DIÁRIO - 02/06/2013

02-06-2013 23:28

Diário – A decisão de para quem se virar e sobre quem atacar

Hoje desde Espanha, mais propriamente da Galiza, tive menos tempo e hipóteses de prestar atenção aos noticiários portugueses, ainda assim deu para via internet, ler umas coisas que disse João Semedo do BE e Miguel Laranjeiro do PS.

Pois bem diz o tal de Laranjeiro que o BE tem de escolher um adversário e que esse deverá ser a direita no governo. Por princípio até concordo com a ideia. Mas não é que o PS, se adotar as medidas do memorando da Troika, também terá de governar à direita?

Leia-se a notícia do SOL, que também tem anexas as palavras de João Semedo quando instava o PS a decidir para quem se virar em termos políticos.

Concordo assim muito mais com as palavras de João Semedo que com as do Miguel Laranjeiro, pois o PS se quer dizer que é de esquerda tem de se assumir como tal e avançar corajosamente para políticas de rutura com o status-quo reinante.

Tem este PS de Seguro de fazer claras afirmações em relação ao que quer e que caminho quer seguir, não pode adotar a posição de neutralidade apenas porque entende que se não fizer muitas ondas ganhará calmamente as eleições quando estas acontecerem.

Se ganhar as eleições e mantiver o rumo traçado até aqui por todas as governações desde a adesão à UE de nada nos servirá aos normais portugueses, vulgo Zé Povinho, que este PS se diga de esquerda, pois nestas coisas não basta dizer é preciso ser e fazer.

A questão do João Semedo é assim deveras pertinente, deve efetivamente este PS dizer que politicas quer seguir em termos económicos e sociais. Bem sabemos que tomar posição e dizer-se mais à esquerda tirará votos dos mais centristas do PS mas a honestidade é muito mais importante que os votos, em termos morais claro, pois em termos de ganhar eleições com maioria absoluta a gestão dos equilíbrios talvez seja mais frutuosa para quem quer governar. Mas isso é o que tem acontecido até hoje com os resultados que se conhecem.

Concluindo digo-o sem medo, este PS deveria procurar alianças à sua esquerda como BE e com a CDU para proporcionar aos portugueses uma verdadeira governação de esquerda democrática.

ESTAS PROXIMAS ELEIÇÕES, SEJAM LÁ QUANDO FOREM, SERÃO ESCLARECEDORAS DA VONTADE DOS PORTUGUESES E DEVERÃO DETERMINAR QUE CAMINHO QUEREMOS PARA O NOSSO PAÍS. EU ESPERO QUE QUEIRAM VIRAR RADICALMENTE À ESQUERDA DANDO UMA VOTAÇÃO SIGNIFICATIVA AO “BE” E À “CDU”, PARA ASSIM FORÇAREM ESTE BALOIÇANTE PS A VIRAR-SE CLARAMENTE PARA A SUA ESQUERDA.

02-06-2013

Dinis Jesus