CERTAS GENTES
CERTAS GENTES
Nestes modernos tempos,
Com grandes e justas incertezas
Há no mundo certas gentes, certas pessoas,
Que apenas a elas juntam vis tristezas.
São gentes de todas raças e feitios
Todas as estirpes e grandezas
São nobres e ricos ou só pessoas normais
Homens mulheres e que se mal comportam
Em muitas atitudes quase são animais.
Em todos os locais há dessa gentalha
São no governo os políticos
Ele é o arrumador o padre e o professor
É o cidadão comum e o larápio
O comerciante e o doutor,
O polícia, o juiz e o advogado,
São a esposa e o marido traidores
Indignos do parceiro, pois não o respeitam.
Tratam todos da moral, quais astutos violadores.
Será possível mudarem de atitude?
Só os tempos o dirão
Mas tais gentes, crê-se, sempre existirão.
Perderam de Deus o medo
Da sociedade já não têm vergonha
São os seres de hoje em dia,
Sempre o EU primeiro.
Gente da modernidade, talvez!
Capaz de tudo para ostentar poder
Mesmo tornando-se fazedores de malvadez.
De desalento, causadores
Estes seres são como vermes
Ou até piores que isso.
Da justiça,
Para que se fala tanto afinal?
Seja ela terrena ou divina,
Não se vislumbra nem sinal.
Dinis Jesus