DIÁRIO - 20/01/2013
Diário – Será que nada nos corre bem? Livramo-nos da troika e ainda vamos pagar mais juros.
Li hoje no Sol online que o banco de Portugal estima que o juro médio de 2014 vai ser superior ao que temos em 2013, tudo porque a troika vai, teoricamente embora, e de novos os agiotas dos mercados/investidores se vão aproveitar de nós usurpando valores mais altos para juros.
https://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=66691
Já não percebo nada disto, será melhor então novo resgate porque nos fica mais barato? Ou é melhor ir aos mercados e pagar juros mais altos que em teoria nos farão ficar mais endividados e pagar mais por ano. Sim porque tudo o que pedimos é para pagar juros e stock de divida, contrariamente ao que nos vão tentando enfiar pela boca abaixo, que é para reformas e salários, não, não é, será apenas para alimentar o sistema financeiro e dar fortunas a ganhar aos agiotas. Se não pagarmos o stock de divida nem os juros, não digo não pagar literalmente, digo renegociar, alargando os prazos de pagamento e renegociando taxas de juro, com o dinheiro que resulta desse dilatar dos prazos, podemos pagar as reformas e os salários.
Em 2014 vamos precisar de cerca de 22MM€ de financiamento, dos quais 8MM€ serão provenientes da troika. Pergunto, quanto amortizaremos de stock de divida por vencimento dos prazos? Quanto pagaremos de juros nesse ano? Não tenho os números mas sei que será superior aos 22MM€, ora então se não amortizar-mos tanto e se pagar-mos menos juros, provavelmente poderemos pagar salários e pensões sem pedir nada. Sei que isto é passível de não ser exatamente assim, mas não andará longe do que digo. Continuam a mentir e a amedrontar os portugueses.
A questão está tão só no facto de que o sistema está formatado para se alimentar a si próprio e os governos não podem e também não querem, desmontar este modelo de funcionamento de financiamento do estado. O que ganharão com isso?
Esperemos para ver no que param as modas, como frequentemente dizia o meu avô e apenas com o conhecimento assente na sabedoria popular, já que não tinha instrução maior que a 3ª classe. Mas parece-me que sabia estabelecer prioridades melhor que certos senhores que nos governam e são instruídos, ou pelo menos dizem que são e têm diplomas.
ESPEREMOS A BEM DOS PORTUGUESES QUE O QUE NOS DIZEM SER BOM E NECESSÁRIO, NÃO SE TRANSFORME EM MAIS UM TIRO NO PÉ.
AINDA ASSIM CREIO QUE CAIREMOS NUM SEGUNDO RESGATE. GOSTAVE DE ESTAR ENGANADO E QUE O BANCO DE PORTUGAL TAMBEM ESTEJA. GOSTAVA AINDA QUE A UE TOMASSE MEDIDAS QUE RESOLVESSEM O PROBLEMA DIVIDA DOS ESTADOS DE UMA FORMA CABAL, POIS SÒ ISSO RESOLVERÁ O NOSSO PROBLEMA.
20-01-2013
DINIS JESUS