DIÁRIO - 14/01/2013

14-01-2013 19:20

Diário - A arte de ser encornado

 

Hoje abordo um tema bem fora do habitual, nas minhas temáticas, as relações intimas entre pessoas.

Para todos os temas socorro-me frequentemente de textos e experiências de pessoas que sabem mais que eu acerca dos assuntos sobre os quais escrevo, pois foi aqui também o caso, pesquisei um pouco e encontrei um trecho dum livro que achei deveras interessante.

Gostava eu de ser capaz de reagir assim aos dilemas com que a vida me foi presenteando até hoje e que certamente ainda me presenteará para o futuro.

Questiono-me: será o caminho indicado, no tal texto que transcreverei, o mais honesto e o que dará maior conforto? Não posso ter de tal a certeza, mas tenho a certeza que quanto a mim, não sei ser viperino tão sub-repticiamente, se as pessoas frustram as espectativas, que elas próprias me criaram, se me tratam com atitudes que antes criticavam duramente, em mim e em terceiros, fazendo mesmo por vezes a defesa de pseudovítimas de encornamento sem conhecer devidamente o enquadramento e tanspondo para os casos pessoais histórias de outros.

Por isso quando e como é o caso, levam comigo mal disposto e sendo honesto à minha maneira, que é deixar genuinamente extravazar o que me vai na alma, sujeitando-me a pagar depois, se essa minha atitude pecar por ilegal.

 

Agora o tal textozito:

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Uma história, comum a quem foi encornado, mostra como Montaigne agia: ver, ouvir, não dizer nada, certamente, mas - método supremo...”mostrar que se sabe, depois não dizer nada.”

 

Quando o seu irmão morre num acidente de jogo de péla, procuram por todo o lado a sua corrente de ouro para as partilhas da herança. Sem a encontrarem.

Como irmão mais velho, Montaigne preside à partilha. Pede que se procure no cofre da sua própria mulher.

De facto a joia está lá!

Antoinette, mãe do filósofo, salva a honra da nora assumindo que foi ela que arrumou a joia aí. Montaigne aceita a explicação, mas faz essa versão dos acontecimentos ser registada por um notário, tendo os 3 irmãos como testemunhas...

Nos Ensaios (...) Montaigne teoriza sobre a condição de cornudo, esclarecendo que toda a gente já foi, é ou será corneado. Ou então toda a gente corneou, corneia ou corneará. Não há por que se melindrar por tão pouco!

Em primeiro lugar a honestidade não é a coisa mais bem distribuída do mundo; em seguida, uma mulher é virtuosa enquanto não tem uma boa oportunidade de deixar de o ser. O mesmo vale para os homens.

O essencial, acrescenta o sábio bem informado - por ter sido corneado e por ter ele próprio corneado! - é a discrição. Não acrescentar mais negatividade à negatividade que já existe.

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DEVERIAM AS PESSOAS QUE SE ACHAM MUITO CAPAZES E CUMPRIDORAS, SER SÉRIAS E NÃO TENTAR MOSTRAR UMA COISA QUE NÃO SÃO.

FALANDO SOBRE PROSTITUIÇÃO, SEJA ELA FISICA OU INTELECTUAL, DIGO-O MIL VEZES: PREFIRO UMA PROSTITUTA ASSUMIDA QUE ALGUMAS QUE MOSTRANDO MUITA SERIEDADE, SÃO MUITO MAIS PUTAS QUE AS PRIMEIRAS. EM TERMOS PRÁTICOS FAZEM O MESMO (SEXO COM VÁRIOS) E EM TERMOS MORAIS JUNTAM-LHE A MENTIRA. CLARO QUE ISTO SERVIRÁ PARA AMBOS OS SEXOS, TENDO SÓ DE ALARGAR O CONCEITO DE PUTA.

14-01-2013

DINIS JESUS