DIÁRIO - 17/01/2013

17-01-2013 20:06

Diário – Debandada de portugueses em direção a países estrangeiros, uns mais ricos e outros mais pobres que Portugal.

Hoje, numa noticia em link abaixo, li que a emigração aumentou de 2010 para 2011 algo como 85%, bom se tivéssemos dados de 2012 então o numero seria bem maior.

https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=93047

Parece-me que não custam a entender as razões de tais números, desemprego, salários baixos, pobreza, mas pior que tudo é a falta de expetativas positivas em relação ao futuro. Temos para nós que para regressar à qualidade de vida do ano 2000 necessitamos de pelo menos 20 anos, a não se alterarem as políticas europeias a continuar a UE sem se desintegrar, desintegração que admitimos sem dificuldade se o rumo for o do empobrecimento dos povos. Ou a não se desintegrar pelo menos mudará substancialmente e provavelmente o Euro será abandonado por alguns países que perante a falta de mecanismos cambiais, não são competitivos em termos económicos, os chamados periféricos, mas não só. A outra solução é a de Berlusconi, ser a Alemanha a abandonar o Euro, mas essa não nos parece praticável.

Mal dos males é que quem mais emigra são os jovens que em teoria trabalhariam no futuro para suportar os beneficiários do chamado estado social. Onde pararemos com estas políticas e respetivas consequências?

Junto mais um link onde se diz que abandonarão o país cerca de um milhão de jovens nas próximas duas décadas prejudicando fortemente o rácio de ativos/dependentes e podendo levar a situação ao colapso. Se não calamitosa a situação é pelo menos preocupante em termos demográficos, para que se garanta a renovação da população e se mantenha socialmente equilibrado o país.

https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=77226

Concluímos que se não se inverter rapidamente o caminho, se não se investir fortemente na criação de emprego para dar garantias de estabilidade às pessoas, efetivamente o nosso Portugal vai tornar-se ingovernável e insustentável socialmente.

Temos vindo a combater este mal com um remédio que o potencia. Perante tal constatação, ou se muda de remédio ou acabaremos com o doente. O que será preciso para que os políticos europeus percebam que este caminho é errado. Só se tem protegido os interesses dos grandes grupos económicos, banca à cabeça, protegendo assim também os países mais fortes economicamente, ou pelo menos protegendo-os temporariamente, porque quando o consumo nos periféricos e em toda a europa por via da austeridade baixa, esses países também estarão sujeitos à desgraça num tempo próximo.

Para rapidamente se encontrar uma solução que mude o rumo era necessário os países que estão mergulhados na crise da divida, juntarem-se e lutarem a uma só voz. Mas o que se vê? Cada um a tentar demonstrar que é diferente do outro, quando na verdade são praticamente iguais em todos os aspetos.

Temos os europeus de votar de forma a redirecionar as políticas europeias, cada uns em seus países, claro está, votar de forma a fazer tremer a banca e a alta finança e a retirar aos especuladores mercados a capacidade de chantagear os países soberanos e democráticos.

 

SERÁ QUE TEMOS MEDO DE FAZER O NOSSO PAÍS VIRAR À ESQUERDA DE FORMA SIGNIFICATIVA? PORQUÊ? POR ANTICOMUNISMO PRIMÁRIO, SUSTENTADO NA IMAGEM DA EX-UNIÃO SOVIETICA? OU PORQUE OS COMUNISTAS COMEM CRIANCINHAS?

NAS AUTARQUIAS COM GOVERNAÇÃO COMUNISTA HÁ MENOS DEMOCRACIA QUE NOS OUTROS SITIOS? NÃO ME PARECE.

POIS A BEM DA MUDANÇA SIGNIFICATIVA TEMOS DE DEIXAR DE LADO A COR DO NOSSO PARTIDO E ENCONTRAR FORMA DE INTERROMPER O CICLO A ESTES AGIOTAS CONDICIONADORES DA VIDA DOS POVOS. CREIO QUE BASTARÃO QUATRO ANOS PARA MUDAR AS COISAS. VOTEM DEPOIS DE NOVO EM QUEM QUISEREM, VOLTANDO À PARTIDARITE. POR VEZES A SOLUÇÃO TEM DE SER RADICAL OU NÃO SE MUDA COISA NENHUMA.

17-01-2013

DINIS JESUS