DIÁRIO - 09/01/2013

09-01-2013 23:23

Diário - As preferências do FMI e o acertado no nosso entender

Vamos hoje falar da notícia do económico que diz que o FMI aponta como caminho preferencial para equilibrar as contas o corte de 20% nas pensões da caixa geral de aposentações.

https://economico.sapo.pt/noticias/corte-de-20-nas-pensoes-e-o-cenario-favorito-do-fmi_159856.html

Nunca pensei que algum dia estaria de acordo com esta gente, mas por muito que me custe aceitar a redução de rendimentos seja lá de quem for, aqui tenho de concordar, repare-se que a pensão média da CGA é aproximadamente cinco vezes a pensão media do regime geral da segurança social. A bem da equidade, devia fazer-se uma aproximação progressiva ( 10 anos ) dos dois regimes, até que sejam iguais.

Em novembro, no simulador de orçamento que o expresso disponibilizou na net, já eu tinha alcançado o equilíbrio das contas públicas ou seja ausência de deficit, mexendo única e exclusivamente nas pensões da CGA e mantendo a média nos 1000€ ou seja apenas baixando cerca de 10% na média das referidas pensões. Bom para ter um excedente que permitisse ir amortizando a divida, mexeria também no IRC retirando alguns regimes de exceção como a banca e outros, tributando todos por igual, generalizando-o a todas as empresas em cerca de 25% cortando nos benefícios fiscais em sede de IRC. Note-se até que o IRS podia ser mais baixo neste cenário que o que efetivamente será aplicado em 2013, juntava à simulação ainda o aumento de 15% às pensões inferiores da segurança social e ainda assim tínhamos excedentes do exercício. Junto o link do expresso dessa altura para quem queira fazer o exercício.

https://expresso.sapo.pt/faca-o-seu-orcamento-do-estado-para-2013=f765753

Pois parece-me que este seria um caminho sem grandes sobressaltos, muito mais útil que despedir funcionários ou aumentar os impostos, pouco reduzia os consumos, já que os reformados com estas reformas são quem mais aforra, apenas capitalizando a banca mais uma vez. Aconselho todos a verem o simulador e a fazerem as suas contas.

Limitaria ainda, perdoem-me os visados, as reformas máximas a 2250€, no setor privado e publico, que era em termos teóricos o triplo de um hipotético salario mínimo de 750€ que eu defendo como mínimo dignificante para trabalhar, e contra ventos e marés, tenho a certeza que beneficiaria a nossa economia em geral e faria aumentar a receita do estado, sem retirar grande competitividade à nossa economia, já que o que sobrecarregava as empresas lhes permitia encaixar por aumento das vendas em geral pela melhoria da confiança dos consumidores. O estado quase não tem salários mínimos nas suas tabelas salariais, como tal não sobrecarregaria o OE.

Todos os outros cortes que o relatório fala, não me parecem em nada necessários e para corrigir as contas de forma permanente, achamos mesmo que se deve fazer o inverso e fazer crescer a economia e como tal o PIB, tem de haver forma, contrariamente ao que nos dizem, de fazer a economia crescer acima de 2% de forma sustentada durante uma década, para isso precisamos de estrategas que pensem o país a mais que um orçamento, não como os que temos tido que pensam um ano de cada vez e para fazer os acertos, em cada dezembro, arranjam-se umas receitas extraordinárias.

BEM SEI QUE ESTE NÃO SERÁ O ENTENDIMENTO DA MAIOR PARTE DA ESQUERDA, À QUAL PERTENÇO CLARAMENTE, SERIA OU SERÁ SE FOREM GOVERNO E ESPERO QUE SEJAM BREVEMENTE OU PELO MENOS O INFUENCIEM. PARA NIVELAR TEMOS DE FAZER PERDER OS QUE TÊM MAIS E TENTAR AUMENTAR OS QUE TÊM MENOS, A BEM DA JUSTIÇA SOCIAL E PARA EVITAR A CARIDADE QUE ALGUNS ACHAM MUITO BOA, MAS QUE EU DISPENSAVA DE BOM GRADO, JÁ QUE NUM ESTADO RAZOAVEL NÃO SERIA NECESSÁRIA.

09-01-2013

DINIS JESUS