ABR - 2013
DIÁRIO - 30/04/2013
30-04-2013 23:50Diário - Dia terrivel , " Misera sorte, Estranha condição." A minha e a dos portugueses que não são ricos.

Hoje após un dia de trabalho bem intenso e cansativo, com muitos assuntos complicados para resolver na mente, sem vontade de prestar muita atenção às notícias do país. Ainda assim dei uma vista de olhos rápida no DEO que o ministro Gaspar apresentou no parlamento.
Ver noticia do Expresso ( DEO incluido)
Parece-me um desfiar de desejos para o futuro, sem explicar muito bem como e um arrolar de números do passado. Parece-me que se gastou muito tempo a fazer este inócuo documento. Não entendo muito bem a necessidade de um documento que apenas "documenta" numeros passados e prevê numeros futuros, mas sem definir com exatidão cada conta de "per si". Em resumo generalidades previsionais e nada de concreto em termos de medidas. Esperemos que este documento em termos de previsões seja diferente de todas as outras previsões de Gaspar, parece-nos que errou todas, veremos se agora será diferente.
Por tudo isto revisito Pessoa num dos seus heterónimos e deixo aqui este poema:
Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
A VIDA DOS PORTUGUESES NUNCA FOI TÃO DIFICIL DESDE QUE TÊM DEMOCRACIA, TRISTES POLÍTICAS E SEUS EXECUTANTES QUE ATÉ AQUI NOS TROUXERAM. DIGO TODOS OS POLÍTICOS SEM EXCEÇÃO, PELO MENOS DESDE 1986.
O PIOR DE TUDO O QUE VEMOS É CERTAMENTE A FALTA DE VONTADE DE QUEM HOJE NOS GOVERNA, NA EUROPA E EM PORTUGAL, PARA PERANTE AS EMPOBRECEDORAS MEDIDAS, APENAS NELAS, VEREM SOLUÇÃO PARA O FUTURO E SÓ COM ELAS SONHAREM PARA CORRIGIR AS FINANÇAS, ESQUECENDO QUE UM PAÍS POBRE E CARENTE, APENAS PODE GERAR CIDADÃOS MENOS FORMADOS E COMO TAL MAIS ATREITOS A SER POBRES.
COM MAIS POBRES, MENOS ECONOMIA, COM MENOS ECONOMIA, MAIS DIFICULDADE EM PAGAR DIVIDAS. ESTA GOVERNAÇÃO TEM AINDA ASSIM CONSEGUIDO FAZER AUMENTAR ALGUNS INDICADORES, A TAXA DE SUICIDIO, A FALTA DE ESPERANÇA, O ABANDONO ESCOLAR, A POBREZA, O DESEMPREGO. ASSIM NUNCA LÁ CHEGAREMOS.
ESTOU CANSADO E MUITO.......................
30-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 29/04/2014
29-04-2013 23:51Diário – O namoro tardio do PSD ao PS. Será a tentativa de casamento por conveniência?

No rescaldo do XIX congresso do PS, mais carta para lá do PSD pela pena de Maduro, mais proposta para cá do PS, pelo discursar de Seguro. Volta o PSD a pedir namoro ao PS. Veremos qual a resposta perante a insistência.
Para os que acusam o secretário-geral do PS, no caso Montenegro e Melo, de demagogia e incongruência discursiva, fazemos a informação que até que os seus senhores, Passos Coelho, Poiares Maduro e talvez Portas, entendam da mesma forma que eles, as propostas de Seguro, devem ficar caladitos.
Ouvimos os dois classificarem as propostas como demagógicas ou impraticáveis. Será que nos seus partidos e no governo também acham isso? Parece que a ideia de namoro que subjaz às cartas e às declarações de Gaspar, não indiciam nesse sentido.
Pois deveriam estes ilustres, dos dois partidos do governo, consertar posições com a linha governativa dos respetivos partidos para não dizerem coisas não suportadas pela prática das estruturas que os acomodam.
Parece que agora dizem que estão dispostos a considerar as propostas do PS e transportar essas ideias para a política governativa. Ver notícia Que lampejo terá dado na cabeça de Passos que o levou a achar que ideias antes consideradas tolas ou impraticáveis, são agora razoáveis e passiveis de enquadramento na governação? Para nós poderá ser uma de duas razões:
1- Passos Coelho já não se entende com Portas e quer apresentar ao neofascista Cavaco uma solução de governo tipo bloco central, garantindo antes essa possibilidade.
2- O governo já percebeu que as suas soluções são efetivamente más, não alcançarão os objetivos pretendidos e querem dividir culpas com o PS, convidando-o para mandar uns bitaites na governação e assim moderar a contestação popular e perpetuar-se na governação até 2015. Digo propositadamente perpetuar-se, pois se ficarem além deste ano, a mim, parecer-me-á uma eternidade esta governação incompetente e sádica.
Pois andando e vendo onde tal namoro levará, eu espero que não leve a casamento, nem tão pouco a arrufo de pombinhos, espero que não haja mais que conversas de famílias mas sem acordo nupcial.
Claro que não sou estupido ao ponto de não achar melhor que, ficando este incompetente governo até esclerosar, por ordem neofascista de Cavaco, algumas boas ideias sejam transpostas para a governação, e se o PS as tem encontrado no nosso entender, elas podem bem ser introduzidas na governação no sentido de a tornar menos sádica e má.
O que espero a bem da democracia e da revolução de políticas liberais é que Seguro não se alie a esta gentinha ultraliberal em nenhum pacto de incidência parlamentar ou governativa.
A Seguro cabe a bem da sociedade portuguesa, discretamente levar a eleições o mais rapidamente possível, para de vez afastar esta incompetente cambada de infantis experimentadores de teorias econométricas, com fórmulas erradas.
CABE A ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, MANTER O DISCURSO MAIS À ESQUERDA E EMBORA SE ENTENDA O NÃO PEDIR ELEIÇÕES, A OBRIGAÇÃO DE LUTAR POR ELAS DE FORMA INSTITUCIONAL SEMPRE QUE REUNA COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
TAMBÉM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SE FOSSE INTELIGENTE E TÃO SÉRIO COMO SE AFIRMOU QUANDO COLADO AO BPNGATE, NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES QUE GANHOU, SE DEMITIRIA POR JÁ NÃO REPRESENTAR TODOS OS PORTUGUESES, AO TER-SE COLADO A UMA FAÇÃO PARTIDÁRIA.
29-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 28/04/2013
28-04-2013 23:44Diário – SEGURO, O PS E O XIX CONGRESSO.

Este intempestivo congresso, aparentemente desnecessário, agora, pela quase unanimidade à volta de Seguro, pode ter sido bem importante em termos de fazer passar a mensagem do PS.
Em tempo de grande amargura para a grande maioria dos portugueses, em tempo de recessão económica, em tempo de crise de valores, em tempo de enorme desemprego, em tempo de desnorte governativo e logo após os dislates presidenciais no seu discurso do 25 de abril. Este tempo de antena dado ao PS em todas as televisões só pode ter ajudado a fazer chegar aos portugueses a mensagem que a direção deste partido quer fazer chegar.
Pois bem, fomos ouvindo várias intervenções de vários oradores, mais ou menos conhecidos, e fomos reparando que a unidade discursiva era mais ou menos evidente, embora possa parecer um pouco forçada em algumas ocasiões. Mais combate ao governo, mais ataque ao presidente da república, mais bicada na Troika, menos bicada na esquerda parlamentar, lá foi evoluindo até ao discurso final de António José Seguro.
Chegados aqui, o congresso passou a ter um interesse superior, já que se esperava desta ultima ida à tribuna, uma apresentação de um projeto de programa de governo. Foi um discurso seguro, apresentou ideias que roçam o brilhantismo, falta que se concretizem caso chegue ao governo. Começo a ouvir falar em salvar empresas que tenham dívidas ao estado e à banca, coisa que nunca antes havia escutado de nenhum político. Esta sim seria uma excelente medida para estancar o desemprego. O nosso tecido empresarial está absolutamente em cacos e terá de ser a juntar os cacos que poderemos alcançar a solução inicial e que poderá levar a um rejuvenescer do nosso tecido empresarial. Sei do que falo por experiencia própria.
Agradou-nos também saber da disponibilidade para a construção de um governo multipartidário caso o PS ganhe as eleições. Acho que pode ter gente de todos os quadrantes políticos desde o PSD ao PCP passando por BE e CDS, desde que a filosofia orientadora seja a da defesa imediata dos portugueses.
Dizemo-lo sem acreditar na possibilidade da solução por radicalismos de várias naturezas, mas achamos do que temos ouvido a personalidade do PSD, do CDS, do BE e da CDU, que seria possível o PS fazer um programa de governo bastante mais à esquerda do que temos tido nos últimos 25 anos, sem chocar grande parte dos membros desses partidos, tal o consenso que se gerou em combater estas políticas governativas com perfume neoliberal de origem europeia, a que se tem dado o nome de austeridade.
Austeridade seria se fosse para todos, mas não é, vejam-se os lucros e os prémios de algumas empresas nacionais e seus gestores. Situação que até poderia ser aceitável se não fossem tais ganhos realizados em cima das perdas e desgraças dos cidadãos mais desfavorecidos, com pagamentos diretos do estado por força de contratos que já há muito deviam ter sido alterados.
No nosso entender deveria o PS tentar encontrar entendimentos à esquerda para fazer com que a balança pendesse para o lado oposto daquele onde sempre tem estado, com os resultados que hoje são visíveis. Assim e dada a natureza intransigente do BE e da CDU, deverá a abordagem ser cuidadosa mas firme, com a afirmação que algum rigor terá de existir para controlar as contas públicas, disso não pode restar a menor dúvida. Não se pode agora ir com toda a sede ao pote, podia partir-se.
Esse rigor deverá incidir sobre esses tais contratos de rendas garantidas primordialmente e em contratações milionárias de serviços absolutamente desnecessários por ter o estado a competência para os fazer. Deverá ser explicado que o memorando existente não necessita de ser rasgado, necessita apenas de ser renegociado de forma a poder deixar de se chamar memorando de agressão e poder chamar-se memorando de ajuda financeira. Talvez a responsabilidade de ter de governar trouxesse alguma temperança a estes partidos de esquerda mais radical, nos quais encontro em termos ideológicos muitas das nossas ambições.
GOSTÁMOS DO QUE OUVIMOS NESTE DISCURSO DE ENCERRAMENTO, SABEMOS QUE NÃO AGRADOU ÀS DELEGAÇÕES DOS OUTROS PARTIDOS PRESENTES NA SALA, MAS CREIO QUE A ESQUERDA PRESENTE APENAS QUERIA OUVIR O RASGAR DO MEMORANDO PARA FICAR SATISFEITA. DEVERIAM "BEBER" NA TEORIA DO RECUO ESTRATÉGICO DO LENINE, PARA SABEREM QUE POR VEZES O ACEITAR PARA ALTERAR É MUITO MAIS PRODUTIVO QUE RECUSAR LIMINARMENTE. AOS OUTROS DA MAIORIA QUE APOIA O GOVERNO, SOMOS TENTADOS A ENTENDER A RETÓRICA DA DEFESA DAS ASNEIRAS GOVERNATIVAS, MAS SEM CONCORDAR COM ELA.
28-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 27/04/2013
27-04-2013 23:52Diário – SWAPS e manipulação das cabeças dos portugueses.

Este assunto dos SWAPS parece ser mais uma das causas deste governo, surgida nesta semana, para desviar atenções.
Pois se não vejamos, este tipo de contratação de SWAPS, que foi possibilitado em 2003 na governação de Durão Barroso, tornou-se um tipo de ferramenta de gestão em muitas empresas do setor empresarial do estado, com a ideia base de cobertura adicional face às oscilações das taxas de juro. Parece que alguns destes produtos financeiros associaram à ideia base, uma outra, a possibilidade de ganhos especulativos.
Questionamo-nos assim, porque será este assunto motivo para conferências de imprensa da senhora secretária de estado e porque terá ela a vontade férrea de colar a Sócrates alguma da responsabilidade das potenciais perdas do estado?
Pois esta colagem a Sócrates até pode convencer alguns, mas creio que não convencerá a maior parte dos cidadãos esclarecidos e minimamente conhecedores da gestão das empresas em causa. O estado tutela, mas não gere as empresas nem tem o direito de se imiscuir nesse tipo de processos, como muito bem saberá a senhora secretária de estado, pois foi administradora da REFER para a área financeira de 2001 a 2007, período no qual foram contratados esses produtos nessa empresa. Diz a inspeção que esses sem a componente especulativa associada. Resta confirmar isso de fonte segura.
Mas algo nos dá prazer e até traz alguma tranquilidade, o facto de que este governo agora já acha que se podem renegociar contratos sobre juros a pagar aos credores. Porque não alarga esta visão então a todos os contratos onde temos juros a pagar? Conseguindo negociar dessa forma na divida pública poupar-se-iam muitos milhares de milhões, agora por ano e não na vigência dos contratos, como no caso dos SWAPS, algumas centenas de milhões.
Folgamos assim em saber que esta frase de Pedro Passos Coelho já não é para seguir à risca e já se admite a negociação ou até a ida para a discussão judicial da legalidade desta divida. Fica a afirmação na AR num dos debates quinzenais em outubro de 2012:
"Eu pertenço a uma raça de homens que não se vira para aqueles que lhe emprestaram o dinheiro e dizem depois que não aceitam chantagem porque querem ver o dinheiro de volta, ou que dizem depois não há o direito de se coagir por se dever"
O mais grave disto tudo é o querer colar a Sócrates estas contratações, quando as assinaturas nos contratos, são de gente afeta ao PSD como é o caso da ilustre secretária de estado. Dois membros do governo já foram embora, os outros ainda não foram sustentando a não ida pelos dossiers importantes que têm em mãos. Não deixa de ter graça esta abordagem, mas dizem algumas opiniões mais conspirativas, que este é um ajuste de contas interno ao PSD e apenas se destina a cortar cabeças a alguns laranjas mais incómodos.
Para rematar o tema, que de todo não me é familiar nem causa gosto de nenhum tipo, digo que este tipo de produtos financeiros, são as causas da desgraça das economias, pois são virtualidades económicas não sustentadas em coisas palpáveis. Digo a título de mera informação o seguinte: Em 1986 os produtos financeiros existentes no mundo eram equivalentes em valor ao PIB mundial em 1986, pois em 2012 os produtos financeiros eram o equivalente a 300% do PIB mundial em 2012. Por aqui se vê que para garantir lucro especulativo a dois terços destes produtos, tem de se encolher no que é economia real ou seja no que é realmente produzido.
Floresce assim a banca e alta finança e definham todos os outros setores, ainda que produtivos e uteis.
PODE E DEVE ESTE OU OUTRO QUALQUER GOVERNO, AVERIGUAR DA JUSTEZA DESTAS FERRAMENTAS DE GESTÃO, PROIBIR OU AUTORIZAR O SEU USO, OU APENAS BALIZAR EM QUE TERMOS DEVEM SER USADAS. JÁ LUTAR JUDICIALMENTE CONTRA A BANCA, SE DEFENDER LEGITIMAMENTE OS INTERESSES DO PAÍS, TERÁ SEMPRE O MEU APOIO, EMBORA ATÉ HOJE NÃO FOSSE O QUE DEFENDIA ESTE GOVERNO.
TENTAR COLAR A SÓCRATES, AS POTENCIAIS PERDAS POR VIA DESTAS CONTRATAÇÕES É QUE ME PARECE MESQUINHO, FALSO, BACOCO E DESPRESTIGIANTE DA CAPACIDADE DE ENTENDER DOS PORTUGUESES. TERÁ ELE TANTA CULPA COMO ESTE GOVERNO NO DUPLICAR DO VALOR DAS POTENCIAIS PERDAS DESDE QUE TOMOU POSSE. EU JULGO QUE NENHUMA CULPA EM NENHUM DOS CASOS.
27-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 26/04/2013
26-04-2013 23:55Diário- A nossa classe política reinante (presidencial)

Só hoje, porque para definir em poucas palavras o discurso do nosso presidente, foi necessário muita concentração e análise.
O pior de tudo é que só consegui encontrar verdadeiro eco do discurso comemorativo do 25 de abril na assembleia da república, realizado pelo prof. dr. Cavaco Silva, no seguinte trecho de um texto de Freud:
"Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados. É até lícito perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização. Isto, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica."
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud´
Coloco a frase a laranja por ser a facção a que Cavaco se colou de forma inequivoca neste discurso que deveria ser de homenageante ao 25 de Abril. Escolho-a porque deste discurso ressalta a ideia da hipocrisia e porque não se nota nem sinal da orgânica civilizacional de que Freud fala.
COM ESTA ESTIRPE DE POLÍTICOS QUE CHEGAM A PRESIDENTE, NUNCA SEREMOS UM PAÍS CIVILIZADO.
26-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO -25/04/2013
25-04-2013 23:58Diário – Os valores do 25 de abril e a entrevista do ex- Sec. Estado da Energia.

Esta madrugada vi e ouvi o Eng. Henrique Gomes, na SIC noticias a falar da razão da sua demissão. Porque não fez o mesmo o ministro Alvaro perante a desautorização?
Como não posso colocar a ligação para o vídeo do programa porque a SIC não disponibiliza gratuitamente, deixo um vídeo onde Jose Gomes Ferreira, o entrevistador fala deste assunto.
Pelas razões que JGF aqui fala, eu digo que tendo prestado atenção à entrevista fiquei estarrecido com a situação e um adepto incondicional do eng. Henrique Gomes, ex membro deste governo de ignorantes e incompetentes. Admiro gente de valores e que não está agarrado ao poder, mesmo que não seja da minha cor política.
Junto outra noticia agora da TVI que esclarece o que iria dizer o homem no ISEG, e do que foi impedido, tendo assim pedido a demissão por razões pessoais. Ouça-se também o que diz o principal beneficiado deste imbróglio, António Mexia, que assim continuará a receber 3.000.000€ de prémios anuais “roubando-os” aos seus concidadãos.
O homem foi pura e simplesmente impedido de falar deste assunto das rendas excessivas pagas ao setor elétrico. Tudo porque afrontava a EDP e os seus acionistas, sobretudo a banca portuguesa e internacional. Ele disse-o sem rodeios, elogio-lhe a coragem e frontalidade.
Como se vê alguém que afronta os grandes interesses, tentando assim defender o estado e assim os portugueses em geral, é imediatamente posto à margem.
Ele tentava poupar algo como 4.900.000.000€ ao estado a pagar à EDP até 2020 e por isso foi logo corrido. É muito mais fácil tirar esse valor aos desgraçados dos pensionistas e desempregados e funcionários públicos e despedir pessoas dos hospitais e escolas, que cortar nos ganhos criminosos destes parasitas bem cimentados na oligarquia do poder económico.
Para exemplo digo que só no setor das renováveis, a EDP em Portugal tem uma rentabilidade liquida, segundo ele, de 46%. Enquanto no resto da europa apenas 12% e no resto do mundo ainda menos que isso.
Este primeiro-ministro e o seu ministro Alvaro, entre fazer o que era certo ou deixarem-se comandar pelo poder económico, escolheram o que tipicamente escolhem os incompetentes, deixar cair o secretário de estado.
Questiono porque terá ficado o ministro Alvaro, que apoiava a estratégia do ex sec. de estado , tendo sido desautorizado desta maneira pelo PM? Ele que até é independente e tem o seu ganha-pão assegurado dando aulas numa universidade fora de Portugal? Se num dia faço a sua defesa, logo no outro tenho de o criticar. Triste sina, a do Alvaro.
Concluo dizendo que o ideal do 25 de abril de 74 está por alcançar hoje ainda, 39 anos depois da revolução dos cravos. Uma parte desse ideal era o ter os mais sérios e honestos a governar, bem se vê por esta situação que só governam os que se deixam manipular pelo poder económico. Era contra isto que muitos lutavam no tempo do fascismo.
DEPOIS DESTA ENTREVISTA SE A OPOSIÇÃO SOUBER SER CAPAZ, DEVERÁ CHAMAR AO PARLAMENTO ESTE SENHOR E APURAR ATÉ QUE PONTO A EDP PODE TER O SEU PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO A ABRIR CHAMPANHE, À CONTA DO ESTADO, APENAS PORQUE CONSEGIU FAZER DEMITIR UM HOMEM SÉRIO.
25-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 24/04/2013
24-04-2013 23:53Diário – Isaltino Morais e a palhaçada do seu processo.

Hoje de novo uma diligente juíza, certamente no uso das suas legais competências, emite mandado de detenção para Isaltino Morais. Mais um disparate, possivelmente.
Se não tiver outra virtude, pelo menos tem o mérito de ter posto um criador de sítios na internet a fazer um trabalho bem interessante, colocando um cronómetro a contar o tempo da detenção do Dr. Isaltino Morais.
Sítio com cronómetro realizado por Marco Almeida.
Agora a nossa opinião acerca do assunto:
Se o caso não colocasse alguém na cadeia daria para rir, se também o motivo dos processos movidos a Isaltino Morais não fosse grave também seria caso de riso. O mau da coisa é que o assunto é sério nas suas duas vertentes.
Se não vejamos,
Isaltino é arguido primário e nunca condenado antes. Foi condenado, depois dos recursos, a dois anos de prisão. Temos a certeza absoluta que por este tipo de crimes nunca ninguém foi condenado a dois anos de prisão efetiva em Portugal. Ou foi condenado a um período que não legitima a suspensão da pena ou a mesma foi de prisão mas com pena suspensa. Como tal achamos nós, que nada nos liga a Isaltino nem à sua cor politica, que Isaltino Morais está a ser condenado como exemplo para possíveis futuros prevaricadores e não respeitando a prática corrente nos julgamentos semelhantes, a tal jurisprudência.
Ora tal condição de aplicação da lei não nos agrada nem é justa por não avaliar dentro do mesmo enquadramento penal todos os cidadãos, aqui prejudicando claramente o cidadão Isaltino por querer fazer dele um exemplo e por ser uma figura pública. Por vezes ser conhecido pode ser prejudicial, sobretudo se afrontam os poderes partidários instituídos.
De todo não queremos branquear o que o cidadão Isaltino, servindo-se das funções que desempenha, possa ter atentado contra a legalidade, não tem a ver com isso esta nossa avaliação da coisa, até porque de todo não conhecemos o processo. Dar opinião sem conhecer pode dar prazer, mas nunca será mais que pura adivinhação, com a total ausência de justiça desse procedimento, a acertar será pura sorte, assim sendo não opinamos. Tem apenas a ver com a aplicação da lei e da avaliação que os juízes fazem disso.
E nem sempre uma pessoa ser condenada e presa representa a aplicação da justiça, muitos são presos sendo inocentes, nunca o estado repondo a verdade de forma reparadora nessas situações. Mas acontece que já uma vez uma Srª Juíza mandou prender o Sr. Isaltino e umas quantas horas depois teve de o libertar, porque não se verificavam todos os preceitos para efetuar a detenção e posterior prisão do arguido.
Agora havendo a possibilidade de o cidadão Isaltino, conhecedor das leis por ter sido magistrado do MP, ter o direito a permanecer em liberdade, não se percebe a atitude de o mandar deter, ele ao que parece nem quer fugir andando por aí. Pois deixem-se os recursos chegar ao seu fim e caso não se altere a sentença, prenda-se nessa altura. Entendendo eu como muito injusta tal prisão pela medida da pena sem a respetiva suspensão. Assim soa a algum tipo de perseguição pessoal.
Tais atitudes por parte de um certo grupo de ingénuos e incompetentes juízes apenas concorrem para o descredito dos cidadãos na nossa justiça. Contentam-se com um momentâneo e fugaz protagonismo.
Caso o Dr. Isaltino venha a ser libertado esta juíza coloca a ridículo a justiça e a forma de ser aplicada. Vindo o populismo e a ignorância dos opinantes a levar as pessoas a dizer que alguns escapam sempre, colando isso à capacidade económica ou ao lugar político que ocupam.
Nada disto aproveita ao país nem à muito nobre arte de aplicar a justiça.
Claramente, hoje muitos senhores e senhoras vestidos com toga preta atrás das tribunas das salas de audiência não têm estrutura moral nem experiencia de vida que lhes permita desempenhar a sua função de forma capaz e sabedora. Arrastando assim toda a corporação para a baixa classificação quando os cidadãos julgam o desempenho da justiça portuguesa.
AFLIGE-NOS A DISCRICIONARIDADE COM QUE OS SENHORES JUIZES AVALIAM AS CAUSAS E A FORMA INTUITIVA COMO SENTENCIAM EM FUNÇÃO DAS SUAS CRENÇAS, DEMONSTRANDO UMA VONTADE FERREA DE MOSTRAR PODER.
SE ESTE HOMEM NÃO MANIFESTA VONTADE DE FUGIR, SE HÁ MECANISMOS DE O IMPEDIR DISSO, NÃO PERCEBEMOS A PRESSA EM O PRENDER. IMAGINE-SE QUE OS RECURSOS LHE SÃO FAVORAVEIS, COMO REPARARÁ A SRª JUÍZA TAL DETENÇÃO.
DEFENDEMOS INTRANSIGENTEMENTE O PRINCIPIO QUE: MAIS VALE DEIXAR ESCAPAR DEZ CRIMINOSOS QUE CONDENAR UM SÓ INOCENTE, DE TODO NÃO ATRIBUINDO A CONDIÇÃO DE INOCENTE AO DR. ISALTINO, PARECE MESMO QUE NÃO É, MAS ISSO NÃO LEGITIMA O DESRESPEITAR DA LEI POR PARTE DOS JUIZES.
24-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 23/04/2013
23-04-2013 23:50Diário – A execução orçamental e o pacote de medidas do ministro Alvaro.

O ministro Alvaro hoje no final do conselho de ministros apresentou um listado de medidas que se forem à prática podem trazer benefícios à nossa economia. Mau é se for apenas propaganda para acalmar os contestatários.
Os anúncios de boas medidas foram em catadupa, apenas se pergunta, porquê agora e só agora, estas medidas que não custam dinheiro ao estado, do que depreendo, já não podiam ter sido há mais tempo? Em nosso entender, podiam e deviam tal como temos vindo a dizer faz meses ou anos. Até pareço o Cavaco a autoelogiar-se.
Anúncios ao minuto do ministro Alvaro. In Expresso
Bom admitamos que vale mais tarde do que nunca. O que nos parece bem seja anunciado por quem for será sempre bem-vindo, acho que o governo é incompetente, mas nunca direi mal de medidas que me parecem bem. Veremos se passam à prática e de que forma vai ser distribuído o montante dos financiamentos por regiões e setores de atividade, além de que condicionalismos serão colocados na análise do risco por parte da CGD, na atual conjuntura se não aligeirarem os critérios, o dinheiro será para os mesmos de sempre. Os que não precisam dele.
Hoje nem pareço o MALDOSO CAMPÓNIO dos outros dias, tão bem estou a tratar o governo, pois bem, contra as minhas previsões a execução orçamental do 1º trimestre nem correu assim tão mal como eu previa, embora revele um continuo afundar da economia pela baixa brutal da receita proveniente do I.V.A. É que exportar não gera I.V.A, já alguém teria pensado nisso? As mais-valias geradas na transformação para a exportação são isentas de I.V.A ao abrigo do nº 14 do artº 1 do CIVA. Depois outra atividade que gerava brutais receitas de I.V.A era a construção e agora está absolutamente parada ou quase.
Bem sei que esta analise não leva em linha de conta a devolução que vai ter de fazer por via do chumbo do TC a certas medidas. De qualquer das formas, ainda que não estejam contabilizadas, se estivessem não se passaria o limite acordado com a Troika, essa já é uma excelente noticia. Esperemos que a coisa se confirme e que os números não tenham sido manipulados.
Pois hoje e após desgraças consecutivas o governo teve um dia bem simpático e que pode ser um dia bem interessante para os portugueses a passarem à prática os anúncios do ministro Alvaro e os números da execução serem os apontados.
Ver noticia da analise da execução orçamental in Expresso
Agora em Maio virá o orçamento retificativo que acomodará todos os desvios, logo veremos o que trará de cortes e o que isso provocará na receita e despesa até final do ano.
Para concluir, sempre achámos este governo incompetente, e muito provavelmente estas medidas mais não são que o serenar as coisas por agora em termos políticos e de contestação, se assim for não passarão à prática e não sortirão nenhum efeito positivo sobre a economia e o descalabro continuará até à debacle final.
Mas estas medidas por si só nunca chegarão, e teremos de cair no segundo resgate e nem por isso eu acho que será pior, antes pelo contrário. Tranquiliza-me muito mais que voltar aos mercados nas condições frágeis em que estaremos por muito tempo, e cair nas mãos dos especuladores. Começarei a moderar a minha classificação de incompetência do governo se falar a verdade e anunciar a negociação de um segundo resgate. Já se viu que não vamos ter dinheiro a taxas decentes nos mercados. Se a Troika ficar, mas devidamente subordinada e a fiscalizar o acordado mas este acordo for simpático para Portugal, pois fique e seja bem-vinda.
Continuo a achar que estes três credores nos deviam emprestar tudo o que precisamos para lhes ficar a dever só a eles e assim se ir reduzindo as necessidades de financiamento nos mercados como objetivo de começar a baixar o rácio da divida no PIB.
ESTE GOVERNO NÃO PASSOU DE BESTA A BESTIAL, MAS NEM O MAIS INCOMPETENTE DOS GOVERNOS FAZ SEMPRE TUDO MAL. HOJE TEM O NOSSO BENEFICIO DA DÚVIDA, NÃO O NOSSO APLAUSO, PORQUE GATO ESCALDADO DA ÁGUA FRIA TEM MEDO.
23-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 22/04/2013
22-04-2013 23:35Diário – Barroso e a sua nova visão da austeridade

Lemos hoje que Durão Barroso presidente da comissão europeia, disse umas coisas que não lhe ficariam mal se ainda fosse membro do MRPP.Tal o alinhamento com a oposição mais à esquerda.
Claro que o sentido do que dizemos acima não é criticar o presidente da comissão europeia pelo que disse em termos literais, antes pelo contrário estamos completamente de acordo, achamos mesmo que a não ser correta a “narrativa” será porque ainda tenta esconder as evidentes asneiras desta política económica, admitindo que até pode ser acertada.
Veio hoje em pés de lã o Sr. Durão Barroso, dizer que esta política de cega austeridade é impossível de implementar e que embora os tecnocratas e técnicos da econometria e das folhas de Excel, digam que este é o rumo certo economicamente, não sabem como implementá-lo nas sociedades e nomeadamente nos países. Não sabem nem podem saber, nunca ninguém o fez sem uso dos mecanismos cambiais e nunca foi feito dentro de uma união económica com vários países, sem união bancária e sem uniformidade fiscal. Esta atitude aplicada aos periféricos pode eventualmente funcionar para a Irlanda que nunca teve um problema económico, apenas tinha problemas no setor bancário, mas nunca para os outros.
A nós parece-nos que baixando o PIB, e mantendo deficits, cada dia mais nos afastaremos da possibilidade de pagar. Mas para piorar toda a situação, a política de consolidação gera desemprego e baixa a receita do estado logo mais deficit, o que implica imediatamente mais dívida.
Não é por isso uma questão social ou política que impede a aplicação destas tecnocráticas e experimentais medidas, é mesmo a questão económica. Essa e só essa, porque não funciona e agrava todos os problemas que pretende corrigir, é que leva a que as pessoas não aceitem a sua aplicação, é o empobrecer das pessoas que gera a impossibilidade social e política.
Mas não era necessário ser muito inteligente para o ter percebido, bastava olhar para a Grécia com a devida adaptação temporal para o entender. Mas o que preferiram e ainda preferem hoje os nossos governantes? Demarcar-se da Grécia e colar-se à Irlanda, numa hipócrita e bacoca tentativa de enganar os mercados e os credores, convencendo-os de uma realidade que não existia nem existe.
Sempre o dissemos em relação à Grécia e agora dizemos o mesmo para os espanhóis que dizem que não são os portugueses, efetivamente não são os portugueses, mas em termos de finanças públicas são iguaizinhos a nós e aos gregos e aos italianos. Efetivamente têm economias mais fortes, mas também os números são outros e as contas não estão ainda tão claras como as nossas e as gregas. Se a política da UE não mudar, ficarão na nossa situação e ainda pior no que respeita ao desemprego.
Temos dois caminhos, um mais europeu, outro mais nacionalista, para tentar ultrapassar esta terrível situação:
1º -- A europa mudar de paradigma de união, construir a união bancária, instalar a uniformização fiscal e criar endividamento com risco comum, as tais eurobonds ou lá como se chamam. Garantindo assim uma taxa de juro, nos mercados, que só por si quase anularia o deficit, poupando ao nosso orçamento mais de 5MM€ por ano se a taxa fosse a da Alemanha. Situação que permitiria anular a parte remanescente do deficit pela via da receita pelo crescimento económico daí resultante. Tudo até sendo possível baixar os impostos e aliviar a sobrecarregada classe média.
2º -- O caminho mais nacional será, o nosso governo, aceitando as dicas dadas pelo Eurogrupo, pelo FMI e agora por Barroso:
- Renegociar sozinho com os credores, várias medidas que permitam pagar a divida e ao mesmo tempo manter as finanças públicas a funcionar. Como será isso possível? Baixando os juros anuais para metade, obter um período de carência para as amortizações do stock de divida, dilatar os prazos de pagamento para um universo temporal de 35 a 40 anos.
- Rapidamente o governo aplicar medidas que combatam o desemprego e primordialmente estanquem as insolvências das empresas, principal razão do desemprego. Isso faz-se injetando dinheiro nas empresas e como contrapartida obrigando-as a contratar pessoal.
- Para que as empresas necessitem de mais pessoas será necessário dar algum poder de compra aos mais desfavorecidos, aumentando as pensões mais baixas e o salário mínimo de forma significativa. Em ambos os casos nunca menos que 20%.
- Pode ainda ser um novo resgate (só do FMI) a forma de resolver este problema da dívida, mas de montante capaz e prazos enquadráveis nas nossas possibilidades, bem como com taxas de juro indexadas ao crescimento ou ao aumento das exportações.
Supomos que tal negociação se poderá fazer por via direta com estados com liquidez para afastar os mercados desta equação, pois estes têm um voraz apetite pelo lucro a qualquer preço. Dever-se-iam cobrir por estes novos empréstimos os pagamentos a fazer mais brevemente, contratando-os por prazos dilatados da ordem dos atras falados.
Estas medidas de austeridade ao mesmo tempo em todo o lado, cumulativamente a tentativa de todas as economias mundiais fazerem das suas exportações o motor para equilibrar as finanças próprias e ainda a diminuição das importações como equilíbrio das balanças de transações com o exterior, levou a esta indescritível situação em que a europa se encontra.
RESTA-NOS AVANÇAR POR UM DOS CAMINHOS, OU COM A EUROPA NO EURO COM A MUTUALIZAÇÃO DA DIVIDA, OU FORA DO EURO E DA EUROPA PELOS PROCESSOS ENUNCIADOS.
O MEDO DO DEVIR E O MANTER DESTE CAMINHO DE EMPOBRECIMENTO APENAS NOS LEVARÃO A UMA SITUAÇÃO PIOR QUE A QUE TEMOS.
22-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 21/04/2013
21-04-2013 23:57Diário – Opinião do Eurogrupo, na análise de Gaspar e de Seguro.

Esta gente ou não conversa uns com os outros ou entendem a mesma coisa de forma diferente.
Hoje vem Seguro dizer que das palavras do presidente do Eurogrupo retira que este está aberto à renegociação do memorando. Mas eis que Gaspar, sobre a mesma declaração do tal holandês que por vezes diz coisas inusitadas, chama a atenção para o facto de que estamos a fazer interpretações erradas do que o tal senhor presidente do Eurogrupo.
Na perceção de Seguro o homem disse que porque Portugal se tem esforçado mas a coisa está cada dia pior, teremos de renegociar os prazos e os valores a consolidar em cada ano. Dizemos que esta é também a nossa leitura do que disse o tal holandês de nome muito estranho (Jeroen Dijsselbloem). Leitura que dá razão ao que tem vindo a dizer António José Seguro que será um dos pilares da mudança.
Já o ministro Gaspar, refém da sua política de austeridade assente em modelos econométricos e folhas de Excel que ao que parece têm alguma formula errada, vem dizer que se está a fazer uma análise errada das palavras do tal senhor. Aqui é que já deixamos de novo de entender se Gaspar defende os interesses do nosso país ou se como dizem os jornalistas irlandeses defende os interesses dos credores, agora com a Troica à cabeça. Mas não será do interesse de Portugal levar à letra o que disse o tal holandês e forçar a renegociação de prazos e valores? A nós claramente parece-nos que sim. Bem sabemos que deve custar muito ao inteligente e calmo Gaspar, admitir que espavoridos Comunistas, Bloquistas e Socialistas da nossa parvónia, têm tido razão na oposição discursiva que têm movido a sua excelência o ministro das finanças quando este defende a austeridade como único caminho.
Nós acreditamos que o governo Português estará a lidar com gente inteligente, assim sendo não será difícil explicar a essa nobre gente que este caminho não está a produzir os resultados esperados, a continuar esta prática no final do resgate estaremos pior que no início dele. Achará pelo contrário o senhor ministro Gaspar e seu chefe Coelho que esta gente é uma cambada de bárbaros e não entendem nada? Como tal não admitem alterações ao inicialmente estipulado, ainda que tal prática leve Portugal ao colapso económico com maiores custos para toda a gente, até para os credores, imagine-se.
O homem que lidera o Eurogrupo, abriu as pernas todas, o que não terá percebido o ministro Gaspar daquelas palavras? Será burro ou apenas teimoso? Custar-lhe-á admitir que é um mau ministro das finanças? Que é um economista tecnocrata que nunca teve de gerir coisa nenhuma? Que começou a tropa por general sem perceber nada de serviço militar? Pois a nós parece-nos claro que é isto que está a acontecer. Resume-se bem numa frase da sabedoria popular esta atitude do nosso governo: São mais papistas que o papa. O mau disto é que não tinham nenhuma experiência de gerir coisa nenhuma.
Perante esta falta de argucia e de discernimento político restaria a um mau ministro mas bom patriota e ser inteligente, pedir a demissão. Fundamentaria facilmente a sua atitude no facto de já ser o único a acreditar num remedio que apenas levará à morte.
POIS DEMITA-SE SENHOR MINISTRO VITOR GASPAR, TALVEZ A SUA DEMISSÃO FAÇA A MÚMIA QUE DORME EM BELÉM, DESPERTAR PARA A REALIDADE E DISSOLVA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.
21-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 20/04/2013
20-04-2013 23:58Diário – As divergências na coligação e o célebre nem mais dinheiro nem mais tempo.

Lemos hoje que será Paulo Portas quem está a travar a aplicação drástica de algumas das medidas propostas por Passos e Gaspar.
Parece mesmo que alguns ministros já começam a fazer esforços para aguentar a situação de algum desentendimento nas reuniões do conselho de ministros, lançando desabafos impróprios em pessoas que têm a obrigação de nos governar competentemente.
Para aqueles que ingenuamente teimam em não perceber que a única coisa que ainda mantem a coligação e o governo é a ansia de se agarrar ao poder, basta irem lendo a comunicação social, escutando alguns comentadores e observarem as manobras táticas do CDS para tentar passar pelos intervalos das gotas desta chuva acida que são as medidas de austeridade propostas pelo governo.
Continuamos por isso a dizer que por muito e bem que mintam em relação à solidez da coligação, não vão conseguir manter a mascara por muito mais tempo. Nesta operação de mentira cosmética participa claramente o senhor presidente da república ou então é um dos milhões de ingénuos que acreditam na solidez da coligação e do apoio parlamentar dos dois partidos. Mas se ao normal e comum dos cidadãos se pode aceitar tal ingenuidade, ao presidente da república, que tem centenas de assessores, tanta ingenuidade soa a burrice ou má-fé.
O tempo mostrará, no que respeita aos partidos da coligação, que é mais o que os separa que aquilo que os une, ainda que façam um teatral esforço para demonstrar o contrário.
Para encerrar este assunto digo que para todos perceberem que, este governo já não tem força anímica nem coordenação, basta compararem a postura do senhor primeiro-ministro no último debate quinzenal na AR com a dos anteriores debates. Já não tinha o ar de superioridade, já não se ria das intervenções dos deputados dos partidos da oposição, chegando mesmo a quase bajular a sabedoria e cultura democrática dos que antes criticava ferozmente. Tal será o desnorte e a falta de soluções que grassa nas reuniões do conselho de ministros, que ao que parece frequentemente descambam em acesas discussões.
Paralelamente a esta situação de instabilidade politica no seio do governo e da coligação, vão-se ouvindo umas atoardas vindas daquele impoluto presidente do Eurogrupo.
Noticia sobre declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem
Agora em clara oposição ao discurso anterior da UE e ao discurso atual e anterior do governo português, veio dizer que Portugal poderá pedir um prolongar do ajustamento. Socorrer-me-ei aqui de novo Churchill para demonstrar a forma de atacar o problema por parte da UE. Churchill, numa das suas alocuções dizia perante o tardar da decisão norte americana em entrar na II guerra mundial: “Os americanos vão ajudar-nos nesta guerra por uma simples razão, é a de que sempre fazem a coisa certa. Mas fazem-na apenas depois de ter experimentado todas as outras hipóteses”, tal situação compara com as posições do Eurogrupo e dos credores da Troika, admitem sempre fazer a coisa certa mas apenas depois de terem levado à desgraça os países sobre ajustamento, por lhes terem imposto medidas desnorteadas e sem nenhum resultado positivo.
Onde ficará agora a frase forte do primeiro-ministro e do seu lacaio Gaspar? A tal frase:” nem mais tempo nem mais dinheiro”. Pois é que agora ficam com a batata quente nas mãos ou admitem o falhanço inicial, aliás por demais visível, aceitando a proposta e desmentem assim toda a sua anterior retorica, dando com isso razão à oposição. A outra hipótese é manter a estupida posição e não aceitar esta abertura continuando a sujeitar o país a uma austeridade tola e sem sentido levando-nos ao mesmo resultado só que mais tarde e sacrificando os portugueses de forma criminosa.
Que ninguém tenha dúvidas, sem medidas drásticas de renegociação do memorando para condições possíveis de levar à prática, estaremos condenados a segundo resgate e a um subsequente perdão de parte da dívida. Seremos assim o que sempre fomos iguais à Grécia, só que um povo ainda mais pobre e menos reivindicativo.
CONTINUAMOS A BATER NA MESMA TECLA, A INSTABILIDADE POLÍTICA É GRITANTE NO SEIO DA COLIGAÇÃO QUE NOS GOVERNA, AS POLÍTICAS DO GOVERNO APENAS TÊM AGRAVADO A JÁ PÉSSIMA SITUAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS, TORNANDO ASSIM INJUSTIFICÁVEIS OS SACRIFICIOS A QUE OS PORTUGUESES ESTÃO SUJEITOS.
O EUROGRUPO ADMITE A POSSIBILIDADE DE MODERAR A AUSTERIDADE E A NECESSIDADE DE PROMOVER O CRESCIMENTO, EM OPOSIÇÃO AO QUE SEMPRE DISSE ESTE INCOMPETENTE E GENOCIDA-SOCIAL GOVERNO.
ORA SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ESTAS NÃO SERIAM JUSTIFICADAS RAZÕES PARA DEMITIR ESTE GOVERNO DISSOLVENDO A JÁ NÃO REPRESENTATIVA, DA VONTADE POPULAR, ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? QUANTO A NÓS CLARAMENTE AS ATRÁS CITADAS CONDIÇÕES OBRIGARIAM UM CONSCIENTE PRESIDENTE A FAZÊ-LO.
20-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 19/04/2013
19-04-2013 23:53Diário – Cavaco Silva e a sua hipocrisia.

Hoje fiquei estarrecido ao ler o que Cavaco Silva disse no Peru, foi tão só isto : "não há democracia sem justiça social". Ele não é o Presidente da República de Portugal?
Para usar um português típico do meio rural onde cresci, vou dizer que ele existe cada marmelo, ele há gente que diz cada disparate, que já não entendemos nada de nada. Ora digam-me cá, Cavaco Silva não é o presidente de Portugal? Eu achava que sim, embora não goste nada do facto, mas é a vida tenho de o aturar.
O que não tenho de aturar é o facto do rapaz de Boliqueime não perceber que a constituição o obriga a respeitar a democracia e que ele jurou cumprir e fazer cumprir a constituição. Pois se como muito bem disse, deve ter lido em algum sítio pois não cremos que tenha percebido isso sozinho, sem justiça social não há democracia, porque cargas de água ainda não dissolveu a assembleia da república? Saberá definir justiça social ou faltar-lhe-á coragem para atuar?
Concordo integralmente que sem justiça social não há democracia. Mas não vivemos em Portugal um momento de absoluta falta de justiça social? Porque está então tão calado cá e fala no Peru? Quererá marcar a diferença de Portugal com o Peru? Se for isso além de ser deselegante por lá, está a mentir, pois cá também muita gente já passa fome e vive sem o mínimo indispensável, enquanto outros recebem 3.000.000€ por anos de prémios (MEXIA na EDP).
A desigualdade de rendimentos é geradora de conflitos sociais e de injustiça social, como tal isso é o que temos por cá já há bastante tempo. Não somos por isso uma democracia em Portugal e tal situação foi alcançada debaixo dos mandatos deste presidente da república. O que terá estado a fazer nas longas jornadas de trabalho em Belém, segundo o próprio, para não ter percebido o que se passa? Bem sei que o avançar na idade traz algumas consequências a nível intelectual, mas ainda sabe dizer uma verdade insofismável: “ NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM JUSTIÇA SOCIAL”. Pois se ainda não deu conta que esta é a situação portuguesa, FALTA DE JUSTIÇA SOCIAL, está na hora de trocar de assessores, pois está mal informado, de fazer uma consulta ao psiquiatra para avaliar as faculdades cognitivas ou melhor ainda demitir-se por se achar incapaz de perceber o que se passa no seu país.
O atentar à democracia, não configura um não regular funcionamento das instituições democráticas? Eu julgo que sim. Esta situação de não regular funcionamento das instituições democráticas, não o obriga a dissolver a assembleia da república? Também julgo que sim. Então porque não o faz o senhor presidente da república? Julgo que por mera covardia política ou para proteger os governantes do partido do seu coração.
Para concluir digo que este senhor presidente é uma nulidade em termos de necessárias atitudes. Quando fica calado muito tempo achamos que devia falar e chamar a atenção para certos factos, mas quando fala logo achamos que se estiver sempre calado é muito menos grave a situação pois ao menos não diz banalidades. Não porque a afirmação não esteja correta, está corretíssima, mas se não entendêssemos que ele sabe isso ainda o poderíamos desculpar, assim não podemos.
É GRITANTE A INJUSTIÇA SOCIAL EM PORTUGAL, FAÇA ENTÃO ALGUMA COISA PARA REPOR A ORDEM DEMOCRÁTICA SENHOR PRESIDENTE.
DISSOLVA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E DÊ AO POVO A SUA SUPREMA MANIFESTAÇÃO DE LIBERDADE DEMOCRÁTICA, O ESCOLHER QUEM O GOVERNA.
19-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 18/04/2013
18-04-2013 23:58Diário – Anticomunismo primário por falta de sabedoria ou cultura ideológica.

Este texto que hoje escrevo e onde tento explicar o que sente um normal cidadão com ideais distributivos de esquerda, quando atacam os comunistas ou socialistas sem nenhuma razão ideológica, mas apenas colando-os a fantasmas do passado, tem por base as desinstruídas e mal-educadas conversas de algumas pessoas com que vou sendo confrontado.
Passarei adiante a descrever algumas das ideias que vou ouvindo e lendo nos mais diversos comentários de pessoas sem o mínimo de inteligência, cultura ou sequer sentido democrático. Pessoas essas, que esquecem que a diferença de ideologia não significa mais ou menos sabedoria nem mais ou menos acerto apenas ideias diferentes de caminho para atingir um fim. Para que fique claro a igualdade ambicionada pela esquerda, assente no esforço e trabalho dos cidadãos, é a matriz ideológica do socialismo e comunismo.
Já a arrogância, a má educação e a estupidez plasmada em algumas ideias e frases, ditas por pessoas que em cada comunista encontram um inimigo, ainda que dele não saibam nada como pessoa ou cidadão, me faz pensar que se calhar somos demasiado tolerantes com pessoas que não se sabem comportar em sociedade e não têm pelos outros o respeito que temos por eles.
Ouço a alguns que os partidos de esquerda não são democráticos, dizem-no com a maior certeza e convicção, mas apenas baseado na sua mirabolante opinião, pois não o baseiam em nada concreto ou sequer dito ou defendido por alguém desses partidos. Demonstrem-me essas iluminadas cabeças respondendo às seguintes perguntas: onde é que esses partidos já demonstraram vontade de subverter ou derrubar a democracia? Participam ou não ordeiramente os deputados de esquerda nas discussões parlamentares? Trabalham ou não de acordo com as regras das comissões parlamentares? Nas autarquias geridas por esses partidos há mais ou menos queixas dos cidadãos que nas geridas por outros partidos?
Gostam de fazer colagens bacocas e ridículas a sistemas comunistas ditatoriais que caíram em desuso, tal como caíram as ditaduras europeias ou sul americanas, de cariz fascista ou mesmo nazi, como a Italiana, a Espanhola, a Grega e Alemã e mesmo a mais moderada delas, a Portuguesa de Salazar e Caetano, ditaduras onde se reviam as pessoas que hoje se reveem nos partidos mais à direita do espetro político europeu. Será que podemos chamar fascistas ou nazis aos simpatizantes desses partidos mais à direita, apenas porque se revê neles, gente adepta dessas ditaduras?
À anterior pergunta eu sei, posso e quero responder, e respondo categoricamente NÃO.
Não podemos chamar a essas pessoas fascistas ou nazis, até o podem ter sido em tempos, mas agora se com mais ou menos vontade, se sujeitam às regras democráticas, são democratas. Pois reconheça-se o mesmo direito às pessoas comunistas ou bloquistas ou seja o que for da esquerda parlamentar.
Já não me verão ou ouvirão nunca aceitar os ideais de gente extremista e com ideias de superioridade de uns em relação a outros, como os radicais de extrema-esquerda ou extrema-direita. Sejam lá de que origem, credo ou região forem, nunca serão por mim tolerados embora ache que devem poder concorrer a eleições e contrariamente a outros, ditos democratas, se ganharem devem poder governar e não serem boicotados como já aconteceu na Áustria. Felizmente nunca ganharão, não têm força nem coragem para fazer revoluções, até porque as suas causas são imorais e estupidas. Funcionam em grupos como bestas ferozes e atacam os indefesos, mas nunca terão coragem para afrontar os poderes instalados.
Também saberíamos insultar e maltratar verbalmente esta gente que o faz aos comunistas e socialistas. Mas agora e usando de alguma imodéstia digo, isso faria de quem é superior em termos morais, semelhante aos vermes ideológicos que o fazem aos outros.
Concluindo diremos, usando a sabedoria popular, que “VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AO CÉU”, ou “ OS CÃES LADRAM MAS A CARAVANA PASSA”.
PORQUE SERÁ QUE SENDO A MILITANCIA NOS PARTIDOS DA ESQUERDA MENOS QUE 20% E NUNCA NENHUM DESTES PARTIDOS TER ALGUMA VEZ GOVERNADO DESDE O PREC, AINDA INCOMODAM TANTA GENTE OS IDEAIS DE ESQUERDA? JULGO QUE SERÁ AQUILO QUE REPRESENTAM E QUE AINDA INCOMODA ALGUMAS CONSCIENCIAS MENOS ADAPTADAS À DEMOCRACIA.
18-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 17/04/2013
17-04-2013 23:47Diário – Manuel Alegre e seu discurso, comparado a quem foi eleito para presidente da república.

Ontem vi e ouvi na TVI numa entrevista com a Judite Sousa o ex-candidato a presidente da república Manuel Alegre. Escutei atentamente as suas palavras e a sua ideia de política e as premissas em que sustenta a sua ideologia.
Dessa entrevista, a TVI ainda só tem um trecho disponível nos seus vídeos, ou eu não sei fazer a busca para encontrar o vídeo certo.
Vamos ao que interessa, esta entrevista num tom calmo pausado e de excelente português, com enorme limpidez de raciocínio e simplicidade linguística, demonstra que quando os portugueses escolheram Cavaco Silva por alternativa a este senhor Manuel Alegre ou estavam tolos ou Salazar teria alguma razão para justificar o impedimento de eleições livres na falta de cultura política dos portugueses. Estaríamos muito mais bem representados se ele tivesse sido eleito por vez do atual presidente.
Este senhor fala bem, sabe do que fala é ideologicamente o que entendemos como acertado para ser o timoneiro no atual panorama de crise e de deriva neoliberal. Embora defendamos que a figura do presidente da república é pouco importante no enquadramento político português, um presidente com o perfil de Manuel Alegre seria bem mais atuante que o atual presidente que apenas fala generalidades e faz apelos chamando a atenção para o que já disse alguns anos antes. Não faz nada, mas diz que o que está a acontecer ele já tinha previsto e alertado. Só algum avanço na idade e alguma senilidade podem explicar os entendimentos e atuação do nosso presidente.
Diz Manuel Alegre, bem no nosso entender, que a este governo só restaria a dignidade de se demitir e que o povo deveria pronunciar-se em eleições. Também nós o defendemos como única saída para esta situação de marasmo governativo onde só a redução da despesa interessa, ainda que depois essa redução se mostre contraproducente como temos visto. Este governo não só não promove nenhum tipo de medidas estimulantes da economia como tem vindo a destruir o tecido empresarial deste país. Não governa e antes desgoverna. O pior desta inatividade governativa, fora do estrito agradar à troika, é que tem agravado todos os indicadores para os quais tem dirigido todas as energias do governo. Conter a divida, reduzir o deficit e os cortes da despesa são muito inferiores aos que pretendia bem como a receita fiscal bem abaixo do previsto.
Tudo o que atrás foi dito seria de relativo interesse se os portugueses não estivessem a ser sujeitos a um clima de tortura e ameaça permanente de ainda vir a piorar a coisa. Esta situação destrói a esperança de qualquer cidadão bem-intencionado e coloca a maioria dos portugueses apenas a preocupar-se em como pagar as suas contas e em torna-las cada dia mais pequenas em detrimento de pensar em como pode ser mais produtivo e impulsionador da economia.
Para concluir, não temos grandes dúvidas que se Alegre fosse agora o nosso presidente estaríamos numa situação politica bem diferente, pois este governo ou arrepiava caminho ou a assembleia da república seria dissolvida e convocadas novas eleições. No entendimento de Manuel Alegre esta assembleia com estes deputados já não representa o povo que os elegeu, isto dependendo do ponto de vista pode perfeitamente ser entendido como um irregular funcionamento das instituições. Já para não falar nas divergências no seio da coligação governativa e na instabilidade que isso provoca. Também a forma leonina com que o primeiro-ministro se dirigiu ao TC pondo em causa a sua atuação, nos parece a nós e a Alegre um atentado ao regular funcionamento das instituições.
SE ALEGRE FOSSE O PRESIDENTE, ESTE GOVERNO JÁ TERIA OUTRA GOVERNAÇÃO OU JÁ TERIA SIDO POSTO FORA.
TERIAMOS GANHO MUITO, EM TERMOS DE POSTURA, DE IMAGEM, DE DISCURSO E EM TERMOS POLÍTICOS SE NAS ULTIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS TIVESSEMOS MANDADO O PROF. CAVACO IR AQUECER OS PÉS À SUA MARIA LÁ PARA A QUINTA DA COELHA E TIVESSE-MOS ELEITO MANUEL ALEGRE PRESIDENTE DA REPUBLICA.
17-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 16/04/2013
16-04-2013 23:53Diário – Seguro e o quanto nos parece, agora, menos inseguro.

Hoje e após envenenado e tardio convite de Pedro Passos Coelho o líder do PS lá aceitou o convite endereçado por carta. Ao que parece vão reunir amanhã de manhã.
Pois veremos o que sairá desta conversa dos dois amigos vindos das jotas dos respetivos partidos. Esperamos nós que o discurso mais aceso e de rutura com a linha mestra da governação seja para manter por parte de Seguro, preservando assim uma identidade de esquerda absolutamente necessária a uma mudança de políticas.
A coisa vista numa perspetiva de ganhos partidários, até poderia ser bom dar corda a este governo, de modo a esta gente fazer toda a desgraça, ou seja cortar e cortar tudo e mais alguma coisa e assim cavarem o descontentamento popular nas próximas eleições e pouparem o PS a ter de ser impopular nalgumas medidas mais austeras para atingir a consolidação orçamental. Esperamos que não seja essa a estratégia e que se mantenha o discurso anti austeridade que tem vindo a ser trave mestra do discurso do PS.
Para nós a solução tem de ser bem diferente do caminho traçado pela Troika e seu ministro das finanças Gaspar, que devia defender os interesses de Portugal mas como se diz na Irlanda mais defende os da Troika que os do seu país. Esta escolha entende-se perfeitamente, é um teórico e acha que tudo pode ser reduzido a econometria, engana-se como os resultados mostram. Devia ler os discursos de Lagarde onde assume que um euro de austeridade provoca de redução do PIB o dobro do previsto no início dos programas de austeridade. Já o sabem bem, ainda assim nunca assumem o erro e mantêm que este é o caminho para resolver o problema. Acreditem não será como o tempo virá a mostrar.
Assim se Seguro quer ser patriota terá de manter o rumo do corte com a austeridade e abandonar a teoria de 2/3 do lado da despesa e 1/3 do lado da receita. A nós nada nos choca se a receita do estado aumentar e os impostos se mantiverem ou até baixarem. Temos a certeza que tal é possível e este poderá ser um caminho para a consolidação pela via do aumento da base tributável fruto do crescimento económico. Temos de reduzir a nossa dependência agroalimentar do exterior e manter nesta linha a relação importação/ exportação que vimos mantendo há 4 ou 5 anos, sim já vem de Sócrates este caminho.
Devemos continuar a baixar a nossa dependência energética e continuar a apostar nas fontes renováveis, diminuir bastante a importação de automóveis fabricados sobretudo na Alemanha, aqui até considerando os carros com valores mais elevados como artigos de luxo e aplicando uma taxa suplementar de IVA.
Concluímos assim que teremos de reduzir o deficit e parar o endividamento, mas já percebemos que não será continuando a fazer insolventes as empresas e criando desemprego que tal se alcançará. Cada dia estamos mais longe com esta austeridade e suas nefastas consequências. Desenganem-se aqueles que acham que isto é uma guerra da função pública a não querer perder o seu estatuto e contra os funcionários da privada, vejam-se o que os cortes de entre 20 e 30% nos rendimentos de funcionários públicos e pensionistas, já baixaram o consumo interno e o desemprego que tal causou, note-se que todo no setor privado. Corte-se nas despesas do estado alguma coisa mas não pela via da redução do rendimento do trabalho dos funcionários públicos, seja pela via do salário ou do despedimento.
Não se pode mudar o tecido social e o peso do estado na economia em dois ou três ou mesmo dez anos, este é o erro de análise cometido por estes políticos inexperientes que governam o nosso país e a europa. Podemos se assim quiser o povo, escolher esse caminho, mas com tempo e devidamente sufragado nas eleições. Para isso os políticos têm de fazer campanhas sérias e não como a mentira geral da campanha de Pedro Passos Coelho.
CREMOS POSSIVEL FAZER DIFERENTE E MELHOR, ALCANÇANDO A CONSOLIDAÇÃO PELA VIA DO AUMENTO DO PIB.
SE SEGURO NÃO MANTIVER FIRME A POSIÇÃO QUE VEM TENDO NAS ULTIMAS SEMANAS, PERDERÁ PARA SEMPRE O NOSSO RESPEITO.
16-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 15/04/2013
15-04-2013 23:52Diário – EÇA E A SUA ANÁLISE AO PAÍS EM 1871

Hoje sem muita pachorra para escrever sobre a atualidade deixo um trecho das farpas do EÇA DE QUEIROZ, para os leitores verem as voltas que a economia dá e que sistema distributivo nos tirou momentaneamente deste marasmo social de que ele fala.
“O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”
(Isto foi escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas. Parece mais actual do que nunca!)
Esperemos que o futuro nos volte a tirar deste estado em que estamos muito rapidamente e que em tudo era igual ao sec. XIX, só passaram 150 anos mais ou menos.
Só que a pobreza foi correndo até nos levar ao ESTADO NOVO, será que hoje alguém quer isso? Se não queremos temos de inverter o caminho.
ESPERAMOS ASSIM QUE ESTE CAMINHO QUE ESTAMOS A TRILHAR POSSA SER INVERTIDO E A RIQUEZA SEJA DISTRIBUIDA DE FORMA MAIS CRISTÃ.
15-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 14/03/2013
14-04-2013 23:07Diário – A ministra da justiça e a sua estupidez económica e governativa.

Ontem viu-se na televisão a ministra da justiça num frente a frente com Rita Blanco. O programa foi deveras desinteressante e saltam à vista as fraquezas de certa gente que nos governa.
Pois viram-se e ouviram-se assim duas senhoras que apenas têm uma coisa em comum, nenhuma percebe nada de política nem de governação. Se numa que é atriz tal coisa é perfeitamente compreensível, já na outra não se entende porque é a ministra da justiça.
O programa da SIC notícias é o “ Quem diria” não deixamos aqui ligação para ele, porque é a pagar e mesmo que eu o faça, os meus leitores depois não terão acesso ao conteúdo. Modernices desta gente das televisões que assim julgam que se ganha em se perder.
Mas eu vou apenas falar da conversa da ministra, porque a da Rita com mais ou menos piada interessa pouco para o totobola. A senhora ministra, alem de ter falado sempre na primeira pessoa do singular para explicar o que faz o seu ministério em termos de alterações legais, o que é uma absoluta deselegância, só não é pior porque sendo as medidas tão más atribuir-se-lhe-ão apenas a ela as culpas quando tal se perceber.
Falou de uma certa alteração das leis e dos procedimentos processuais que levam ao acabar da impunidade, para usar a expressão da ministra. Diz que mudou o código do processo civil e do processo criminal e do processo administrativo. Engraçado mas é só conversa e isto em nada mudará a justiça, além de mais tais alterações terão de passar pela assembleia da república e pelo famoso tribunal constitucional.
Esta senhora que até se disse de esquerda no tal programa, não deve saber o que é ser de esquerda, diz que é social-democrata e que as medidas ultraliberais deste governo são contingências da situação do país no dia um de junho de dois mil e onze. Ela já devia saber que essa conversa já não convence ninguém, além de não ser verdade.
Já lhe ouvimos dizer muitas asneiras, mas confundir divida com deficit é uma coisa inexplicável para alguém que é ministro. Disse que o deficit aumentou para o dobro em seis anos, saberá do que fala? Diz que está há vinte meses fechada a fazer alterações às leis para prender toda a gente que incumpre e que o futuro será só coisas boas na justiça. Fala do enriquecimento ilícito como se tal fosse a panaceia que resolverá todos os males da nossa corrupta sociedade. Não é e nunca prenderá ou sequer castigará nenhum rico ilicitamente enriquecido, passe o pleonasmo.
Fala disparates sucessivos, esta gente que ainda assim tenta defender esta classe política de incompetentes e pouco sérias pessoas, já que os capazes e decentes não alinham nesta corja de indigentes da intelectualidade governativa. Fez uso mais uma vez da tentativa da culpabilização da governação Sócrates para justificar os erros sucessivos da realizada pelo governo de que faz parte.
Esta senhora ministra, que já ninguém dá por ela no governo, só tem feito aberrações e nada trás de novo à justiça portuguesa. Quanto mais depressa se for embora, melhor para todos nós.
ESTA MINISTRA É UMA ABERRAÇÃO DA NATUREZA, ALÉM DE FEIA E ARROGANTE É POUCO COMPETENTE E MUITO MAL FORMADA POLITICAMENTE.
DELA SE ESPERA QUE SEJA MELHOR ADVOGADA QUE POLITICA, OU DEVERIAMOS TER UMA LEI QUE IMPEDISSE A ADVOCACIA ILICITA, POR INCOMPETENCIA.
14-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 13/04/2013
13-04-2013 23:37Diário – Mourinho e o seu lado humano.

Ontem li numa notícia que Mourinho havia contratado para a sua equipa técnica, um senhor mexicano, para tratar dos equipamentos.
Hoje, dia da final da taça da liga ganha pelo S. C. Braga, falaremos de alguém relacionado com o futebol, mas que não teve participação neste jogo. Falarei da grandeza de José Mourinho, e grandeza que vai muito para além da capacidade técnica, falo da sua humanidade.
Por vezes acusado de arrogante por ter discursos discutíveis, e por se apresentar sem falsas modéstias como um técnico de grande capacidade e sucesso, tem outras vezes umas demonstrações de grandeza humana que também se não encontram em mais ninguém. Dir-se-á que o faz pela sua condição e estatuto e só por isso o pode fazer. Mas outros que o podiam fazer da mesma forma não o fazem. Repare-se o que fez como homem da notícia.
Admito sem dificuldade, que nem sempre tive a admiração que hoje tenho pelo homem que é Mourinho, pois a sua passagem pelo meu Benfica e a forma como saiu não me deixaram contente, depois foi para o Porto e foi o que se viu, ganhou tudo ainda me entristeceu mais. Foi para Inglaterra e na liga inglesa eu torço pelo Liverpool, ele foi treinar o Chelsea e ganhar por lá a liga mais que uma vez.
Mas alguém que ganha tantas vezes, seja onde for e com que equipa for, veja-se o Inter de Milão que não era um portento, e que tem um discurso sem subterfúgios e sem meias palavras, só poderia ter a minha admiração. Não tem medo de assumir o que diz, não tem medo de afrontar interesses, defende de forma intransigente os seus jogadores e ganha quase sempre. O homem só pode ser um génio.
Teve claramente a nossa admiração agora em Madrid treinando o Real, nossa equipa preferida em Espanha, granjeou em definitivo o nosso coração e total reconhecimento. Leva longe o nome de Portugal e dá um orgulho imenso ter um compatriota bem-sucedido como Mourinho.
BEM-HAJA JOSÉ MOURINHO POR SER COMO É E POR SER UM PORTUGUÊS GANHADOR E QUE TRATA SEM DIPLOMACIA OS QUE MALTRATAM A VERDADE.
VAMOS SEMPRE MANTER A ADMIRAÇÃO POR ALGUEM ASSIM E DESEJAR QUE NÃO VOLTE A TREINAR EM PORTUGAL UM DOS RIVAIS DO BENFICA.
13-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 12/04/2013
12-04-2013 23:21Diário – A vontade dos portugueses e a teimosia dos governantes.

Conhecemos hoje mais uma sondagem, esta realizada entre cinco e dez de abril. Resultados mais ou menos normais, com uma excecional condição, a de que sessenta por cento dos portugueses querem que o governo caia.
Veja aqui a notícia. do Expresso.
Pois hoje com o conhecer dos resultados de mais uma sondagem, dessas que vão pululando por aí mais ou menos a gosto de todos, soubemos duas coisas interessantes, uma que a larga maioria dos portugueses não se revê neste governo e gostava que ele caísse. A outra e não menos importante é que os dois partidos mais à esquerda representam mais de 20% das intenções de voto hoje.
Esta é a visão pessoal que temos da atual situação e ao que parece reflete a vontade de uma maioria significativa do eleitorado português. Será que isto a juntar à situação económica e social, ao desnorte/inatividade por parte dos governantes, não seria suficiente coisa para o presidente da república dissolver a assembleia e convocar novas eleições?
Juntar-se-á a estas anteriores considerações a análise da execução orçamental do 1º trimestre que estará aí a rebentar, pois veremos que dados trará. Se como imaginamos os desvios forem já consideráveis, deviam os ministros seguir o conselho de Mário Soares e demitir-se. Mas estas alterações no elenco governativo não parecem antecipar tal coisa. Esta gente que nos governa imagina-se a melhor bolacha do pacote e quais milagreiros a única capaz de nos levar à salvação como país.
Ouço também insistentemente dizer, a alguns políticos e comentadores, que o país não tem condição para aguentar agora umas eleições. Mas o que motivará estas pessoas a fazer tal afirmação? A falta de dinheiro que o país atravessa ou o tempo de transição para a nova situação? Depois dizem que não iriam gerar uma maioria, mas quem garante isso? Nas últimas eleições não saiu nenhuma maioria de nenhum partido, mas obteve-se uma maioria na assembleia da república através da coligação de dois partidos. O que impedirá que hoje se atinja essa situação com os mesmos ou com outros partidos?
Continuamos a defender que as eleições serão a única forma de legitimar um governo, sufragariam a vontade dos portugueses perante a difícil situação atual e as propostas dos partidos candidatos. Hoje a possibilidade de mentir está muito reduzida os portugueses estão mais esclarecidos e atentos às condições e nuances da crise. Seria assim legitimada a atuação do futuro governo e aceites as propostas para solucionar a situação difícil em que nos encontramos.
Ao que parece o Eurogrupo vai alargar o prazo de pagamento da divida à troika por mais sete anos, entenda-se daqui que os prazos de vencimento dos empréstimos concedidos pela, troika andarão sete anos para diante no calendário, tal não baixa em nada o endividamento, mas dá alguma folga à tesouraria que se tornaria já incomportável em 2016 e teria outro cataclismo em 2021. Seria impossível liquidar esses valores de stock de divida nessas datas, portanto só por esse facto já fez alguma coisa este governo neste últimos dez dias, onde tirando uns discursos infelizes do primeiro-ministro e um despacho que de todo não entendemos, aliás como muita gente mesmo do PSD, do ministro Gaspar, o restante tempo foi completa inatividade governativa.
Só para que se esclareçam os leitores, ficam 130MM€ por negociar porque estão nas mãos de outros credores. Alguns, soube-se também hoje, apenas com fins especulativos. O tal sucesso da ida aos mercados pode não ser assim tanto sucesso. Foi a ir livremente aos mercados que chegámos à condição de ter de pedir ajuda e aumentámos violentamente a divida. Se formos aos mercados financiar-se apenas para pagar a dívida já existente nos prazos contratados e sempre somando juros aos já pagos, vamos por um caminho sem volta e sem possibilidade de solver a situação.
Perante a nomeação como ministro de Poiares Maduro, dizemos também que mesmo essa não parece ser uma decisão consensual, já que o ilustre senhor dizia ainda na semana passada que se calhar a solução era um governo de iniciativa presidencial e admitia também outras interessantes consequências perante a decisão do TC que podem ler-se no seu facebook.
Ver Post de 05/04/2013 na sua página do facebbok
Será a continuação do desnorte? Por que razão hoje o primeiro-ministro falou dez vezes no senhor ministro da economia? Quererá o perdão dele por lhe ter retirado capacidade decisória? Seja o que for tratou-o com muito cuidado.
PERANTE ESTA ACALMIA MAS SABENDO QUE O FUTURO NESTE CAMINHO SERÁ DIFICIL, CONTINUAMOS A ACHAR QUE O GOVERNO DEVERIA DEMITIR-SE E SUJEITAR-SE A ELEIÇÕES.
NÃO TRARIAM AS ELEIÇÕES CUSTOS SIGNIFICATIVOS MAS PODERIAM DAR UMA NOVA ESPERANÇA A ESTE POVO DESTROÇADO E UM NOVO IMPULSO AO PAÍS.
12-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 11/04/2013
11-04-2013 23:51Diário – Poiares Maduro, a sua visão antes e a dúvida sobre o que virá depois.

Soubemos hoje que Poiares Maduro vai ser ministro com uma parte das responsabilidades que antes cabiam a Miguel Relvas. Esperemos que a sua atuação na governação tenha a mesma objetividade que tinha o seu ideário antes de ser ministro.
Vimos uma entrevista sua no programa da sociedade das nações da SIC noticias, durante a segunda quinzena de janeiro, embora com colagem formal a um partido do governo o PSD, tinha ideias cristalinas acerca da falta de democracia deste sistema de governação europeu e ao qual os estados da união se têm de sujeitar. Entendia-o assim como a causa maior da crise.
Não teceremos considerações acerca da pessoa, que achamos excelentemente formada e de grande valor académico. Concordamos quase intrinsecamente com o que dizia neste programa na televisão, em que não defendia nenhuma linha politica que esteja condicionada a alguma formação partidária ou até colada a qualquer ação governativa.
Apontamos para a sua direta responsabilidade no relatório que entregou na UE e que o vinculará também daqui para diante, independentemente de estar no governo ou fora dele. Defende nesse relatório com o titulo “Uma nova governação para a UE e para o Euro, Democracia e Justiça”, que os estados não têm mecanismos para obstaculizar a determinados comportamentos de certo tipo de interesses dos capitais e que possam corrigir os desvios democráticos por eles introduzidos na governação dos estados. A assunção da falta de democracia no modelo europeu já nos parece um bom princípio de análise, admitindo que a falta de democracia advém da falta de controlo europeu sobre uma serie de interesses, nomeadamente sobre os movimentos de capitais. Veremos o que dirá daqui em diante.
Entendemos ainda o seu entendimento pela situação que o acórdão do TC causaria na vida de alguns portugueses, nomeadamente os funcionários públicos e a sua colagem ao discurso de Vital Moreira, embora de todo não entendamos que algo menos que 1000M€ possa causar uma enorme hecatombe na nossa execução orçamental, compare-se com o desvio do ano passado, quatro vezes maior, ou mesmo com o desvio da execução deste ano no 1º trimestre. Damos o benefício da dúvida a este senhor sem lhe reconhecer colagem a interesses instalados, mas também sem lhe conhecer experiência política.
Por incrível que possa parecer, numa coisa concordamos com ele, terá de ser mais integração e a mutualização da divida, por todos os estados europeus, como explica que se passa nos EUA, que será a solução. Explica também a falta de capacidade das empresas portuguesas por uma questão de financiamento e de diferenciação negativa em relação a outras empresas europeias com melhores condições de financiamento, também nisto estamos maioritariamente de acordo. Veremos se agora daqui em diante não defenderá apenas o bom aluno, por uma questão corporativa de defesa do discurso politico do governo.
Concluímos que nos parece uma pessoa bem formada, de grande capacidade técnica além de ser cordato em termos de discurso. Esperamos que estas características se não alterem por ser ou não ministro. Que se não esqueça das frases em que dizia que o estado não tem escolha possível para evitar algumas das situações que hoje se poem perante o quadro de governação europeia. Referia-se ao deficit democrático, com o qual nos alinhamos. Que não venha agora depois disto, também na linha deste governo, continuar a culpar o Sócrates por tudo o que está a correr mal.
Defende também que os cidadãos precisam de escolhas perante determinadas situações e decisões. Será que isto não pode desde já ser transposto para a atual situação governativa do país? E ainda que contra os interesses europeus se dê aos portugueses a escolha de quem quer a determinar os destinos deste desgraçado país, nesta situação de calamidade económica? Ficam estas questões para reflexão futura e depois de alguma atividade governativa deste senhor ministro.
EMBORA ACHANDO QUE ESTE GOVERNO JÁ SE NÃO ENDIREITA COM REMODELAÇÕES, SE ELAS NÃO LEVAREM TODOS EMBORA, A FICAREM, ESPEREMOS QUE ESTE SENHOR TENHA UM BOM DESEMPENHO. BOM, PIOR QUE O DO SEU ANTECESSOR SERÁ DIFICIL.
10-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 10/04/2013
10-04-2013 23:57MANIFESTO ANTI-RELVAS

BASTA PUM BASTA!
UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM RELVAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!
ABAIXO A GERAÇÃO!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM!
UMA GERAÇÃO COM UM RELVAS NO GOVERNO É UM BURRO IMPOTENTE!
UMA GERAÇÃO COM UM RELVAS À PROA É UMA CANÔA EM SECO!
O RELVAS É UM CIGANO!
O RELVAS É MEIO CIGANO!
O RELVAS SABERÁ GRAMMÁTICA, SABERÁ CIÊNCIA POLITICA, SABERÁ MENTIR, SABERÁ FAZER CEIAS P'RA CARDEAIS SABERÁ TUDO MENOS GOVERNAR QUE É A ÚNICA COISA QUE ELE FAZ!
O RELVASAS PESCA TANTO DE GOVERNO QUE ATÉ FAZ PRIVATIZAÇÕES COM LIGAS DE DUQUEZAS!
O RELVAS É UM HABILIDOSO!
O RELVAS VESTE-SE MAL!
O RELVAS TEM NAMORADA NOVA!
O RELVAS ESPECÚLA E ENGANA O POVINHO!
O RELVAS É RELVAS!
O RELVAS É MIGUEL!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM!
O RELVAS FEZ UMA VENDA DA ANNA QUE TANTO O PODIA SER COMO A NÃO VENDA OU A DA TAP OU A DA RTP, OU A DA CARRIS, OU A DE JUNTAR FREGUESIAS, OU OVAR A ESMORIZ!
E O RELVAS TEVE CLÁQUE! E O RELVAS TEVE PALMAS! E O RELVAS AGRADECEU!
O RELVAS É UM CIGANÃO!
NÃO É PRECISO IR P'RÓ ROCIO P'RA SE SER UM PANTOMINEIRO, BASTA SER-SE PANTOMINEIRO!
NÃO É PRECISO DISFARÇAR-SE P'RA SE SER SALTEADOR, BASTA DISCURSAR COMO RELVAS! BASTA NÃO TER ESCRÚPULOS NEM MORAES, NEM ARTÍSTICOS, NEM HUMANOS! BASTA ANDAR CO'AS MODAS, CO'AS POLÍTICAS E CO'AS OPINIÕES! BASTA USAR O TAL SORRISINHO, BASTA SER MUITO DELICADO E USAR CÔCO E OLHOS MEIGOS! BASTA SER JUDAS! BASTA SER RELVAS!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM!
O RELVAS NASCEU PARA PROVAR QUE, NEM TODOS OS QUE SÃO POLITICOS SABEM SER!
O RELVAS É UM AUTOMATO QUE DEITA PR'A FÓRA O QUE A GENTE JÁ SABE QUE VAE SAHIR... MAS É PRECISO DEITAR DINHEIRO!
O RELVAS É UM SONETO D'ELLE-PRÓPRIO!
O RELVAS EM GÉNIO NUNCA CHEGA A PÓLVORA SECCA E EM TALENTO É PIM-PAM-PUM!
O RELVAS NÚ É HORROROSO!
O RELVAS CANTA MAL A GRANDOLA!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM!
O RELVAS É O ESCARNEO DA CONSCIÊNCIA!
SE O RELVAS É PORTUGUEZ EU QUERO SER HESPANHOL!
O RELVAS É A VERGONHA DA INTELLECTUALIDADE PORTUGUEZA! O RELVAS É A META DA DECADÊNCIA MENTAL!
E AINDA HÁ QUEM NÃO CÓRE QUANDO DIZ ADMIRAR O RELVAS!
E AINDA HÁ QUEM LHE ESTENDA A MÃO!
E QUEM LHE LAVE A ROUPA!
E QUEM TENHA DÓ DO RELVAS!
E AINDA HÁ QUEM DUVIDE DE QUE O RELVAS NÃO VALE NADA, E QUE NÃO SABE NADA, E QUE NEM É INTELLIGENTE NEM DOUTOR, NEM ZERO!
VOCÊS NÃO SABEM QUEM É O SUBSTITUTO DO RELVAS? EU VOU-LHES CONTAR:
A PRINCÍPIO, POR CARTAZES, ENTREVISTAS E OUTRAS PREPARAÇÕES COM AS QUAES NADA TEMOS QUE VÊR, PENSEI TRATAR-SE DE UM QUALQUER ILUSTRE PSEUDO AUCTOR D'AQUELLAS CARTAS PARLAMENTARES QUE DOIS ILLUSTRES SENHORES D'ESTA TERRA NÃO DESCANÇARAM ENQUANTO NÃO ESTRAGARAM P'RA PARLAMETARISMO, QUANDO SUBIU O PANNO TAMBÉM NÃO FUI CAPAZ DE DISTINGUIR O MONTENEGRO PORQUE ERA NOITE MUITO ESCURA E SÓ DEPOIS DE MEIO DEBATE QUINZENAL É QUE DESCOBRI QUE ERA DE PELEIA HABITUAL PORQUE A ESTEVES DISSE QUE TINHA ESTADO À ESPERA DO NASCER DO SOL E SUA SONORA CAMPAINHA!
O MONTENEGRO VEM DESCENDO UMA ESCADA ESTREITÍSSIMA MAS NÃO VEM SÓ. TRAZ TAMBÉM O MAGALHÃES QUE EU NÃO CHEGUEI A VER, OUVINDO APENAS UMA VOZ MUITO CONHECIDA AQUI NA BRAZILEIRA DO CHIADO. POUCO DEPOIS A ESTEVES É QUE ME DISSE QUE ELLE TRAZIA CALÇÕES VERMELHOS. O MONTENEGRO E O MAGALHÃES ESTÃO SÒZINHOS EM SCENA, E ÀS ESCURAS DANDO A ENTENDER PERFEITAMENTE QUE FIZERAM INDECÊNCIAS NO QUARTO. DEPOIS O MONTENEGRO, COMPLETAMENTE SATISFEITO DESPEDE-SE E SALTA P'LA JANELLA COM GRANDE MAGUA DA TERESA COELHO. E AINDA HOJE OS TURISTAS TEEM OCCASIÃO DE OBSERVAR AS GRADES ARROMBADAS DA JANELLA DO QUINTO ANDAR DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA RUA SÃO BENTO, POR ONDE SE DIZ QUE FUGIU O CÉLEBRE ENGENHEIRO DA COVILHÃ E DOTOURADO EM PARIS.
A MONTENEGRO QUE É HISTÉRICO COMEÇA DE PALRAR DESATINADAMENTE NOS BRAÇOS DA SUA CONFDENTE E EXCELLENTE PAU DE CABELEIRA MERCÊS.
VEEM DESCENDO P'LA DITA ESTREITÍSSIMA ESCALA, VARIAS MARIAS TODAS EGUAES E DE CANDEIAS ACESAS, MENOS UMA QUE USA ÓCULOS E BENGALLA E AINDA TODA CURVADA P'RÁ FRENTE O QUE QUER DIZER QUE É ABBADESSA ÁVILA.
E SERIA ATÉ UMA EXCELENTE PERSONIFICAÇÃO DAS BRUXAS DE GOYA SE QUANDO FALLASSE NÃO TIVESSE AQUELLA VOZ TÃO FRESCA E MAVIOSA DA TIA FELICIDADE DA VIZINHA DO LADO, E REPARANDO NOS DOIS VULTOS INTERROGA ESPAÇADAMENTE COM CADÊNCIA, AUSTERIDADE E IMMENSA FALTA DE CORDA...
QUEM ESTÁ AHI?... E DE CANDEIAS APAGADAS?
- FOI O VENTO, DIZEM AS POBRES INNOCENTES VARADAS DE TERROR... E A ÁVILA QUE SÓ É VELHA NOS ÓCULOS, NA BENGALA E EM ANDAR CURVADA P'RÁ FRENTE MANDA TOCAR A SINETA QUE É UM DÓ D'ALMA O OUVI-LA ASSIM TÃO DEBILITADA, VÃO TODAS P'RÓ CÔRO, MAS EIS QUE, DE REPENTE BATEM NO PORTÃO E SEM SE ANNUNCIAR NEM LIMPAR-SE DA POEIRA, SOBE A ESCADA E ENTRA P'LO SALÃO A DIGNA PRESIDENTE QUE QUANDO ERA NOVA FEZ BRÉGEIRICES CO'O MENINO DO CHOCOLATE.
AGORA COMPLETAMENTE EMENDADA REVELA À ABBADESSA QUE SABE POR CARTAS QUE HÁ HOMENS QUE VÃO ÀS MULHERES DO GOVERNO E QUE AINDA HÁ POUCO VIRA UMA ANUNCIAR A SUA GRAVIDEZ. A ABADESSA DIZ QUE EFFECTIVAMENTE JÁ HÁ TEMPOS QUE VINHA DANDO P'LA FALTA DE GALLINHAS E TÃO INNOCENTINHA, COITADA, QUE N'AQUELLES CINQUENTA ANNOS AINDA NÃO TEVE TEMPO P'RA DESCOBRIR A RAZÃO DA HUMANIDADE ESTAR DIVIDIDA EM ESQUERDA E DIREITA.
DEPOIS DE SÉRIOS EMBARAÇOS DA ESTEVES É QUE ELLA DEU COM O ATREVIMENTO E MANDOU CHAMAR AS DUAS DEPUTADAS DE HÁ POUCO CO'AS CANDEIAS APAGADAS. N'ESTA ALTURA ESTA PEÇA POLICIAL TOMA UM PEDAÇO D'INTERESSE PORQUE A ESTEVES ORA PARECE UMA POLÍCIA DE INVESTIGAÇÃO DISFARÇADA EM PRESIDENTE, ORA UMA PRESIDENTE COM A FALTA DE DELICADEZA DE UM POLÍCIA D'INVESTIGAÇÃO, E TÃO PERSPICAZ QUE DESCOBRE EM MENOS DE MEIO MINUTO O QUE O POVO JÁ ESTÁ FARTO DE SABER – QUE O MONTENEGRO DORMIU CO'O COELHO. O PIOR É QUE O MONTENEGRO FOI À SERRA CO'AS INDISCREÇÕES DA ESTEVES E DESATA A BERRAR, A BERRAR COMO QUEM SE ESTAVA MARIMBANDO P'RA TUDO AQUILLO. ESTEVE MESMO MUITO PERTO DE
SE ESTRElAR COM UM PAR DE MURROS NA CORÔA DA ESTEVES NO QUE (SE) MOSTROU DE UM ATREVIMENTO, DE UMA INSOLÊNCIA E DE UMA DECISÃO REFILONA QUE EXCEDEU TODAS AS EXPECTATIVAS.
OUVE-SE UMA CORNETA A TOCAR UMA MARCHA DE CLARINS E MONTENEGRO SENTINDO NAS PATAS DOS CAVALLOS TODA A ALMA DO SEU PREFERIDO FOI QUAL PARDALITO ENGAIOLADO A CORRER ATÉ ÀS GRADES DA JANELLA A GRITAR DESALMADAMENTE P'LO SEU COELHO. GRITA, ASSOBIA E REDOPIA E PIA E RASGA-SE E MAGÓA-SE E CAE DE COSTAS COM UM ACCIDENTE, DO QUE JÁ PREVIAMENTE TINHA AVISADO O PÚBLICO E O PANNO TAMBÉM CAE E O ESPECTADOR TAMBÉM CAE DA PACIÊNCIA ABAIXO E DESATA N'UMA DESTAS PATEADAS TÃO ENORMES E TÃO MONUMENTAES QUE TODOS OS JORNAES DE LISBOA NO DIA SEGUINTE FORAM UNÂNIMES N'AQUELLE ÊXITO TEATRAL DO RELVAS.
A ÚNICA CONSOLAÇÃO QUE OS ESPECTADORES DECENTES TIVERAM FOI A CERTEZA DE QUE AQUILLO NÃO ERA O DUARTE LIMA MAS SIM UM LUIS MONTENEGRO QUE TINHA CHELIQUES E EXAGEROS INTELECTUAIS.
CONTINUE O SENHOR RELVAS A POLITICAR ASSIM QUE HÁ-DE GANHAR MUITO CO'O MONTENEGRO E HÁ-DE VER, QUE AINDA APANHA UMA ESTÁTUA DE PRATA POR UM OURIVES DO PORTO, E UMA EXPOSIÇÃO DAS MAQUETES P'RÓ SEU MONUMENTO ERECTO POR SUBSCRIÇAO NACIONAL DO SÉCULO A FAVOR DOS FERIDOS DA GUERRA, E A PRAÇA DE CAMÕES MUDADA EM PRAÇA DO DR. OU DO SR. MIGUEL RELVAS, E COM FESTAS DA CIDADE P'LOS ANNIVERSÁRIOS, E SABONETES EM CONTA «MIGUEL RELVAS» E PASTAS RELVAS P'RÓS DENTES, E GRAXA RELVAS P'RÁS BOTAS, E NIVEINA RELVAS, E COMPRIMIDOS RELVAS E AUTOCLISMOS
RELVAS E RELVAS, RELVAS, RELVAS, RELVAS... E LIMONADAS RELVAS - MAGNESIA.
E FIQUE SABENDO O RELVAS QUE SE UM DIA HOUVER JUSTIÇA EM PORTUGAL TODO O MUNDO SABERÁ QUE O AUTOR DOS LUZÍADAS É O RELVAS QUE N'UM RASGO MEMORÁVEL DE MODÉSTIA SÓ CONSENTIU A GLÓRIA DO SEU PSEUDÓNIMO CAMÕES.
E FIQUE SABENDO O RELVAS QUE SE TODOS FÔSSEM COMO EU, HAVERIA TAES MUNIÇÕES DE MANGUITOS QUE LEVARIAM DOIS SÉCULOS A GASTAR.
MAS JUYGAES QUE N'ISTO SE RESUME A POLITICA PORTUGUEZA? NÃÓ! MIL VEZES NÃO!
TEMOS, ALÉM D'ISTO O BARROSO QUE TOMOU MAI MEDIDAS P'RA COMISSÃO QUE DEIXOU DE SER A COMISSÂO EUROPEIA P'RA SER A COMISSÃO DO BARROSO.
E AS PINOQUICES DE JOSÉ SÓCRATES PASSADAS NO TEMPO DA AVÔSINHA! E AS INFELICIDADES DE CAVACO NA FIGUEIRA! E O TALENTO INSÓLITO DE SANTANA LOPES! E AS GAITADAS DO MARQUES MENDES! E AS TRADUCÇÕES SÓ P'RA HOMEM (D) O ILLUSTRÍSSIMO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MORAIS SARMENTO! E O FREI MARCELO! E A LEONOR HEMOFILICA DO BELEZA! E AS IMBECILIDADES DO OLIVEIRA E COSTA! E MAIS PEDANTICES DO RELVASAS! E DIAS LOUREIRO, O RELVAS DO CONSELHO DE ESTADO! E OS JORNALISTAS DO EXPRESSO E DO PUBLICO E DO NOTICIAS E DO PAIZ E DO DIA E DA NAÇÃO E DA REPUBLICA E DA LUCTA E DE TODOS, TODOS OS JORNAES! E OS ACTORES DE TODOS OS THEATROS! E TODOS OS PINTORES DAS BELLAS ARTES E TODOS OS ARTISTAS DE PORTUGAL QUE EU NÃO GOSTO. E OS DA AGUIA DO PORTO E OS PALERMAS DE COIMBRA! E A ESTUPIDEZ DO JOÃO BAIÃO E O DOUTOR QUINTINO RODRIGUES AMANTE DO SEXO E AH OH OS DIAS FERREIRA HU HI E OS BURROS DE CACILHAS E OS MENÚS DO JOSÉ AVILEZ! E (O) RACHITICO GODINHO , CRITICO DA LUCTA A QUEM A BANCA PORTUGUESA COM IMMENSA PIADA INTRUJOU DE QUE TINHA TALENTO NO SPORTING! E TODOS OS QUE SÃO POLITICOS E ARTISTAS! E AS EXPOSIÇÕES ANNUAES DAS BELLAS ARTE(S)! E TODAS AS MAQUETAS DO MARQUEZ DE POMBAL! E AS DE CAMÕES EM PARIS! E OS VAZ, OS ESTRELLA, OS LACERDA, OS LUCENA, OS ROSA, OS COSTA, OS ALMEIDA, OS CAMACHO, OS CUNHA, OS CARNEIRO, OS BARROS, OS SILVA, OS GOMES, OS VELHOS, OS IDIOTAS, OS ARRANJISTAS, OS IMPOTENTES, OS SCELERADOS, OS VENDIDOS, OS IMBECIS, OS PÁRIAS, OS ASCETAS, OS LOPES, OS PEIXOTOS, OS MOTTA, OS GODINHO, OS TEIXEIRA, OS DIABO QUE OS LEVE, OS CONSTANTINO, OS GRAVE, OS MANTUA, OS BAHIA, OS MENDONÇA, OS BRAZÃO, OS PINTO DA COSTA, OS ALVES, OS ALBUQUERQUE, OS SOUSAS E TODOS OS RELVAS QUE HOUVER POR AHI!!!!!!
E AS CONVICÇÕES URGENTES DO HOMEM CHRISTO PAE E AS CONVICÇÕES CATITAS DO HOMEM CHRISTO FILHO!
E OS CONCERTOS DO MIGUEL ANGELO! E AS ESTATUAS AO LEME, AO EÇA E AO DESPERTAR E A TUDO! E TUDO O QUE SEJA ARTE EM PORTUGAL! E TUDO! TUDO POR CAUSA DO RELVAS!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM!
PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ENDIVIDADO DA EUROPA E DE TODO O MUNDO! O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS EUROPAS! O EXILIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A AFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! PORTUGAL INTEIRO HA-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA - SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEIADO!
MORRA O RELVAS, MORRA! PIM
10-04-2013
Adaptado por Dinis Jesus
DIÁRIO - 09/04/2013
09-04-2013 23:57Diário – Marinho Pinto e a suas brutais atitudes e frontalidade.

Cada dia mais acho que somos um país com gente capaz, em todas as áreas e até nos partidos, só não percebo porque entregamos o destino da coisa publica sempre aos mais medíocres.
Marinho Pinto à sua maneira truculenta hoje mais uma vez me fez saltar da cadeira ao escutá-lo. Bateu fortemente na classe dos juízes e até na orgânica dos tribunais. Quando falo da orgânica refiro-me à ordem instituída e com a qual discordo desde há muito.
Marinho Pinto declarações SIC noticias
Destes assuntos posso dizer que tenho alguma experiência e conhecimento de causa, por já ter passado pelos tribunais nas mais diversas condições. E ter sentido a condição de quase divindade a que os juízes se promovem. Fazem-se ainda acompanhar da parte que acusa, o Ministério Público, como se ali nos julgamentos ou outros atos processuais, o M.P. fosse parte mais séria que outra qualquer.
Não é e por vezes os procuradores nem sequer buscam que se faça a justiça, agem de forma corporativa e protegendo quem promoveu a acusação e com a qual por vezes nem concordam, como já nos aconteceu. Esta ordem estabelecida terá uns seculos e ninguém a quis ainda mudar, porque será?
Gosto muito da forma arrojada e sem pudores com que o Sr. Bastonário em fim de mandato se atira a esta classe de semideuses que se vestem de pretos e ficam na parte mais elevada do balcão do tribunal.
Neste particular, como noutros está cheio de razão o Dr. Marinho Pinto. Concordamos integralmente com ele, também na questão dos tribunais arbitrais que são uma tentativa de o estado entregar a meia dúzia de interesses as resoluções de algumas questões. Alem de que as partes mais fracas nunca estarão bem defendidas, mas isso nem muda muito em relação a hoje, pois já não estão bem defendidos os mais pobres. Como ele também diz muitas vezes, nós temos uma justiça para ricos, outra para pobres.
Teve a coragem de acusar com todas as palavras e ressalvando que fará disso prova quando a isso for intimado, não acreditamos que o diga de ânimo-leve e acuse tão radicalmente se o não puder provar. Disse que certos juízes alteram as atas das diligências e que estas atas deviam ser assinadas por todas as partes participantes em vez de serem assinadas apenas pelo juiz.
Claro que logo saíram as corporações em nome da defesa da honra e esquecem-se que há juízes e magistrados do ministério público que são criminosos condenados. Haverá sempre bons e maus em todos os lugares e condições onde houver pessoas. Mesmo porque até um bom cidadão pode cometer um crime inadvertidamente ou por negligência.
Se existissem mais pessoas como o Dr. Marinho Pinto o nosso país não seria tão mau, pena que estas pessoas se não candidatem a cargos políticos e os portugueses os não elegessem no caso de se candidatarem.
PRECISAMOS DE GENTE CORAJOSA NOS CARGOS POLÍTICOS, GENTE QUE NÃO FALE MUITO E DIGA POUCO. GOSTAMOS DE PESSOAS QUE NÃO TENHAM MEDO DE AFRONTAR O PODER INTITUIDO.
FORÇA DR. MARINHO PINTO, BEM-HAJA POR ATACAR FRONTALMENTE AQUELES QUE NOS MALTRATAM SISTEMÁTICAMENTE.
09-04-2013
DIÁRIO - 08/04/2013
08-04-2013 23:59Diário – Seguro e as suas quinze medidas para alterar o rumo do país.

António Jose Seguro, veio hoje relativamente atrasado, exercer o contraditório ou seja comentar em jeito de toma lá da cá, a comunicação de ontem do primeiro-ministro.
O homem veio com umas medidas que muito me agradaria ver um primeiro-ministro a implementá-las, a minha dúvida é se diz isto na oposição e depois faz diferente no governo. Já temos a amostra dessa atitude nesta governação de Passos Coelho, mas primeiro-ministro mentiroso só Sócrates, aos olhos de muita gente que se recusa a ver as aldrabices desta gente que nos governa.
Dizem que hoje já não falou de eleições, também era melhor que falasse, já não vale a pena por agora. Eu acho que falou na tentativa de levar o governo a demitir-se perante a decisão do TC, foi carregando até na nota com a moção de censura, mas esta gente gosta do poder e não o largará de livre vontade, já se viu. Vamos de mal a pior mas não se dão conta disso e não mostram sinais de querer sequer mudar de caminho. Seremos bons alunos e fieis seguidores das ordens da Troika, mas cada dia agravamos mais a situação até ao debacle final. Depois veremos como a Troika e os credores/mercados olharão para nós.
Lembrou e bem que se no orçamento do ano passado a derrapagem foi três vezes maior que aquilo que este chumbo do TC implica e não alterou as coisas nem nos aproximou do segundo resgate, inevitável desde 2011, não se entende como agora algo abaixo dos 1000M€, já corrigidos os efeitos do aumento da receita gerado por estas reposições pela via da tributação em IRS e descontos para a Segurança Social, poderá fazer tanta mossa.
Diz ainda o inseguro Seguro o seguinte:
«Temos uma alternativa assente em dois pilares: renegociar as condições do ajustamento e criação de uma agenda para o emprego e recuperação da economia»,
Veja aqui as 15 medidas de Seguro
Pois bem vamos juntar aqui um texto que escrevemos em outubro e novembro e que curiosamente tem algumas destas medidas bem vincadas, outras das minhas ideias estarão a milhas ou anos-luz mesmo do que algum politico cinzento e alinhado será capaz sequer de imaginar. Talvez por isso eu ter vergonha de até hoje publicar este texto neste blogue.
Pois cá vai o meu ligeiro e atrevido ensaio do que deveríamos fazer:
DESGRAÇA (crise) E COMO TENTAR SAIR DELA
Estamos perante uma situação no nosso país, como talvez nunca tenhamos estado, se não vejamos:
- Desemprego em valores nunca igualados desde que há elementos estatísticos.
- Divida soberana a aumentar descontroladamente.
- Poder de compra das populações caindo a níveis de há mais
de 30 anos atras.
- PIB a cair por três anos seguidos (2011;2012;2013) e com possibilidade de continuar por mais anos.
- Tecido económico a desmoronar-se, falências de empresas aos milhares por ano, desde 2010.
- Aumento do incumprimento junto da banca por parte dos devedores, tal tem como causa a perda drástica de rendimentos dos cidadãos e a insustentabilidade das empresas.
- Entrega aos bancos de milhares de imoveis para pagamento das dívidas. Desvalorizando assim o mercado imobiliário de tal forma que muitos imoveis já não se venderão de forma a pagar os créditos. Atirando os devedores à banca para o incumprimento e para a impossibilidade de negociar de forma capaz.
- Crescimento exponencial dos litígios em tribunal para cobrança de dívidas.
- Degradação da situação social, com descontentamento generalizado das populações em relação à governação.
- Brutal aumento da carga fiscal, podendo até já ter ultrapassado o sustentável para a sociedade.
- Aparecimento de casos de pobreza extrema e mesmo fome.
- Emigração massiva de jovens licenciados e trabalhadores em geral, com maior número dos primeiros. Em média 1% da população por ano nos últimos três anos e é para continuar a tendência.
- Total ausência de esperança de correção da situação, em tempo útil, do ponto de vista dos cidadãos.
- Envelhecimento acelerado da população por falta de nascimentos e por emigração dos jovens. Esta dinâmica demográfica atirará a segurança social para a insustentabilidade.
Conclusão: Seria quase impensável, sem estado de guerra, atingir estes patamares de perda generalizada dos cidadãos, a crise é quase generalizada, apenas deixando de fora alguns privilegiados que acumularam riqueza e são detentores de modelos de negócio quase monopolizados ou cartelizados (banca; combustíveis; energia; telecomunicações, distribuição e mais alguns). Estes, mesmo em tempos de grande míngua, continuam a aumentar as suas riquezas e fortunas e garantindo reformas multimilionárias na velhice e salários pornográficos para os seus altos quadros, emagrecendo assim a liquidez na sociedade, limitando a capacidade de a classe media ter condições mínimas de vida e atirando os mais pobres para a verdadeira miséria e para a indignidade para sobreviver.
Agora forma de sair desta situação:
Para combater “inimigos” tão fortes como a finança, a especulação e a concentração de riqueza, temos de tomar medidas que impeçam este continuar de caminho, que nos levará não sabemos bem onde, mas a bom porto não será certamente.
Perante isto as medidas a adotar seriam:
- Medidas Internas
- Escolher livremente governantes corajosos e que já se viu não poderem ser do chamado centrão. Como tal ter-se-á de apontar à esquerda mais radical e democrática. Dando ao BE e à CDU juntos, votos suficientes, para que juntos possam proporcionar uma maioria com o PS e possam quase obrigar a uma coligação com ambos.
- Estes novos governantes, aprovarem legislação que impeça ou tribute fortemente a deslocalização do capital e das empresas, bem como regimes comportamentais para a gestão das empresas com lucros líquidos acima dos 20 M€/ano.
- Nacionalizar temporariamente (Previsivelmente 5 anos) a banca, já que por causa do grande volume de divida pública à banca privada os constrangimentos/pressão sobre a governação são enormes. Reprivatizando novamente quando a situação económica se voltar a equilibrar, o crescimento seja acima de 2% ao ano e a divida publica abaixo de 80% do PIB. Compensando os anteriores acionistas por alguma perda de património que pudesse existir nessa transação.
- Temporariamente, até as contas estarem equilibradas, nacionalizar 75% dos lucros das empresas privadas que tenham acima dos tais 20M€/ano de lucros líquidos. Claro está, devolvendo depois esses valores quando houver condição económica por parte do estado, sob a forma de isenções ou benefícios fiscais. Nestes casos as gerências/administrações teriam de ser obrigadas a manter os lucros em linha com a média dos últimos 5 anos, criminalizando os desvios sem justificadas e entendíveis razões económicas.
- Capitalizar as empresas que tenham projetos viáveis e necessários ao baixar a nossa dependência externa de bens essenciais. Aligeirando as condições de acesso ao crédito e aos programas comunitários de apoio através de um banco de fomento ou adequando uma estrutura na CGD.
- Devolver rapidamente o poder de compra aos cidadãos, aumentando salários e reformas, salario mínimo para 750€ e pensão mínima para 500€. Dividir os grupos remuneratórios em apenas 5 com um teto máximo de 3.750€ e os outros entre este e o mínimo com diferenças de 750€, ou seja os patamares eram multiplicadores do salario mínimo. As pensões máximas limitadas a 2250€.
- Criar para os desempregados, sem subsídio de desemprego indexado aos descontos, um rendimento mínimo garantido igual à pensão mínima, por não dependente, incluindo os capacitados em equipas de trabalho publico, juntas de freguesia, camaras municipais e IPSS. Dando sentido de trabalho e emprego ao que fazem e não o de punição por receberem um misero apoio que em alguns casos nem chega a 200€. O subsídio de desemprego não seria nunca mais de 12 meses passando depois as pessoas para o RSI.
- Criar empresas públicas que absorvam os desempregados. Empresas na área da produção de bens alimentares/agricultura e tratamento da área florestal. Sob a forma de cooperativas e geridas sob contabilidade pública. Estas empresas pagariam o salário mínimo a quem recebe até esse valor de subsídio de desemprego e pagariam aos outros o equivalente ao subsídio de desemprego que recebiam quando desempregados. Deverão essas cooperativas suportar as despesas com deslocação e pagar subsídio de almoço aos funcionários.
- As empresas com faturação abaixo de 1M€/ano seriam isentas de pagamento de IRC desde que aumentassem os seus quadros de pessoal em 10% ao ano, todas as outras pagariam 30% de IRC. A Contribuição para a segurança social das primeiras seria de 15% e de todas as outras 25% sem direito a beneficiar de nenhum regime de exceção ou beneficio
- Todas as empresas seriam obrigadas a respeitar um rácio Vendas/Funcionários, em função do seu setor de atividade por forma a evitar as subcontratações.
- Os empregados e beneficiários de pensões e subsídios pagarão de contribuição para a segurança social de 10% sobre o rendimento bruto, a descontar no referido pagamento.
- Os rendimentos sobre o trabalho seriam taxados em sede de IRS a uma taxa indexada ao escalão de vencimento começaria em 10% e aumentaria 5% por escalão (10;15;20;25;30), todos os outros rendimentos provenientes de mais- valias financeiras, seriam taxados em sede de IRS a uma taxa de 50%. As transferências financeiras para o estrangeiro seriam taxadas a 40% do capital transferido a pagar pelo banco na altura da transação. Os rendimentos provenientes de arrendamentos para habitação e para usos profissionais seriam tributados em sede de IRS autonomamente a 15% do rendimento auferido.
- Todos os impostos sobre o consumo e aquisição de bens desapareceriam, ficando apenas o IVA e teria 5 escalões (0%; 10%; 20%; 30%; 55%) para bens de 1ª necessidade de origem nacional, para os bens de IVA reduzido e transações de património, para os bens comuns, para artigos de luxo e para absorver o ISP. O IVA é um imposto muito democrático, quem compra mais caro paga mais. Os automóveis e equivalentes pagariam IVA a 30% deixando de haver IA. Deveriam os bens ser enquadrados numa lista de taxação de IVA, de acordo com os escalões previstos.
- Medidas externas
- Listar os credores, apurando exatamente os valores de cada um.
- Negociar um segundo resgate que permita só ficar com divida junto destes três credores da Troika, com juros abaixo de 3% e prazo de 30 a 40 anos para amortizar a divida. Não sendo possível obter financiamento junto deles, negociá-lo diretamente com estados com economias emergentes e excedentárias, nas condições atrás enunciadas.
- Promover a diminuição do número de credores, consolidando a divida e negociando-a com um número menor de financiadores.
- Tentar promover um bloco composto pelos países que revelam as mesmas fragilidades económicas que Portugal para assim fazerem uma frente de negociação nas instituições europeias. Ao invés de andar-mos a buscar diferenças de comportamentos dos cidadãos. Com isso forçar a ter politicas mais amigas do euro e das economias mais frágeis e sujeitas à especulação.
Dinis Jesus (14-11-2012)
Para concluir digo que hoje achei que o inseguro Seguro esteve bem, contrariamente aqueles que dizem que devia falar ontem eu acho que fez bem em reunir a direção do PS e afinar a resposta, a pressa neste caso não sei o que adiantaria. Sócrates falou primeiro, que mal tem isso? Falaram quase a mesma coisa só que Seguro apresentou as tais medidas que alguns pseudocomentadores reclamavam, refiro-me a Jose Gomes Ferreira e Henrique Monteiro na SIC notícias.
ACHAMOS ASSIM QUE ESTEVE BEM O LIDER DO PS, AGORA SÓ GOSTARIAMOS MESMO QUE A CORAGEM QUE TEM DEMONSTRADO NO PEDIR A DEMISSÃO DO GOVERNO E ELEIÇÕES SE NÃO DESVANEÇA.
GOSTARIAMOS TAMBÉM QUE A APROXIMAÇÃO AOS PARTIDOS MAIS À ESQUERDA SEJA TENTADA COM MAIS ATITUDE, OBRIGANDO-OS A DEFINIÇÕES CLARAS SOBRE SE ESTÃO DISPOSTOS A AJUDAR OU SÓ QUEREM CONTESTAR.
08-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 07/04/2013
07-04-2013 23:55Diário – Passos e sua comunicação ao país

Hoje, logo a um domingo, o nosso primeiro-ministro veio fazer uma comunicação ao país, em tom dramático, que apenas tinha como objetivos culpar o TC e fazer-se de vítima neste processo.
Não nos vamos alongar muito na conversa, pois achamos que nem vale a pena, de tal forma já é bem conhecido este discurso. Não trouxe nada de novo, aliás nem poderia trazer, que não seja a tentativa de justificação para mais um desvio colossal nas contas.
Perante os constantes falhanços do governo, o que nos diz este primeiro-ministro? Diz que este é o caminho e que teremos de continuar na linha do que até fizemos para não atirar fora todos os sacrifícios já feitos. Complementa ainda dizendo que agora, por culpa do TC teremos de ser sujeitos a mais cortes na despesa do estado, como tal a saúde, a educação e as prestações sociais vão ter de sofrer cortes. Mas isto não era o que já vêm dizendo há muitos meses, não seria isto que se pretendia com o corte dos tais 4MM€ na despesa do estado.
Não sabemos o que pensam estes senhores do governo, mas sabemos que não aprenderam a lição. Com mais cortes, mais receção, com mais receção mais desemprego, com mais desemprego, mais custos para o estado e menos receita, mais empresas a falir por baixar o consumo interno. Terão ouvido a expressão do presidente da república quando falou da espiral recessiva? Terá ele próprio entendido o que queria dizer com ela? Se entendeu não parece ao dizer que este governo tem de continuar a governar para cumprir os compromissos internacionais. Ainda que morramos todos aqui na lusa pátria, importante é cumprir os compromissos externos. Os do estado com os portugueses serão importantes? Entrarão nas cogitações desta gente?
O que será preciso para o presidente da república perceber que este governo não representa a vontade dos eleitores? O que será preciso para governantes e presidente, perceberem que este caminho nos deixará piores quanto mais tempo continuar a ser trilhado? Todos os indicadores apontam para isso, veremos a execução orçamental do 1º trimestre, chamo a atenção para que nela, a decisão do TC não tem influencia ainda, pois foi executada de acordo com o orçamento aprovado para 2013.
Veremos agora no final desta semana o que vai sair da tal reunião para discussão das maturidades dos empréstimos, mas não sairá nada de muito significativo e que altere o rumo que estamos a levar. Se não alterar-mos as políticas, no final do ano estaremos muito pior que hoje. Este caminho está a ser seguido há 4 anos com os resultados que se conhecem, mas o pior de tudo é que os enormes sacrifícios e desgraças a que estamos a ser sujeitos, não corrigiram em nada os problemas que levaram ao resgate. Todos estão piores, o deficit não baixa, a divida aumenta a um ritmo assustador, o PIB cai por três anos consecutivos, e a capacidade produtiva do país está a ser bastante abalada pela razia económica e social a que estamos a ser sujeitos. Quando muito ficaremos com mais tempo para pagar uma parte da divida, cerca de 30% e a que tem os juros mais baixos, mas não muda a quantidade em dívida e obrigar-nos-á a mais anos de pagamento de juros.
Só teremos um caminho para sair disto em que nos metemos, será colocar a economia a crescer acima dos 3% ao ano. Para isso este caminho de castigo e de ser bom aluno, tem de ser invertido. Deveremos renegociar toda a divida, como tal um segundo resgate pode nem ser mau, e organizar uma estratégia que permita crescer e baixar rapidamente o desemprego. Ninguém será capaz de pagar as suas dívidas se cada dia faturar menos e ao mesmo tempo tiver mais custos, como é o caso. A despesa cresce acima do que estava previsto pelo governo e a receita está abaixo do também previsto. Se a isso se somar cada dia mais desempregados e mais falências, não vislumbra-mos como possa ser possível corrigir a situação continuando neste rumo de cortes em cima de cortes e austeridade em cima de austeridade.
Creio só haver uma solução possível, renegociar a totalidade da divida para 30 ou 40 anos e com uns juros “cristãos”, algo indexado ao crescimento ou às exportações, mas nunca mais que 2,5% ou 3%. A haver um novo plano de resgate, será bom que permita este tal alargamento, as metas de diminuição do deficit não poderão ser mais duras que 1% até aos 5% de deficit e daí para baixo não deverão ser mais que 0,5% ao ano para que se faça o ajustamento sem colapsos sociais e sem destruição do tecido económico, se é que ainda será possível recuperá-lo depois de tamanha destruição a que foi sujeito.
PODIA TER DADO UMA BOA NOTICIA AOS PORTUGUESES O SR. PM, MAS NÃO QUIS E NÃO SE DEMITIU. TAL ATITUDE É QUE SERIA UM BOM SERVIÇO PRESTADO AO PAÍS, NINGUEM OS CONSIDERARIA TRAIDORES, PARECE QUE ALGUNS MEMBROS DO GOVERNO ESTAVAM COM MEDO DE SEREM ASSIM ENTENDIDOS.
EU, POR MIM NEM NUNCA APELARIA À SUA CONDENAÇÃO PELOS DANOS QUE CAUSARAM E PELO AUMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA, SE SAIREM PELO PRÓPRIO PÉ. A INCOMPETÊNCIA NÃO DEVE SER CONSIDERADA CRIME.
07-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 06-04-2013
06-04-2013 23:59Diário – O conselho de ministros, as duvida dos ministros e a teimosia de Cavaco

Hoje sábado, com mais atenção à imprensa falada e escrita, temos sido confrontados com um sem número de opiniões, sempre manifestadas na estreita obediência apenas a um princípio, o da cor política que se gosta mais.
O que queremos nós dizer com isto? Apenas uma simples coisa, grassa o desnorte e ninguém se entende. Parece que no governo há quem se queira ir embora, Gaspar, mas ao que parece teve de ir a Belém ser chamado à razão, ou melhor a uma certa razão, a de Cavaco Silva, que de todo não nos parece a mais adequada nesta altura.
Estão agora também a ouvir-se desabafos a verbalizar que estamos a parecer mais a Grécia que a Irlanda, ou melhor dito, que antes eramos associados à Irlanda e agora iremos ser à Grécia. Mas esta é uma constatação que qualquer pessoa mais atenta veria sem sequer ampliar muito a realidade. Nós só somos diferentes da Grécia numa simples coisa, o tempo de aplicação do plano de resgate, em todas as outras condições somos iguaizinhos ou piores.
Bom ao que parece o Presidente não quer eleições e o primeiro-ministro não quer largar o lugar, dizem que por causa da credibilidade junto dos credores e que na próxima semana se tem de renegociar as maturidades dos empréstimos. Bom mas esses empréstimos não são com a Troika? Eles não têm sido corresponsáveis deste descalabro económico? Então qual é o medo de lhe explicar que este caminho não serve e para isso podem ser estes ou outros governantes.
Já se viu que por parte das instituições não chegaremos lá, o governo teimosamente e irresponsavelmente não se demite, o presidente da república teima em dizer que o governo tem o esmagador apoio da assembleia da república, se olhasse bem, se calhar via que não tem, o CDS disfarça mas não apoia esta governação.
Desgraça das desgraças, o governo não tem plano B para este chumbo do TC e agora não sabe como sair daqui, o Gasparzinho parece que apenas continua preocupado com a credibilidade externa, será por isso que as contas lhe saem todas furadas, não lhes tem prestado a devida atenção.
Parece que aquela” verdade” do primeiro-ministro ao dizer a João Semedo, de forma canora e belicosa, nunca pensámos num segundo resgate e isso nunca foi sequer tema de análise governamental, se vai transformar numa “mentira” rapidamente. Ou pior talvez não e não tenham nunca pensado nisso da mesma forma que não tinham plano B para a declaração de inconstitucionalidade. Este é claramente o governo mais atabalhoado que alguma vez houve em Portugal, uso esta caracterização para o não chamar rotundamente de incompetente e incapaz. Nunca ninguém fez tão mal e destruiu tanto a nossa economia, nem mesmo Cavaco com o desmantelamento da agricultura e pescas.
Pelo meio ainda vou ouvindo uns lamentos “laranjas” sobre a decisão do TC e como ela será castigadora da estratégia deste governo e por essa via fazedora de mais austeridade sobre os pobres desgraçados dos portugueses. O culpado disto é em primeira análise o governo que só faz orçamentos inconstitucionais e em segundo plano o presidente da república porque devia ter evitado isto solicitando a fiscalização preventiva, foi para isso sobejamente alertado.
Escutámos também na “SIC noticias” os comentadores habituais Jose Gomes Ferreira e Henrique Monteiro a explicarem de uma forma inimaginável a atual situação. Como será possível imaginar que gente tão tendenciosa e convencida do seu saber, possa dar opinião sem fazer mau comentário?
Passo a explicar, saberão aquelas duas almas, quanto dinheiro falta vir da Troika? Saberão que por mês a divida crescerá mais que o valor que vai chegar desse plano de resgate, em termos médios mensais? Parece-nos que não, de outra forma não diriam que o dinheiro vai faltar para tudo, salários, pensões e que vai até bloquear a máquina do estado por não irmos ter esses valores. Nada mais falso, não acontecerá isso como o apresentam. Aliás nada nos garante que a próxima tranche de 2.800M€ seja desembolsada sem a apresentação do tal documento de análise orçamental que concluirá a 7ª avaliação. Se não vier entraremos em bancarrota? Claro que não, sem estratégia que inverta o caminho cairemos lá, mas ainda não é amanhã ou no proximo mês.
Dizem que temos de ter a aceitação da outra parte para renegociar, isso soa quase a “La Palice”, de tal forma é grande a descoberta. Claro que teremos de ter essa aceitação ou não será uma renegociação, mas poderemos forçar essa renegociação ou cair na bancarrota. Dizem que nos obrigarão a mais austeridade para aceitarem negociar, eu não entendo porquê. Será porque acham que merecemos esse castigo? Ou rejubilam com o nosso definhar e sofrer, esses tais papões da Troika?
Depois vamos alargar as maturidades no que respeita aos 78MM€ e o restante bolo que são 130MM€, alguém já se preocupou com esses? Esses é que contam, alguns com juros bem altos de quando estávamos debaixo da pressão especulatória antes do resgate. Esses é que devíamos renegociar e ainda não ouvi ninguém responsável a falar disso, só ouço falar de ir aos mercados como superior desiderato. Mas não foi a ir aos mercados que nos endividámos desta forma e chegámos à situação anterior ao resgate? O que nos garante que serão mais amigos os juros desses mercados?
No meu entender, deveríamos de imediato dar a conhecer aos credores da Troika que vamos necessitar de outro resgate e que precisaremos de muito mais tempo para a regularização das contas públicas, além de que precisamos de relançar a economia e fazer crescer o PIB, sob pena de nem outro resgate nos valer de nada que não sejam apenas sacrifício pelo sacrifício demonstrando assim uma humildade bacoca que não tem objetivo nenhum com utilidade.
Digam-me os leitores ou pensem só para vós, se isto que temos é ou não crise politica? Em que é que as eleições podem ser piores que isto? Em que é que aumentarão o descrédito da nação. Porque teimam alguns que não serão solução, pois eu acho que são, sairá delas uma convergência governativa à esquerda, como sugerida em tempos por Isabel Moreira, sim essa esquerdista filha do Adriano Moreira. Ouço com prazer que o PCP se mostra disponível para um governo de esquerda, hoje sem falar em pré-condições. De forma ufana finalmente, ouço o camarada Jerónimo disponibilizar-se para governar. Será com medo disso que alguns não querem eleições? Nesses estará o Cavaco?
Nestas condições politicas, de estado de sítio governativo, o governo como explicará mais um deslize nas contas, aquando da apresentação durante este mês, da análise da execução orçamental do primeiro trimestre? Resistirá nessa altura? Se tem de sair tarde, que saia antes cedo.
ERA MELHOR AMANHÃ APRESENTAREM A DEMISSÃO E DEIXAREM O POVO DECIDIR SOBERANAMENTE QUAL A SOLUÇÃO QUE QUER.
TERÃO MEDO QUE ESSA DECISÃO FAÇA AO PSD O QUE FEZ NA GRÉCIA AO PASOK? PARECE-ME QUE SIM.
HOJE OS PORTUGUESES ESTÃO MUITO MAIS ESCLARECIDOS E ENTENDERÃO MELHOR AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS.
06-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 05/04/2013
05-04-2013 23:58Diário - A inconstitucionalidade do OE e o futuro que aí vem.

Hoje tal como se esperava o TC declarou inconstitucionais 4 dos 9 pontos em análise nas contas do OE de 2013. Isto acrescentará ao já esperado deficit mais alguma coisa entre 0,8% e 1%, pois se nada for feito lá estaremos com o mesmo valor do ano passado e que será por volta dos 6,5%. Para quê tanto sacrifício?
Tal como temos vindo a dizer esta governação e estes entendimentos com os senhores da Troika não nos têm trazido nada de bom, como tal o caminho será fazer diferente, só os burros poderão insistir nesta desgraça.
Mas e agora? Como vai ser daqui em diante? Vou transcrever umas frases do Daniel Oliveira, com as quais eu concordo em absoluto, sobre as consequências do chumbo pelo TC, embora ele as tenha escrito antes de se conhecer a sentença. Digo até mais, não haverá anticomunismo primário que me faça mudar de opinião quanto ao acerto da ideia que lhes subjaz. Acresce ainda que até insuspeitas personalidades afetas ao CDS e ao PSD, têm vindo a defender o que eu defendo em termos de alteração de governo e como tal de rumo na governação, embora sem assumir as necessárias ruturas. Pois eu estou em completa sintonia com as ideias seguintes.
“Fazer cair este governo só poderia ser positivo. Porque pelo menos nos livrávamos da sua infinita estupidez e incompetência. Mas os principais debates estão por fazer. Para iniciar um novo ciclo económico e social não basta iniciar um novo ciclo político. Não basta fazer cair Passos Coelho. É preciso que todos sejam claros nas escolhas que querem fazer. Só assim as pessoas acreditarão que há, realmente, alternativas. E que a crise política provocada pela queda de um governo é o começo de qualquer coisa.”
(Daniel Oliveira in Expresso)
Também ouvimos, hoje já depois da decisão do TC, O conselheiro de estado Vitor Bento, Insuspeito de ser comunista, dizer que a Europa tem de mudar de rumo em relação ao destino que está a dar ao euro. Digo que foi absolutamente correta a analise que ele fez da situação, o que me admira é que existindo gente ilustre sabendo tão bem quais as causas e quais as consequências, aceite humildemente sem estrebuchar, o que uns senhores e senhora nos querem fazer passar. E não se explique isso ao presidente Cavaco Silva, quando se priva com ele de tão perto.
Citou até Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, para explicar o método que a europa está a seguir até resolver o problema.
Dizia Vitor Bento:
“Churchill, numa das suas alocuções dizia perante o tardar da decisão norte americana em entrar na II guerra mundial: Os americanos vão ajudar-nos nesta guerra por uma simples razão, é a de que sempre fazem a coisa certa. Mas fazem-na apenas depois de ter experimentado todas as outras hipóteses”
( Vitor Bento in SIC noticias )
Ora nem mais nem menos, é o que está a fazer a UE em relação à construção de uma europa solidária e de uma moeda comum capaz e ajustada aos interesses de todos. Mas ainda há alguma esperança, que é a desta europa perceber rapidamente e aceitar que este caminho é errado e que levará até os fortes ao descalabro.
Porque pensamos nós que a queda deste governo seria uma coisa útil? Pela razão que temos de eleger um governo que antes de mais aceite que este caminho é errado, já percebemos todos que não é o caso do executivo liderado por Passos e Gaspar.
Qual é o caminho certo? Será o de tentar chamar a um grupo os países com situação semelhante à nossa e que para já serão a Irlanda, a Grécia, o Chipre, a Espanha, a Itália e Portugal, aproveitar também o pseudo-socialismo de Hollande e se possível integrá-lo neste grupo, para construir uma força que se oponha com dimensão aos arrogantes países do norte, com a Merkeliana Alemanha, a Finlândia e a Holanda. Se formos algo como 30 ou 40% da representação no Eurogrupo, havemos de conseguir influenciar.
Já se percebeu que este caminho europeu levará à ruina dos países periféricos e menos capazes economicamente. E o que deveria fazer a europa perguntarão? Uma simples atitude, os países neste momento em melhores condições económicas, estimularem o consumo em vez de promoverem a austeridade. Tal como Vitor Bento também dizia, essa contração e a austeridade aplicada nos periféricos alargará a tal espiral recessiva a toda a europa deixando de ser só coisa de periféricos.
Esse grupo de pressão deverá lutar por construir mecanismos que tornem a europa mais solidária e determinada em salvar o conjunto em vez de cada um salvar o seu quintal. Mutualizando a divida, obtendo um risco comum, ainda que percamos os mais frágeis economicamente, e temporariamente, uma parte dos fundos de coesão utilizando-os na criação de um fundo de reserva capaz de manter o risco europeu baixo. Claro que implementando a supervisão bancária comum e a harmonização fiscal.
Também aqui os mais à esquerda têm de admitir a perda de mais soberania, mas apenas neste pressuposto, o de mais igualdade no tratamento para todos os países, sem nacionalismos bacocos. Creio que serão necessários 10 anos para fazer o ajustamento, deveremos ajustar 0,5% ao ano até ter deficit 0% ou sermos excedentários. Precisaremos também de cerca de 30 anos para pagar a divida e com juros indexados ao crescimento, por exemplo 1% acima da taxa de crescimento anual.
NECESSITAMOS ASSIM QUE ESTE GOVERNO VÁ EMBORA URGENTEMENTE, QUE APROVEITE A DESCULPA DO CHUMBO DO O.E. PELO TC.
ENCONTREMOS UMA ALTERNATIVA, EM ELEIÇÕES, QUE MUDE RADICALMENTE DE CAMINHO E SEJA DURA NAS NEGOCIAÇÕES COM OS CREDORES. QUEM DEVE MUITO, SEMPRE TEM MUITA CAPACIDADE NEGOCIAL.
05-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 04/04/2013
04-04-2013 19:50Diário – Relvas a sua demissão e o que ainda está para vir.

Hoje, tardiamente, o ministro Relvas demitiu-se. Estava traçado o seu destino há muito tempo, só não entendemos tanta insistência. Muitas dúvidas ficam no ar.
Terá sido por causa do relatório da universidade Lusófona? Será estratégia por causa do que vem aí amanhã na sentença do TC? Ser escolhida uma altura tão conturbada da vida política será por acaso? Porque guardou o ministro Crato o relatório por dois meses na sua gaveta? Alguém acredita que o primeiro-ministro não sabe o que está escrito no relatório? Isto é ou não crise política?
Todas as questões colocadas acima nos parecem muito legítimas e que assaltarão as cabeças dos cidadãos que ainda vão prestando alguma atenção aos assuntos da governação e aos seus casos políticos, sejam eles mais ou menos estranhos.
Pois nós temos algumas opiniões, fundamentadas em nada, que não seja a intuição e alguma experiência de vida, pois não temos acesso a nenhuma fonte privilegiada de informação.
Dizemos que ao facto de ser hoje pedida e aceite a demissão, achamos muito estranho ser na véspera da tomada de posição do TC vir ao conhecimento público e até nos parece uma tentativa de distrair os portugueses com manobras de baixa política. Sim, porque não poderá ser por causa de um relatório que já existe há dois meses e é do conhecimento do ministro Crato e será por certo do ex-ministro Relvas e será também com toda a certeza do primeiro-ministro. Parece que o tal relatório vai para a PGR, por solicitação do ministro Crato, que também já não sairá limpo deste processo. Porquê demorar dois meses a dar dele conhecimento? O primeiro-ministro o que pensará disto tudo? Porque segurou tanto tempo o ministro Relvas?
Hoje temos mais dúvidas que certezas e procuramos só por os leitores a refletir um pouco sobre os assuntos, sem se agarrarem ao que gostariam que fosse, talvez por gostarem mais ou menos da cor laranja.
Perante a aflição do primeiro-ministro em convocar um conselho de estado extraordinário para sábado, com a finalidade de analisar a decisão do TC, perante esta saída abrupta de Relvas, perante o esconder de um relatório por dois meses, a ser verdade o que a imprensa diz. Isto será ou não uma crise política? Será ou não falta de honestidade de alguns membros do governo, se não por não cumprir a lei, por serem moralmente e eticamente questionáveis.
Perante tal salganhada o que pensará e dirá o ocupante amorfo do palácio de Belém? Também será agora o momento de continuar a fazer a tal diplomacia calada? Estamos entregues a gente sem moral e nem vale a pena dizerem-se sérios e honestos, isso é claramente desmentido pela guarda do relatório e pelo silêncio conivente do ministro Crato e do primeiro-ministro.
NÃO VALE A PENA APELAR À PAZ POLITICA PARA MANTER ESTE GOVERNO, SÃO ELES GOVERNANTES, OS GERADORES DE INTABILIDADE.
POIS DEMITAM-SE JÁ NO SABADO E DEIXEM O POVO ESCOLHER DE NOVO QUEM QUER QUE CONDUZA O PAÍS NESTA TAREFA DIFICIL.
O PROFESSOR CAVACO, IRÁ FICAR CALADITO PERANTE TODAS ESTAS COISAS QUE SE ESTÃO A PASSAR? SERÁ ESTA UMA SITUAÇÃO QUE TRANSMITE A TAL CREDIBILIDADE PARA OS MERCADOS? SE ELES GOVERNO, NÃO SE DEMITIREM, TEM DE SER O PRESIDENTE A DISSOLVER A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, A TAL BOMBA ATÓMICA.
04-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 03/04/2013
03-04-2013 23:56Diário – Austeridade estupida versus austeridade inteligente.

Hoje lemos um artigo de Augusto Mateus, a teorizar acerca da qualidade da austeridade. O tal ministro de Guterres que fez a lei Mateus e que permitiu, sem austeridade, aumentar a receita do estado, cobrando dívidas de uma forma sustentável.
Disse ele que este governo tem uma estratégia financeira mas não tem económica. Como se a primeira não viesse a soçobrar perante a falta da segunda. Nenhumas finanças resistem se a parte económica for deficitária.
https://expresso.sapo.pt/o-governo-nao-tem-nenhuma-estrategia-economica-augusto-mateus=f798006
Vamos hoje em dia escutando que existem dois tipos de austeridade, uma burra e outra inteligente ou mesmo separando-as em termos políticos, austeridade de esquerda ou de direita. Uma austeridade de esquerda é ao que parece uma invenção de Hollande.
Certas questões semânticas fazem-nos ficar com vontade de rir, mas não podemos pelo sério que é o assunto e a situação em que estamos. Esta gente brinca com coisas sérias e não é gente nada séria. A austeridade apenas serve para uma coisa, para empobrecer os povos, os países e a seu tempo toda a europa. Desenganem-se os que pensam que com este caminho se poderá pagar a divida, não vamos de todo ser capazes.
Para pagar a monstruosa dívida que temos, deveríamos crescer acima de 3% e estar a reduzir fortemente o desemprego, para com isso aumentar as receitas do estado e diminuir os custos com subsídios de desemprego na segurança social.
Será isto possível aplicando essa tal coisa de austeridade? Ao que parece não, pois nenhum país está melhor depois dela que antes dela, nem vale a pena vir com a Irlanda, também não está. Todos os outros são o que se sabe.
A pior de todas as coisas é que algumas empresas, beneficiárias líquidas de certas desgraças, mesmo em clima de austeridade aumentam os seus lucros ou mantêm os anteriores. Por estas empresas a crise não passa. Depois há outras que até apresentam prejuízos, mas que mais não são que o levar a imparidades de dividas em atraso ou revalorizações de ativos, que na pratica apenas lhes permitem não pagar impostos, sendo recuperados nos anos seguintes e até distribuindo dividendos aos acionistas.
Pois dizemos abertamente que não há austeridade inteligente, por vezes pode ser obrigatório cortar certas despesas, mas se com cortes cegos e a direito, apenas se consegue diminuir a receita do estado e o PIB, não entendemos como pode ser considerada inteligente.
Deveremos limitar ou mesmo extinguir o deficit, isso sem dúvida, mas deveria ser pelo lado do aumento da receita sem aumento de impostos. Ouço uns iluminados a dizer que temos de consolidar cortando na despesa 2/3 e apenas 1/3 com aumento de receita. Esta parece-nos ser uma das grandes barbaridades que os políticos têm dito.
Para diminuir a despesa do estado, precisamos de o fazer num período alargado de tempo, para que não haja choques violentos na economia. Pois consolidemos acabando com o deficit, aumentando a receita do estado sem castigar os portugueses. Como se faz isso? Aumentando a produção de bens de consumo interno e importando menos, produzindo mais e melhor com vista à exportação. Ainda que para as empresas serem competitivas se tenham de dar alguns benefícios fiscais.
Bem sabemos que isso não se faz a pedido, mas mantenhamos as condições de rendimento ou até melhoremo-las um pouco e demos condições a quem queira produzir os produtos que importamos mais.
Concordo que o crédito ao consumo tenha de ser restringido para bens importados, tais como carros e outros artigos de luxo provenientes do estrangeiro. Podemos aumentar a receita do estado sem sobrecarregar os portugueses com mais impostos ou mais desemprego. É uma questão de escolha das políticas.
FAÇA-SE A CONTENÇÃO DA DESPESA DO ESTADO, ESSA SIM DE UMA FORMA INTELIGENTE, EM DEZ ANOS, TALVEZ UMA REDUÇÃO DE 15%. E TALVEZ SEM MEXER NOS SALÁRIOS, APENAS NAS TAIS GORDURAS QUE PASSOS TÃO BEM CONHECIA ANTES DAS ELEIÇÕES, MAS DAS QUAIS PERDEU NOÇÃO DEPOIS DE SER PRIMEIRO-MINISTRO.
NACIONALIZE-SE O QUE TIVER QUE SER NACIONALIZADO, MAS NÃO SÓ OS BURACOS COMO O BPN, DEIXANDO DE FORA O RESTANTE GRUPO DO UNIVERSO SLN, QUE AGORA DÁ ENORMES LUCROS AOS SEU CENTO E TAL ACIONISTAS.
POIS AUMENTE-SE A RECEITA SEM AUMENTAR OS IMPOSTOS, AUMENTANDO A MASSA TRIBUTÁVEL PELO EFEITO DO CRESCIMENTO DO PIB.
03-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 02/04/2013
02-04-2013 23:56Diário – O PSD e o desnorte total dos seus dirigentes.

Hoje ouvimos e vimos o 1º vice-presidente do PSD a exortar o PS a apresentar medidas para contornar o chumbo do TC ao orçamento de estado de 2013. Mas isso não tem é de ser pedido ao governo?
https://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=72214
Esta gente não sabe mesmo já o que dizer ou fazer. Parece básico que o TC vai declarar algumas medidas inconstitucionais, perante isto já não sabem o que dizer ou fazer no governo e seus acólitos. Também está provado que não sabem fazer orçamentos sem ser de forma inconstitucional, foram dois em dois anos portanto 100%, bela percentagem de erro.
Agora faz-se pressão sobre o TC dizendo se chumbam têm de assumir as responsabilidades ou dizendo que não há pressão porque já passaram três meses, ora esta é uma forma estupida e indecente de tentar tirar as culpas de cima dos únicos culpados, quem faz o orçamento, que é o governo.
Agora tentam solicitar ao PS uma responsabilidade que antes nunca lhe concederam, apoiando-se na sua maioria absoluta como garantia para tudo e mais alguma coisa, excluindo o PS até de dar opinião, enquanto ainda apoiava alguma coisita viabilizando o orçamento de 2012. Assim ao pedir ao PS que diga como resolveria, mais não é que o tentar dizer que não há outro caminho e que será a desgraça de um segundo resgate.
Isto que faz esta gente é pura demagogia e faz o que levou muita gente antes a classificar o Sócrates como mentiroso, com uma diferença substancial, não havia tanta austeridade, e a economia cresceu 1,6% em 2010. Há quanto tempo vem o inseguro Seguro a dizer que este caminho é errado? Este governo manda toda a gente para a forca e quando já estão lá dentro pede que outros digam como se pode dali sair. São burros e querem fazer dos outros todos burros.
Falam de uma coisa inevitável como se ela pudesse ser evitada, falo do segundo resgate, ao qual estamos condenados desde a assinatura do memorando. Não havia forma de o evitar sem rever favoravelmente o memorando. Mas o que fez o governo? “Vamos além da Troika”, “custe o que custar”, pois aí está o que custa e onde viemos dar. Mesmo com medidas inconstitucionais no OE de 2012 não deu para cumprir as metas.
Não dará em 2013 também, mesmo mudando-as no último trimestre, como no ano passado e mesmo que o TC não chumbe nenhuma das medidas, não dará para cumprir as, já substancialmente alteradas, metas.
Agora é apenas a tentativa da fuga para a frente, usando a mentira como caminho para justificar o injustificável. Não será de nenhuma maneira possível fugir ao segundo resgate, a menos que paguemos juros de qualquer preço e depois quem vier a seguir fecha a porta. Pois não foi a ir aos mercados que atingimos o endividamento que atingimos? Agora o menos mau que nos pode acontecer é a Troika dar-nos outra fatia de empréstimo a juros fixos, como no caso do Chipre 2,5%, mas com prazo para nós a 30 anos. E a fatia deverá ser do valor equivalente a tudo o que devemos aos credores fora do universo da Troika.
ESTA GENTE NÃO PRESTA, MENTE-NOS SISTEMÁTICAMENTE E TENTAM DETURPAR A REALIDADE ACUSANDO OUTROS DAS RESPONSABILIDADES QUE SÃO UNICAMENTE SUAS.
NÃO HÁ FORMA DE ESCAPAR AO SEGUNDO RESGATE NESTE MOMENTO. OU HÁ, É INCUMPRIR COM OS PAGAMENTOS DA DIVIDA OU DOS JUROS.
02-04-2013
Dinis Jesus
DIÁRIO - 01/04/2013
02-04-2013 00:41Diário – Em tempos de grande crise, uma boa notícia.

Uma equipa mista de portugueses e brasileiros, estudou, compilou e vai agora publicar a obra do padre António Vieira em 30 Volumes.
Deixo a fonte da notícia abaixo para que a possam ler e saber que nem tudo é desgraça cá pelo nosso infeliz país. Mas hoje não falemos da crise para não soar a mentira de dia um de abril.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=102315
Bem sabemos que o padre jesuíta foi um dos maiores autores da língua portuguesa e nunca foi devidamente reconhecido pelos programas escolares, talvez por termos uma constituição laica e com muitas influências revolucionárias e a pertença à estrutura da igreja o tenha deixado mal colocado para ser ensinado no pós vinte cinco de abril.
Como diz a notícia vários autores da nossa língua afirmam que ele era um dos melhores utilizadores dela. Do que conhecemos e admitamos não ser muito, achamos que o padre António Vieira era um belíssimo escritor e que muito do que escreveu era para ser transmitido de uma forma oral, sob a forma de sermões e outras alocuções aos cristianizáveis.
Gostamos muitos de algumas coisas que já lemos e que revelavam nele um cidadão atento à conjuntura da época e que sabia opor-se ao sistema da altura com atitude contestatária e apostava na defesa dos mais desfavorecidos.
Hoje em Portugal precisaríamos de gente que fizesse as suas pregações mas para que as pessoas entendessem o que tem de mudar neste mundo onde a cultura quase fica sem verbas e onde as boas notícias só existem sob a forma de falsos comunicados, como o de hoje enviado para as redações e agências noticiosas.
https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=102306
Aqui o deixei para que possam ler ao desnorte que chegámos neste amaldiçoado país de incompetentes e outros maldosos cidadãos. Veremos se o comunicado foi feito por gente do governo para enganar o povo e os agentes culturais ou se foi feito por alguém só para colocar os serviços da secretaria de estado ao ridículo. Tanto uma atitude como a outra são dignas de crítica e repudio.
PENA QUE NESTE TRISTE E POBRE PAÍS NÃO EXISTAM MAIS PESSOAS COMO O PADRE ANTÓNIO VIEIRA E MENOS COMO OS NOSSOS ATUAIS E PASSADOS GOVERNANTES DAS ULTIMAS TRÊS DECADAS:
01-04-2013
Dinis Jesus