREMOS A CLASSE MÉDIA EM REMEDIADOS OU POBRES. VOLTAREMOS A TEMPOS IDOS EM TERMOS CIVILIZACIONAIS. E SEREMOS CONFRONTADOS COM OS PERIGOS DAÍ ADVINDOS.
07-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 06/03/2013
06-03-2013 21:25Diário – Cavaco as manifestações e as suas convicções.

Hoje ouvimos o Presidente da República, falar das manifestações, pela primeira vez, e para dizer que as vozes dos que se manifestam têm de ser ouvidas.
Ouvidas serão por muita gente certamente, mas só duas entidades podem retirar consequências práticas de as ouvir, e essas são: o governo, que já percebemos que é surdo efetivamente ou então tão casmurro e arrogante, tornando Sócrates um cordeirinho humilde, fazendo de conta que não houve ninguém na rua, não podendo assim ouvir vozes nenhumas. A outra entidade é o Presidente da República, que tem alguns poderes, embora não pareça, podendo com eles dar o devido eco a essas vozes.
Ouvimo-lo dizer que trabalha dez horas por dia na tentativa da resolução dos problemas dos portugueses, ouvimo-lo mesmo puxar dos galões para afirmar categoricamente, que não existe ninguém tão experiente como ele, pois foi primeiro-ministro e agora presidente, disse ainda que sabe coisas que ninguém sabe, o que soa quase a superioridade bacoca.
Terá conhecimento de factos e de condicionalismos que outros não têm, terá ainda informações privilegiadas em relação a algumas matérias, tem um grupo enorme de assessores que lhe compilarão e farão chegar os elementos tratados. Mas daí a dizer que sabe mais disto do que ninguém deveria ir alguma distância. Diz que não será por ser mais ou menos mediático que será mais eficaz, com isso concordamos em absoluto, mas tem de tomar medidas se diz, como hoje repetiu, que estamos numa espiral recessiva, e estamos sim senhor, diz que fala com o primeiro-ministro, não sabemos do que falarão, já que ele, Passos Coelho, não parece ter o mesmo entendimento nem parece querer inverter o rumo que até agora trilhou.
Manteria tanto silêncio o Presidente Cavaco, se o primeiro-ministro ainda fosse o Sócrates? Pois temos a certeza que não. Vejam-se os recados que sistematicamente mandava nesses tempos Socráticos. Agora que nem sequer poderá ser de novo presidente, onde poderia ser interventivo sem sofrer com isso do escrutínio popular, e assim tomar as medidas e praticar o tal magistério de influência que a constituição lhe consagra, sem reservas de cariz eleitoral, não o faz, ou se faz, é em recatada posição e com isso não tem alcançado resultados nenhuns. A cada trimestre os indicadores são piores.
Bem sabemos que assume que estamos em espiral recessiva, contrariando a tese do governo, mas mais nada, depois diz que o único caminho é o crescimento, com um pouco de jeito o meu filho e tem catorze anos, também o entenderá. Mas porque raio então, é que o não assume claramente e diz que o governo tem de mudar de rumo ou então terá de sair e deixar vir outros que apostem no crescimento em vez de sermos só bons alunos.
Pior é que nem somos bons alunos, pois para termos boas notas em todas as avaliações, é preciso sistematicamente mudar a escala de avaliação, retirando sempre exigência. Ele é alargando os períodos para cumprimentos dos valores, ele é aumentando o valor do deficit admissível em alguns anos e ainda concedendo outras benesses. Além de que não acertamos numa previsão em nenhum parâmetro da economia, saindo tudo pior ou muito pior que o previsto. O que dirá então sobre isto o Sr. Presidente ao Sr. primeiro-ministro nas suas reuniões semanais ou lá o que são em termos de periodicidade? Que lhe segredará e que não quer publicitar?
Vamos gostar de ver o que dirá o Sr. presidente em abril, quando se fizer a análise da execução orçamental do primeiro trimestre de 2013, mas com o aumento das prestações sociais pela via do subsidio de desemprego e pela queda da receita para a Seg. Social, IVA, IRS, ISP etc etc. Ao que se somará a contração do PIB. Boa coisa não poderá dizer o Sr. presidente.
Já a Troika, antes de nova avaliação terá de mudar de novo a escala, se nos quiser dar boa nota, os tais senhores a quem tanto queremos agradar. Ou então mesmo sem nota, levamos equivalência à relvas, já que também estes iluminados senhores, sabem que têm culpas no cartório, pois aprovaram o plano de resgate e agora limitam-se a obrigar a que seja cumprido. Não haverá duvidas que a culpa deste plano é da Troika, do PS do PSD e do CDS, pois foram quem o negociou e assinou. Não se esqueçam do ufano Catroga e a sua fotografia, dizendo que havia obrigado o PS a um plano muito acertado, contrariamente ao que este queria propor, convém mesmo lembrar que este senhor Catroga estava nas negociações escolhido e mandatado pelo senhor Pedro Passos Coelho, à altura presidente do PSD e candidato ao lugar de primeiro-ministro, que infelizmente ocupou.
O que responderá o o primeiro-ministro ao senhor presidente quando este lhe diz que sem crescimento não há futuro? Que o crescimento não se faz por decreto, como lhe ouvimos dizer na AR, por mais que uma vez. Pois todos sabemos que não se faz por decreto, faz-se implementando medidas, ainda que fazendo uso do tal deficit virtuoso, já que temos deficit, que ele sirva para fomentar o crescimento.
Para o colapso total, falta a bomba da decisão do TC sobre a constitucionalidade de parte do orçamento e a vinda do tal plano B do governo para que o país mergulhe ainda mais na recessão e no constante empobrecimento por décadas, as tais que o primeiro-ministro falava hoje que são necessárias para trazer o endividamento para baixo dos 60% do PIB, impostos pelo pacto de estabilidade e crescimento da UE. O que dirá perante isso o senhor Presidente? Fará como até agora, trabalhando muito mas calado? Eu preferiria ao contrário, trabalhe menos ouça mais o povo e inquiete o governo ou no limite demita-o, dissolvendo a AR. As vozes de sábado é isso que querem, DEMISSÃO, ouviu Sr. Presidente?
O QUE SERÁ PRECISO ACONTECER EM PORTUGAL, PARA QUE O PRESIDENTE DA REPUBLICA PUXE AS ORELHAS AO GOVERNO PUBLICAMENTE, OBRIGANDO-O A MUDAR DE RUMO OU A DEMITIR-SE?
06-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 05/03/2013
05-03-2013 23:24Diário – Hugo Chavez e a falta que fará.

Vivemos por esta altura tempos de grande dificuldade e até descrédito na espécie humana, por razões várias da vida quotidiana. Mas a Morte de Chavez ainda nos deixa mais preocupados e tristes, porque deixa o mundo sem um forte opositor ao sistema ultraliberal capitalista.
Também o próprio secretário-geral das nações unidas, lamenta a sua perda pelos contributos que trouxe ao desenvolvimento da Venezuela.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=99160
Ficamos tristes, muito tristes, pelo desaparecimento de alguém que claramente nos últimos quinze anos, foi quem mais afrontou os poderes ultraliberais dominantes no mundo e mais combateu a pobreza, tendo sido segundo a ONU, a Venezuela de Chavez o país que mais baixou os indices da pobreza no mundo, durante a última década, logo seguido pelo Brasil de Lula, seu vizinho e quase correligionário em termos ideológicos.
A partida precoce de pessoas como Chavez, por quem podíamos ter mais ou menos simpatia pessoal, pela sua forma quase desbragada como expunha as coisas e a atitude populista dos seus discursos e tomadas de posição, deixam o mundo menos interessante em termos de debate ideológico. Ele era claramente um defensor das classes mais pobres e orientou a maior parte das suas políticas para o combate à pobreza e para a melhoria de vida dessas pessoas mais desfavorecidas. Claro que algumas classes na Venezuela, mesmo alguns emigrantes portugueses, se sentiram afrontados com a sua governação. Mas não se pode agradar a todos e alguém que agrada aos pobres vai ter sempre o meu apreço. Para mais quando foi sempre diminuindo o número desses mesmos pobres, no seu país.
Não sabemos se arranjará a Venezuela um substituto à altura de Hugo Chavez, não cremos que tal seja fácil ou será mesmo impossível, pois o que preconizava para a Venezuela, quase era um sonho seu e de cariz muito pessoal. Não será fácil encontrar um sucessor com a mesma capacidade mobilizadora da população, para combater as tentações ultraliberais, que tenha o carisma e a capacidade de convencer que tinha, este agora desaparecido presidente. Veremos como será o futuro, mas pensamo-lo com apreensão.
ESPERAMOS QUE A VENEZUELA NÃO ALTERE SIGNIFICATIVAMENTE O RUMO QUE VINHA TRILHANDO DESDE QUE TINHA CHAVEZ COMO PRESIDENTE. PARA BEM DAS POPULAÇÕES DA VENEZUELA E PARA QUE HAJA NO MUNDO UM DETERMINADO CONTRAPONTO.

05-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 04/03/2013
04-03-2013 23:26DIÁRIO – CRIANÇAS BIRRENTAS COM PODERES DESMEDIDOS.

Mais uma vez hoje percebemos que o mundo não é justo, nem o é, quem o deveria ser de forma irrepreensível.
Certas pessoas investidas de poderes quase divinos, fazem de pessoas normais e bem-intencionadas, verdadeiros facínoras e pintam quadros imaginários e usam as prerrogativas que lhe são concedidas no limite do razoável, para não dizer que são irrazoáveis.
Quem pode questionar da capacidade de um pai? Que o é, vai para quinze anos e sem nenhum impedimento em relação a um filho, para ver a outra filha, já com nove anos de sadia convivência com o pai, que de si cuidou nas enormes ausências da mãe, agora para ver a filha tem de ser na companhia de um estranho.
Uma senhora investida de poderes quase divinos determina com base em mentiras e sem dar nenhuma hipótese apresentação de argumentos ao pai, que só possa estar com a filha por três horas cada semana e debaixo de vigilância de uma terceira pessoa, pessoa essa que nem conhece o pai nem a filha. Para isso é obrigado por decisão unilateral da mãe a fazer 500 quilómetros por semana, ainda bem que não escolheu Barcelona para viver, seria nesse caso o pai condenado a 2300 quilómetros por semana além da pensão de 150,00€ o gasóleo e a deslocação, por semana, custarão mais que a pensão, por mês.
Belas decisões. E quando se pede que se avalie a capacidade parental de cada um dos progenitores, antes de qualquer despacho, a única resposta é: “isso demora no mínimo seis meses. Se não aceita a sugestão a bem aceita por imposição e se falta fica avisado que é crime de desobediência, se não cumpre.” Assim foi tratado o pai por alguém que tem garantidamente uns anos a menos e muito menos experiencia de vida e que julga com base em critérios próprios sem sequer ouvir do dito pai qualquer argumento. Afirmando que sabe porque também é mãe, não sei em que é que isso compara ao nosso caso, nem entendo o alcance da afirmação, será ignorância nossa certamente.
A fundamentação para o despacho é: “como não há acordo ou aceita por bem ou aceita por imposição”. Esta gente não leva em linha de conta o sofrimento das pessoas e julga de forma parcial com base nas mentiras de uma parte, sem sequer inquirir o mínimo, sem investigar nada, julgam por adivinhação. Nem sequer deixar esgrimir um argumento pela outra parte.
Sujeita a dois despachos que tratam com absoluta indignidade o pai, sem sequer o ouvir em nada. Perante a pergunta de: ” Aceita ver a filha na presença de uma terceira pessoa?” A resposta sendo negativa e afirmando o pai que se sentia ultrajado com isso e que apenas quer o melhor para a filha, mas com essas condições preferia esperar o julgamento, quase foi enxovalhado, tendo daí em diante sido impedido sequer de voltar a dirigir a palavra à douta magistrada.
Diga-se que a mãe, parte que mente no processo, ajudada pela sua, legitimamente, mentirosa advogada, ou então estará também a ser enganada, acreditando mesmo que a mãe está a viver com a filha. Afirma-o com uma convicção que se desmentirá com a simples verificação dos carimbos no passaporte da mãe ou pelo registo do SEF de entradas e saídas da dita senhora no nosso país. Porque o não fará o dito tribunal, tão zeloso de apurar o bem da criança e a verdade? Será o bem da criança o viver sem nenhum dos pais, no entender desta gente? No da mãe é, pois escreve-o claramente.
Deixam-nos absolutamente descrentes na justiça deste país, estas atitudes de umas pessoas que sem respeitar os mais básicos direitos de um dos pais despacham em favor da petição do outro sem sequer ouvir nenhum argumento de defesa do, vilmente, prejudicado na situação, não deveriam poder decidir nada, quanto mais da vida de alguém.
Vai o paí respeitar, e esperar que a situação se normalize ou a mãe por obra do divino morra rapidamente, à filha não fará falta, nunca está com ela deixando-a nas mãos de estranhos quando esta tem o pai e obrigando-a a mudanças constantes, como já fez à mais velha.
Foi o pai notificado para uma primeira conferência, na qual não teve hipótese de dizer nada nem a mãe participou. Será isto uma conferência? Ou mais um despacho sem audiência das partes? Para isso já havia um despacho anterior, impedindo o pai liminarmente de estar com a filha. Este tratamento de justo não tem literalmente nada.
RESPEITARÁ E AGUARDARÁ O PAI TRANQUILAMENTE CUMPRINDO O IMPOSTO, ATÉ QUE SUPORTAR TAL INDIGNO TRATAMENTO SEJA POSSIVEL, ESPERANDO QUE O JULGAMENTO NÃO DEMORE UM OU DOIS ANOS, COISA COSTUMEIRA NOS NOSSOS TRIBUNAIS.
O PAI DA OUTRA FILHA DA IGNOBIL SENHORA, DEIXOU-A SEIS ANOS SEM O VER, O RESULTADO ESTÁ À VISTA: ROUBA, PROSTITUI-SE,BEBE DESALMADAMENTE, CHUMBA POR FALTAS SISTEMÁTICAMENTE NA ESCOLA, É EXPULSA DE OUTRAS, VAI TRABALHAR PARA A CASA DE ALTERNE, MENTE SISTEMÁTICAMENTE E VIVE NUM MUNDO ALUCINADO.
DEVER-SE-Á TAMBEM DEMITIR ESTE PAI DAS RESPONSABILIDADES PARENTAIS? TAL COMO ELE PARA TER TRANQUILIDADE? NÃO O VAI FAZER, PELO MENOS PARA JÁ.
04/03/2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 03/03/2013
03-03-2013 23:54Diário – Desvalorização do Euro como medida para o crescimento da economia.

Custará muito perceber que este é o único caminho de tornar competitiva a Europa do euro no curto prazo? Fazer notas de euro, só custa vontade e papel. Parece que os franciús já perceberam.
https://economico.sapo.pt/noticias/paris-exige-desvalorizacao-do-euro_163935.html
De novo a ideia de desvalorizar o euro e imprimir moeda, para nós a única forma de estimular crescimento, empregos e evitar o colapso imediato de muitos dos países periféricos.
Porque não o fazemos, se o fazem as outras economias? EUA, Grã- Bretanha e outras mais, a China teima em manter a sua moeda baixa, o Japão etc etc.
De que temos medo? O que queremos com esta austeridade? Acabar com as economias de alguns países e condená-los à pobreza extrema por décadas, qual Argentina?
Se não se mudar de caminho, não temos outra hipótese, voltaremos para a década de trinta do seculo vinte e pronto. Muitos pobres, sem ter hipóteses de estudar, mendigando trabalho a valores de escravo e alguns ricos e senhores a engordar as suas contas, senhores a quem teremos de ser subservientes e prestar vassalagem para podermos comer juntamente com a família, colocando as mulheres como domésticas e saindo para a jorna o marido, qual homem das cavernas com a sua moca ao ombro. Além disso teremos de sentir orgulho naquela frase que eu ouvi muitas vezes aos meus avós, pobres mas honestos e trabalhadores, sem vergonha do mundo. Ser inculto, analfabeto e viver sem nada, não será suficiente vergonha?
Voltaremos a sentir a pobreza como imposição divina e encontrando no aperto de mão do senhor patrão e na sua bênção, quem sabe até o apadrinhar de um filho, a devida compensação pela nossa existência e passagem pela terra.
RECUSO-ME A ACEITAR A POBREZA COMO SOLUÇÃO QUANDO SEI QUE O PIB MUNDIAL CRESCE, COMO TAL A RIQUEZA TAMBEM.
TENHO A CERTEZA QUE PARA FAZER UM RICO, SEM CRESCIMENTO, É NECESSÁRIO FAZER MILHARES DE POBRES. SEJA QUAL FOR O MODELO OU IDEOLOGIA. É MATEMÁTICA PURA.
PARA OS ECONOMISTAS, E OS DAS FORMULAS ECONOMÉTRICAS, DEIXO A MINHA DEFINIÇÃO DE ECONOMISTA. “Economista é: aquele que percebe amanhã, que aquilo que previu ontem, para hoje, estava errado.
03-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 02/03/2013
03-03-2013 00:18Diário – As diferenças e similitudes dos manifestantes.

Hoje falando de uma experiência pessoal, mas para dissertar acerca de comportamentos mais abrangentes, e nada de próprio.
Participei hoje numa atividade onde era completamente virgem, entenda-se virgem por não haver nunca experimentado a ação. Pois participei na manifestação convocada pela associação QUE SE LIXE A TROIKA, estive em dúvida se participaria em Coimbra, minha cidade do coração, ou em Lisboa, cidade onde tudo se decide e onde tudo tem outra expressão.
Participei em Coimbra, talvez por economia de dinheiro e de esforço, e não me arrependo. Não me arrependo, porque durante a dita entendi que o que move os manifestantes, mais não é que o seu próprio interesse. Esta constatação deixa-me triste, deixa-me entender a assimetria de posições da maioria dos participantes, apenas unidos na luta contra o governo porque este lhes tira direitos. Gosto das pessoas que participam porque entendem que o caminho do governo é genericamente errado e não porque retira direitos a cada um de per si.
Tenho de admitir, o que faço sem dificuldade por questão ideológica, que os únicos que participam genuinamente são os votantes da CDU e do BE, todos os outros estão porque se sentem pessoalmente prejudicados monetariamente. Quando houver eleições votarão naqueles que nos trouxeram até aqui, o PS ou mesmo o PSD, este ultimo se mudar de liderança, pois acredito que entre as gentes da manifestação haveria votantes no PSD que nos governa, participaram apenas porque se sentem enganados na defesa dos seus interesses.
Depois de participar, sem cantorias, nem grande expressividade, mas com grande convicção de que este governo nos não serve e apenas prejudica, assalta-me a dúvida acerca desta democracia, não da democracia como conceito, mas da nossa ocidental e atual democracia. Na defesa da causa desta ultima, poucos são, os que não pensam apenas nos seus direitos, alargando a democracia ao salvaguardar dos direitos fundamentais dos cidadãos e sendo justos e respeitadores de todas as pessoas e de todas as classes sociais. Esses que apenas pensam em si e nos seus direitos ou quando muito nos direitos da sua classe, não são democratas na verdadeira e original aceção da palavra, pois são corporativistas e até egoístas em alguns casos.
O que está errado no nosso país e mesmo no mundo ocidental, é o modelo governativo e a ideologia que lhe dá fundamento. Temos de lutar pelo interesse comum e pela justa repartição da riqueza e direitos, contra a busca constante do lucro como causa última, única até em muitos casos, subalternizando o trabalho em detrimento da finança e da especulação.
Toda esta dissertação, apenas porque durante a dita manifestação ouvi vários comentários, gritos, slogans e até canções serem entoados apenas para dar corpo a reclamações por perdas pessoais ou corporativas. Esta é uma condição que me deixa triste e pouco convicto que a coisa poderá mudar. Digo-o porque temo que nas próximas eleições, muitos destes manifestantes se esqueçam da razão da coisa e se inclinem a votar em quem lhes prometa a defesa pessoal ou da classe.
Erradas são as políticas que privilegiam a finança e a banca em oposição ao trabalho e à produção de riqueza por capacidade produtiva de bens transacionáveis e de consumo, tornando-nos menos dependentes de filosofias economicistas e de rácios matemáticos que são de todo enganadores da realidade dos povos.
Devíamos manifestar-nos para defender o interesse comum e no combate à política seguida pelo governo e governantes, mesmo os europeus e ocidentais, pois têm deixado que a banca e a alta finança tenham decidido os destinos do mundo e suas populações, escolhendo quem deve enriquecer e empobrecer a cada momento, independentemente de suas capacidades e possibilidades.
Durante a manifestação, debati com um amigo a questão e deixa-me sobejamente preocupado o facto de que ele é contra esta situação, por isso estava presente, mas acha que não há alternativa. Fala-me do produto, da divida, da dependência financeira do exterior e outras razões, de que ouço falar todos dos dias. Entendo-os e até sou tentado em compreender as suas razões, se achar-mos que só por nós não poderemos fazer nada. Imaginemos que Alvaro Cunhal ou Mário Soares, falando só dos mais conhecidos, pois há muitos mais nomes na mesma situação, por certo até tendo sofrido mais ou mesmo morrendo em defesa da causa, faziam o mesmo e não se tinham deixado prender ou não se tinham insurgido sem pensar na sua comodidade. Estaríamos ainda no antes 25 de Abril, o que neste momento, eu até aceitaria melhor que aquilo que temos, pois temos todos os defeitos dessa governação, mas não temos nenhuma das virtudes.
Não auguramos nada de bom deste tipo de governação, apenas o empobrecimento e a dependência do cidadão comum de quem é mais rico e poderoso. Se não se mudar de rumo, de paradigma governativo e ideológico, estaremos condenados aos tempos anteriores à grande depressão e até às ditaduras que grassaram por toda a europa no início do seculo XX.
Assusta-me que a próxima votação apenas faça reflexo dos medos e das situações comodas e nunca da defesa das causas justas ainda que temporariamente provocadoras de algum sofrimento pessoal. Temos o poder do voto. Se estamos mal, porque não experimentamos votar diferente do, que maioritariamente, fizemos?
Terminarei ainda com questões:
QUE MEDO TEREMOS DE VOLTAR, OBJETIVAMENTE, À ESQUERDA ?
PORQUE TEMOS UMA SOCIEDADE ANTICOMUNISTA ?
PORQUE NOS ASSALTAM OS FANTASMAS DAS DITADURAS DE ESQUERDA E NÃO OS DAS DE DIREITA CAPITALISTA ?
PORQUE NÃO VOTAM OS POBRES MACIÇAMENTE NA ESQUERDA ?
PORQUE ACHAM ALGUNS QUE O PS TEM SIDO ESQUERDA ?
02-03-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 01/03/2013
01-03-2013 22:48Diário – Humanidade discutível.

Porque tudo o que me soa a desumano me choca, hoje tratarei muito mal esta gente. A gente a que me refiro, são os policias sul-africanos desta noticia com link abaixo.
Sei que me atribuirão o epiteto de racista, pois saibam que me não choca, tenho a certeza que o não sou, sei que sou um humanista dos sete costados, sei que defenderei brancos, pretos, amarelos ou peles vermelhas, perante a falta de humanidade, o tratamento indigno ou a agressão injustificada. Choca-me a violência gratuita e desenquadrada de uma reação a qualquer provocação violenta ou defesa instintiva da nossa integridade física ou mesmo da própria vida.
Perante esta constatação inicial, e da qual, se discordarem estarão errados, porque acerca do que eu penso só eu sei falar com propriedade. Mais informo que tenho apenas dois filhos e que são a luz dos meus olhos, ambos afrodescendentes pela parte das suas mães, como tal mulatos.
Peço a todos os que tenham a paciência de ler o que vou escrevendo, que imaginem que os agentes da autoridade que amarraram o pobre Moçambicano ao carro celular eram brancos. Pois teria este caso uma colagem imediata, por brancos e pretos a uma atitude racista, de todo isto não é racismo é falta de humanidade, falta de evolução, falta de civilização, falta de educação. Seja cometido por gente de qualquer cor e contra seja lá quem for.
De uma coisa não tenho duvidas, a violência na africa é uma coisa comummente aceite e praticada sem grande pejo. Esta atitude xenófoba, porque foi cometida contra um membro de uma nacionalidade altamente perseguida na africa do sul, poderia facilmente ser cometida contra um sul-africano e pelas mesmas pessoas, sem designação pomposa atribuída, seria mesmo só barbárie. Que bom seria se os africanos fossem todos como Mandela, esse sim um ser humano de alta craveira moral e civilizacional. O que pensará ele destes negros, como ele na cor, mas a anos-luz na formação? Darão estes comportamentos, razão a alguns que classificam os negros como incivilizados? Creio que não, mas que estes agentes o disfarçam bem, isso parece-me claro.
Ouçam-se as gargalhadas que davam os espetadores da cena em plena rua e até fazendo acompanhamento ao carro da polícia. Quando vejo isto, vejo no Zimbabwe o que fazem os negros aos fazendeiros brancos, seus compatriotas, pois nunca tiveram outra nacionalidade, para achar que esta gente, negra e africana, é muito mais propensa à violência e à desumanidade que os europeus ou mesmo afro-americanos. Volto a referir que isto não é racismo, é uma constatação da realidade, com a crueza das palavras que uma situação como esta obriga. Diria o mesmo se fossem brancos a fazê-lo.
Por o continente africano ter gente desta em tão grande número, andam os países africanos frequentemente em guerra e manter-se-ão atrasados em relação ao resto do mundo em todos os aspetos da vida humana, educação, acesso à saúde, distribuição da riqueza, mortalidade infantil, criminalidade etc etc. O que será necessário para que mudem de atitude estas pessoas?
Como se a situação retratada no vídeo não fosse o suficiente, o pobre rapaz acabou por morrer às mãos dos mesmos negros bandidos, por acaso polícias, ele que também era negro e apenas não concordou com alguma coisa na forma como o tratavam. O relatório da autópsia parece que é esclarecedor, traumatismos violentos como causa da morte. Apenas os policias não sabem o que aconteceu.
ESTA GENTE É DE HUMANIDADE DISCUTIVEL E TAMBEM É MUITO FREQUENTE EM TODA A ÁFRICA NEGRA. COM QUEM TERÃO APRENDIDO ISTO, COM A COLONIZAÇÃO NÃO TERÁ SIDO, POIS NOS PAISES DOS COLONIZADORES NÃO SE PASSAM COISAS DESTAS. HAVERÁ ATAQUES E VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS, MAS NUNCA DESTE TIPO OU FORMA.
POIS TAMBEM NESSAS VIOLAÇÕES MAIS LIGEIRAS DOS DIREITOS DO HOMEM, OCORRIDAS NA EUROPA, ESTAREI SEMPRE EM CLARA OPOSIÇÃO, CHAMANDO AO QUE É INDECENTE O MAIOR NUMERO POSSIVEL DE NOMES FEIOS, SEJAM POLICIAS OU LADRÕES.
01/03/2013
Dinis Jesus
